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<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Brasil - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticias/economia/brasil</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Thu, 14 May 2026 13:36:35 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Brasil - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticias/economia/brasil</link><url>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Infância em risco]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/infancia-em-risco</link><description>&lt;![CDATA[Mais de 1,3 milhão — esse é o número de casos de violência contra crianças e adolescentes registrado na Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Outubro, m&amp;ecirc;s das crian&amp;ccedil;as. Enquanto fam&amp;iacute;lias e escolas celebram a inf&amp;acirc;ncia, os brasileiros que s&amp;atilde;o o futuro do Pa&amp;iacute;s precisam de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o. De janeiro a setembro de 2025, a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos recebeu, por meio do Disque 100, &lt;strong&gt;mais de 1,3 milh&amp;atilde;o de den&amp;uacute;ncias de casos de viol&amp;ecirc;ncia&lt;/strong&gt; contra crian&amp;ccedil;as e adolescentes, n&amp;uacute;mero que representa um &lt;strong&gt;aumento de 7%&lt;/strong&gt; em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo de 2024.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A viol&amp;ecirc;ncia contra crian&amp;ccedil;as e adolescentes n&amp;atilde;o &amp;eacute; um problema novo, nem exclusivo de uma classe socioecon&amp;ocirc;mica ou regi&amp;atilde;o geogr&amp;aacute;fica. Tampouco se restringe ao Brasil. &amp;ldquo;O Unicef trabalha globalmente pela elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da viol&amp;ecirc;ncia, sempre reconhecendo que ela acontece independentemente do contexto, da cultura ou do pa&amp;iacute;s. Infelizmente, &amp;eacute; um fen&amp;ocirc;meno que se manifesta em todo o mundo&amp;rdquo;, &lt;strong&gt;afirma Lu&amp;iacute;s Augusto Minchola, oficial de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Unicef (Fundo das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas para a Inf&amp;acirc;ncia) Brasil&lt;/strong&gt;, ag&amp;ecirc;ncia da Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas (ONU) que defende o direito de crian&amp;ccedil;as e adolescentes. Embora saiba que a viol&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; fen&amp;ocirc;meno mundial, o Unicef evita compara&amp;ccedil;&amp;otilde;es, porque a forma de coleta de dados diverge muito entre as na&amp;ccedil;&amp;otilde;es, inclusive na categoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do que se configura como viol&amp;ecirc;ncia ou n&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para entender e combater a viol&amp;ecirc;ncia, a Unicef busca &lt;a href="https://revistapb.com.br/entrevistas/trabalho-infantil-tolhe-potencial-brasileiro/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;dividi-la em algumas categorias&lt;/a&gt;. Uma delas &amp;eacute; a viol&amp;ecirc;ncia f&amp;iacute;sica, que inclui castigos corporais. Outra &amp;eacute; a viol&amp;ecirc;ncia sexual, que, al&amp;eacute;m do estupro, inclui tamb&amp;eacute;m a importuna&amp;ccedil;&amp;atilde;o sexual ou a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a conte&amp;uacute;dos inadequados. H&amp;aacute; ainda a neglig&amp;ecirc;ncia, quando a crian&amp;ccedil;a &amp;eacute; abandonada e n&amp;atilde;o recebe os cuidados que necessita, e tamb&amp;eacute;m a viol&amp;ecirc;ncia psicol&amp;oacute;gica. &amp;ldquo;Pode ser o bullying e o cyberbullying, mas tamb&amp;eacute;m testemunhar um ato de viol&amp;ecirc;ncia dom&amp;eacute;stica contra a m&amp;atilde;e, por exemplo, mesmo que a crian&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o seja agredida fisicamente&amp;rdquo;, explica Minchola.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na base da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crian&amp;ccedil;as e adolescentes est&amp;aacute; a necessidade de quebrar um ciclo de viol&amp;ecirc;ncia intergeracional. &amp;ldquo;&amp;Eacute; algo bem documentado. &lt;a href="https://revistapb.com.br/sociedade/infancia-alicerce-do-futuro/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Sofrer viol&amp;ecirc;ncia na inf&amp;acirc;ncia pode aumentar o risco de envolvimento com a viol&amp;ecirc;ncia na vida adulta&lt;/a&gt;, tanto como v&amp;iacute;tima de novo, com parceiros &amp;iacute;ntimos e outros, quanto como perpetrador&amp;rdquo;, explica &lt;strong&gt;Joseph Murray, professor de Epidemiologia na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e membro do N&amp;uacute;cleo Ci&amp;ecirc;ncia Pela Inf&amp;acirc;ncia (NCPI)&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Lar inseguro, rua insegura&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A viol&amp;ecirc;ncia contra crian&amp;ccedil;as tem causas m&amp;uacute;ltiplas e complexas, mas &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel destacar alguns fatores de risco, aspectos que podem aumentar a probabilidade das ocorr&amp;ecirc;ncias, embora n&amp;atilde;o as determinem de forma absoluta. Um deles &amp;eacute; o n&amp;iacute;vel de estresse ao qual pais e cuidadores est&amp;atilde;o expostos &amp;mdash; quanto mais estressados, mais propensos a praticarem viol&amp;ecirc;ncia. O abuso de subst&amp;acirc;ncias como o &amp;aacute;lcool tamb&amp;eacute;m aumenta o risco. &amp;ldquo;Mas h&amp;aacute; ainda outros fatores, como ambientes desorganizados no bairro e na sociedade, servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos que n&amp;atilde;o funcionam etc. Tudo contribui para esse ato final da viol&amp;ecirc;ncia&amp;rdquo;, observa o professor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar de os diversos tipos de viol&amp;ecirc;ncia ocorrerem em todo o mundo, o Brasil se destaca negativamente em um deles: &lt;strong&gt;as mortes violentas intencionais&lt;/strong&gt;. &amp;ldquo;Temos uma viol&amp;ecirc;ncia dentro de casa que &amp;eacute; profundamente problem&amp;aacute;tica e prevalente, mas n&amp;atilde;o d&amp;aacute; para falar sobre viol&amp;ecirc;ncia contra a crian&amp;ccedil;a e o adolescente no Brasil e ignorar o impacto dos homic&amp;iacute;dios de jovens, que normalmente se d&amp;atilde;o fora do &amp;acirc;mbito da casa&amp;rdquo;, afirma Murray. Segundo n&amp;uacute;meros da Unicef Brasil, &lt;strong&gt;as v&amp;iacute;timas s&amp;atilde;o adolescentes a partir dos 15 anos (91% do total), meninos (90%) e negros (82%)&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma das dificuldades para fazer compara&amp;ccedil;&amp;otilde;es, seja do crescimento ao longo do tempo, seja da preval&amp;ecirc;ncia entre diferentes regi&amp;otilde;es, &amp;eacute; que as viol&amp;ecirc;ncias contra os mais novos s&amp;atilde;o subnotificadas. &amp;ldquo;Todos os anos, o Minist&amp;eacute;rio tem recebido mais den&amp;uacute;ncias que no ano anterior, mas a equipe de coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o do enfrentamento acredita que esse crescimento se d&amp;ecirc; por conta de uma maior conscientiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sociedade. Muitas coisas que, antes, eram escondidas ou aceitas passaram a ser denunciadas&amp;rdquo;, ressalta &lt;strong&gt;Pilar Lacerda, secret&amp;aacute;ria nacional dos Direitos da Crian&amp;ccedil;a e do Adolescente do Minist&amp;eacute;rio dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC)&lt;/strong&gt;. Segundo dados do Minist&amp;eacute;rio, de janeiro a agosto de 2025, 200.043 crian&amp;ccedil;as e adolescentes foram v&amp;iacute;timas de viol&amp;ecirc;ncia no Brasil. &lt;strong&gt;Apenas em agosto, dado mais recente, foram 28,33 mil casos, alta de 8,5% em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com 2024&lt;/strong&gt;. A maior parte das ocorr&amp;ecirc;ncias acontece dentro de casa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo que os n&amp;uacute;meros sejam alarmantes, Pilar acredita que as pessoas t&amp;ecirc;m, hoje, mais informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que &amp;eacute; o primeiro passo numa dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o melhor. Quanto mais conscientes de quais s&amp;atilde;o as viol&amp;ecirc;ncias e como agir, mais den&amp;uacute;ncias de casos, antes encobertos, podem ser feitas. &amp;ldquo;J&amp;aacute; s&amp;atilde;o 35 anos de exist&amp;ecirc;ncia do Estatuto da Crian&amp;ccedil;a e do Adolescente (ECA). Muitas campanhas foram feitas, as pessoas conhecem o disque-den&amp;uacute;ncia e a rede de garantias de direitos cresceu&amp;rdquo;, pondera Pilar. Nada disso, contudo, significa que o Pa&amp;iacute;s esteja numa posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o confort&amp;aacute;vel. &amp;ldquo;O Brasil tem uma heran&amp;ccedil;a violenta, &amp;eacute; um pa&amp;iacute;s violento, mas nada disso justifica ou pode normalizar a viol&amp;ecirc;ncia contra a crian&amp;ccedil;a e o adolescente&amp;rdquo;, refor&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estrutura e conhecimento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A maior conscientiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o reflete-se nos n&amp;uacute;meros, mas n&amp;atilde;o veio acompanhada de um fortalecimento estrutural para o combate &amp;agrave; viol&amp;ecirc;ncia infantil. Um dos pontos de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o atual &amp;eacute; fortalecer os conselhos tutelares, oferecendo forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o para as equipes por meio de parcerias com universidades, assim como ajudar a melhorar sua infraestrutura. &amp;ldquo;Como os conselheiros v&amp;atilde;o trabalhar se n&amp;atilde;o tiverem um computador, se n&amp;atilde;o tiverem um carro para atender &amp;agrave;s ocorr&amp;ecirc;ncias?&amp;rdquo;, questiona Pilar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pediatra &lt;strong&gt;Marco Ant&amp;ocirc;nio Gama, presidente do Departamento Cient&amp;iacute;fico de Seguran&amp;ccedil;a da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)&lt;/strong&gt;, alerta que, na verdade, o estudo do assunto precisa ser ampliado. &amp;ldquo;Estamos tentando colocar para a Medicina o conceito de que a viol&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; uma doen&amp;ccedil;a para a v&amp;iacute;tima &amp;mdash; tem hist&amp;oacute;ria cl&amp;iacute;nica e exames f&amp;iacute;sico, de imagem e laboratorial que s&amp;atilde;o espec&amp;iacute;ficos. No entanto, em toda a cadeia que atende a v&amp;iacute;tima de viol&amp;ecirc;ncia falta informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o cient&amp;iacute;fica&amp;rdquo;, aponta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o m&amp;eacute;dico, essa forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o ajudaria a melhorar a vida dos mais novos no longo prazo. &amp;ldquo;Quando uma crian&amp;ccedil;a pequena &amp;eacute; v&amp;iacute;tima de viol&amp;ecirc;ncia, a decis&amp;atilde;o de um juiz pode mudar a vida dela, porque &amp;eacute; capaz de interromper o atraso nos desenvolvimentos ps&amp;iacute;quico, f&amp;iacute;sico e neurol&amp;oacute;gico. Mas como ele vai tomar uma boa decis&amp;atilde;o sem conhecer o tema?&amp;rdquo;, questiona.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O enfrentamento do problema passa, portanto, pelo aprimoramento das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es que t&amp;ecirc;m a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de proteger os pequenos. Gama relata, com tristeza, ter presenciado casos de crian&amp;ccedil;as pequenas com comportamentos de n&amp;atilde;o intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o semelhantes aos de autistas, sem serem autistas, uma consequ&amp;ecirc;ncia de terem presenciado cenas de viol&amp;ecirc;ncia. E de crian&amp;ccedil;as que voltam repetidamente aos servi&amp;ccedil;os de sa&amp;uacute;de como v&amp;iacute;timas, sem que nada mude. &amp;ldquo;Tomei conhecimento do caso de uma crian&amp;ccedil;a que voltou pela quinta vez ao servi&amp;ccedil;o de sa&amp;uacute;de. Todo mundo errou&amp;rdquo;, avalia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O grande contraponto &amp;agrave; viol&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; o cultivo do afeto, defende o m&amp;eacute;dico. N&amp;atilde;o basta n&amp;atilde;o bater, n&amp;atilde;o abusar, n&amp;atilde;o expor &amp;mdash; &amp;eacute; preciso promover rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es positivas. &amp;ldquo;O afeto &amp;eacute; importante para os &lt;a href="https://revistapb.com.br/entrevistas/cuidar-da-infancia-caminho-para-o-desenvolvimento/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;desenvolvimentos ps&amp;iacute;quico e f&amp;iacute;sico&lt;/a&gt;. A ruptura desse afeto, que pode ser causada at&amp;eacute; pelo excesso de internet, provoca uma desvincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre pais e filhos. Sem v&amp;iacute;nculo, crian&amp;ccedil;as e adolescentes carentes s&amp;atilde;o presas f&amp;aacute;ceis da viol&amp;ecirc;ncia tamb&amp;eacute;m fora do lar&amp;rdquo;, explica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo em casos graves de viol&amp;ecirc;ncia, h&amp;aacute; caminhos de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O pediatra cita o &lt;strong&gt;servi&amp;ccedil;o Dedica, do Hospital de Cl&amp;iacute;nicas da Universidade Federal do Paran&amp;aacute; (UFPR), que oferece assist&amp;ecirc;ncia multidisciplinar para a crian&amp;ccedil;a e tamb&amp;eacute;m para membros da fam&amp;iacute;lia.&lt;/strong&gt; At&amp;eacute; mesmo os agressores recebem ajuda, quando apresentam possibilidade de tratamento. &amp;ldquo;O Brasil tem uma popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito afetuosa, que precisa ser valorizada. E h&amp;aacute; medidas fact&amp;iacute;veis para reduzir a viol&amp;ecirc;ncia, como mostra essa experi&amp;ecirc;ncia positiva do Dedica&amp;rdquo;, conclui Gama.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Mat&amp;eacute;ria originalmente publicada no site da&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://revistapb.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;Revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;A FecomercioSP acredita que a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprofundada &amp;eacute; um instrumento fundamental de qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do debate p&amp;uacute;blico sobre assuntos importantes n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para a classe empresarial, mas para toda a sociedade. &amp;Eacute; neste sentido que a entidade publica, bimestralmente, a Revista Problemas Brasileiros.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 13 Oct 2025 16:22:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Custo de vida desacelerou na RMSP e aliviou renda das famílias]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/custo-de-vida-desacelerou-na-rmsp-e-aliviou-renda-das-familias</link><description>&lt;![CDATA[Lares com maior poder aquisitivo foram mais afetados em agosto; no acumulado do ano, pressão é maior para as casas com menor poder aquisitivo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas taxas da conta de energia el&amp;eacute;trica e a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos alimentos aliviou o bolso das fam&amp;iacute;lias e reduziu o custo de vida, em agosto. Segundo a pesquisa &lt;strong&gt;Custo de Vida por Classe Social (CVCS)&lt;/strong&gt;, produzida pela &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;com base nas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE), o &amp;iacute;ndice desacelerou de 0,47%, em julho, para &lt;strong&gt;0,21%&lt;/strong&gt; no m&amp;ecirc;s seguinte&lt;strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;atingindo mais os lares com maior poder aquisitivo [gr&amp;aacute;fico 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de vida na Regi&amp;atilde;o Metropolitana de S&amp;atilde;o Paulo (CVCS)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;S&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica &amp;mdash; julho de 2025&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; IBGE/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img width="566" height="282" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/c05a7b3227f0422d66918416599c807d2922fb09.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, a modera&amp;ccedil;&amp;atilde;o no custo de vida &amp;eacute; positiva, pois contribui para a recomposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da renda e para a melhoria do poder de compra da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, gerando reflexos favor&amp;aacute;veis para a economia nos pr&amp;oacute;ximos meses. O cen&amp;aacute;rio permanece otimista, com a queda nos pre&amp;ccedil;os dos supermercados, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o no valor dos combust&amp;iacute;veis e os reservat&amp;oacute;rios de &amp;aacute;gua em bom n&amp;iacute;vel, o que diminui a chance de acionamento das bandeiras tarif&amp;aacute;rias mais caras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pressionou renda das fam&amp;iacute;lias&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na an&amp;aacute;lise por faixa de renda, as fam&amp;iacute;lias dos estratos mais altos foram as mais impactadas em agosto: a classe A apontou alta de 0,26% no custo de vida, enquanto a classe B, uma expans&amp;atilde;o de 0,29%, ao passo que a classe E registrou alta de 0,05% e a classe D, de 0,02% [tabela1].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de vida na Regi&amp;atilde;o Metropolitana de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o por classes sociais &amp;mdash; julho de 2025&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; IBGE/FecomercioSP&lt;br&gt;&lt;img width="567" height="111" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/a19122a4e64e534fe293c5ef2828a66d7b0c40c5.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre os grupos, a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o exerceu a maior press&amp;atilde;o de alta em agosto, com varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 1,12%. Os reajustes foram puxados principalmente por cursos de idioma (2,8%) e ensino superior (2,6%). Apesar do avan&amp;ccedil;o, os aumentos t&amp;ecirc;m car&amp;aacute;ter sazonal e n&amp;atilde;o devem gerar novas press&amp;otilde;es nos pr&amp;oacute;ximos meses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em seguida, o vestu&amp;aacute;rio apresentou eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 0,83%, com maiores reajustes observados na camisa infantil (3,8%), no sapato feminino (2,6%) e na lingerie (2,1%) &amp;mdash; comportamento semelhante em todas as faixas de renda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O grupo de habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por sua vez, contribuiu para a desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;iacute;ndice, ao recuar 0,09%, resultado do b&amp;ocirc;nus na conta de energia el&amp;eacute;trica &amp;mdash; reduzindo em 3,6% o item. O efeito foi mais favor&amp;aacute;vel para as fam&amp;iacute;lias de menor renda, com quedas de 0,34%, na classe E, e de 0,5%, na classe D. J&amp;aacute; entre as fam&amp;iacute;lias de maior poder aquisitivo, houve alta de 0,47%, influenciada pelo encarecimento dos materiais de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como revestimento de piso e cimento (3,6%), al&amp;eacute;m de tijolos e itens hidr&amp;aacute;ulicos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No grupo de alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e bebidas, a varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi positiva em 0,19%. Nos supermercados, houve leve defla&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 0,06%, enquanto as refei&amp;ccedil;&amp;otilde;es fora de casa registraram alta de 0,55%, pressionando mais o or&amp;ccedil;amento dos lares de maior renda &amp;mdash; 0,37%, na classe A, contra 0,03%, na classe E. Nos alimentos, os destaques ficaram por conta das quedas expressivas nos pre&amp;ccedil;os do mam&amp;atilde;o (-13,6%), do tomate (-10,5%) e da batata-inglesa (-5,6%), al&amp;eacute;m da estabilidade no arroz e do recuo de 1,5% no feij&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de vida na Regi&amp;atilde;o Metropolitana de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o por classes sociais &amp;mdash; Acumulado de 12 meses&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; IBGE/FecomercioSP&lt;br&gt;&lt;img width="567" height="121" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/49a41872b1308b8f084e410da3e31a8889472f2b.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No acumulado de 12 meses, o custo de vida foi mais elevado para as classes de menor poder aquisitivo, com altas de 6,56%, na classe E, e 6,47%, na classe D. Entre as classes mais altas, as varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es ficaram em 5,41%, para a classe B, e 5,46%, para a classe A. Essa diferen&amp;ccedil;a ocorre porque, nas fam&amp;iacute;lias de menor renda, os gastos se concentram nos grupos de despesas que t&amp;ecirc;m maior peso no or&amp;ccedil;amento [tabela 2].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 06 Oct 2025 15:24:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[O problema do Brasil é que a produtividade não acompanha o crescimento]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/o-problema-do-brasil-e-que-a-produtividade-nao-acompanha-o-crescimento</link><description>&lt;![CDATA[Quando a produtividade não acompanha o crescimento, o resultado é inflação. A advertência vem da economista-chefe da Galápagos Capital, Tatiana Pinheiro]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Quando a produtividade n&amp;atilde;o acompanha o crescimento, o resultado &amp;eacute; infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A advert&amp;ecirc;ncia vem da economista-chefe da Gal&amp;aacute;pagos Capital, Tatiana Pinheiro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a an&amp;aacute;lise dos dados econ&amp;ocirc;micos, n&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel afirmar que o Brasil melhorou em termos de produtividade, opina Tatiana. A economista lembra que o fator &amp;eacute; fundamento b&amp;aacute;sico para um crescimento s&amp;oacute;lido e sustent&amp;aacute;vel.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Se a produtividade &amp;eacute; baixa, em algum momento, come&amp;ccedil;a a gerar infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E, a&amp;iacute;, para controlar isso, &amp;eacute; preciso subir a taxa de juros, que &amp;eacute; mais ou menos o que a gente est&amp;aacute; vendo no Brasil&amp;rdquo;, explica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a especialista, falta planejamento a longo prazo &amp;mdash; envolvendo a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emprego e o aumento da qualidade da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; para superar o problema da produtividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em entrevista ao &lt;a href="https://umbrasil.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Canal &lt;strong&gt;UM BRASIL&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &amp;mdash; uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &amp;mdash;, Tatiana tamb&amp;eacute;m discute o impasse fiscal no Pa&amp;iacute;s e a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impasse fiscal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Os buracos no teto.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Na opini&amp;atilde;o de Tatiana, o governo federal n&amp;atilde;o est&amp;aacute; comprometido com a austeridade fiscal. &amp;ldquo;O teto de gastos foi, em 2018, uma &amp;oacute;tima estrat&amp;eacute;gia. Ao chegar na parte da compress&amp;atilde;o, quando precisou tomar a decis&amp;atilde;o de onde alocar o or&amp;ccedil;amento, a&amp;iacute; o governo come&amp;ccedil;ou a fazer um teto retr&amp;aacute;til, a subir o teto e a fazer v&amp;aacute;rios buracos&amp;rdquo;, avalia.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O prazo para equalizar as contas.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;A economista adverte que o Brasil est&amp;aacute; atingindo um muro no corte das despesas discricion&amp;aacute;rias, que s&amp;atilde;o aquelas n&amp;atilde;o obrigat&amp;oacute;rias. &amp;ldquo;Cerca de 92% dos gastos s&amp;atilde;o obrigat&amp;oacute;rios. Resta cerca de 8% para as discricion&amp;aacute;rias, usadas para a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a energia dos pr&amp;eacute;dios p&amp;uacute;blicos; para a emiss&amp;atilde;o dos documentos, de passaporte; para a &amp;aacute;gua, o papel. Todo o custeio da m&amp;aacute;quina. Fomos achatando isso. O limite est&amp;aacute; chegando, est&amp;aacute; muito pr&amp;oacute;ximo&amp;rdquo;, diz.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Entraves da reforma fiscal.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Hoje, para fazer um ajuste fiscal &amp;ldquo;permanente e realmente efetivo&amp;rdquo;, Tatiana lembra que &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio &amp;ldquo;mexer na Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; &amp;mdash; e esse &amp;eacute; o imbr&amp;oacute;glio. Al&amp;eacute;m disso, a decis&amp;atilde;o exige respaldo n&amp;atilde;o s&amp;oacute; no Congresso e no Executivo, mas, principalmente, na sociedade. &amp;Eacute; da&amp;iacute; que ela deve partir essencialmente, acredita Tatiana. &amp;nbsp;&amp;ldquo;Isso implica a escolha de um governo comprometido com essa pauta. A bandeira, hoje, &amp;eacute; exatamente o aumento do gasto. &amp;Eacute; isso que a gente est&amp;aacute; acompanhando com a piora do endividamento p&amp;uacute;blico&amp;rdquo;, conclui.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A economia das na&amp;ccedil;&amp;otilde;es emergentes&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Mais d&amp;iacute;vidas, mais juros.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;As na&amp;ccedil;&amp;otilde;es emergentes n&amp;atilde;o podem ter um patamar de endividamento igual ao das economias avan&amp;ccedil;adas, pondera Tatiana. A especialista lembra que, quanto mais endividado, maiores s&amp;atilde;o os juros cobrados para continuar financiando a d&amp;iacute;vida do pa&amp;iacute;s, situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que pode sair do controle.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Descompasso.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;ldquo;D&amp;aacute; para fazer um paralelo entre as contas p&amp;uacute;blicas e o or&amp;ccedil;amento familiar ou de uma empresa&amp;rdquo;, explica. &amp;ldquo;Uma empresa que tenha um endividamento que cres&amp;ccedil;a a taxa maior do que o faturamento, numa quest&amp;atilde;o de tempo ela j&amp;aacute; n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; mais vi&amp;aacute;vel. Isso &amp;eacute; uma realidade para todos os emergentes&amp;rdquo;, conclui.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Aperte o play e assista &amp;agrave; entrevista:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl fr-active"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/94VoDT7Gr4U?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 06 Oct 2025 14:54:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[O Brasil precisa de um pacto nacional pela Educação]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/o-brasil-precisa-de-um-pacto-nacional-pela-educacao</link><description>&lt;![CDATA[Sidarta Ribeiro ressalta a importância de o Brasil construir um grande pacto nacional pela Educação: “Isso está ao alcance das nossas mãos e, para isso, todos e todas precisamos contribuir”, diz]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Brasil precisa depositar uma “intenção revolucionária” na Educação. É o que defende o neurocientista Sidarta Ribeiro, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e pesquisador no Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Se conseguirmos, de maneira consistente, oferecer Educação de ótima qualidade para todo mundo, daremos um grande salto”, explica. Para Ribeiro, é a escola a instituição capaz de “equalizar oportunidades” no País. Por isso, a sua valorização (e a do corpo docente) é fundamental e estratégica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O professor ressalta a importância de o Brasil construir um “grande pacto nacional pela Educação”. “Isso está ao alcance das nossas mãos e, para isso, todos e todas precisamos contribuir”, diz.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em entrevista ao &lt;a href="https://umbrasil.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Canal &lt;strong&gt;UM BRASIL&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; — uma realização da&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; —, o neurocientista reflete sobre as soluções para a construção de um outro futuro nacional, as quais passam pelo sonho — e pelo sono.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um Brasil em descompasso&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Fé e práticas.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Ribeiro acredita que um dos principais desafios do Brasil é o desalinhamento entre a fé professada e a prática das pessoas. “Vivemos em uma nação onde 90% das pessoas se declaram cristãs e, portanto, deveriam aderir aos preceitos do Evangelho, de partilha, compaixão, amor, solidariedade. Mas isso não acontece de fato”, reflete.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Desacerto.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Na opinião do professor, as precariedades social e econômica em que vive grande parte da população são sinais de “grande desacerto”. Enquanto a elite professa a “adoração ao deus do dinheiro” — inclusive tecendo esforços para pagar menos impostos que a maior parte da população —, o povo empobrecido passa fome, sofre de insegurança alimentar e lida com trabalhos precários e jornadas exaustivas, explica o professor.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Sonhar é o primeiro passo.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;“Por que, num país com tantas riquezas naturais, humanas e culturais, a gente não consegue compartilhar todos esses benefícios?” Ribeiro destaca que a resposta para esse questionamento está ligada ao “massacre do mundo interno, do imaginário”. “A gente precisa ‘reflorestar’ as nossas mentes, que estão muito desertificadas nessa adoração ao dinheiro. O que a gente realmente precisa para viver bem é de amor, partilha, conforto e acolhimento”, conclui.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os males da privação do sono (e do sonho)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Reconquistar a capacidade de sonhar.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O País, que já foi capaz de sonhar coisas muito relevantes e transformadoras no passado — como um sistema universal de Saúde, o SUS —, hoje, precisa se conectar com novos sonhos, como a melhoria educacional e uma política de expansão do salário mínimo, que podem garantir avanços na qualidade de vida, diz Ribeiro. “Precisamos nos envolver com as crianças, com os mais velhos, com os nossos biomas, com a vida.”&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Quem dorme pouco, sonha pouco.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Ribeiro lembra que há, também, uma relação direta entre as privações do sonho e do sono. O Brasil tem hábitos ruins de sono que podem levar a uma menor qualidade de vida e ao desenvolvimento de doenças. “Uma pessoa que dorme mal tem menos capacidade de aprender, de resgatar o que já sabe, além de uma péssima regulação emocional, fica irritadiça. Vira uma bola de neve”, observa.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Efeitos perversos.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Em médio e longo prazos, Ribeiro cita consequências e prejuízos profundos na saúde. “Estamos falando de diabetes, doenças cardiovasculares, obesidade, depressão, ansiedade. E, no longo prazo, o Alzheimer”, elenca. De acordo com o especialista, o sono é responsável por desintoxicar o cérebro das proteínas malformadas que, eventualmente, quando acumuladas, podem ser catalisadoras da doença.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Um pacto pelo bem-estar.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O problema é que a nossa sociedade, a essa altura, está totalmente construída em torno do dormir mal, lembra o neurocientista. “A luz elétrica, o rádio, a televisão e a internet invadiram a noite. As pessoas têm a sensação de que precisam ficar acordadas até a exaustão, seja para trabalharem mais, seja para poderem espairecer”, explica. “Precisamos fazer um pacto pelos elementos fundamentais da saúde. Sono de boa qualidade, comida de verdade e exercício físico diariamente. São três pilares da saúde que estão sendo negligenciados”, conclui.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Assista ao debate na íntegra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/o-lfjKb0Dp4?&amp;amp;t=1s&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 29 Sep 2025 15:51:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Produtividade: uma equação complexa]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/produtividade-uma-equacao-complexa</link><description>&lt;![CDATA[O número de brasileiros que concluíram o ensino superior quase triplicou; veja o panorama da Revista Problemas Brasileiros]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE) mostram que, em 2000, 6,8% das pessoas com 25 anos ou mais tinham conclu&amp;iacute;do o ensino superior. A fatia subiu para 11,3%, em 2010, e para 18,4%, em 2022. E, mesmo na base, os indicadores s&amp;atilde;o positivos: o porcentual de pessoas sem ensino fundamental completo caiu de 63,2%, em 2000, para 49,3%, em 2010, e 35,2%, em 2022.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os n&amp;uacute;meros da produtividade, contudo, continuam estagnados: nos &amp;uacute;ltimos 40 anos, a taxa m&amp;eacute;dia de expans&amp;atilde;o da produtividade do trabalhador brasileiro foi de 0,6% ao ano, uma das mais baixas do mundo, segundo estudos do Observat&amp;oacute;rio da Produtividade Regis Bonelli, do Instituto Brasileiro de Economia da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Getulio Vargas (FGV-Ibre). Essa estagna&amp;ccedil;&amp;atilde;o acontece porque, apesar de essencial para melhorar a produtividade em qualquer lugar do mundo, s&amp;oacute; a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o basta. H&amp;aacute; uma longa cadeia de fatores entrela&amp;ccedil;ados que influenciam o indicador e, quando o elo mais fraco arrebenta, ningu&amp;eacute;m consegue puxar o Pa&amp;iacute;s para cima.&amp;nbsp;&lt;br&gt;&amp;ldquo;O indicador chama &amp;lsquo;produtividade por trabalhador&amp;rsquo;, parece que o trabalhador &amp;eacute; o respons&amp;aacute;vel. Mas, na verdade, &amp;eacute; um n&amp;uacute;mero dif&amp;iacute;cil de apurar, porque &amp;eacute; o PIB [&lt;em&gt;Produto Interno Bruto&lt;/em&gt;] dividido pelo n&amp;uacute;mero de trabalhadores&amp;rdquo;, explica Paulo Feldmann, professor na Faculdade de Economia, Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Contabilidade e Atu&amp;aacute;ria da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (FEA/USP).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Portanto, in&amp;uacute;meros fatores entram nessa conta, ao influenciar o desempenho do PIB e o do trabalhador. &amp;ldquo;Digamos que fosse poss&amp;iacute;vel transportar mil brasileiros da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o civil, que conseguem levantar um pr&amp;eacute;dio de cinco andares em um ano, para a Coreia do Sul. L&amp;aacute;, eles levariam em torno de quatro meses para construir um pr&amp;eacute;dio igual&amp;rdquo;, compara Feldmann. Isso porque a tecnologia tem uma influ&amp;ecirc;ncia enorme sobre a produtividade. No pa&amp;iacute;s asi&amp;aacute;tico, h&amp;aacute; muito mais tecnologia aplicada em v&amp;aacute;rios setores produtivos, como a Constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o Civil. Tamb&amp;eacute;m porque o transporte &amp;eacute; melhor &amp;mdash; o material necess&amp;aacute;rio chega mais r&amp;aacute;pido aonde &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio &amp;mdash; e a rede de energia &amp;eacute; confi&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Infraestrutura do atraso&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, a log&amp;iacute;stica &amp;eacute; um peso sobre a produtividade brasileira. &amp;ldquo;Quem produz precisa lidar com um transporte caro e ruim, porque, no Brasil, s&amp;atilde;o usados caminh&amp;otilde;es em vez de trens e, em quase qualquer pa&amp;iacute;s do mundo, o deslocamento de cargas &amp;eacute; feito por via f&amp;eacute;rrea. Para conseguir melhorar a efici&amp;ecirc;ncia e escoar os min&amp;eacute;rios, a Vale investiu em ferrovias pr&amp;oacute;prias&amp;rdquo;, exemplifica o professor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A energia tamb&amp;eacute;m tem grande influ&amp;ecirc;ncia. E por, aqui, ela &amp;eacute; cara e pouco confi&amp;aacute;vel. Apesar de a matriz el&amp;eacute;trica ser majoritariamente hidr&amp;aacute;ulica &amp;mdash; que, al&amp;eacute;m de limpa, &amp;eacute;, em teoria, mais barata &amp;mdash;, as redes de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o deixam a desejar e o custo final &amp;eacute; alto, sobretudo por causa dos impostos. No &amp;acirc;mbito federal, incidem o Programa de Integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social (PIS) e a Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), enquanto no n&amp;iacute;vel estadual &amp;eacute; cobrado o Imposto sobre Circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercadorias (ICMS). Para a Ind&amp;uacute;stria, a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a energia ronda os 30%. Mesmo com o alto valor pago por quilowatt, as quebras de fornecimento continuam sendo um problema para o setor produtivo. &amp;ldquo;H&amp;aacute; regi&amp;otilde;es em que o Com&amp;eacute;rcio e os Servi&amp;ccedil;os precisam ter gerador, pois falta luz com muita frequ&amp;ecirc;ncia. Isso atrapalha demais&amp;rdquo;, destaca Feldmann. Soma-se aos problemas de infraestrutura o baixo uso de tecnologias, que, segundo o professor, &amp;eacute; &amp;ldquo;muit&amp;iacute;ssimo importante&amp;rdquo; para a produtividade. Al&amp;eacute;m da falta de investimento local, &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil import&amp;aacute;-la. &amp;ldquo;&amp;Eacute; um setor que n&amp;atilde;o deveria ser taxado, mas, ao contr&amp;aacute;rio, &amp;eacute; altamente tarifado. Se uma tecnologia custa US$ 100, chega ao Brasil por US$ 220&amp;rdquo;, critica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil amarga a 50&amp;ordf; posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;Iacute;ndice Global de Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (IGI) 2024, um ranking de 133 pa&amp;iacute;ses elaborado pela Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), considerado o principal indicador de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mundo. O Brasil caiu uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ano anterior. Os dez primeiros colocados s&amp;atilde;o Su&amp;iacute;&amp;ccedil;a, Su&amp;eacute;cia, Estados Unidos, Singapura, Reino Unido, Coreia do Sul, Finl&amp;acirc;ndia, Holanda, Alemanha e Dinamarca.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o que patina&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, a baixa qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalhador interfere na produtividade brasileira. E &amp;eacute; nessa ponta que a liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o se d&amp;aacute;. &amp;ldquo;Se aquele mesmo pr&amp;eacute;dio fosse constru&amp;iacute;do por trabalhadores coreanos, ele seria conclu&amp;iacute;do ainda mais r&amp;aacute;pido porque eles receberam uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o melhor e tornaram-se mais produtivos&amp;rdquo;, pondera o professor Feldmann.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo ao isolar a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, trata-se de um c&amp;aacute;lculo complexo. Os trabalhadores precisam dominar certas t&amp;eacute;cnicas, mas tamb&amp;eacute;m estarem preparados para aprender novos m&amp;eacute;todos e desenvolver aptid&amp;otilde;es. &amp;ldquo;Dominar as habilidades espec&amp;iacute;ficas de um trabalho &amp;eacute; fundamental para a produtividade. Se for um tratorista, precisar&amp;aacute; dominar bem a m&amp;aacute;quina, por exemplo. Al&amp;eacute;m disso, o trabalho moderno exige capacidade de pensar. O importante n&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; ter informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas saber us&amp;aacute;-las&amp;rdquo;, explica Jos&amp;eacute; Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP). E, ent&amp;atilde;o, afirma Pastore, come&amp;ccedil;am a surgir o problema da escola. &amp;ldquo;Tivemos uma melhoria no n&amp;uacute;mero de anos frequentados, mas isso n&amp;atilde;o se reflete em aumento da capacidade da escola de fazer as crian&amp;ccedil;as pensarem melhor. Temos um grupo grande de institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino de baixa qualidade, que n&amp;atilde;o desenvolvem a capacidade de pensar&amp;rdquo;, enfatiza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os progressos educacionais, em termos gerais, s&amp;atilde;o evidentes. Alguns n&amp;uacute;meros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE), da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&amp;iacute;lios Cont&amp;iacute;nua (PNAD Cont&amp;iacute;nua), sobre Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, demonstram o fen&amp;ocirc;meno. Entre as crian&amp;ccedil;as de 6 a 14 anos de idade, 99,5% est&amp;atilde;o na escola. Em 2024, a m&amp;eacute;dia de anos de estudo de quem tem 25 anos ou mais chegou a 10,1 anos, a mais alta da s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica. Contudo, o analfabetismo funcional atinge 29% das pessoas de 15 a 64 anos, de acordo com o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) de 2025. S&amp;atilde;o pessoas que t&amp;ecirc;m algum n&amp;iacute;vel de aprendizagem formal, mas s&amp;atilde;o incapazes de fazer uso da leitura e da escrita em contextos da vida cotidiana. Mesmo depois de frequentar a escola por nove anos, a alfabetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; garantida: 38% dos que chegaram ao ensino m&amp;eacute;dio n&amp;atilde;o estavam funcionalmente alfabetizados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Escola desigual&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os n&amp;uacute;meros da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o parte de algo maior &amp;mdash; a desigualdade social. Dentre os jovens brasileiros de 15 a 29 anos, 8,7 milh&amp;otilde;es estavam fora da escola e ainda n&amp;atilde;o haviam completado o ensino m&amp;eacute;dio em 2024. O n&amp;uacute;mero &amp;eacute; alto, mas menor do que antes (eram 11,4 milh&amp;otilde;es em 2019). S&amp;oacute; que, nesse contingente menos escolarizado, h&amp;aacute; uma diferen&amp;ccedil;a importante: 26,5% s&amp;atilde;o brancos e 72,5% s&amp;atilde;o negros. &amp;ldquo;Estamos no caminho certo, mas de forma lenta. E as disparidades no acesso e na qualidade ainda s&amp;atilde;o altas&amp;rdquo;, afirma T&amp;aacute;ssia Cruz, professora na Escola Brasileira de Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica e de Empresas da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Getulio Vargas (FGV-Ebape).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No recorte racial, &amp;eacute; comum que os negros estejam em escolas mais perif&amp;eacute;ricas, com menos recursos e menor qualidade. Mas, segundo estudos realizados por T&amp;aacute;ssia, mesmo dentro da mesma escola h&amp;aacute; diferen&amp;ccedil;as. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o &amp;eacute; f&amp;aacute;cil mensurar, mas h&amp;aacute; diferen&amp;ccedil;as no tempo de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o que o professor d&amp;aacute; para cada crian&amp;ccedil;a, ou no acolhimento, na forma de tratar. Isso faz com que crian&amp;ccedil;as que j&amp;aacute; venham de ambientes menos escolarizados sintam-se menos pertencentes &amp;agrave; escola&amp;rdquo;, detalha. Na sua experi&amp;ecirc;ncia, &amp;eacute; comum que as crian&amp;ccedil;as sejam desde muito novas colocadas em caixinhas. &amp;ldquo;Professores dizem coisas como &amp;lsquo;Essa crian&amp;ccedil;a, vinda dessa fam&amp;iacute;lia, nunca vai aprender&amp;rsquo;. Nem os educadores acreditam nelas&amp;rdquo;, relata. H&amp;aacute;, ainda, estere&amp;oacute;tipos quanto ao aprendizado de disciplinas exatas, que afastam as meninas de determinadas carreiras. O ensino de qualidade chega a poucos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entretanto, existem setores que parecem ilhas de efici&amp;ecirc;ncia, ao agregar qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao crescimento. &amp;ldquo;Os destaques positivos se d&amp;atilde;o na Aeron&amp;aacute;utica, na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vacinas, na Siderurgia e no setor banc&amp;aacute;rio. E, claro, no Agroneg&amp;oacute;cio, que h&amp;aacute; d&amp;eacute;cadas vem ganhando 3% de produtividade anual&amp;rdquo;, aponta Pastore. A virada no setor come&amp;ccedil;ou na d&amp;eacute;cada de 1970, com a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&amp;aacute;ria (Embrapa) e o desafio de aumentar e diversificar a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do campo. &amp;ldquo;Na &amp;eacute;poca, o Pa&amp;iacute;s n&amp;atilde;o cultivava o suficiente para alimentar a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A proposta era que o Brasil treinasse mil pesquisadores, nas melhores universidades do mundo, para gerar conhecimento e melhorar as tecnologias de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E, 50 anos depois, o resultado est&amp;aacute; aqui&amp;rdquo;, comemora Pastore, que coordenou o grupo de estudos que criou a Embrapa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com pesquisadores bem formados, capazes de pensar os problemas em territ&amp;oacute;rio nacional, o Agro passou a adotar novas tecnologias de forma massiva e a qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalhador tornou-se indispens&amp;aacute;vel em todos os n&amp;iacute;veis. &amp;ldquo;Os empres&amp;aacute;rios foram obrigados a racionalizar a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pois a tecnologia imp&amp;otilde;e rigor. Se voc&amp;ecirc; possui uma colheitadeira de R$ 8 milh&amp;otilde;es, precisa de uma boa gest&amp;atilde;o&amp;rdquo;, ressalta Pastore.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um d&amp;eacute;ficit que puxa o outro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim como &amp;eacute; verdade que a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o influencia a economia, n&amp;atilde;o se pode ignorar que a pr&amp;oacute;pria economia pesa sobre os resultados da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Uma economia que cresce pouco tem menos recursos para investir, e o baixo crescimento acaba por limitar oportunidades tamb&amp;eacute;m para aqueles que puderam estudar. &amp;ldquo;Quando um pa&amp;iacute;s cresce, cria empregos mais produtivos, que absorvem os mais qualificados. Desde os anos 1980, o Brasil n&amp;atilde;o cria tantas oportunidades e nem sempre as pessoas est&amp;atilde;o empregadas naquilo em que seriam mais produtivas&amp;rdquo;, observa o economista Antonio Lanzana, presidente do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Pol&amp;iacute;tica da FecomercioSP e professor na Faculdade de Economia, Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Contabilidade e Atu&amp;aacute;ria da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (FEA/USP) e na Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Dom Cabral (FDC). H&amp;aacute; desperd&amp;iacute;cio de potencial produtivo quando, no seu trabalho, &amp;nbsp; um profissional n&amp;atilde;o aplica o que aprendeu. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o &amp;eacute; l&amp;oacute;gico que uma pessoa que estudou por anos dirija um Uber. N&amp;atilde;o &amp;eacute; uma quest&amp;atilde;o de ju&amp;iacute;zo de valor, mas um capital humano mal aproveitado&amp;rdquo;, opina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A falta de perspectiva tamb&amp;eacute;m afeta a motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas, criando um ciclo perverso de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o deficit&amp;aacute;ria e empregos de baixa qualidade. &amp;ldquo;As vagas no ensino superior aumentaram muito, mas os estudantes chegam com enormes limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es de conhecimentos do ensino b&amp;aacute;sico. Muitos est&amp;atilde;o l&amp;aacute; pelo canudo, mas sem ter preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o real com o aprendizado&amp;rdquo;, pontua Lanzana.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O excesso de gradua&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o presenciais &amp;eacute; um reflexo desse panorama. Em 2023, segundo o Censo da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Superior, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An&amp;iacute;sio Teixeira (Inep), do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, 49,2% das matr&amp;iacute;culas eram na modalidade Ensino a Dist&amp;acirc;ncia (EaD). Dentre os ingressantes em cursos de licenciatura, esse modo de estudar chega a 81%. O EaD permite que sejam cobradas mensalidades baixas &amp;mdash; a m&amp;eacute;dia em 2024 foi de R$ 210, segundo a consultoria Hoper &amp;mdash;, pois muitos cursos fundamentam-se em aulas gravadas, com pouca intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre alunos e docentes. O resultado, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais fr&amp;aacute;gil: no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2022, que avalia cursos superiores, apenas 18% dos cursos em EaD alcan&amp;ccedil;aram os conceitos mais altos, com notas 4 e 5. Entre os presenciais, a taxa foi de 27%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na outra ponta, a da excel&amp;ecirc;ncia, o baixo crescimento econ&amp;ocirc;mico leva o Brasil a perder os melhores profissionais para o exterior. &amp;ldquo;Acontece de se investir muito e vir algu&amp;eacute;m, depois, &amp;lsquo;roubar&amp;rsquo; nossos especialistas em &amp;aacute;reas muito requisitadas globalmente. Se o Brasil tivesse crescido, esses profissionais poderiam ser remunerados competitivamente por nossas empresas&amp;rdquo;, avalia Lanzana.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Da academia para a economia real&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora possa haver casos de desencanto com o resultado de anos de estudo, quem consegue terminar uma p&amp;oacute;s-gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;em&gt;stricto sensu&lt;/em&gt; ainda tem vantagem no mercado de trabalho. O estudo Brasil: Mestres e Doutores 2024, realizado pelo Centro de Gest&amp;atilde;o e Estudos Estrat&amp;eacute;gicos (CGEE), mostra que os empregos para essa elite &amp;eacute; resiliente a crises econ&amp;ocirc;micas. Em anos em que houve queda do PIB, como 2015, 2016 e 2020, o emprego para profissionais com p&amp;oacute;s-gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o manteve-se em expans&amp;atilde;o, na contram&amp;atilde;o da m&amp;eacute;dia do mercado. Um dos motivos &amp;eacute; a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos em cargos p&amp;uacute;blicos, sobretudo na academia, avalia Sofia Daher, coordenadora do estudo. Contudo, o peso relativo do emprego em universidades tem ca&amp;iacute;do, ap&amp;oacute;s um per&amp;iacute;odo de expans&amp;atilde;o de vagas e de institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino,&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;gra&amp;ccedil;as ao Programa de Apoio a Planos de Reestrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Expans&amp;atilde;o das Universidades Federais (Reuni). Com o seu fim, em 2012, os concursos rarearam. &amp;ldquo;Era natural que fossem contratados por causa da expans&amp;atilde;o, mas, agora, come&amp;ccedil;amos a ter outras inser&amp;ccedil;&amp;otilde;es para al&amp;eacute;m da vida acad&amp;ecirc;mica. &amp;Eacute; importante que esses profissionais participem da busca por inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O que acontece em outros pa&amp;iacute;ses e falta no Brasil s&amp;atilde;o mecanismos de est&amp;iacute;mulo para desenvolver &amp;aacute;reas como a de Pesquisa e Desenvolvimento (P&amp;amp;D) dentro das empresas, e uma mudan&amp;ccedil;a cultural&amp;rdquo;, defende Sofia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim como a gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o sistema brasileiro de p&amp;oacute;s-gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem crescido consistentemente. Entre 2001 e 2021, o n&amp;uacute;mero de doutores cresceu 271% e o de mestres, 210%, segundo dados do CGEE. S&amp;atilde;o 9,1 mestres e 4,4 doutores para cada grupo de mil pessoas com emprego formal. Apesar da alta, ainda estamos muito atr&amp;aacute;s de outras na&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;mdash; pa&amp;iacute;ses da Uni&amp;atilde;o Europeia t&amp;ecirc;m em m&amp;eacute;dia 180,7 mestres e 12,9 doutores por mil empregados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sem conseguir alcan&amp;ccedil;ar rapidamente patamares t&amp;atilde;o altos, o crescimento precisa continuar de forma estrat&amp;eacute;gica, tanto em termos regionais como em campos do conhecimento, defende Francisco Thiago Silva, professor na Faculdade de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Universidade de Bras&amp;iacute;lia (FE/UnB). Outra quest&amp;atilde;o cultural importante &amp;eacute; quebrar o academicismo. &amp;ldquo;Nossas universidades v&amp;ecirc;m de uma tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o francesa, mais encastelada. Precisamos conversar mais com a sociedade, com as empresas, fazer parcerias. Isso, &amp;eacute; claro, n&amp;atilde;o significa simplesmente obedecer e servir ao mercado, mas, sim, trabalhar junto&amp;rdquo;, diz. Entretanto, nada vai funcionar se n&amp;atilde;o houver incentivo para que os p&amp;oacute;s-graduados ponham seus conhecimentos em pr&amp;aacute;tica. &amp;ldquo;Se voc&amp;ecirc; me perguntar se a gente precisa de mais mestres e doutores em Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, eu diria que n&amp;atilde;o. Mas, com certeza, precisamos deles alfabetizando as crian&amp;ccedil;as nas escolas&amp;rdquo;, assegura.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A falta de conex&amp;atilde;o entre academia e setor produtivo acaba sendo um entrave para que a melhoria da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o repercuta em desenvolvimentos social e econ&amp;ocirc;mico. &amp;ldquo;Durante a pandemia, ficamos ref&amp;eacute;ns de importar respiradores, pelo pre&amp;ccedil;o que os pa&amp;iacute;ses exportadores determinaram. Existem v&amp;aacute;rios projetos desses aparelhos nas universidades brasileiras, mas n&amp;atilde;o h&amp;aacute; quem os produza. &amp;Eacute; uma quest&amp;atilde;o al&amp;eacute;m da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas: falta uma conex&amp;atilde;o com a Ind&amp;uacute;stria&amp;rdquo;, indica Denise Pires de Carvalho, presidente da Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Aperfei&amp;ccedil;oamento de Pessoal de N&amp;iacute;vel Superior (Capes). &amp;ldquo;A Embraer, uma empresa que muito orgulha o Brasil, &amp;eacute; forte gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; sua liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o ITA [&lt;em&gt;Instituto Tecnol&amp;oacute;gico de Aeron&amp;aacute;utica&lt;/em&gt;]&amp;rdquo;, exemplifica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante de todo esse quadro, o tipo de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m precisa mudar, com trans e interdisciplinaridade em todas as etapas. &amp;ldquo;As demandas da sociedade v&amp;ecirc;m dos problemas. Escuto muito que o Brasil precisa de mais engenheiros, e, sim, precisa, mas desde que sejam engenheiros que saibam resolver os problemas. Qual &amp;eacute; o perfil desse engenheiro? Temos Engenharia do Petr&amp;oacute;leo, mas ser&amp;aacute; que o engenheiro do petr&amp;oacute;leo resolve o problema da transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica?&amp;rdquo;, questiona Denise.&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Mat&amp;eacute;ria originalmente publicada no site da&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://revistapb.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;Revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;A&amp;nbsp;FecomercioSP&amp;nbsp;acredita que a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprofundada &amp;eacute; um instrumento fundamental de qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do debate p&amp;uacute;blico sobre assuntos importantes n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para a classe empresarial, mas para toda a sociedade. &amp;Eacute; neste sentido que a entidade publica, bimestralmente, a Revista&amp;nbsp;Problemas Brasileiros.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 22 Sep 2025 14:22:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Manutenção da Selic a 15% é decisão difícil, mas necessária, do Banco Central]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/manutencao-da-selic-a-15-e-decisao-dificil-mas-necessaria-do-banco-central</link><description>&lt;![CDATA[Inflação dos serviços ainda ameaça e, em paralelo, País permanece sem uma âncora fiscal sólida que projete preços mais estabilizados a longo prazo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Ainda que a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o esteja desacelerando &amp;mdash; ficou em 5,13% no acumulado at&amp;eacute; agosto &amp;mdash; e que a atividade econ&amp;ocirc;mica d&amp;ecirc; sinais cada vez mais claros de enfraquecimento &amp;mdash; o IBC-Br, pr&amp;eacute;via do PIB, de agosto, caiu 0,50% &amp;mdash;, &lt;strong&gt;Comit&amp;ecirc; de Pol&amp;iacute;tica Monet&amp;aacute;ria (COPOM) manteve, acertadamente, a taxa b&amp;aacute;sica de juros do Brasil, a Selic, em 15%&lt;/strong&gt; ao ano (a.a.).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso porque a conjuntura do Pa&amp;iacute;s est&amp;aacute; longe de ser tranquila.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Primeiro porque a &lt;strong&gt;infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos servi&amp;ccedil;os segue bem acima&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;dos patamares saud&amp;aacute;veis&lt;/strong&gt;, como o grupo de alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o fora do domic&amp;iacute;lio que, no escopo de medi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do IBGE, permanece na casa dos 6% no acumulado dos 12 meses.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso significa que a demanda permanece alta mesmo com a pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria mais firme.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, h&amp;aacute; o&lt;strong&gt;&amp;nbsp;fator fisca&lt;/strong&gt;l: o governo apresentou uma proposta de or&amp;ccedil;amento para 2026 (LOA) com uma eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o significativa da arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, mas n&amp;atilde;o mostrou nada que aponte para uma conten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus gastos. Era tudo o que o mercado esperava para ajustar suas expectativas de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais baixas ainda em 2025 ou no ano que vem.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No &amp;uacute;ltimo Boletim Focus, do Bacen, a estimativa era de um IPCA na casa de 4,8% em dezembro &amp;ndash; acima do teto da meta estipulada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em terceiro lugar, a &lt;strong&gt;atividade econ&amp;ocirc;mica aponta para uma desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o moderada&lt;/strong&gt;, que demanda cautela. Se o comit&amp;ecirc; afrouxa os juros agora, depois ter&amp;aacute; um custo maior caso precise elev&amp;aacute;-los novamente no futuro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;, embora juros altos sejam prejudiciais &amp;agrave;s atividades empresariais, o COPOM s&amp;oacute; poder&amp;aacute; reduzir a Selic com uma &amp;acirc;ncora fiscal mais s&amp;oacute;lida. A escolha da institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi dif&amp;iacute;cil, mas necess&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 18 Sep 2025 09:40:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Conta de energia elétrica faz o Custo de Vida voltar a subir em julho]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/conta-de-energia-eletrica-faz-o-custo-de-vida-voltar-a-subir-em-julho</link><description>&lt;![CDATA[Alta acumulada de quase 5% nos últimos 12 meses pesa no consumo das famílias em São Paulo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Com o reajuste na conta de luz e aumento nos pre&amp;ccedil;os das passagens &amp;aacute;reas, o m&amp;ecirc;s das f&amp;eacute;rias escolares foi desafiador para as fam&amp;iacute;lias paulistanas. O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), produzido pela Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP) com base nas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE), registrou alta de 0,47% em julho [gr&amp;aacute;fico 1]. Nos sete primeiros meses do ano, h&amp;aacute; uma alta acumulada de 3,27% e no acumulado dos &amp;uacute;ltimos 12 meses a varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; de 5,79%, afetando ainda mais as fam&amp;iacute;lias de renda mais baixa [tabela 1].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de vida na Regi&amp;atilde;o Metropolitana de S&amp;atilde;o Paulo (CVCS)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;S&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica &amp;mdash; julho de 2025&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; IBGE/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img width="602" height="264" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/cd247cf239b79f7d9d79d1fdb083535e40ef94cb.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de vida na Regi&amp;atilde;o Metropolitana de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o por classes sociais &amp;mdash; Acumulado de 12 meses&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; IBGE/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/242cedfd8695e733cd8f12d0a3775060dd3c2d60.png" class="fr-fic fr-dii" style="width: 733px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, mesmo com a acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o registrada em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao m&amp;ecirc;s de junho (0,21%), a an&amp;aacute;lise indica que, em julho, as press&amp;otilde;es inflacion&amp;aacute;rias foram pontuais e n&amp;atilde;o representam uma tend&amp;ecirc;ncia. Caso o grupo de habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; impulsionado pela alta na energia el&amp;eacute;trica &amp;mdash; fosse desconsiderado, a varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o geral teria sido pr&amp;oacute;xima de 0,10%. Esse cen&amp;aacute;rio &amp;eacute; considerado positivo, com pre&amp;ccedil;os mais baixos e sem sinais de alerta no curto prazo, o que alivia o bolso do consumidor, especialmente em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos gastos com supermercado, e abre espa&amp;ccedil;o para despesas do dia a dia e o pagamento de d&amp;iacute;vidas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O grupo de habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi o principal respons&amp;aacute;vel pelo aumento do custo de vida com eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 2,08%. Em consequ&amp;ecirc;ncia do reajuste de 14% aprovado pela Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Energia El&amp;eacute;trica (Aneel) para o servi&amp;ccedil;o prestado pela Enel Brasil, a energia el&amp;eacute;trica subiu 10,6%. As fam&amp;iacute;lias de menor renda foram as mais afetadas: a varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a classe D, foi de 2,65%, e para a classe E, de 2,37%. Por outro lado, para a classe A, a varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi de 1,11% [tabela 2].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de vida na Regi&amp;atilde;o Metropolitana de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o por classes sociais &amp;mdash; julho de 2025&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; IBGE/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img width="650" height="98" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/f5b066b88044b8e05eed52f4db6905ba71257f85.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As passagens a&amp;eacute;reas tamb&amp;eacute;m afetaram no custo de vida, com seu aumento de 13,6%, refletindo na alta de 0,67% no grupo de transporte. Tamb&amp;eacute;m registraram alta os &amp;ocirc;nibus interestaduais (5,1%) e o ped&amp;aacute;gio (2,9%), mas aliviando um pouco a press&amp;atilde;o do grupo houve quedas da gasolina (-0,4%), do &amp;oacute;leo diesel (-0,9%) e do etanol (-1,3%). Considerando por faixa de renda, houve uma discrep&amp;acirc;ncia com alta de 1,26% para a classe D, enquanto para a classe B foi de 0,43%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em ritmo de desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos &amp;uacute;ltimos meses, o grupo de alimentos e bebidas registrou alta de 0,10%, por&amp;eacute;m tem ac&amp;uacute;mulo de 9% &amp;mdash; o maior entre os grupos &amp;mdash; nos &amp;uacute;ltimos 12 meses, pesando no bolso dos consumidores. As fam&amp;iacute;lias de renda mais alta sentiram mais essa press&amp;atilde;o, com a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 0,35% para a classe A, contra 0,01% para a classe D.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa discrep&amp;acirc;ncia ocorreu porque a alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o fora do domic&amp;iacute;lio aumentou 0,47%, em contraste com a queda de 0,15% nas compras tradicionais de supermercado. Os alimentos com maior aumento fora de casa s&amp;atilde;o o caf&amp;eacute; (2,9%) e o lanche (1,9%). Entre os itens com quedas, destacaram-se a batata-inglesa (-21,5%), a cebola (-14,9%), o feij&amp;atilde;o (-2,2%) e as frutas (-0,73%).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre os produtos com maior alta, al&amp;eacute;m dos j&amp;aacute; mencionados, o jogo de azar foi respons&amp;aacute;vel por um dos maiores aumentos de julho, com 11,2%, em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do reajuste do valor da aposta da Mega-Sena, principal fator para a alta de despesas pessoais (1,02%), junto com cinema (2,82%). Seguido por produtos de grupos variados como mam&amp;atilde;o (9,86%) e cheiro-verde (2,75%) no grupo de alimentos, produtos para pele em sa&amp;uacute;de (3,57%) e conserto de autom&amp;oacute;vel (2,94%) em transporte [tabela 3].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Produtos mais inflacionados na Regi&amp;atilde;o Metropolitana de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Julho de 2025&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img width="602" height="232" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/f159d629b936863facaf8d3a1a126dd32e7067f0.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;No entanto, artigos do lar e vestu&amp;aacute;rio registraram queda (-0,97%), influenciada pelas quedas de microcomputadores (-4,3%), roupa de cama (-2,3%) e televisores (-0,6%). Todas as faixas de renda beneficiaram-se da queda m&amp;eacute;dia de pre&amp;ccedil;os. No grupo de vestu&amp;aacute;rio, a defla&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi de 0,80%, com destaques para a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pre&amp;ccedil;o de sapatos femininos (-3%), blusas femininas (-2,8%) e bermudas masculinas (-3%).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 10 Sep 2025 12:16:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Regulação clara das novas tecnologias favorece a inovação]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/regulacao-clara-das-novas-tecnologias-favorece-a-inovacao</link><description>&lt;![CDATA[A IA tem o potencial de provocar grandes transformações nas empresas e na sociedade. Mas é preciso ter clareza na formulação e na aplicação dessa tecnologia]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) tem o potencial de provocar grandes transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas empresas e na sociedade. Mas, para combater seus poss&amp;iacute;veis danos e aperfei&amp;ccedil;oar seu uso, &amp;eacute; preciso ter clareza na formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e na aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessa tecnologia. Somente assim a IA poder&amp;aacute; gerar valor econ&amp;ocirc;mico, produzir inova&amp;ccedil;&amp;otilde;es, combater desigualdades e enfrentar desafios ambientais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; o que defende a especialista em inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sustentabilidade, Regina Magalh&amp;atilde;es. Segundo ela, a tecnologia n&amp;atilde;o pode ser uma caixa preta. &amp;ldquo;&amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio entender como a IA funciona. Isso garante que a gente tenha confian&amp;ccedil;a e possa us&amp;aacute;-la de uma forma segura&amp;rdquo;, assegurou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante debate promovido pela Revista&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="https://revistapb.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Problemas Brasileiros&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e pelo &lt;strong&gt;Canal UM BRASIL&lt;/strong&gt; &amp;mdash; ambas realiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;mdash;, em parceria com o &lt;a href="https://www.ethos.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Instituto Ethos&lt;/a&gt;, a especialista defendeu a necessidade de regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da IA para torn&amp;aacute;-la mais segura e transparente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O encontro reuniu tamb&amp;eacute;m Glauco Arbix, professor titular e coordenador do Observat&amp;oacute;rio da Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Instituto de Estudos Avan&amp;ccedil;ados da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (IEA-USP), e Valdemar de Oliveira Neto, consultor associado do Ethos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o favorece a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Bom para todo mundo.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Sob pontos de vista diversos, os especialistas afirmaram que a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o das novas tecnologias favorece a capacidade de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos neg&amp;oacute;cios e, consequentemente, torna o mercado mais competitivo. &amp;ldquo;Um mercado desregulado &amp;eacute; um mercado sem regras, em que vale tudo. E isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; bom para as empresas que t&amp;ecirc;m uma perspectiva de longo prazo&amp;rdquo;, opinou Regina.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Regras favorecem inven&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O professor Arbix lembrou que a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; n&amp;iacute;tida na &amp;aacute;rea da Sa&amp;uacute;de e medicamentos, que concentra cerca de um ter&amp;ccedil;o de toda a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o mundial e que &amp;eacute; extremamente regulamentada. Arbix tamb&amp;eacute;m citou a Aeron&amp;aacute;utica. &amp;ldquo;A regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o diz que n&amp;atilde;o pode ter avi&amp;atilde;o com ru&amp;iacute;do. Bom, se n&amp;atilde;o pode ter, &amp;eacute; preciso inventar um motor mais adequado para cumprir a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, completou.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O papel das pol&amp;iacute;ticas e das pessoas&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Corrida contra o tempo.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;De acordo com Oliveira Neto, definir e avan&amp;ccedil;ar em a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e pol&amp;iacute;ticas de regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da IA, como ocorre em outras &amp;aacute;reas, s&amp;atilde;o desafios urgentes do poder p&amp;uacute;blico. &amp;ldquo;O seu mau uso est&amp;aacute; ganhando. Inclusive com esquemas de fraude&amp;rdquo;, pontuou. &amp;ldquo;Mas, se o sistema tribut&amp;aacute;rio for mantido como &amp;eacute; hoje, o financiamento p&amp;uacute;blico e a capacidade de rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas v&amp;atilde;o diminuir&amp;rdquo;, advertiu.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Objetivo final.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Arbix apontou, ainda, que a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tecnologias deve ter como norte o aumento do potencial humano. Por isso, nesse processo, t&amp;atilde;o importante quanto criar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas e econ&amp;ocirc;micas para a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; essencial ouvir as pessoas. &amp;ldquo;A tecnologia tem de servir para que todos fa&amp;ccedil;am as suas atividades de uma maneira mais aperfei&amp;ccedil;oada, mais ampla, mais precisa, menos perigosa&amp;rdquo;, elencou o professor.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Assista ao debate aqui.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl fr-active"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/MPId75JlLIE?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 01 Sep 2025 09:54:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Canal UM BRASIL]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Empresário respira, mas consumidor recua: Comércio paulista vive trimestre de contrastes]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/empresario-respira-mas-consumidor-recua-comercio-paulista-vive-trimestre-de-contrastes</link><description>&lt;![CDATA[Indicadores mostram leve recuperação na confiança empresarial, impulsionada por datas sazonais, enquanto juros altos, inflação e endividamento freiam o consumo das famílias]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;No segundo trimestre de 2025, o Com&amp;eacute;rcio paulista enfrentou um cen&amp;aacute;rio econ&amp;ocirc;mico marcado por contradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es. De um lado, empres&amp;aacute;rios comemoraram o desempenho positivo nas vendas em datas comemorativas; de outro, consumidores retra&amp;iacute;ram gastos, pressionados por juros elevados, aumento do endividamento e instabilidade econ&amp;ocirc;mica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; produziu um resumo das perspectivas econ&amp;ocirc;micas do empres&amp;aacute;rio e do consumidor para apoiar a gest&amp;atilde;o dos neg&amp;oacute;cios. Dentre os principais cen&amp;aacute;rios, destacam-se:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;empres&amp;aacute;rio mais confiante, mas com rentabilidade em baixa:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;ap&amp;oacute;s meses em queda, o &amp;Iacute;ndice de Confian&amp;ccedil;a do Empres&amp;aacute;rio do Com&amp;eacute;rcio (ICEC) cresceu 3,5% em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com abril, incentivado pelas boas vendas no Dia das M&amp;atilde;es e no Dia dos Namorados. Mas a rentabilidade dos neg&amp;oacute;cios segue comprometida por fatores macroecon&amp;ocirc;micos, especialmente os juros altos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;margens pressionadas e expectativas em queda:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;o &amp;Iacute;ndice das Condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es Atuais do Empres&amp;aacute;rio do Com&amp;eacute;rcio (ICAEC) retraiu 32% em junho. J&amp;aacute; o &amp;Iacute;ndice de Expectativa do Empresariado (IEEC) tamb&amp;eacute;m sofreu queda de 10% no ano, sinalizando que o otimismo ainda &amp;eacute; sustentado mais por esfor&amp;ccedil;o de gest&amp;atilde;o do que por fundamentos econ&amp;ocirc;micos. Com o endividamento p&amp;uacute;blico em alta e constantes aumentos de impostos, o ambiente para o setor produtivo continua adverso;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;consumo em retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;na outra ponta, os consumidores demonstram mais pessimismo. O &amp;Iacute;ndice de Confian&amp;ccedil;a do Consumidor (ICC) caiu 11% no &amp;uacute;ltimo ano, refletindo os efeitos diretos dos juros elevados sobre o cr&amp;eacute;dito pessoal, da alta inadimpl&amp;ecirc;ncia e da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o persistente.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quer saber o que varejista pode fazer diante de um ambiente t&amp;atilde;o complexo?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/2bd90cc54f6d14135cc6df16e5dbaab25061fb22.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; e acesse a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos especialistas do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-empresarial-e-politica" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho Superior de Economia, Sociologia e Pol&amp;iacute;tica da FecomercioSP&lt;/a&gt; para uma gest&amp;atilde;o mais eficiente e certeira.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 20 Aug 2025 17:00:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Economia brasileira perde fôlego: Indústria e Varejo em retração, Serviços ainda sustentam atividade]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/economia-brasileira-perde-folego-industria-e-varejo-em-retracao-servicos-ainda-sustentam-atividade</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP alerta para sinais claros de desaceleração e recomenda conservadorismo nos negócios até o fim do ano]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A economia brasileira vem apresentando movimentos distintos nos &amp;uacute;ltimos meses, mas com uma tend&amp;ecirc;ncia comum: a desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Dados recentes da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; mostram que a Ind&amp;uacute;stria, ap&amp;oacute;s registrar pequenas altas entre fevereiro e abril, voltou a cair em maio (-0,5%) e teve apenas uma recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;iacute;mida em junho (0,1%). O segmento mais afetado &amp;eacute; o de bens de consumo, que n&amp;atilde;o consegue sustentar crescimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Varejo, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; delicada. Depois de uma breve alta em mar&amp;ccedil;o (0,3%), o setor amargou quedas consecutivas em abril (-0,3%), maio (-0,4%) e junho (-0,1%), resultado de um cen&amp;aacute;rio de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o persistente e cr&amp;eacute;dito restrito, que limita a capacidade de consumo das fam&amp;iacute;lias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em contrapartida, o setor de Servi&amp;ccedil;os mant&amp;eacute;m-se como motor da economia, com cinco meses consecutivos de crescimento, puxado especialmente por transporte e tecnologia. Junho registrou alta de 0,3%, consolidando o setor como o mais resiliente do per&amp;iacute;odo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Panorama geral: desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; vista&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar das diferen&amp;ccedil;as setoriais, o acumulado de 12 meses &amp;eacute; superior ao desempenho registrado no ano, apontando que o ritmo de crescimento est&amp;aacute; diminuindo. O &lt;a href="https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20801/nota" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;IBC-Br de junho&lt;/a&gt;, que mede a atividade econ&amp;ocirc;mica, refor&amp;ccedil;a o aviso, com queda de 0,70%, repetindo o recuo de maio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo an&amp;aacute;lises do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-empresarial-e-politica" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho Superior de Economia, Sociologia e Pol&amp;iacute;tica da FecomercioSP&lt;/a&gt;, o efeito retardado da pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria, com juros altos por per&amp;iacute;odo prolongado, somado ao aumento da inadimpl&amp;ecirc;ncia e &amp;agrave; menor concess&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito, deve intensificar os sinais negativos no segundo semestre.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos para empresas e recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mercado de trabalho segue aquecido, mas tende a ser o &amp;uacute;ltimo a refletir a desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em decorr&amp;ecirc;ncia da rigidez das leis trabalhistas. Para as empresas, isso significa custos crescentes e margens mais estreitas at&amp;eacute; o fim do ano.&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Diante dessa conjuntura, a FecomercioSP recomenda cautela. &amp;ldquo;O momento exige conservadorismo. As empresas devem evitar grandes investimentos ou gastos adicionais no curto prazo. S&amp;oacute; um ajuste fiscal relevante poderia mudar esse quadro, mas essa possibilidade n&amp;atilde;o est&amp;aacute; no horizonte imediato&amp;rdquo;, destaca Andr&amp;eacute; Sacconato, assessor da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;An&amp;aacute;lise para o setor produtivo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O retrato atual exige que empres&amp;aacute;rios e gestores avaliem com rigor as estrat&amp;eacute;gias. Frente ao consumo retra&amp;iacute;do e &amp;agrave; Ind&amp;uacute;stria patinando, a aposta nos Servi&amp;ccedil;os pode reduzir parte dos efeitos negativos, mas o caminho ser&amp;aacute; de resili&amp;ecirc;ncia e prud&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Enquanto n&amp;atilde;o houver sinais claros de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, especialmente no cr&amp;eacute;dito e no consumo, a melhor postura &amp;eacute; manter o foco na efici&amp;ecirc;ncia operacional, preservar o caixa e adiar projetos de expans&amp;atilde;o&amp;rdquo;, complementa Sacconato.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 18 Aug 2025 12:20:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política da FecomercioSP]]</category></item></channel></rss>
