<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/economia</link><description>&lt;![CDATA[Área de divulgação de índices, estudos técnicos da assesoria econômica e sondagens do comércio, além de posicionamentos sobre a economia do país]]</description><lastBuildDate>Sun, 28 Jun 2026 17:54:20 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/economia</link><url>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Plataformas de apostas online sediadas na capital paulista faturaram R$ 1,4 bilhão e cresceram 21% no início de 2026]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/plataformas-de-apostas-online-sediadas-na-capital-paulista-faturaram-r-1-4-bilhao-e-cresceram-21-no-inicio-de-2026</link><description>&lt;![CDATA[Levantamento da FecomercioSP aponta que setor de ‘bets’ se consolida como uma das atividades que mais cresce em São Paulo, mesmo com famílias endividadas]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;As apostas online movimentaram R$ 1,4 bilh&amp;atilde;o na Cidade de S&amp;atilde;o Paulo em fevereiro de 2026. Al&amp;eacute;m disso, nos dois primeiros meses do ano, acumula alta de 21,2%, quase o dobro da m&amp;eacute;dia geral do setor de Servi&amp;ccedil;os. Os dados s&amp;atilde;o da Pesquisa Conjuntural do Setor de Servi&amp;ccedil;os (PCSS) realizada pela &lt;a href="https://feclink.fecomercio.net.br/cl/PW_6x/A/523c/0/BMNv/BsneApdz1WJ/1/" target="_blank"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, com base em informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Secretaria da Fazenda do Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo. O dado chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o por mostrar que o segmento segue em forte expans&amp;atilde;o, mesmo em um momento em que os brasileiros est&amp;atilde;o mais endividados e com menos dinheiro sobrando no bolso.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento Real do Setor de Servi&amp;ccedil;os na Cidade de S&amp;atilde;o Paulo &amp;mdash; fevereiro de 2026&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;br&gt;&lt;img border="0" src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/fd280a53738f0bb2c32994b827daf01917bb02e1.png" class="fr-fic fr-dii" style="width: 733px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vale mencionar que a queda de 2,8% no faturamento das bets, em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo m&amp;ecirc;s do ano passado, n&amp;atilde;o significa uma perda de f&amp;ocirc;lego, mas provavelmente &amp;eacute; decorrente do efeito calend&amp;aacute;rio causado pelo carnaval, que, neste ano, ocorreu em fevereiro. De qualquer forma, o crescimento de 21,2% no primeiro bimestre evidencia que as apostas online j&amp;aacute; se consolidaram como um uma das atividades mais relevantes do setor de Servi&amp;ccedil;os da maior metr&amp;oacute;pole do Pa&amp;iacute;s, ainda que promovam um deslocamento de renda &amp;mdash; impactando negativamente segmentos tradicionais grandes geradores de empregos &amp;mdash; ao ocuparem espa&amp;ccedil;o relevante no or&amp;ccedil;amento familiar.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento Real do Setor de Servi&amp;ccedil;os na Cidade de S&amp;atilde;o Paulo &amp;mdash; acumulado no ano (2026)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;br&gt;&lt;img border="0" src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/2de87b8fc3681ec44de8d25812f1feb6c68392b4.png" class="fr-fic fr-dii" style="width: 733px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP incorporou os servi&amp;ccedil;os de apostas online &amp;agrave; PCSS em janeiro de 2026, justamente para ampliar a capacidade de leitura sobre as transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es do setor, que cada vez mais incorpora atividades digitais de alta recorr&amp;ecirc;ncia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do setor de Servi&amp;ccedil;os&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os Servi&amp;ccedil;os da capital paulista faturaram R$ 81,3 bilh&amp;otilde;es em fevereiro de 2026, uma alta de 8,4% em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado. Isso significa R$ 6,3 bilh&amp;otilde;es a mais. No acumulado do ano, o crescimento chegou a 11%, e nos &amp;uacute;ltimos 12 meses, a 12,1% [gr&amp;aacute;fico 1].&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, o crescimento existe, mas &amp;eacute; mais seletivo do que nos anos do p&amp;oacute;s-pandemia. Setores de maior valor agregado e opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre empresas (B2B), como constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o civil, tecnologia e servi&amp;ccedil;os t&amp;eacute;cnico-cient&amp;iacute;ficos, puxaram os resultados, enquanto as atividades que dependem do bolso dos cidad&amp;atilde;os lidam com mais dificuldades &amp;mdash; em raz&amp;atilde;o de juros altos, cr&amp;eacute;dito caro e lares cada vez mais endividados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os segmentos que mais cresceram no m&amp;ecirc;s, o de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o civil se destacou, com alta de 17,4% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a fevereiro de 2025 e expressivos 35,8% no acumulado do ano. O resultado surpreende em um cen&amp;aacute;rio de juros elevados, que normalmente encarece o cr&amp;eacute;dito imobili&amp;aacute;rio e desestimula novos investimentos. A leitura mais prov&amp;aacute;vel &amp;eacute; que obras j&amp;aacute; contratadas estejam em plena execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, al&amp;eacute;m de projetos de infraestrutura urbana e investimentos corporativos em andamento na capital, o que sustenta o ritmo mesmo diante do custo da cidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A atividade de agenciamento, corretagem e intermedia&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m avan&amp;ccedil;ou, registrando crescimento de 16,9%. Frente a margens mais apertadas e cr&amp;eacute;dito seletivo, as empresas t&amp;ecirc;m investido mais em estrat&amp;eacute;gias de relacionamento com clientes, posicionamento digital e tecnologia para aumentar a efici&amp;ecirc;ncia e sustentar receitas, o que explica o seu desempenho. Em paralelo, mercadologia e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o cresceu 16,3%, indicando que o investimento em marketing e presen&amp;ccedil;a de marca segue aquecido. Sa&amp;uacute;de, por sua vez, avan&amp;ccedil;ou 13,6%, mantendo a consist&amp;ecirc;ncia de um segmento que, historicamente, se mostra resiliente a crises e segue em expans&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua na capital paulista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na outra ponta, a atividade de turismo, hospedagem e eventos recuou 10,6% na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com fevereiro do ano passado. A queda ocorreu no per&amp;iacute;odo do carnaval, o que redirecionou a demanda para lazer e viagens e diminuiu o fluxo do turismo corporativo na capital, justamente o segmento que mais movimenta hot&amp;eacute;is e eventos de neg&amp;oacute;cios em S&amp;atilde;o Paulo. Trata-se, portanto, de um efeito pontual de calend&amp;aacute;rio, sem indicar tend&amp;ecirc;ncia de queda estrutural.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa Conjuntural do Setor de Servi&amp;ccedil;os &amp;mdash; Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do faturamento real em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo m&amp;ecirc;s do ano anterior&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: Secretaria da Fazenda do Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo/FecomercioSP&lt;br&gt;&lt;img border="0" src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/28604c41d329f76cf4f1b36cc8447229e94371c2.png" class="fr-fic fr-dii" style="width: 733px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP recomenda que os empres&amp;aacute;rios mantenham aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; gest&amp;atilde;o financeira e priorizem investimentos que aumentem vendas e produtividade. Em um ambiente marcado por juros elevados e cr&amp;eacute;dito seletivo, decis&amp;otilde;es estrat&amp;eacute;gicas bem planejadas, controle rigoroso de custos e investimentos em digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o continuam sendo fundamentais para sustentar o crescimento e preservar as margens.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 22 May 2026 09:14:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Belo Horizonte é a capital mais inadimplente do Brasil; João Pessoa, a menos]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/belo-horizonte-e-a-capital-mais-inadimplente-do-brasil-joao-pessoa-a-menos</link><description>&lt;![CDATA[Seis em cada dez famílias da capital mineira começaram 2026 com contas atrasadas; endividamento também volta a subir no País]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, é, hoje, a mais inadimplente do Brasil, apontam os números da &lt;strong&gt;Radiografia do Endividamento de 2026,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;estudo realizado pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Seis em cada dez famílias da cidade (65%) tinham uma conta vencida no início de 2026 — bastante à frente de outras quatro capitais que completam o ranking: Manaus (AM), onde 49% dos lares estavam inadimplentes, Fortaleza (CE), com 48%, Goiânia (GO) e Distrito Federal, 42%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Belo Horizonte, na verdade, vê seu indicador aumentar a cada ano: no fim de 2023, a porcentagem de famílias nessa condição era de 50% na cidade. Um ano depois, chegou a 55% e, agora, subiu 10 pontos porcentuais (p.p.) [tabela 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em Manaus, ao contrário, a taxa era de 51% em 2023, regrediu para 41% um ano depois e, agora, voltou a subir significativamente. Em Goiânia, a margem permaneceu estável nos dois anos de análise.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do lado oposto, João Pessoa (PB) é a capital brasileira menos inadimplente: só 12% das famílias estavam com dívidas vencidas no começo do ano. A cidade está perto da situação de Curitiba (PR), com 14% de lares nessa condição, Belém (PA) e Cuiabá (MT), com 16%, e São Paulo (SP), com 20%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na média do País, &lt;strong&gt;quase um terço (29%) das famílias entrou em 2026 com ao menos uma dívida em atraso.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na leitura da &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, embora a média indique certa estabilidade, algumas capitais — como Belo Horizonte — já vivem uma situação grave. Se o crédito ocupa lugar central no orçamento doméstico das famílias brasileiras, os dados apontam para uma centralidade ainda mais decisiva dessa modalidade na composição da renda dos lares, o que, no futuro, pode levar à deterioração financeira nesses lares.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Famílias com dívidas atrasadas nas capitais brasileiras (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/df719fcc9d47786da9a8873787097ad4a362f9eb.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;Ainda segundo a &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, embora tenha havido certo equilíbrio na renda das famílias brasileiras em 2025, a expansão das dívidas cresceu na mesma magnitude, o que deve pressionar a capacidade de pagamento de suas despesas no futuro próximo. Não sem razão, o governo oferece como alternativa uma nova moldura para o programa Desenrola.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais gente endividada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados da &lt;strong&gt;Radiografia do Endividamento de 2026&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;também mostram que a quantidade de famílias com dívidas voltou a subir no Brasil: de 78% em 2023, diminuiu para 76% em 2024 e, agora, chegou a oito em cada dez lares (80%). Da mesma forma, as situações mais preocupantes ocorrem em capitais como Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE), além de Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ) [tabela 2].&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Famílias com dívidas nas capitais brasileiras (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/7fb6b40ae6efb6383c2aa65081cbb9b07f1ada7a.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;Na contramão, estão capitais bastante diferentes entre si, como Macapá (AP) e São Paulo (SP), ambas com 69% de famílias endividadas. Enquanto a primeira é uma cidade de menor porte, com aproximadamente 500 mil habitantes, a outra é a maior metrópole do País e da América do Sul. Esse ranking tem ainda Campo Grande (MS) e Belém (PA), com 70% de endividamento, e Florianópolis (73%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entretanto, em dados absolutos, a capital paulista é a que reúne mais famílias nessas circunstâncias: são 2,87 milhões de lares, muito à frente do Rio de Janeiro (RJ), com 2,09 milhões, e do Distrito Federal (DF), com 779,7 mil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Considerando que o &lt;strong&gt;Brasil ganhou 1 milhão de novas famílias endividadas&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;nesse período (de 11,98 milhões em 2023 para 12,96 milhões atualmente), é possível dizer que o fenômeno é mais generalizado do que demográfico, embora os efeitos estejam espalhados de formas distintas pelas capitais. Trata-se de uma expansão que pressiona o sistema de crédito do País, colocando o futuro próximo sob risco.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inadimplência explode em João Pessoa e regride em Boa Vista&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo que a capital paraibana ainda seja a menos inadimplente do País, a situação deteriorou-se nos últimos dois anos na cidade — em 2023, apenas 5% das famílias tinham dívidas atrasadas, taxa que foi para 12% no fim de 2025. O salto foi de 151%, segundo os dados da &lt;strong&gt;Radiografia do Endividamento&lt;/strong&gt; [tabela 3].&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Maiores variações dos indicadores por capitais brasileiras (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/92b47c6c4eb972b2b0f3f6cc47b8696b0a55874e.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;Nenhuma outra metrópole brasileira teve uma elevação tão expressiva. Goiânia (GO), na segunda posição, viu sua taxa de inadimplência crescer 41% ao longo desse período, enquanto Florianópolis teve aumento de 38%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por outro lado, Boa Vista (RO), diminuiu a proporção de inadimplentes em 26%, enquanto Porto Alegre (RS) registrou queda de 22% [tabela 4].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante dos dados, a &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt; entende ser importante fortalecer as políticas de educação financeira da população, conscientizando as famílias sobre os usos do crédito e quanto à organização mais adequada do orçamento doméstico. O cenário de endividamento — e inadimplência, sobretudo — é prejudicial para o consumo e, de certa forma, para a economia do Brasil. Evitar a deterioração desse quadro é essencial.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" id="isPasted"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 4]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Menores variações dos indicadores por capitais brasileiras (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/a261cbb1a1b248ecb8bcb443733a554cd27939fc.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;strong&gt;Desenrola 2.0 tem limitações estruturais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora o Novo Desenrola Brasil busque ampliar o acesso à renegociação de débitos, principalmente modalidades como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), há elementos que sugerem limitações relevantes quanto à sua efetividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ambiente econômico é o principal desafio: juros elevados, inflação persistente e alta carga tributária, que mantêm consumidores perto do limite financeiro e dificultam soluções duradouras para a alta inadimplência, sobretudo em certas capitais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar de ter proporcionado um nível razoável de renegociação, o programa de 2024 tinha limitações que restringiram a adesão e sua capacidade de resolver, de forma estrutural, a situação, como o acesso difícil à plataforma Gov.br, ou a concorrência com feirões de negociação já consolidados e a restrita capacidade de pagamento da população, mesmo diante de descontos expressivos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há, agora, mudanças relevantes, como a comunicação direta entre consumidor e instituição financeira, sem necessidade de intermediação do Gov.br. Contudo, &lt;strong&gt;o governo passa a atuar como garantidor desse crédito, por meio do Fundo de Garantia de Operações (FGO)&lt;/strong&gt;. Caso o inadimplente deixe de pagar o valor renegociado, o Poder Público cobre o não pagamento. São R$ 2 bilhões iniciais, com potencial de ampliação para até R$ 5 bilhões mediante autorização do Executivo, além de outros R$ 8 bilhões de recursos atualmente parados no sistema financeiro. Em outras palavras, a sociedade, de alguma forma, participa do financiamento do programa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço&lt;em&gt;&amp;nbsp;(&lt;/em&gt;FGTS&lt;em&gt;)&lt;/em&gt; para quitar dívidas também pode gerar alívio imediato, mas não é solução para o desequilíbrio estrutural das contas, podendo resultar em inadimplência posterior, mas com menor proteção financeira.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto importante é a restrição, por 12 meses, do acesso a plataformas de apostas online para participantes do programa. Ainda que a medida dialogue com preocupações legítimas sobre o comprometimento da renda com jogos, pode desestimular uma adesão de parte do público-alvo diante da percepção de que novos programas de renegociação surjam no futuro.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 19 May 2026 16:23:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Endividamento das famílias na capital paulista atinge maior nível em três anos]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/endividamento-das-familias-na-capital-paulista-atinge-o-maior-nivel-em-tres-anos</link><description>&lt;![CDATA[São 3,28 milhões de lares com algum tipo de dívida e 946 mil famílias inadimplentes ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O endividamento das famílias paulistas chegou a 72,9% em abril, o maior nível em três anos, segundo a &lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)&lt;/strong&gt;, divulgada mensalmente pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. O índice era de 71,1% em março, e de 70,2% em abril do ano passado. São 3,28 milhões de lares na capital com algum tipo de dívida [gráfico 1].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;12 meses&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/cc480e6b049a01f2963e7fbbed4425f27bee58d4.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, a alta reflete o impacto da inflação de março sobre o orçamento familiar. Com os preços de alimentos e combustíveis pressionados e agravados pelo conflito no Oriente Médio, parte dos lares passou a recorrer ao crédito para cobrir despesas do cotidiano. O mercado de trabalho aquecido ainda evita que o quadro se agrave com mais rapidez, mas a pressão sobre as finanças vem crescendo de forma consistente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cartão de crédito é o principal fator de endividamento&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O avanço do endividamento foi observado em todas as faixas de renda. Entre as famílias que ganham até dez salários mínimos, o porcentual subiu de 74,5% para 76,3%. Entre as de renda superior a dez salários mínimos, a alta foi de 61,3% para 63,1%. O cartão de crédito segue como a principal modalidade de dívida, presente em 79,6% dos casos, reflexo de que muitas famílias recorrem ao crédito rotativo para manter o consumo do dia a dia [gráfico 2].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Modalidades de dívidas das famílias paulistanas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Abril de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/3bd584341ff891ef50f26c0bc32a15821609be60.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A parcela da renda comprometida com dívidas recuou levemente — de 26,7% em março, para 26,5% em abril, número abaixo dos 29,2% registrados no mesmo período de 2025. O prazo médio das dívidas também caiu, de 7,5 para 6,8 meses, na comparação com abril do ano passado. Esse é um indicador de que as famílias estão buscando crédito de prazo mais curto, voltado para despesas imediatas (como alimentação e contas básicas), e não para a aquisição de bens ou projetos de médio e longo prazo. A renda, para muitos lares, não está sendo suficiente para fechar o mês.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tempo de comprometimento de renda com dívidas no prazo de até três meses subiu para 33,6% em abril, acima dos 32,1% de março e dos 28,1% registrados no mesmo período do ano passado. Esse é um movimento típico do cartão de crédito, modalidade de curto prazo que foi escolhida pelos endividados. Já no prazo de até um ano, o índice recuou levemente (de 35% para 34,3%) e segue bem abaixo dos 41,3% registrados no mesmo período do ano passado — perfil associado a financiamentos de maior duração, como os de imóveis e veículos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Tempo de comprometimento com dívida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Abril de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;: FecomercioSP&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/0e0fc51958d4f300e8c208c9004e801f6106b871.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;946 mil famílias paulistas com contas em atraso&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A inadimplência se manteve estável em abril, ao atingir 21% das famílias. Em março, esse número era de 20,9%, e no mesmo período do ano passado, de 20,6%. São 946 mil famílias com pelo menos uma conta em atraso na capital. Entre o total dos lares, 9,1% declaram não ter condições de quitar as dívidas — em março, o indicador registrava 8,9%. Trata-se de um grupo que dificilmente consegue se recuperar sem algum tipo de renegociação. Na faixa de menor renda, esse porcentual avançou de 11,4% para 11,8%, enquanto entre as de renda mais alta permaneceu estável em 3,3%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As famílias estão levando mais tempo para regularizar sua situação: o tempo médio de atraso das dívidas subiu de 60 para 66,6 dias, com crescimento nos casos entre 30 e 90 dias. No entanto, a intenção de contrair novo crédito nos próximos três meses também cresceu, passando de 11,4% para 12,2%. Desse grupo, 83,7% pretendem usar os recursos para consumo e compras do cotidiano, e apenas 10% para quitar dívidas existentes, o menor índice desde junho de 2025. O cenário sugere que o ciclo de endividamento tende a se manter nos próximos meses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP analisa que, no curto prazo, a tendência é de leve piora da inadimplência. A conjuntura ainda está distante de uma crise, mas a combinação de endividamento em máxima histórica recente, atrasos mais longos, expansão do crédito de curto prazo e pressão inflacionária persistente merece atenção. Qualquer enfraquecimento do mercado de trabalho pode acelerar essa deterioração.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade avalia que as medidas do Desenrola 2.0 do governo federal têm eficácia limitada, por ser paliativa. Os descontos ajudam quem já tem alguma capacidade de pagamento, mas não resolvem a situação de quem simplesmente não consegue pagar. A eventual liberação do FGTS pode oferecer um alívio pontual, mas não combate o problema na raiz. Segundo a Federação, o caminho mais efetivo passa pela redução dos juros cobrados ao consumidor, pela ampliação da educação financeira e por políticas que garantam a sustentação da renda de forma consistente.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 15 May 2026 16:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Crédito caro e endividamento colocam empresas no modo sobrevivência]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/credito-caro-e-endividamento-colocam-empresas-no-modo-sobrevivencia</link><description>&lt;![CDATA[Com quase 9 milhões de inadimplentes no País, gestão financeira é primordial para preservar caixa, renegociar dívidas e rever custos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O aumento do endividamento das empresas brasileiras deixou de ser apenas um indicador econ&amp;ocirc;mico e passou a representar um sinal concreto de risco para a sobreviv&amp;ecirc;ncia dos neg&amp;oacute;cios. Frente a juros elevados, cr&amp;eacute;dito caro e desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo, empresas de diferentes portes vivem em um ambiente financeiro mais apertado &amp;mdash; principalmente no Com&amp;eacute;rcio e nos Servi&amp;ccedil;os, setores mais dependentes da renda das fam&amp;iacute;lias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo dados da Serasa Experian, a inadimpl&amp;ecirc;ncia dos neg&amp;oacute;cios brasileiros encerrou 2025 em patamar recorde, com 8,9 milh&amp;otilde;es de CNPJs negativados e estoque de d&amp;iacute;vidas em atraso de R$ 212,8 bilh&amp;otilde;es. O quadro permaneceu pressionado no in&amp;iacute;cio deste ano, com o indicador de empresas inadimplentes em mar&amp;ccedil;o atingindo o mesmo patamar de dezembro de 2025, indicando que o problema n&amp;atilde;o se limita a um ajuste pontual, mas reflete deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira persistente em um ambiente de juros ainda elevados e cr&amp;eacute;dito seletivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/8a8c98a7c39355ef4e1c945b8c679bc0ff779a44.png" style="width: 633px; height: 358px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A quest&amp;atilde;o atual vai al&amp;eacute;m da desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das vendas. Para a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, o principal problema est&amp;aacute; na deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras das empresas, causada pelo aperto monet&amp;aacute;rio prolongado e pela perda de capacidade de consumo das fam&amp;iacute;lias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na capital paulista, mais de 70% das fam&amp;iacute;lias est&amp;atilde;o endividadas e cerca de 21% j&amp;aacute; est&amp;atilde;o inadimplentes, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimpl&amp;ecirc;ncia do Consumidor (PEIC).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O impacto chega rapidamente &amp;agrave;s empresas. Mesmo com o Com&amp;eacute;rcio no Estado registrando faturamento recorde superior a R$ 1,5 trilh&amp;atilde;o em 2025, houve desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas vendas no segundo semestre do ano, incluindo per&amp;iacute;odos tradicionalmente fortes, como Black Friday e Natal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As receitas crescem menos; o custo financeiro sobe; as margens ficam comprimidas; o capital de giro perde for&amp;ccedil;a. E o caixa passa a ser o principal fator de sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MPEs s&amp;atilde;o as mais vulner&amp;aacute;veis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; ainda mais delicada para as Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Dos neg&amp;oacute;cios inadimplentes registrados em janeiro de 2026, 8,3 milh&amp;otilde;es pertencem a esse grupo, respons&amp;aacute;vel por R$ 176,1 bilh&amp;otilde;es em d&amp;iacute;vidas acumuladas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m do peso das d&amp;iacute;vidas, essas empresas t&amp;ecirc;m menos acesso a linhas estruturadas de cr&amp;eacute;dito e dependem mais de financiamentos de curto prazo, justamente os mais caros em um ciclo de juros elevados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os setores mais afetados pela inadimpl&amp;ecirc;ncia s&amp;atilde;o os Servi&amp;ccedil;os, com 55,3% dos registros, seguido pelo Com&amp;eacute;rcio (32,7%) e pela Ind&amp;uacute;stria (8,1%).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/ea5aa3f8564c683fd08898df258c09bbfa48e320.jpg" style="width: 533px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Recupera&amp;ccedil;&amp;otilde;es judiciais avan&amp;ccedil;am no Pa&amp;iacute;s&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira das empresas j&amp;aacute; aparece no avan&amp;ccedil;o dos pedidos de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o judicial. Em 2025, mais de 2,4 mil recorreram ao mecanismo, alta de 13% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ano anterior. Agricultura, Servi&amp;ccedil;os e Com&amp;eacute;rcio lideram os pedidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, no entanto, o avan&amp;ccedil;o das recupera&amp;ccedil;&amp;otilde;es judiciais n&amp;atilde;o representa necessariamente uma explos&amp;atilde;o de fal&amp;ecirc;ncias, mas um movimento crescente de reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira diante de um cen&amp;aacute;rio de cr&amp;eacute;dito mais restritivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pr&amp;oacute;prio n&amp;uacute;mero de pedidos de fal&amp;ecirc;ncia caiu no per&amp;iacute;odo, indicando que muitas empresas buscam alternativas para preservar opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es antes do encerramento definitivo das atividades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/4e91a3fa5fabf1e12737a061170cf75a786ce306.jpg" style="width: 533px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fluxo de caixa supera lucro como prioridade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade ressalta que o contexto atual exige mudan&amp;ccedil;a estrutural na forma de gest&amp;atilde;o das empresas. Em ciclos de expans&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica, o foco costuma estar no crescimento e no ganho de mercado. Agora, a prioridade &amp;eacute; preservar liquidez, proteger o caixa e manter a capacidade operacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cen&amp;aacute;rio, o fluxo de caixa passa a ser mais importante do que o lucro isoladamente. Empresas excessivamente dependentes de cr&amp;eacute;dito de curto prazo ou da rolagem constante de d&amp;iacute;vidas tornam-se mais vulner&amp;aacute;veis em um sistema financeiro mais seletivo e de capital caro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP recomenda que empres&amp;aacute;rios adotem medidas preventivas para preservar a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reduzir o risco financeiro. O primeiro passo &amp;eacute; refor&amp;ccedil;ar o controle rigoroso do fluxo de caixa, com proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es realistas e monitoramento permanente das entradas e sa&amp;iacute;das de recursos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A renegocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de d&amp;iacute;vidas tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; considerada fundamental. Alongar prazos, revisar juros e reorganizar passivos podem aliviar a press&amp;atilde;o financeira no curto prazo e dar f&amp;ocirc;lego para a continuidade das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; revisar de maneira profunda a estrutura de custos. Em um ambiente de crescimento mais lento, efici&amp;ecirc;ncia operacional deixa de ser diferencial competitivo e passa a ser requisito b&amp;aacute;sico de sobreviv&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A incorpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologias e solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) para ganho de produtividade pode ajudar empresas a reduzir despesas e otimizar processos. A gest&amp;atilde;o de estoques tamb&amp;eacute;m ganha relev&amp;acirc;ncia. Estoques elevados imobilizam capital e comprometem liquidez. J&amp;aacute; estoques insuficientes podem resultar em perda de vendas. O equil&amp;iacute;brio entre oferta e demanda torna-se decisivo em um momento de mais cautela do consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da gest&amp;atilde;o financeira, a FecomercioSP alerta para os riscos jur&amp;iacute;dicos associados ao agravamento das dificuldades econ&amp;ocirc;micas. Em casos de irregularidades na administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como confus&amp;atilde;o patrimonial, fraude ou desvio de finalidade, os s&amp;oacute;cios podem ser responsabilizados pessoalmente pelas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es da empresa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a conjuntura exige cautela e mais estrat&amp;eacute;gia. Em um contexto de juros altos e cr&amp;eacute;dito restrito, sobreviver depender&amp;aacute; cada vez mais da capacidade de preservar caixa, adaptar opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es e tomar decis&amp;otilde;es com rapidez.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 14 May 2026 11:13:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[PIX cresce 34% e se torna maior vetor da digitalização dos meios de pagamento no Brasil ]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/pix-cresce-34-e-se-torna-maior-vetor-da-digitalizacao-dos-meios-de-pagamento-no-brasil-1</link><description>&lt;![CDATA[Apesar da alta, cartão de crédito segue relevante com uso impulsionado pela flexibilidade de pagamento e manutenção do consumo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O PIX se consolidou como o principal meio de pagamento nas liquida&amp;ccedil;&amp;otilde;es imediatas, especialmente em opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave; vista, de menor valor e maior frequ&amp;ecirc;ncia. Estudo da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; mostra que, em termos nominais, o volume movimentado nessa modalidade cresceu 34%, entre 2024 e 2025, atingindo R$ 35,3 trilh&amp;otilde;es, ap&amp;oacute;s os R$ 26,4 trilh&amp;otilde;es observados em 2024.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Volume anual de Pix transacionado entre 2024 e 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Em R$% trilh&amp;otilde;es&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco Central do Brasil&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/a49a0ca1bd40cc2a33d21240e03ceada7ac88372.png" style="width: 400px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;O levantamento, feito com base nos dados do Banco Central (BC), aponta um crescimento ainda mais expressivo entre o quarto trimestre de 2023 e o mesmo per&amp;iacute;odo de 2025, com alta de 93%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Volume Trimestral de Pix Transacionado e Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; 4&amp;ordm; trimestres de 2023 e de 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco Central (BC)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/846a979cdf7b6c2c7fbca4197fbcbc935e987e34.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;O crescimento da modalidade, ao permitir liquida&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais r&amp;aacute;pida e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o na depend&amp;ecirc;ncia dos prazos do cart&amp;atilde;o, melhora o fluxo de caixa das empresas, principalmente entre pequenos neg&amp;oacute;cios e prestadores de servi&amp;ccedil;os.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito mant&amp;eacute;m relev&amp;acirc;ncia no consumo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do avan&amp;ccedil;o do PIX, o cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito segue relevante, impulsionado pela necessidade das fam&amp;iacute;lias de sustentar o consumo e pelo parcelamento. Al&amp;eacute;m da flexibilidade, o cart&amp;atilde;o amplia o poder de compra no curto prazo. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Volume anual transacionado no cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito entre 2024 e 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Em R$% trilh&amp;otilde;es&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco Central (BC)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/fd2c2c70af932e0aeeffb9054fff09f10f3b24e4.png" style="width: 400px;" class="fr-fic fr-dib"&gt; Segundo o estudo, o volume movimentado em cart&amp;otilde;es de cr&amp;eacute;dito cresceu 14%, em termos nominais, entre 2024 e 2025, passando de R$ 2,6 para R$ 3 trilh&amp;otilde;es. J&amp;aacute; na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o quarto trimestre de 2023 e de 2025, a alta foi de 30%. Em valores nominais, o total transacionado passou de R$ 630,7 bilh&amp;otilde;es para R$ 821,3 bilh&amp;otilde;es.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Volume Trimestral Transacionado no Cart&amp;atilde;o de Cr&amp;eacute;dito e Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o Trimestral &amp;ndash;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;4&amp;ordm; trimestres de 2023 de 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco Central (BC)&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/46a1ff3ac2728730a93d588ff4ecb4e09cac5d78.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Queda do MDR melhora margens, mas de forma gradual&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com o uso ainda intenso do cart&amp;atilde;o, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da taxa de desconto (MDR, do ingl&amp;ecirc;s &amp;ldquo;Merchant Discount Rate&amp;rdquo;) beneficia os lojistas ao melhorar as margens &amp;mdash; sobretudo em setores com maior volume de vendas nessa modalidade. Mesmo pequenas quedas j&amp;aacute; geram efeito relevante, em especial nos neg&amp;oacute;cios com margens mais apertadas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre o terceiro trimestre de 2024 e de 2025, as taxas m&amp;eacute;dias recuaram nas tr&amp;ecirc;s fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es do cart&amp;atilde;o. O cr&amp;eacute;dito seguiu como a modalidade mais cara, enquanto o d&amp;eacute;bito &amp;eacute; a mais barata e o pr&amp;eacute;-pago ocupa posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o intermedi&amp;aacute;ria. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Taxas de Desconto por Fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos 3&amp;ordm; trimestres de 2024 e 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco Central (BC)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/6ac5b04ccdb02d29659adfec45ca9a6c404beb44.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse movimento reflete maior concorr&amp;ecirc;ncia entre credenciadoras, ganhos de escala, amadurecimento tecnol&amp;oacute;gico e a press&amp;atilde;o do PIX. Assim, o MDR do cr&amp;eacute;dito caiu de 2,36%, em 2022, para 2,15%, em 2025; o d&amp;eacute;bito recuou de n&amp;iacute;veis acima de 1,16% para 1,08%; e o pr&amp;eacute;-pago passou de 1,68%, em 2021, para 1,47%, em 2025.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, a concorr&amp;ecirc;ncia com o PIX e a busca por efici&amp;ecirc;ncia devem manter a press&amp;atilde;o por redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de custo no mercado de cart&amp;otilde;es, ainda que de forma gradual.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Parcelamento e canal online mant&amp;ecirc;m custo elevado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar da queda no MDR, o parcelamento continua sendo um dos principais fatores de custo do cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito. Isso exige das empresas decis&amp;otilde;es mais criteriosas sobre o n&amp;uacute;mero de parcelas, a diferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o por produto, o canal e o perfil de clientes, al&amp;eacute;m da revis&amp;atilde;o de pol&amp;iacute;ticas de parcelamento sem juros. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 4]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Taxas de Desconto por N&amp;uacute;mero de Parcelas nos 3&amp;ordm; trimestres de 2024 e 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco Central (BC)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/4da038fd8df7e02c488b8b71b2e5798c384d0904.png" class="fr-fic fr-dib" style="width: 733px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tecnologia tamb&amp;eacute;m influencia os custos. O canal online segue como o mais caro, em raz&amp;atilde;o dos grandes riscos operacionais e de fraude. Os pagamentos recorrentes cresceram 11% e demandam aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, especialmente em servi&amp;ccedil;os por assinatura, enquanto o pagamento por aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o permaneceu est&amp;aacute;vel. J&amp;aacute; os canais presenciais eletr&amp;ocirc;nicos (chip e tarja) continuam sendo os mais eficientes em termos de custos. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 5]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Taxas de Desconto por Tipo de Captura nos 3&amp;ordm; trimestres de 2024 e 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco Central do Brasil&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/0c4e534f79e3316dc488e081946318a13ca292c0.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as taxas mais elevadas no cr&amp;eacute;dito parcelado e nas vendas online indicam que o custo financeiro ainda pesa na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pre&amp;ccedil;os. Com o avan&amp;ccedil;o do e-commerce, que apresenta maior custo de aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as empresas precisam aprimorar a gest&amp;atilde;o de pre&amp;ccedil;os, fretes, antifraude e meios de pagamento. Incentivar op&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais baratas, usar o parcelamento com crit&amp;eacute;rio e monitorar o impacto do online sobre a margem s&amp;atilde;o medidas essenciais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Concorr&amp;ecirc;ncia entre meios amplia efici&amp;ecirc;ncia e op&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em s&amp;iacute;ntese, o avan&amp;ccedil;o do PIX, a perman&amp;ecirc;ncia do cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito e a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos custos de aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pagamentos eletr&amp;ocirc;nicos refletem diretamente no Com&amp;eacute;rcio e nos Servi&amp;ccedil;os, seja no volume de vendas, seja na estrutura de custos, seja no fluxo de caixa, seja na competitividade. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A expans&amp;atilde;o da modalidade n&amp;atilde;o implica substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o total do cart&amp;atilde;o, mas tende a suceder meios menos eficientes. Ao mesmo tempo, intensifica a concorr&amp;ecirc;ncia e amplia o poder de escolha dos neg&amp;oacute;cios na defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de suas estrat&amp;eacute;gias de recebimento.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 14 May 2026 09:51:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Juros, inflação e efeito calendário fazem Comércio paulista registrar um dos piores resultados em vendas para fevereiro]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/juros-inflacao-e-efeito-calendario-fazem-comercio-paulista-registrar-um-dos-piores-resultados-em-vendas-para-fevereiro</link><description>&lt;![CDATA[Oito das nove atividades pesquisadas sofreram queda no faturamento; no acumulado do primeiro bimestre, houve retração de 5,4%]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;As vendas do Com&amp;eacute;rcio varejista paulista registraram queda de 7,5% em fevereiro, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado. Os dados da Pesquisa Conjuntural do Com&amp;eacute;rcio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Sefaz/SP) apontam para um dos piores resultados da s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica para o m&amp;ecirc;s de fevereiro. O faturamento real atingiu R$ 110,1 bilh&amp;otilde;es, valor R$ 8,9 bilh&amp;otilde;es inferior ao apurado ao mesmo per&amp;iacute;odo de 2025 [tabela 1]. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento Com&amp;eacute;rcio Varejista &amp;mdash; Estado de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/5a0180ee1843eefdc415bd3589d21772a62e39f5.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, o cen&amp;aacute;rio de desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo das fam&amp;iacute;lias j&amp;aacute; era esperado, tanto pela forte base de compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o quanto por aspectos macroecon&amp;ocirc;micos &amp;mdash; como juros altos, que impactam as vendas de bens dur&amp;aacute;veis, dependentes de cr&amp;eacute;dito. Vale ressaltar, por&amp;eacute;m, que essa queda foi potencializada pelo efeito calend&amp;aacute;rio, j&amp;aacute; que o carnaval neste ano ocorreu em fevereiro (em 2025, foi mar&amp;ccedil;o), resultando em menos dias &amp;uacute;teis e afetando o faturamento do setor.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o acumulada no primeiro bimestre ficou negativa em 5,4%, o que representa um faturamento R$ 13,1 bilh&amp;otilde;es inferior ao obtido no mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado. J&amp;aacute; no acumulado em 12 meses, o varejo ainda apresenta crescimento (1,8%), indicando que a desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mais recente, concentrada nos &amp;uacute;ltimos meses.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as atividades pesquisadas, oito apresentaram retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o em seu faturamento: eletrodom&amp;eacute;sticos, eletr&amp;ocirc;nicos e lojas de departamento (-23,2%); lojas de m&amp;oacute;veis e decora&amp;ccedil;&amp;atilde;o (-13,9%); materiais de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o (-13,1%); outras atividades (-12,4%); autope&amp;ccedil;as e acess&amp;oacute;rios (-9,9%); concession&amp;aacute;rias de ve&amp;iacute;culos (-5,7%); supermercados (-3,5%); e lojas de vestu&amp;aacute;rio, tecidos e cal&amp;ccedil;ados (-3,4%), apontando um movimento de queda disseminado entre os segmentos. Apenas farm&amp;aacute;cias e perfumarias apresentaram estabilidade, mantendo o n&amp;iacute;vel de faturamento em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo do ano anterior [tabela 2].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento Com&amp;eacute;rcio Varejista &amp;mdash; Estado de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/fc8caddac7a507383706c48b6c243f2c0ef80fcb.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As maiores quedas foram observadas em segmentos dependentes de financiamento e sens&amp;iacute;veis ao custo de cr&amp;eacute;dito, que tamb&amp;eacute;m refletiram o movimento de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas compras, especialmente em um cen&amp;aacute;rio de or&amp;ccedil;amento j&amp;aacute; pressionado. No entanto, nos segmentos ligados ao consumo b&amp;aacute;sico, como supermercados e farm&amp;aacute;cias, o desempenho se mostra mais resiliente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a Entidade, esse comportamento sugere um processo de recomposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do or&amp;ccedil;amento dom&amp;eacute;stico, no qual os consumidores ajustam gastos, substituem produtos e buscam alternativas mais econ&amp;ocirc;micas, sem deixar de atender &amp;agrave;s necessidades essenciais dos lares.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Faturamento do Com&amp;eacute;rcio na capital recua mais de 10%&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As vendas do varejo na capital paulista em fevereiro tamb&amp;eacute;m sofreram queda (-10,5%) em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado. Trata-se de um dos piores resultados para fevereiro na s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica. A cidade atingiu uma receita de R$ 32,9 bilh&amp;otilde;es no m&amp;ecirc;s, sendo uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de R$ 3,9 bilh&amp;otilde;es frente a fevereiro de 2025.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O acumulado do ano &amp;mdash; que foi negativo (-7,7%) &amp;mdash;, em termos de valores, representa uma retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cerca de R$ 5,7 bilh&amp;otilde;es, em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o ano anterior.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento Com&amp;eacute;rcio Varejista &amp;mdash; Cidade de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/95232e6131d263e5c03d43abf97cd259fa9e3edc.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na capital paulista, foram observadas quedas em todas as atividades, indicando um cen&amp;aacute;rio de enfraquecimento disseminado da demanda, puxada por segmentos com maior peso no faturamento. Isso significa que a retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o est&amp;aacute; concentrada apenas nos bens dur&amp;aacute;veis: o desempenho dos supermercados sugere que o ajuste no consumo j&amp;aacute; atinge tamb&amp;eacute;m os itens essenciais, refletindo um quadro de compress&amp;atilde;o mais ampla do or&amp;ccedil;amento familiar. Da mesma forma, as quedas em farm&amp;aacute;cias e vestu&amp;aacute;rio refor&amp;ccedil;am a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo, inclusive em categorias recorrentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; no elevado custo de vida, aliado ao peso das despesas fixas &amp;mdash; como moradia, transporte e servi&amp;ccedil;os &amp;mdash;, que reduz a renda dispon&amp;iacute;vel para consumo no varejo. Al&amp;eacute;m disso, o perfil urbano torna o consumo mais sens&amp;iacute;vel &amp;agrave;s condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras e &amp;agrave;s mudan&amp;ccedil;as de comportamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, o contexto de taxas de juros elevadas, condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de cr&amp;eacute;dito e alto n&amp;iacute;vel de endividamento familiar limita a capacidade de consumo, principalmente para bens de maior valor agregado. Dessa forma, observa-se um comportamento mais cauteloso por parte dos consumidores, que priorizam as despesas essenciais e posterga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de compras n&amp;atilde;o urgentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ademais, pesquisas indicam que o avan&amp;ccedil;o das apostas online tem exercido press&amp;atilde;o adicional sobre o or&amp;ccedil;amento dom&amp;eacute;stico, contribuindo para o aumento do endividamento e reduzindo a capacidade de consumo em outros segmentos. Ent&amp;atilde;o, as apostas passaram a atuar tamb&amp;eacute;m como um fator concorrente ao varejo tradicional, ao disputar parcela da renda dispon&amp;iacute;vel da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, especialmente em gastos n&amp;atilde;o essenciais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 14 May 2026 09:47:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Mobilização do setor produtivo pede aprovação urgente do regime especial para datacenters]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/mobilizacao-do-setor-produtivo-pede-aprovacao-urgente-do-regime-especial-para-datacenters</link><description>&lt;![CDATA[Ao lado de entidades representativas da Indústria, de Tecnologia e de Infraestrutura Digital, FecomercioSP cobra avanço da medida no Congresso Nacional]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;enviou, ao Congresso Nacional, um pedido para a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o urgente do Regime Especial de Tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Servi&amp;ccedil;os de Datacenter (Redata). A medida &amp;eacute; considerada essencial para destravar investimentos no setor. Contudo, ainda n&amp;atilde;o foi pautada no Senado. O texto teve origem na Medida Provis&amp;oacute;ria (MP) 1.318/2025, que perdeu a validade em 25 de fevereiro sem ter sido apreciada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade assinou um manifesto elaborado por frentes parlamentares do setor produtivo e por entidades representativas da Ind&amp;uacute;stria, da Tecnologia e da Infraestrutura Digital, que solicitam a delibera&amp;ccedil;&amp;atilde;o imediata da medida. Al&amp;eacute;m da FecomercioSP, o documento tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; assinado pelo &lt;a href="https://www.seinesp.org.br/"&gt;Sindicato das Empresas de Internet do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Seinesp)&lt;/a&gt; e por outras institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es &lt;strong&gt;confira o documento na &amp;iacute;ntegra&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://drive.google.com/file/d/1p4XSJYtqmMi7FaK_uLSEAnJPbTMtLrWj/view?usp=sharing"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Datacenters lideram investimentos globais e abrem janela para o Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com um relat&amp;oacute;rio da Confer&amp;ecirc;ncia das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas sobre Com&amp;eacute;rcio e Desenvolvimento (UNCTAD), o &lt;strong&gt;Global Investment Trends Monitor&lt;/strong&gt;, edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o 50, de janeiro de 2026, um quinto dos valores investidos em novos projetos do tipo &lt;strong&gt;greenfield&lt;/strong&gt; foi destinado a datacenters em 2025. Os aportes superaram US$ 270 bilh&amp;otilde;es no &amp;uacute;ltimo ano. Trata-se do setor que mais recebeu investimentos, superando atividades como as de &amp;oacute;leo e g&amp;aacute;s, semicondutores, ind&amp;uacute;stria automobil&amp;iacute;stica e energia renov&amp;aacute;vel.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o desses centros para processamento de dados e aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) envolve valores bilion&amp;aacute;rios e pode gerar empregos mais qualificados, al&amp;eacute;m de estimular o desenvolvimento do setor el&amp;eacute;trico, da cadeia de fornecedores locais e da qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;atilde;o de obra. Para o Brasil, n&amp;atilde;o se trata apenas de seguir uma tend&amp;ecirc;ncia global, mas de uma oportunidade &amp;uacute;nica: o Pa&amp;iacute;s conta com uma matriz energ&amp;eacute;tica limpa, um sistema interligado robusto e estabilidades institucional e geopol&amp;iacute;tica. Essas s&amp;atilde;o caracter&amp;iacute;sticas fundamentais para atrair boa parte dos investidores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de datacenters &amp;eacute; at&amp;eacute; 35% mais cara no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, para se consolidar como um destino estrat&amp;eacute;gico, o Brasil ainda precisa avan&amp;ccedil;ar na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ambiente regulat&amp;oacute;rio moderno, seguro e competitivo. Atualmente, a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um datacenter em territ&amp;oacute;rio nacional custa 26% mais do que nos Estados Unidos e 35% mais do que no Chile. Em grande parte, essa diferen&amp;ccedil;a &amp;eacute; resultado do alto custo de aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servidores (equipamentos de TI) no Pa&amp;iacute;s, que correspondem a 62% dos custos desses centros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata (PL 278/2026), o mercado brasileiro poderia contar com condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais competitivas para atrair investimentos locais e estrangeiros no setor. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/para-especialistas-brasil-esta-bem-posicionado-na-corrida-para-atrair-datacenters-mas-precisa-fazer-a-licao-de-casa?%2Fnoticia%2Fpara-especialistas-brasil-esta-bem-posicionado-na-corrida-para-atrair-datacenters-mas-precisa-fazer-a-licao-de-casa="&gt;O projeto prev&amp;ecirc; a isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o de PIS/Pasep, Cofins e IPI na aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de equipamentos de Tecnologias da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (TIC&lt;/a&gt;), importados ou produzidos no Brasil, destinados a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de datacenters. Em contrapartida, as empresas dever&amp;atilde;o destinar 2% do valor dos produtos adquiridos, nacionais ou importados, em investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da an&amp;aacute;lise da medida, as entidades pedem no manifesto a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Projeto de Lei Complementar (PLP) 74/2026, que remete aos aspectos jur&amp;iacute;dicos-or&amp;ccedil;ament&amp;aacute;rios da caducidade da MP 1.318/2025, assegurando seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, previsibilidade regulat&amp;oacute;ria e competitividade internacional. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Diversos projetos relevantes aguardam exclusivamente esse marco legal para avan&amp;ccedil;ar com suas decis&amp;otilde;es de investimento no Brasil&amp;rdquo;, alertam os setores no documento encaminhado ao presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (Uni&amp;atilde;o/AP).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es tamb&amp;eacute;m lembram a import&amp;acirc;ncia do projeto para a soberania digital e a seguran&amp;ccedil;a digital do Pa&amp;iacute;s e pedem aprimoramento do texto legislativo a fim de contemplar fontes de energia n&amp;atilde;o sujeitas &amp;agrave; intermit&amp;ecirc;ncia. &amp;ldquo;A inclus&amp;atilde;o dessas fontes contribuir&amp;aacute; para reduzir riscos operacionais, aumentar a confiabilidade do sistema e proporcionar mais seguran&amp;ccedil;a aos investidores&amp;rdquo;, afirmam. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua da FecomercioSP na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde o an&amp;uacute;ncio da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata pelo Executivo, a FecomercioSP se mobiliza para contribuir para a medida, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/incentivos-fiscais-sem-considerar-infraestrutura-existente-podem-comprometer-eficacia-da-politica-nacional-de-datacenters?%2Fnoticia%2Fincentivos-fiscais-sem-considerar-infraestrutura-existente-podem-comprometer-eficacia-da-politica-nacional-de-datacenters="&gt;apresentando sugest&amp;otilde;es de aprimoramento ao texto&lt;/a&gt;. A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Projeto de Lei (PL) 278/2025 &amp;eacute; considerada pela Entidade como fundamental para que o Brasil se posicione em um cen&amp;aacute;rio de intensa competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o global por investimentos em infraestrutura digital.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por meio do seu &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;, e em conjunto com o Seinesp, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o defendeu, contudo, mais isonomia e racionalidade econ&amp;ocirc;mica no projeto. O PL prev&amp;ecirc; a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 20% nas contrapartidas exigidas de empreendimentos localizados nas regi&amp;otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o que, na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das entidades, pode incentivar investidores a optarem por vantagens tribut&amp;aacute;rias &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-seinesp-e-sindilojas-sp-defendem-protagonismo-de-sao-paulo-para-discutir-temas-relevantes-da-economia-digital?%2Fnoticia%2Ffecomerciosp-seinesp-e-sindilojas-sp-defendem-protagonismo-de-sao-paulo-para-discutir-temas-relevantes-da-economia-digital="&gt;sem considerar fatores t&amp;eacute;cnicos relevantes, como a infraestrutura j&amp;aacute; instalada&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante disso, a FecomercioSP e o Seinesp solicitaram ajustes no desenho da proposta para garantir que as contrapartidas exigidas para ades&amp;atilde;o ao regime sejam ison&amp;ocirc;micas entre as diferentes regi&amp;otilde;es brasileiras, abrangendo tanto investimentos em equipamentos quanto aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es em pesquisa e demais obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o continuar&amp;aacute; acompanhando os desdobramentos da medida para garantir que o projeto atenda &amp;agrave;s necessidades do setor produtivo e estimule novos investimentos no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 12 May 2026 10:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Inflação, juros altos e dúvidas derrubam expectativas e confiança do consumidor recua 3,8% em São Paulo]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/inflacao-juros-altos-e-duvidas-derrubam-expectativas-e-confianca-do-consumidor-recua-3-8-em-sao-paulo-1</link><description>&lt;![CDATA[Intenção de consumo das famílias sugere compras mais planejadas e mais seletividade e sensibilidade a preços, crédito e promoções]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O consumidor paulistano segue mais confiante do que há um ano, mas já começa a revisar as perspectivas. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 3,8% em abril, para 121,1 pontos, segundo a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. A retração foi puxada pelo Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), que recuou 5% em relação a março. Na comparação anual, o ICC ainda registra alta, de 9,1%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice de Confiança do Consumidor (ICC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/f0bfd2e46583065a30b6c0659adb09686e72dbaa.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do patamar elevado em comparação com o ano passado, os juros altos, a inflação persistente e a maior incerteza externa — como as tensões no Oriente Médio — têm levado os paulistanos a adotarem uma postura mais cautelosa: o consumo ainda se mantém no presente, mas as dúvidas quanto ao futuro começam a influenciar as decisões.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), outra variável que compõe o ICC, apontou redução de 1,9% na comparação mensal, passando para 119,1 pontos. Embora a pontuação esteja acima do limiar que separa o pessimismo do otimismo, revelando que ainda há sustentação do consumo no curto prazo, já é possível identificar mudanças no comportamento dos lares. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;e de Expectativas do Consumidor (IEC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/644a668cf825eed356362c9f0114d6b2c321de57.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP acredita que esse movimento é típico de inflexões do ciclo econômico: o consumo não recua de imediato, mas se torna mais planejado, sensível a preços e seletivo. O ciclo, portanto, não se inverteu, mas perdeu força. Para o varejo, isso implica mais foco nos preços e na percepção de valor, além de crédito mais conservador, gestão eficiente de estoques e mais segmentação do público. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Queda disseminada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em abril, quase todos os grupos do ICC recuaram. Entre os consumidores com renda superior a dez salários mínimos e público de até 35 anos, a queda foi de 6,3%, e entre as mulheres, de 6,2%. Apenas o grupo com 35 anos ou mais apresentou leve alta (0,5%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar da redução mensal&lt;strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;o ICEA obteve alta de 14,6% em relação a abril de 2025, refletindo mercado de trabalho resiliente e renda ainda sustentada. O IEC, por sua vez, atualmente em 122,4 pontos, cresceu 5,8%. Em abril, a piora foi mais forte entre consumidores de maior renda (-8,1%) e jovens (-8,4%), grupos mais sensíveis às condições financeiras e que tendem a antecipar movimentos do ciclo econômico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação da FecomercioSP, os desafios macroeconômicos atuais — como a manutenção de juros elevados por um longo período, que encarece o crédito e aumenta o endividamento; a inflação persistente, especialmente no setor de Serviços; a maior seletividade na concessão de crédito, que restringe o consumo financiado; e as incertezas geopolíticas, que elevam a volatilidade global e pressionam os preços de energia e logística — estão levando os consumidores a adotarem uma postura mais conservadora quanto às suas perspectivas de consumo e renda.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acompanhando esse movimento, a &lt;strong&gt;Intenção de Consumo das Famílias (ICF)&lt;/strong&gt; também recuou em abril. O ICF caiu 0,8%, para 113,4 pontos, registrando a segunda queda consecutiva. No comparativo anual, contudo, houve alta de 8,5%. Em síntese, a intenção familiar paulistana de consumir não entrou em retração, mas perdeu ímpeto. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda segundo a FecomercioSP, a melhoria em relação ao ano passado reflete um ambiente ainda sustentado por emprego e renda. Já a queda mensal indica mais prudência. A Entidade ressalta que os próximos meses devem trazer um consumo mais planejado, seletivo e sensível a preço, crédito e promoções, exigindo mais eficiência do varejo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/ccf98f5bdfedb86f976893fdec324360b2867d04.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Consumo atual e momento para duráveis na zona de pessimismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as variáveis que compõem o indicador, apenas o quesito de emprego atual se manteve estável. Destacam-se as quedas observadas no nível de consumo atual (1,9%, para 88,7 pontos), no momento para duráveis (1,6%, para 85,9 pontos) e na perspectiva de consumo (1,1%, para 106,1 pontos). Os dois primeiros seguem na faixa de pessimismo, indicando que a aquisição, principalmente, de itens de maior valor e dependentes de crédito ainda não se normalizou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na comparação com abril de 2025, porém, todos os componentes avançaram, com destaques que ficaram por conta de momento para duráveis (22,6%), acesso ao crédito (17,3%) e perspectiva de consumo (11,5%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, o ICF atingiu 111,7 pontos, com leve queda de 0,6% no mês, e alta de 10% em 12 meses. Nesse grupo comparativo anual, todos os componentes cresceram, em especial momento para duráveis (27,9%), acesso ao crédito (20,5%), perspectiva de consumo (16%) e nível atual de consumo (11%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o ICF chegou a 118,3 pontos, com queda de 1,2% no mês e alta de 4,7% no comparativo anual.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 12 May 2026 09:06:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Iniciativas legislativas e impactos econômicos]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/iniciativas-legislativas-e-impactos-economicos</link><description>&lt;![CDATA[Período eleitoral é terreno fértil para propostas de grande apelo popular]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Antonio Lanzana*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Congresso Nacional aprovou, recentemente, o acordo comercial Uni&amp;atilde;o Europeia-Mercosul, o que n&amp;atilde;o deixa de ser um ponto extremamente positivo no sentido da maior integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional do Brasil. No entanto, uma an&amp;aacute;lise mais detalhada de outras iniciativas identificadas no mesmo Congresso causa preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tendo em vista as repercuss&amp;otilde;es no ambiente macroecon&amp;ocirc;mico e nas empresas, as quais muitas vezes deixam de ser adequadamente avaliadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, cabe destacar, inicialmente, um projeto aprovado no Senado Federal que reestrutura carreiras no servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, reajusta a remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de diversos cargos, beneficiando 270 mil servidores e criando mais de 24 mil novos cargos efetivos. O resultado &amp;eacute; uma despesa de R$ 4,16 bilh&amp;otilde;es em 2026 e R$ 5,6 bilh&amp;otilde;es em 2027. Uma expans&amp;atilde;o de gastos extremamente preocupante num Pa&amp;iacute;s que apresenta uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal cr&amp;iacute;tica, com d&amp;eacute;ficit nominal do setor p&amp;uacute;bico superior a 8% do&amp;nbsp;Produto Interno Bruto (PIB)&amp;nbsp;e d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica crescendo de forma exponencial. Enquanto isso, uma proposta muito bem elaborada de reforma administrativa, que poderia nortear a gest&amp;atilde;o de contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es, deslocamentos de funcion&amp;aacute;rios e crit&amp;eacute;rios de remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sequer entrou&amp;nbsp;em vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Per&amp;iacute;odo eleitoral acaba se constituindo em terreno f&amp;eacute;rtil para proposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de grande apelo para a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Neste ano, a discuss&amp;atilde;o mais calorosa refere-se &amp;agrave; quest&amp;atilde;o da jornada 6x1. O que se tem observado &amp;eacute; uma tentativa de certos parlamentares de acelerar a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do projeto que renderia importantes dividendos pol&amp;iacute;ticos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Este &amp;eacute; um assunto extremamente complexo, porque envolve aspectos relacionados, de um lado, a progressos sociais, e, de outro, a implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;ocirc;micas. No primeiro caso, argumenta-se sobre a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da qualidade de vida dos trabalhadores e seus efeitos positivos sobre a produtividade. Em termos empresariais, a preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o concentra-se no aumento de custos operacionais (e seus reflexos inflacion&amp;aacute;rios), novas contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es num mercado de trabalho extremamente apertado, aumento da informalidade, diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das margens das empresas e at&amp;eacute; mesmo inviabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de algumas delas, principalmente em setores que ser&amp;atilde;o mais afetados, como &amp;eacute; o caso dos setores de Com&amp;eacute;rcio e de Servi&amp;ccedil;os, e principalmente das empresas de pequeno porte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Destacando um ponto dessa discuss&amp;atilde;o, que &amp;eacute; a quest&amp;atilde;o da produtividade do trabalho, dados da&amp;nbsp;Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Getulio Vargas (FGV)&amp;nbsp;mostram que o crescimento m&amp;eacute;dio da produtividade por hora trabalhada no Brasil foi de 0,8% ao ano no per&amp;iacute;odo 1995&amp;ndash;2024 e zero nos &amp;uacute;ltimos 10 anos. O argumento de que a medida pode elevar a produtividade n&amp;atilde;o leva em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o o amplo leque de fatores que determinam a produtividade &amp;mdash; n&amp;iacute;vel educacional, grau de inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional, competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, acesso &amp;agrave; tecnologia, infraestrutura, ambiente dos neg&amp;oacute;cios, n&amp;iacute;vel de investimento, dentre outros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Levando-se em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o esses pontos, podemos chegar a tr&amp;ecirc;s conclus&amp;otilde;es: a) dadas as diferen&amp;ccedil;as setoriais e de porte, a livre negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve prevalecer; b) percebe-se que as inciativas parlamentares esquecem de levar em conta a import&amp;acirc;ncia do crescimento econ&amp;ocirc;mico como gerador de empregos, riqueza e bem-estar &amp;mdash; desde 1980, o Brasil vem crescendo abaixo do mundo e n&amp;atilde;o consegue sair da condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pa&amp;iacute;s de renda m&amp;eacute;dia; e c) propostas de mudan&amp;ccedil;as na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o devem ser constru&amp;iacute;das a partir de seus reais impactos na economia, de forma a garantir avan&amp;ccedil;os sem comprometer a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos, a competitividade das empresas e, consequentemente, o crescimento econ&amp;ocirc;mico e a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;iacute;vel de bem-estar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Antonio Lanzana, presidente do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Pol&amp;iacute;tica da&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 08 May 2026 09:12:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Preços dos alimentos e dos combustíveis puxam alta do custo de vida na RMSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/precos-dos-alimentos-e-dos-combustiveis-puxam-alta-do-custo-de-vida-na-rmsp</link><description>&lt;![CDATA[Guerra no Irã afeta o resultado; acumulado dos últimos 12 meses alcançou 4,92%]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Impactado pelo avan&amp;ccedil;o nos pre&amp;ccedil;os dos combust&amp;iacute;veis e dos alimentos influenciados pela Guerra no Ir&amp;atilde;, que acelerou a cota&amp;ccedil;&amp;atilde;o do petr&amp;oacute;leo, o custo de vida na Regi&amp;atilde;o Metropolitana de S&amp;atilde;o Paulo (RMSP) subiu 0,72% em mar&amp;ccedil;o. O &amp;iacute;ndice &lt;strong&gt;Custo de Vida por Classe Social (CVCS),&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;mensurado pela &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;, acumula alta de 4,92% nos &amp;uacute;ltimos 12 meses, enquanto nos tr&amp;ecirc;s primeiros meses do ano h&amp;aacute; uma expans&amp;atilde;o de 2,09%. Em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado, a alta &amp;eacute; de 1,88% [gr&amp;aacute;fico 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de vida por classe social &amp;mdash; s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/8a6590b34beb8c3da68ba1a7fac9b2c50d85bf50.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, o cen&amp;aacute;rio se intensificou em raz&amp;atilde;o das press&amp;otilde;es inflacion&amp;aacute;rias associadas ao conflito no Oriente M&amp;eacute;dio, que passou a refletir, direta e indiretamente, no or&amp;ccedil;amento das fam&amp;iacute;lias da RMSP. Mesmo com o cessar-fogo, a normaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o tende a ser mais lenta. No momento, a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o se intensifica, j&amp;aacute; que os grupos de alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e transportes respondem por quase 45% do or&amp;ccedil;amento m&amp;eacute;dio familiar, o que compromete o equil&amp;iacute;brio financeiro das casas e contribui para aumento da inadimpl&amp;ecirc;ncia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fam&amp;iacute;lias de renda mais baixa s&amp;atilde;o as mais afetadas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O aumento no custo de vida est&amp;aacute; relacionado ao avan&amp;ccedil;o mais intenso nos pre&amp;ccedil;os dos combust&amp;iacute;veis e dos alimentos, repercutindo ainda mais nas classes de renda mais baixa, com varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 0,93% para a classe D e de 0,86% para classe E. Para a classe A, a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi de 0,61%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No acumulado dos &amp;uacute;ltimos 12 meses, as classes de menor poder aquisitivo tamb&amp;eacute;m foram as mais afetadas: 5,34% para classe E, e 5,22% para a classe D. Para as classes B e A, 4,57% e 4,78%, respectivamente &amp;mdash; visto que a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de despesas &amp;eacute; mais concentrada em grupos de alta representatividade para as classes de menor poder aquisitivo [tabela 1].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de vida por classe social &amp;mdash; mar&amp;ccedil;o de 2026&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/7f850b7576448af768c3f1f2a354750f50c3c602.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alta no transporte, com &amp;oacute;leo diesel subindo 14,4%&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O grupo de transporte foi um dos mais afetados quanto &amp;agrave; eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o no custo de vida, avan&amp;ccedil;ando 1,47%. O &amp;oacute;leo diesel apresentou alta de 14,4%, ao passo que a gasolina subiu 4,4% e o etanol, 1,3%. No segmento de servi&amp;ccedil;os, por sua vez, as passagens a&amp;eacute;reas apontaram aumento de 7,8%. Por faixa de renda, a expans&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia foi ainda maior, com 2,77% para a classe D e 2,5% para a classe E, com varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es significativas superiores &amp;agrave;s observadas nas classes de maior renda (0,83% para a classe B e 0,87% para a classe A).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de vida na Regi&amp;atilde;o Metropolitana de S&amp;atilde;o Paulo &amp;mdash; acumulado do ano&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/cb03d0b3e2baad9b33b84d39c1db8ca3966c386e.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/strong&gt;No grupo de alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e bebidas, a alta mensal foi de 0,83%. Entre as faixas de renda, a varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o chegou a 1% para a classe E e acima do 0,79% registrado para a classe A. Esse comportamento reflete, sobretudo, a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais acentuada dos pre&amp;ccedil;os da alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o no domic&amp;iacute;lio (0,89%) em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o fora do domic&amp;iacute;lio (0,73%), componente que pesa mais fortemente no or&amp;ccedil;amento das fam&amp;iacute;lias de menor renda. Em mar&amp;ccedil;o, o feij&amp;atilde;o-carioca, com alta de 15,6%, o tomate (12,2%) e os cortes de carne &amp;mdash; como ac&amp;eacute;m (5%), alcatra (2,9%) e costela (2,3%) &amp;mdash; foram os principais itens que encareceram nos supermercados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os itens eletroeletr&amp;ocirc;nicos, como o microcomputador, com alta de 3,3%, e o televisor, com eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 2%, foram respons&amp;aacute;veis pelo avan&amp;ccedil;o de 1,13% nos artigos do lar. O grupo de habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi influenciado por produtos ligados a obras e reformas, como revestimento de piso e parede (2,4%), al&amp;eacute;m de cimento e tijolo, tamb&amp;eacute;m com crescimento de 2,4% &amp;mdash; peso mais relevante para as fam&amp;iacute;lias de maior renda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em sa&amp;uacute;de e cuidados pessoais, houve aumento tanto no varejo &amp;mdash; em itens de higiene e beleza &amp;mdash; quanto nos medicamentos, com destaque para horm&amp;ocirc;nios (2,7%) e antibi&amp;oacute;ticos (2,6%). Os planos de sa&amp;uacute;de registraram aumento m&amp;eacute;dio de 0,5%, enquanto os servi&amp;ccedil;os odontol&amp;oacute;gicos subiram 0,2%. Para o pr&amp;oacute;ximo m&amp;ecirc;s, a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; de manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da press&amp;atilde;o, em virtude do per&amp;iacute;odo de reajuste dos medicamentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na an&amp;aacute;lise da FecomercioSP, a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o recente na cota&amp;ccedil;&amp;atilde;o da arroba bovina e os fatores sazonais que reduzem a oferta de alguns itens, al&amp;eacute;m do encarecimento dos custos log&amp;iacute;sticos &amp;mdash; pressionados pela alta do &amp;oacute;leo diesel &amp;mdash;, come&amp;ccedil;a a ser repassado aos pre&amp;ccedil;os, o que tende a pressionar o grupo de alimentos dos lares nos pr&amp;oacute;ximos meses.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 07 May 2026 14:19:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item></channel></rss>
