<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Internacional - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticias/economia/internacional</link><description>&lt;![CDATA[Notícias relacionadas à área de atuação da Fecomercio Internacional.]]</description><lastBuildDate>Thu, 14 May 2026 13:36:35 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Internacional - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticias/economia/internacional</link><url>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Nova lei do comércio exterior avança com pouco espaço para o diálogo]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/nova-lei-do-comercio-exterior-avanca-com-pouco-espaco-para-o-dialogo</link><description>&lt;![CDATA[Debate aponta lacunas, baixa participação do setor privado e risco de projeto não promover abertura comercial]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O&amp;nbsp;Projeto de Lei&amp;nbsp;(PL)&amp;nbsp;4.423/2024,&amp;nbsp;que pretende modernizar as regras do com&amp;eacute;rcio exterior brasileiro, avan&amp;ccedil;a com um olhar muito atento do setor produtivo, devido aos contornos limitados do texto e sua real capacidade de desburocratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O receio &amp;eacute; que, na pr&amp;aacute;tica, o Pa&amp;iacute;s pouco avance em&amp;nbsp;desamarrar a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o aduaneira&amp;nbsp;aos desafios atuais do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na vis&amp;atilde;o de&amp;nbsp;Augusto Oliveira da Silva Neto, advogado, consultor aduaneiro e ex-auditor fiscal da Receita Federal, at&amp;eacute; o momento, o Brasil&amp;nbsp;perde&amp;nbsp;uma&amp;nbsp;oportunidade de ouro de reformular&amp;nbsp;a&amp;nbsp;falta de sistematiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o existente no setor de com&amp;eacute;rcio exterior.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O texto demonstra uma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o exagerada com o controle regulat&amp;oacute;rio, traz poucas &amp;mdash; ou nenhuma &amp;mdash; medidas concretas para facilitar o com&amp;eacute;rcio, praticamente n&amp;atilde;o promove altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es legais relevantes, repete normas j&amp;aacute; previstas em tratados internacionais, delega em excesso atribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao Poder Executivo e realiza apenas uma revoga&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial de leis antigas e desatualizadas&amp;rdquo;, declarou o consultor. &amp;ldquo;&amp;Eacute; visivelmente um projeto cunhado pelo Estado. Os interessados, como os importadores, exportadores e os &amp;oacute;rg&amp;atilde;os representantes dessas classes, ainda n&amp;atilde;o foram ouvidos devidamente no processo legislativo&amp;rdquo;, completou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Silva Neto participou da reuni&amp;atilde;o de setembro do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-relacoes-internacionais"&gt;Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais&lt;/a&gt;, da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, dedicada a debater a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do setor produtivo na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o aduaneira equilibrada. O debate tamb&amp;eacute;m contou com a presen&amp;ccedil;a de Leonardo Branco, advogado tributarista e aduaneiro e ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A aus&amp;ecirc;ncia do setor produtivo no debate tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; preocupante para Branco. &amp;ldquo;Preferimos fazer o projeto a portas fechadas. S&amp;atilde;o pessoas maravilhosas que o fizeram, mas n&amp;atilde;o houve nenhum representante da iniciativa privada para discutir o texto inicial. A primeira minuta &amp;eacute; muito importante, porque depois, para alterar, o proponente da mudan&amp;ccedil;a tem o &amp;ocirc;nus de justificar. Ela foi estruturada por pessoas j&amp;aacute; muito acostumadas &amp;agrave; l&amp;oacute;gica e &amp;agrave; vis&amp;atilde;o da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica&amp;rdquo;, detalhou&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Oportunidade perdida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Silva Neto, a proposta beneficia excessivamente o Estado e deixa de contemplar as necessidades dos operadores privados. Os dispositivos do Livro 1 do PL, por exemplo, limitam-se a repetir defini&amp;ccedil;&amp;otilde;es e compromissos j&amp;aacute; existentes em tratados internacionais, sem efeito pr&amp;aacute;tico imediato. E o Livro 2, focado em controle aduaneiro, dedica-se majoritariamente a procedimentos p&amp;uacute;blicos, deixando de lado propostas concretas de facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o para importadores e exportadores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo nos pontos em que h&amp;aacute; avan&amp;ccedil;os, como na amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do cap&amp;iacute;tulo dedicado aos regimes aduaneiros (Livro 3), h&amp;aacute; desequil&amp;iacute;brios e omiss&amp;otilde;es, principalmente tendo em vista que o texto ignora o setor de feiras e eventos, algo que havia sido inicialmente previsto. Isso &amp;eacute; um grande alerta de potencial refor&amp;ccedil;o ao cen&amp;aacute;rio de inseguran&amp;ccedil;a e dispers&amp;atilde;o normativa j&amp;aacute; enfrentado pelo setor, salientou o consultor. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o h&amp;aacute; em nenhum ponto os deveres da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o aduaneira ou que estabele&amp;ccedil;am as suas infra&amp;ccedil;&amp;otilde;es severas; mas h&amp;aacute; os deveres da outra ponta, que atingem os contribuintes com uma carga regulat&amp;oacute;ria ainda mais densa&amp;rdquo;, pontuou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O PL delega ao Estado tudo aquilo que n&amp;atilde;o est&amp;aacute; especificado na pr&amp;oacute;pria lei, criando normas program&amp;aacute;ticas e deixando a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o a cargo de atos administrativos. Na minha vis&amp;atilde;o, um tema complexo como o com&amp;eacute;rcio exterior n&amp;atilde;o pode estar inteiramente em uma &amp;uacute;nica lei, mas tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o deveria deixar lacunas significativas e se apoiar apenas em atos administrativos&amp;rdquo;, Silva Neto opinou. &amp;ldquo;N&amp;oacute;s n&amp;atilde;o podemos mais ter o nosso com&amp;eacute;rcio exterior como temos hoje: em um ambiente com centenas ou milhares de normas e instru&amp;ccedil;&amp;otilde;es normativas, portarias e atos declarat&amp;oacute;rios, que acabam gerando uma s&amp;eacute;rie de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es para todos os elos participantes da cadeia comercial aduaneira&amp;rdquo;, advertiu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reforma Tribut&amp;aacute;ria esquecida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Branco, por sua vez, alertou que o PL deixa de abordar temas fundamentais, como o processo aduaneiro e a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o das infra&amp;ccedil;&amp;otilde;es espec&amp;iacute;ficas, pontos de grande preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os operadores. Outra lacuna importante, de acordo com o especialista, &amp;eacute; a inexist&amp;ecirc;ncia de regras claras de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as normas da Reforma Tribut&amp;aacute;ria e no contexto da Lei Complementar 214/2025 &amp;mdash; que iniciou o processo de regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do texto reformista, e institui o Imposto sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (IBS) e a Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (CBS).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, o especialista acredita que se perdeu uma oportunidade, ao n&amp;atilde;o se incluir no projeto um dispositivo para eliminar alguns debates in&amp;oacute;cuos que ocorrem hoje no Carf, sobre a aplicabilidade de conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es reconhecidas mundialmente. &amp;ldquo;Hoje, em 2025, estamos debatendo se aplicamos ou n&amp;atilde;o tratado internacional, algo j&amp;aacute; respaldado pela Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal, pelo C&amp;oacute;digo Tribut&amp;aacute;rio Nacional (CTN) e por diversas decis&amp;otilde;es do Supremo Tribunal Federal (STF)&amp;rdquo;, criticou, durante o encontro na &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que deve melhorar em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o regramento atual&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar disso, Branco reconheceu avan&amp;ccedil;os importantes no projeto. O especialista apontou&amp;nbsp;que o texto que originar&amp;aacute; uma Lei Geral do Com&amp;eacute;rcio Exterior tamb&amp;eacute;m se dedica &amp;agrave; organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos regimes aduaneiros, agrupando o regime comum, os regimes especiais e aqueles aplicados a &amp;aacute;reas especiais. Desse modo, quatro tipos principais de regimes especiais ser&amp;atilde;o estabelecidos: de aperfei&amp;ccedil;oamento, de perman&amp;ecirc;ncia tempor&amp;aacute;ria, de dep&amp;oacute;sito aduaneiro e de tr&amp;acirc;nsito aduaneiro, trazendo mais clareza &amp;agrave; estrutura normativa do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outros avan&amp;ccedil;os s&amp;atilde;o a inclus&amp;atilde;o de conceitos in&amp;eacute;ditos, a digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de documentos e a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em ingl&amp;ecirc;s visando &amp;agrave; integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional, al&amp;eacute;m da men&amp;ccedil;&amp;atilde;o a pagamentos eletr&amp;ocirc;nicos e solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es antecipadas. Branco destacou, ainda, as medidas de transpar&amp;ecirc;ncia, a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dep&amp;oacute;sito tempor&amp;aacute;rio, o controle p&amp;oacute;s-liberat&amp;oacute;rio e o esfor&amp;ccedil;o para harmonizar o vocabul&amp;aacute;rio brasileiro com padr&amp;otilde;es internacionais, promovendo mais alinhamento entre as pr&amp;aacute;ticas nacionais e globais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Hoje, o Brasil n&amp;atilde;o possui um conceito jur&amp;iacute;dico &amp;uacute;nico para importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que gera debates e incertezas. Ao adotar [&lt;em&gt;apenas&lt;/em&gt;] gloss&amp;aacute;rios inspirados em tratados internacionais, delegamos ao Poder Executivo a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o desses termos jur&amp;iacute;dicos, o que pode ser tanto positivo quanto problem&amp;aacute;tico&amp;rdquo;, acrescentou o especialista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Branco, entre os avan&amp;ccedil;os mais relevantes est&amp;atilde;o as emendas que preveem coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre &amp;oacute;rg&amp;atilde;os p&amp;uacute;blicos &amp;mdash; o que pode resultar em uma faxina regulat&amp;oacute;ria &amp;mdash;, o est&amp;iacute;mulo &amp;agrave; conformidade volunt&amp;aacute;ria, mais digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e medidas de facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do custo de conformidade, que podem beneficiar as pequenas e m&amp;eacute;dias empresas, democratizando o acesso ao com&amp;eacute;rcio exterior.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Atualmente, os benef&amp;iacute;cios do despacho aduaneiro mais &amp;aacute;gil, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de canais de confer&amp;ecirc;ncia aduaneira mais gravosos, a prioridade no despacho, a exig&amp;ecirc;ncia documental menor, e at&amp;eacute; reconhecimento m&amp;uacute;tuo internacional, acabam restritos &amp;agrave;s grandes empresas, devido ao alto custo de&amp;nbsp;&lt;em&gt;compliance&lt;/em&gt; do Programa OEA. O PL, por&amp;eacute;m, prop&amp;otilde;e um novo paradigma ao criar certifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es espec&amp;iacute;ficas para pequenas e m&amp;eacute;dias empresas em setores como alimentos, farmac&amp;ecirc;uticos e agroexportadores, desde que atendam a requisitos b&amp;aacute;sicos de regularidade, ampliando significativamente o acesso &amp;agrave; facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o do com&amp;eacute;rcio para um universo muito maior de operadores&amp;rdquo;, enfatizou Branco.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com os especialistas, a partir de agora, h&amp;aacute; oportunidade de se estabelecer um comit&amp;ecirc; para pensar em um processo unificado aduaneiro e nas infra&amp;ccedil;&amp;otilde;es aduaneiras, inclusive resguardando a ampla defesa e o contradit&amp;oacute;rio, de uma maneira que fa&amp;ccedil;am sentido no mundo atual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim como&amp;nbsp;a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, ambos acreditam que&amp;nbsp;&amp;eacute; fundamental que o debate sobre o texto se debruce sobre os principais desafios do setor, que passam pela necessidade de modernizar as leis aduaneiras, reduzir a burocracia excessiva, simplificar os procedimentos e garantir um ambiente mais competitivo, previs&amp;iacute;vel e seguro para o com&amp;eacute;rcio exterior. Todos esses avan&amp;ccedil;os, segundo eles, dependem essencialmente da verdadeira facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o do com&amp;eacute;rcio, princ&amp;iacute;pio que deveria nortear a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Uma lei deve ser constru&amp;iacute;da com equil&amp;iacute;brio e harmonia, levando em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o os interesses de todas as partes envolvidas. N&amp;atilde;o pode favorecer apenas o Estado ou um grupo espec&amp;iacute;fico, mas sim trazer consigo novas oportunidades para o crescimento e desenvolvimento do com&amp;eacute;rcio exterior no Pa&amp;iacute;s&amp;rdquo;, concluiu Rubens Medrano, presidente do Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais da&amp;nbsp;&lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 09 Sep 2025 15:57:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Influência das relações internacionais nas eleições será cada vez maior]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/influencia-das-relacoes-internacionais-nas-eleicoes-sera-cada-vez-maior</link><description>&lt;![CDATA[As relações diplomáticas e comerciais que o País desenvolve com as outras nações terão cada vez mais influência nos processos eleitorais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Diferentemente do que se pensava anos atr&amp;aacute;s, hoje, a pol&amp;iacute;tica externa define voto no Brasil. As rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es diplom&amp;aacute;ticas e comerciais que o Pa&amp;iacute;s desenvolve com as outras na&amp;ccedil;&amp;otilde;es ter&amp;atilde;o cada vez mais influ&amp;ecirc;ncia nos processos eleitorais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; o que acredita Feliciano de S&amp;aacute; Guimar&amp;atilde;es, que atua como diretor acad&amp;ecirc;mico e pesquisador s&amp;ecirc;nior no Centro Brasileiro de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais (Cebri).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o de outubro de 2026 ser&amp;aacute;, talvez, a primeira do Brasil, na hist&amp;oacute;ria da Rep&amp;uacute;blica Nova, em que pol&amp;iacute;tica externa estar&amp;aacute; nas urnas de uma forma muito forte&amp;rdquo;, observa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em entrevista ao &lt;a href="https://umbrasil.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Canal &lt;strong&gt;UM BRASIL&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &amp;mdash; uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; &amp;mdash;, Guimar&amp;atilde;es tamb&amp;eacute;m analisa o papel do Brasil na Am&amp;eacute;rica Latina.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pol&amp;iacute;tica externa define voto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Temas globais ganham destaque.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Guimar&amp;atilde;es lembra que, no passado, muitos diziam que o Itamaraty n&amp;atilde;o influenciava nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Atualmente, n&amp;atilde;o &amp;eacute; bem assim. Ao longo de mais de tr&amp;ecirc;s d&amp;eacute;cadas de democracia, o notici&amp;aacute;rio internacional vem ganhando destaque. &amp;ldquo;Os brasileiros t&amp;ecirc;m opini&amp;atilde;o sobre o conflito em Gaza, sobre a guerra na Ucr&amp;acirc;nia e sobre o que os Estados Unidos est&amp;atilde;o fazendo com o Brasil&amp;rdquo;, explica.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;De olho em 2026.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Na opini&amp;atilde;o do pesquisador, as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es do presidente Donald Trump s&amp;atilde;o guiadas, justamente, pela expectativa de que a pol&amp;iacute;tica externa influencie as pr&amp;oacute;ximas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es brasileiras. Nos &amp;uacute;ltimos dois meses, o l&amp;iacute;der anunciou tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros, acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de persegui&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica e aplicou san&amp;ccedil;&amp;otilde;es contra o ministro Alexandre de Moraes.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Efeitos internos.&lt;/strong&gt; &amp;ldquo;Qualquer presidente, do Lula ao pr&amp;oacute;ximo, dever&amp;aacute; ter plena consci&amp;ecirc;ncia &amp;mdash; e j&amp;aacute; tem &amp;mdash; de que temas e posicionamentos internacionais afetam a pr&amp;oacute;pria popularidade&amp;rdquo;, completa Guimar&amp;atilde;es.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Presen&amp;ccedil;a no Sul Global&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O Brasil ainda n&amp;atilde;o age como lideran&amp;ccedil;a regional.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Na opini&amp;atilde;o do pesquisador, para liderar a Am&amp;eacute;rica Latina, o Pa&amp;iacute;s precisaria dispor de dois poderes: o normativo e o econ&amp;ocirc;mico. O primeiro refere-se &amp;agrave; capacidade de impor normas regionais. O segundo baseia-se em dar incentivos e, se necess&amp;aacute;rio, operar mediante coer&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica para impor essas normas. &amp;ldquo;O Brasil nunca conseguiu fazer isso. Em alguns momentos teve mais poder, em outros, menos. Agora &amp;eacute; um momento muito dif&amp;iacute;cil&amp;rdquo;, avalia.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Somos m&amp;eacute;dios ou emergentes?&lt;/strong&gt; &amp;ldquo;Se voc&amp;ecirc; &amp;eacute; uma pot&amp;ecirc;ncia m&amp;eacute;dia e se contenta com isso, pode perder oportunidades internacionais por achar que esse poder &amp;eacute; sempre limitado&amp;rdquo;, pondera. &amp;ldquo;Se voc&amp;ecirc; &amp;eacute; emergente, pode cometer um outro erro, que &amp;eacute; dar um passo maior que a perna e se envolver em temas em que voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o consegue sustentar a longo prazo&amp;rdquo;, observa Guimar&amp;atilde;es. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Meio do caminho.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Segundo o pesquisador, esse &amp;eacute; um dilema t&amp;iacute;pico de uma pot&amp;ecirc;ncia regional. O Brasil talvez seja uma pot&amp;ecirc;ncia m&amp;eacute;dia, talvez emergente. &amp;ldquo;O que n&amp;oacute;s realmente somos &amp;eacute; uma pot&amp;ecirc;ncia regional na Am&amp;eacute;rica do Sul. E, a despeito disso, temos todos os problemas e dificuldades da regi&amp;atilde;o&amp;rdquo;, conclui.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O Brasil abandonou a Venezuela.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Hoje, o pesquisador lembra que o Pa&amp;iacute;s n&amp;atilde;o tem grandes empresas atuando na na&amp;ccedil;&amp;atilde;o vizinha. Enquanto isso, Nicol&amp;aacute;s Maduro estreita rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es com outros pa&amp;iacute;ses. O petr&amp;oacute;leo &amp;eacute; comprado da China; a t&amp;eacute;cnica para desvirtuar as san&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;ocirc;micas dos norte-americanos vem do Ir&amp;atilde;; j&amp;aacute; o equipamento militar prov&amp;eacute;m da R&amp;uacute;ssia e da Turquia, lembra Guimar&amp;atilde;es. &amp;ldquo;Enquanto esses pa&amp;iacute;ses continuarem a apoiar a Venezuela, Maduro estar&amp;aacute; em uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o relativamente est&amp;aacute;vel. Ele n&amp;atilde;o precisa do Brasil para nada&amp;rdquo;, reflete.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Assista &amp;agrave; entrevista completa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl fr-active"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/pL9RxUZyMc0?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 25 Aug 2025 09:52:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Excesso de processos burocráticos traz prejuízos às empresas e ao País ]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/excesso-de-processos-burocraticos-traz-prejuizos-as-empresas-e-ao-pais</link><description>&lt;![CDATA[A economia Sary Levy-Carciente defende que agilizar a burocracia não é uma questão só de processos, mas de desenvolvimento de um país. Para ela, o excesso de processos burocráticos e sua morosidade podem trazer prejuízos às empresas, especialmente na América Latina]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&amp;ldquo;Agilizar a burocracia n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma quest&amp;atilde;o s&amp;oacute; de processos, mas de desenvolvimento e de liberdade de um pa&amp;iacute;s&amp;rdquo;, defende Sary Levy-Carciente, coordenadora do &amp;Iacute;ndice de Burocracia na Am&amp;eacute;rica Latina da Florida University.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A economista venezuelana baseia-se em dados do indicador que mostram que os processos burocr&amp;aacute;ticos trazem atrasos e preju&amp;iacute;zos &amp;agrave;s empresas e &amp;agrave;s na&amp;ccedil;&amp;otilde;es, especialmente na Am&amp;eacute;rica Latina.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma pequena empresa brasileira, por exemplo, gasta em torno de 618 horas (ou cerca de 26 dias) para cumprir os requisitos b&amp;aacute;sicos de abertura. J&amp;aacute; na Argentina, s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rias 2.513 horas, ou mais de tr&amp;ecirc;s meses, para o mesmo processo. Na Venezuela, esse tempo chega a quase 300 dias &amp;mdash; ou seja, praticamente um ano de espera para p&amp;ocirc;r um pequeno neg&amp;oacute;cio para funcionar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em entrevista ao &lt;a href="https://umbrasil.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Canal UM BRASIL&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &amp;mdash; uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;strong&gt;&lt;a href="http://fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; &amp;mdash;, Sary explica que muitos fatores levam a essa morosidade. Dentre eles, o alto volume de exig&amp;ecirc;ncias estatais &amp;mdash; como licen&amp;ccedil;as e registros formais &amp;mdash; e at&amp;eacute; uma cultura de interfer&amp;ecirc;ncia dos Estados nos contextos econ&amp;ocirc;micos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A realidade da burocracia no Brasil&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O Pa&amp;iacute;s n&amp;atilde;o tem um hist&amp;oacute;rico positivo.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;A economista lembra que, h&amp;aacute; alguns anos, o Brasil estava em uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito ruim nos rankings de burocracia. &amp;ldquo;O tempo para abrir uma empresa, se n&amp;atilde;o me engano, era por volta de 1,5 mil horas&amp;rdquo;, diz.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Desde ent&amp;atilde;o, o Brasil tem progredido.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Sary explica que o Pa&amp;iacute;s avan&amp;ccedil;ou com um conjunto de tr&amp;acirc;mites e normas para agilizar e digitalizar os processos burocr&amp;aacute;ticos. &amp;ldquo;Isso ajudou substancialmente. No entanto, observamos diferen&amp;ccedil;as setoriais e regionais. E isso significa que ainda h&amp;aacute; espa&amp;ccedil;o para melhorias&amp;rdquo;, completa.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;A quest&amp;atilde;o tribut&amp;aacute;ria &amp;eacute; um entrave.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Ela tamb&amp;eacute;m lembra que os processos nacionais tendem a ser r&amp;aacute;pidos e simplificados hoje em dia, mas algumas atividades ainda levam muito tempo e envolvem altas despesas. &amp;ldquo;Tem a ver com o pagamento de impostos. Os tributos nacionais se sobrep&amp;otilde;em aos locais. &amp;Eacute; algo muito trabalhoso&amp;rdquo;, cita.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Custos burocr&amp;aacute;ticos para as empresas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;N&amp;atilde;o basta digitalizar, &amp;eacute; preciso agilizar.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Para a economista, mais do que aplicar inova&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas, &amp;eacute; preciso, inicialmente, dispensar processos desnecess&amp;aacute;rios. &amp;ldquo;Ao fazer isso, estamos nos concentrando no aumento de produtividade da empresa, permitindo que o neg&amp;oacute;cio cres&amp;ccedil;a, gere mais empregos, formalize as atividades e evite a corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, explica.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Certas regras podem impedir avan&amp;ccedil;os.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;ldquo;Pode existir uma pol&amp;iacute;tica que queira combater a informalidade, mas que impossibilite a formaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da empresa. Ou promova o empreendedorismo, mas torne imposs&amp;iacute;vel para aquele empreendedor realizar o seu sonho e torn&amp;aacute;-lo realidade&amp;rdquo;, reflete a economista.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Despesas al&amp;eacute;m do que se v&amp;ecirc;.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Hoje, os gastos das empresas n&amp;atilde;o se limitam somente ao momento de sua abertura, ressalta Sary. A principal despesa burocr&amp;aacute;tica &amp;eacute; a do funcionamento. &amp;lsquo;&amp;Eacute; como uma &amp;lsquo;despesa oculta&amp;rsquo;&amp;rdquo;, diz. &amp;ldquo;Se somar todos os gastos com burocracia e converter em valores monet&amp;aacute;rios &amp;mdash; por meio da produtividade, por trabalhador, por hora &amp;mdash;, v&amp;ecirc;-se que tudo est&amp;aacute; direcionado &amp;agrave; burocracia, em vez de estar na produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Gastos chegam a US$ 50 bilh&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;De acordo com Sary, as despesas burocr&amp;aacute;ticas anuais dos neg&amp;oacute;cios equivalem a 13% das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Brasil &amp;mdash; um montante que poderia ser gasto com a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos, com o crescimento das empresas e com a prospec&amp;ccedil;&amp;atilde;o de clientes. &amp;ldquo;H&amp;aacute; ainda um elemento que n&amp;atilde;o podemos quantificar: o tempo que foi dedicado a isso&amp;rdquo;, adverte. &amp;ldquo;A realidade que poderia ter acontecido, mas n&amp;atilde;o aconteceu, &amp;eacute; maior do que o pr&amp;oacute;prio custo financeiro.&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Assista &amp;agrave; entrevista completa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/tvCUY6Wj-6E?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 18 Aug 2025 10:43:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Publicações FecomercioSP]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Tarifaço de Trump, que entra em vigor hoje, deve servir de estímulo à abertura comercial do Brasil]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/tarifaco-de-trump-que-entra-em-vigor-hoje-deve-servir-de-estimulo-a-abertura-comercial-do-brasil</link><description>&lt;![CDATA[País tem a nona maior economia do planeta, mas participa de menos de 2% do fluxo comercial internacional]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;As tarifas de 50% sobre praticamente metade das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Brasil para os Estados Unidos, que come&amp;ccedil;am a valer nesta quarta-feira (6), podem representar uma oportunidade para o Pa&amp;iacute;s promover uma ampla agenda de reforma da sua postura comercial no mundo. Na leitura da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP), este &amp;eacute; um bom momento para ampliar a presen&amp;ccedil;a nas cadeias globais de valor e de se inserir com mais for&amp;ccedil;a no jogo de trocas internacionais, fazendo o movimento contr&amp;aacute;rio ao dos Estados Unidos, diminuindo tarifas e flexibilizando burocracias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A abertura comercial seria positiva para empresas, consumidores e, portanto, &amp;agrave; pr&amp;oacute;pria economia brasileira, que ganharia competitividade e dinamismo, al&amp;eacute;m de aumentar substancialmente a sua atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o a investimentos internacionais. Hoje, ao contr&amp;aacute;rio, o come&amp;ccedil;o do tarifa&amp;ccedil;o marca um per&amp;iacute;odo de incertezas, j&amp;aacute; que as taxa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre quase 60% dos produtos nacionais v&amp;atilde;o impactar ind&amp;uacute;strias e cadeias inteiras j&amp;aacute; estabelecidas no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa an&amp;aacute;lise &amp;eacute; compartilhada por alguns dos principais especialistas da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o Brasil e o pa&amp;iacute;s norte-americano, como o economista Otaviano Canuto, ex-vice-presidente do Banco Mundial, sediado em Washington. Na &amp;uacute;ltima sexta-feira (1&amp;ordm;), durante &lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=wYhwUmSpJew" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;live&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;organizada pela Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;, ele enfatizou que o Pa&amp;iacute;s deve promover discuss&amp;otilde;es para melhorar a sua competitividade internacional. &amp;ldquo;Os n&amp;iacute;veis de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o comercial &amp;mdash; tanto tarif&amp;aacute;ria quanto n&amp;atilde;o tarif&amp;aacute;ria &amp;mdash; n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m sido ben&amp;eacute;ficos &amp;agrave; economia brasileira. N&amp;atilde;o devemos abandonar a discuss&amp;atilde;o das &amp;nbsp; vantagens que poder&amp;iacute;amos ter com um programa unilateral de abertura do nosso com&amp;eacute;rcio e de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das nossas tarifas&amp;rdquo;, disse ele. &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/8c4da95b9868fbcd3dac57454a527d3a348a625e.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Confira um resumo com os principais destaques da live!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP vem discutindo, h&amp;aacute; bastante tempo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/em-meio-a-politicas-tarifarias-de-trump-abertura-comercial-do-brasil-elevaria-pib-e-estimularia-investimentos-aponta-fecomerciosp" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;[veja as propostas aqui]&lt;/a&gt;, os poss&amp;iacute;veis avan&amp;ccedil;os nessa agenda tanto com o Poder P&amp;uacute;blico e representantes da sociedade civil quanto com o empresariado &amp;mdash; entendendo que n&amp;atilde;o se trata apenas de um instrumento para reagir &amp;agrave;s pol&amp;iacute;ticas da Casa Branca, mas, antes disso, de um processo de desenvolvimento nacional. H&amp;aacute; quase meio s&amp;eacute;culo, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira no mercado internacional &amp;eacute; pequena, resumindo-se a apenas cerca de 1,5% de toda a corrente de com&amp;eacute;rcio global. De acordo com a Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mundial do Com&amp;eacute;rcio (OMC), o Brasil foi 24&amp;ordm; maior exportador de bens do mundo em 2023, al&amp;eacute;m de ocupar a 27&amp;ordf; coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o no ranking mundial de importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Tudo isso mesmo tendo o nono maior Produto Interno Bruto (PIB) do planeta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma agenda desse porte tamb&amp;eacute;m diminuiria a depend&amp;ecirc;ncia brasileira em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; China e aos Estados Unidos, destinos de mais de 40% das nossas exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Se o Pa&amp;iacute;s j&amp;aacute; estivesse implementando algumas das propostas e contasse com uma ampla rede de acordos de livre-com&amp;eacute;rcio estabelecidos, os preju&amp;iacute;zos desse tarifa&amp;ccedil;o seriam bem menores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para al&amp;eacute;m de ideologias&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda assim, neste momento de entrada em vigor das tarifas, a FecomercioSP entende que &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/setor-produtivo-nao-pode-pagar-o-preco-de-disputas-ideologicas-de-ambos-os-lados-diz-fecomerciosp"&gt;a resposta deve ser pragm&amp;aacute;tica&lt;/a&gt;. A Entidade segue em linha com o que pensa Rubens Barbosa, presidente do Instituto de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais e Com&amp;eacute;rcio Exterior (Irice) e ex-embaixador do Brasil em Londres e Washington, que tamb&amp;eacute;m participou da live sobre o tema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo ele, a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os dois pa&amp;iacute;ses continuar&amp;aacute; bastante s&amp;oacute;lida, desde que o Brasil foque em quest&amp;otilde;es de longo prazo. Ao mesmo tempo, o Pa&amp;iacute;s n&amp;atilde;o pode se esquivar de uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o firme. &amp;ldquo;Precisamos de uma declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica forte e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es coerentes, mostrando que o nosso posicionamento &amp;eacute; independente.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m em conson&amp;acirc;ncia com especialistas do porte de Barbosa, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o refor&amp;ccedil;a que as conversas sobre essas tarifas n&amp;atilde;o podem se dar, no &amp;acirc;mbito diplom&amp;aacute;tico, de forma ideol&amp;oacute;gica. Ao contr&amp;aacute;rio, decis&amp;otilde;es estrat&amp;eacute;gicas e de alto impacto devem ser tomadas com di&amp;aacute;logo diplom&amp;aacute;tico e procurando a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de consensos. &amp;ldquo;Temos de separar escalada pol&amp;iacute;tico-diplom&amp;aacute;tica de escalada comercial&amp;rdquo;, notou Barbosa, durante a discuss&amp;atilde;o na live&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;da FecomercioSP. &amp;ldquo;A negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ser condicionada a esses impasses. Para al&amp;eacute;m de diferen&amp;ccedil;as entre os dois governos, de ordem ideol&amp;oacute;gica, precisamos estabelecer canais de contato.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos reduzidos, mas n&amp;atilde;o desprez&amp;iacute;veis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por outro lado, &amp;eacute; consenso que as tarifas impostas pela Casa Branca ter&amp;atilde;o impacto menor do que o esperado inicialmente, muito por causa da extensa lista de isen&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;mdash; por exemplo, pe&amp;ccedil;as de avi&amp;atilde;o e suco de laranja. Nos c&amp;aacute;lculos de Canuto, o efeito negativo sobre o PIB brasileiro deve ficar em torno de 0,9%. &amp;ldquo;&amp;Eacute; bem menor o que seria com os 50% [de tarifas] prevalecendo sobre tudo. &amp;Eacute; negativo, mas n&amp;atilde;o desastroso&amp;rdquo;, observou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Thiago de Arag&amp;atilde;o, diretor de Estrat&amp;eacute;gia da consultoria Arko Advice, por sua vez, lembrou que alguns produtos cr&amp;iacute;ticos aos Estados Unidos, como caf&amp;eacute; e carne, ficaram fora da lista como estrat&amp;eacute;gia de Trump para manter o &amp;iacute;mpeto da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;Ele gosta de fechar neg&amp;oacute;cios em um jogo de soma-zero, em que precisa apresentar a vit&amp;oacute;ria. Como alguns setores t&amp;ecirc;m grande influ&amp;ecirc;ncia no governo brasileiro, excluir esses produtos visa aumentar a urg&amp;ecirc;ncia para negociar.&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesta nova etapa da ordem mundial, reduzir tarifas de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, simplificar regulamenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e promove mais inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional da economia brasileira s&amp;atilde;o princ&amp;iacute;pios que devem nortear o Pa&amp;iacute;s &amp;mdash; e que tamb&amp;eacute;m amparam as propostas da FecomercioSP.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 06 Aug 2025 09:49:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP discute tarifaço de Trump com Otaviano Canuto, Thiago de Aragão e Rubens Barbosa]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-discute-tarifaco-de-trump-com-otaviano-canuto-thiago-de-aragao-e-rubens-barbosa</link><description>&lt;![CDATA[Entidade, ao criticar medidas do governo estadunidense, acredita que o momento é relevante para se discutir a abertura comercial brasileira]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Quais s&amp;atilde;o as &lt;strong&gt;alternativas do Brasil&lt;/strong&gt; diante das iminentes tarifas impostas pela Casa Branca ao Brasil? Para apontar algumas delas, a &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;promover&amp;aacute;, nesta sexta-feira (1&amp;ordm;), &amp;agrave;s 10h &amp;mdash; dia em que tarifas de 50% sobre produtos brasileiros no mercado estadunidense entrar&amp;atilde;o em vigor &amp;mdash;, um debate com Otaviano Canuto, economista e pesquisador s&amp;ecirc;nior no Policy Center for the New South, o soci&amp;oacute;logo Thiago de Arag&amp;atilde;o, diretor de Estrat&amp;eacute;gia da consultoria Arko Advice, e Rubens Barbosa, presidente e fundador do IRICE; ex-embaixador do Brasil em Londres e em Washington.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No encontro, intitulado &lt;strong&gt;As Medidas do Governo Trump e os Efeitos para o Brasil&lt;/strong&gt;, ser&amp;atilde;o abordadas quest&amp;otilde;es como a diversifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mercados, o fortalecimento da Ind&amp;uacute;stria nacional e o uso de instrumentos jur&amp;iacute;dicos para proteger contratos de exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, incluindo a Lei da Reciprocidade Econ&amp;ocirc;mica, rec&amp;eacute;m-aprovada no Congresso para reagir ao tarifa&amp;ccedil;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Arag&amp;atilde;o, Canuto e Barbosa tamb&amp;eacute;m v&amp;atilde;o analisar o cen&amp;aacute;rio norte-americano e as perspectivas internacionais diante dos entraves impostos pelas pol&amp;iacute;ticas de Donald Trump, al&amp;eacute;m de seus efeitos sobre a balan&amp;ccedil;a comercial, os investimentos e o emprego.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O evento &amp;eacute; uma iniciativa do Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais e do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Pol&amp;iacute;tica &amp;mdash; ambos da FecomercioSP &amp;mdash;, presididos, respectivamente, pelo economista Antonio Lanzana e pelo vice-presidente da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Rubens Medrano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tarifas penalizam&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;empresas e desenvolvimento nacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Anunciadas no come&amp;ccedil;o do m&amp;ecirc;s por Trump, as &lt;strong&gt;tarifas de 50% sobre as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es brasileiras aos Estados Unidos&lt;/strong&gt; j&amp;aacute; est&amp;atilde;o impactando (mesmo antes de entrarem em vigor) &amp;aacute;reas estrat&amp;eacute;gicas do Pa&amp;iacute;s, como o Agroneg&amp;oacute;cio, a Siderurgia, a Aeron&amp;aacute;utica e o Petr&amp;oacute;leo. Caso sejam efetivamente aplicadas, h&amp;aacute;ver&amp;aacute; o risco de inviabilizar a exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de produtos, trazendo preju&amp;iacute;zos expressivos para a economia nacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, a medida adotada pelo governo norte-americano contraria os pressupostos b&amp;aacute;sicos do com&amp;eacute;rcio global, penalizando as empresas, a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos e o crescimento econ&amp;ocirc;mico do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O enfraquecimento das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es comerciais entre os dois pa&amp;iacute;ses compromete a disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos neg&amp;oacute;cios para investir, agregar valor e ampliar a sua presen&amp;ccedil;a no mercado internacional, al&amp;eacute;m de abalar a confian&amp;ccedil;a entre duas na&amp;ccedil;&amp;otilde;es, cuja rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; marcada pela longa tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o comercial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Brasil precisa avan&amp;ccedil;ar na abertura econ&amp;ocirc;mica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante dos danos que as medidas do governo Trump podem causar &amp;agrave; economia brasileira, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o reafirma a necessidade de uma agenda de maior abertura comercial [veja as propostas da Entidade &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/em-meio-a-politicas-tarifarias-de-trump-abertura-comercial-do-brasil-elevaria-pib-e-estimularia-investimentos-aponta-fecomerciosp" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;]. A FecomercioSP vem alertando para a import&amp;acirc;ncia de o Pa&amp;iacute;s adotar o caminho oposto ao protecionismo dos Estados Unidos, com a &lt;strong&gt;redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tarifas de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de burocracias&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o no mercado global&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mundial do Com&amp;eacute;rcio (OMC), em 2023, o Brasil ocupava a &lt;strong&gt;24&amp;ordf; posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os maiores exportadores&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;27&amp;ordf; entre os importadores&lt;/strong&gt; do mundo. A participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira na &lt;strong&gt;corrente de com&amp;eacute;rcio mundial&lt;/strong&gt; tem se mantido em torno de &lt;strong&gt;1,5% ao longo dos &amp;uacute;ltimos 50 anos&lt;/strong&gt;, mesmo com o Pa&amp;iacute;s figurando entre as dez maiores economias do planeta. Esses n&amp;uacute;meros refletem o isolamento do Brasil em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s redes internacionais de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que contribui para um mercado mais fechado, com baixas produtividade e atratividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se adotadas as iniciativas propostas, o Pa&amp;iacute;s poderia, no longo prazo, iniciar um ciclo de desenvolvimento econ&amp;ocirc;mico sustent&amp;aacute;vel, contribuindo n&amp;atilde;o apenas para a melhoria nos rankings internacionais como tamb&amp;eacute;m para a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da depend&amp;ecirc;ncia de mercados espec&amp;iacute;ficos e o aumento da qualidade de vida da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Servi&amp;ccedil;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Live &amp;mdash; As Medidas do Governo Trump e os Efeitos para o Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quando:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;1&amp;ordm; de agosto (sexta-feira)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Hor&amp;aacute;rio:&lt;/strong&gt; 10h&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transmiss&amp;atilde;o pelo&lt;/strong&gt; &lt;a href="https://www.youtube.com/fecomerciosp" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Canal da FecomercioSP no YouTube&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 29 Jul 2025 13:54:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Fecomercio Internacional fortalece diálogo com Singapura em defesa do comércio bilateral]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/fecomercio-internacional-fortalece-dialogo-com-singapura-em-defesa-do-comercio-bilateral</link><description>&lt;![CDATA[Encontro com delegação asiática reforça apoio da Entidade à internacionalização de empresas e ao avanço do acordo de livre-comércio com o Mercosul]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; recebeu, em sua sede, a delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o oficial de Singapura para discutir oportunidades de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica entre os dois mercados e o potencial do acordo de livre-com&amp;eacute;rcio entre o Mercosul e o pa&amp;iacute;s asi&amp;aacute;tico. A comitiva, liderada por Sam Goi, embaixador n&amp;atilde;o residente de Singapura no Brasil, foi composta por Deng Huishan Wilson, primeiro-secret&amp;aacute;rio de Assuntos Pol&amp;iacute;ticos; Sim Jia Yi, primeira-secret&amp;aacute;ria de Assuntos Pol&amp;iacute;ticos; Luk Yi Ping, representante do Minist&amp;eacute;rio das Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Exteriores; e demais assessores da Embaixada de Singapura em Bras&amp;iacute;lia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O encontro foi promovido pela&amp;nbsp;Fecomercio Internacional, unidade da FecomercioSP dedicada a apoiar as empresas brasileiras que buscam expandir neg&amp;oacute;cios para o exterior. A &amp;aacute;rea tamb&amp;eacute;m atua para atrair empresas internacionais ao mercado nacional, por meio de agendas estrat&amp;eacute;gicas, mapeamento de oportunidades e rodadas de neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Abertura necess&amp;aacute;ria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A reuni&amp;atilde;o refor&amp;ccedil;a o posicionamento hist&amp;oacute;rico da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em defesa da abertura comercial, da inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional do Brasil e da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de acordos bilaterais que facilitem o fluxo de mercadorias e investimentos. A Entidade entende que o com&amp;eacute;rcio exterior &amp;eacute; essencial para o crescimento sustent&amp;aacute;vel do Pa&amp;iacute;s, especialmente diante do cen&amp;aacute;rio atual desafiador, marcado pela ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novas barreiras tarif&amp;aacute;rias.&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Enquanto alguns pa&amp;iacute;ses erguem muros tarif&amp;aacute;rios, n&amp;oacute;s defendemos pontes comerciais. A FecomercioSP acredita na for&amp;ccedil;a do di&amp;aacute;logo internacional para ampliar oportunidades, gerar empregos e garantir competitividade para as nossas empresas&amp;rdquo;, afirmou Rubens Medrano, presidente da Fecomercio Internacional e do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-relacoes-internacionais"&gt;Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Intecnacionais&lt;/a&gt; da Entidade.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;&amp;Eacute; justamente neste momento delicado, com medidas protecionistas como as recentemente anunciadas pelos Estados Unidos, que devemos intensificar o di&amp;aacute;logo com parceiros estrat&amp;eacute;gicos e diversificar nossos destinos comerciais&amp;rdquo;, destacou o vice-presidente da FecomercioSP, Ivo Dall&amp;rsquo;Acqua J&amp;uacute;nior.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;[EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Super&amp;aacute;vit consistente&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A parceria comercial entre Brasil e Singapura j&amp;aacute; apresenta resultados positivos. Desde 2013, o Pa&amp;iacute;s mant&amp;eacute;m super&amp;aacute;vit na balan&amp;ccedil;a comercial com a na&amp;ccedil;&amp;atilde;o asi&amp;aacute;tica, com destaque para 2022, que registrou o maior saldo positivo: US$ 2,55 bilh&amp;otilde;es. As exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es brasileiras se concentram em petr&amp;oacute;leo bruto (59,4%), carnes (10,8%) e min&amp;eacute;rios (9,5%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;J&amp;aacute; as importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o lideradas por circuitos eletr&amp;ocirc;nicos integrados, produtos qu&amp;iacute;micos e equipamentos de telecomunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O acordo de livre-com&amp;eacute;rcio tende a diversificar essa pauta e aumentar o envio de produtos de maior valor agregado, como alimentos processados, biocombust&amp;iacute;veis e f&amp;aacute;rmacos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pontos em comum&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a reuni&amp;atilde;o, o embaixador destacou o interesse de Singapura em ampliar a importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de produtos brasileiros &amp;mdash; como carnes, arroz, caf&amp;eacute;, mel e frutas &amp;mdash; com foco no reenvio para o Sudeste Asi&amp;aacute;tico. &amp;ldquo;Podemos comprar muitos produtos agr&amp;iacute;colas e revend&amp;ecirc;-los com valor agregado para mercados como China, Indon&amp;eacute;sia, Vietn&amp;atilde; e Mal&amp;aacute;sia&amp;rdquo;, afirmou Goi.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em resposta, representantes da FecomercioSP ressaltaram o papel da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na interlocu&amp;ccedil;&amp;atilde;o com varejistas, distribuidores e produtores de diferentes regi&amp;otilde;es do Brasil. &amp;ldquo;Temos uma rede de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em todos os Estados, com capacidade de identificar parceiros, organizar reuni&amp;otilde;es e mapear demandas espec&amp;iacute;ficas&amp;rdquo;, afirmou Andr&amp;eacute; Sacconato, assessor econ&amp;ocirc;mico da Entidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Acordo em pauta&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O avan&amp;ccedil;o do acordo de livre-com&amp;eacute;rcio entre Mercosul e o pa&amp;iacute;s asi&amp;aacute;tico foi outro destaque. Segundo a delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o acordo j&amp;aacute; foi aprovado em Singapura e aguarda agora a tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Congresso brasileiro. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio esperar todos os pa&amp;iacute;ses do bloco; a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode ocorrer individualmente. A colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do setor privado ser&amp;aacute; fundamental para impulsionar a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, explicou Wilson.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os principais benef&amp;iacute;cios previstos, destacam-se a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tempo de desembara&amp;ccedil;o aduaneiro de 48 para 6 horas, facilitando a exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de alimentos perec&amp;iacute;veis; o reconhecimento de indica&amp;ccedil;&amp;otilde;es geogr&amp;aacute;ficas &amp;mdash; especialmente para o caf&amp;eacute; brasileiro &amp;mdash;; e a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma base legal s&amp;oacute;lida para investimentos bilaterais, o que favorece principalmente as Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (PMEs).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Novo momento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o destacou o esfor&amp;ccedil;o de Singapura para estreitar la&amp;ccedil;os com empresas de m&amp;eacute;dio porte brasileiras, que ainda t&amp;ecirc;m pouca presen&amp;ccedil;a nos mercados asi&amp;aacute;ticos. A ideia &amp;eacute; ampliar o conhecimento m&amp;uacute;tuo e facilitar o contato direto entre compradores e vendedores, reduzindo a depend&amp;ecirc;ncia de intermedi&amp;aacute;rios e os custos das transa&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP reafirma o compromisso de atuar como ponte entre as empresas brasileiras e os mercados internacionais, oferecendo suportes t&amp;eacute;cnico e institucional para que mais neg&amp;oacute;cios possam acessar clientes no exterior. &amp;ldquo;O mercado internacional exige preparo, conhecimento e articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;Eacute; por isso que estamos aqui&amp;rdquo;, pontuou Nat&amp;aacute;lia Mortaio, assessora da Fecomercio Internacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Apoio para ir mais longe&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/produtos/fecomercio-internacional/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Fecomercio Internacional&lt;/a&gt; foi criada para apoiar os neg&amp;oacute;cios que desejam explorar oportunidades no mercado global. A unidade promove estudos de mercado, identifica potenciais compradores, organiza miss&amp;otilde;es empresariais e facilita conex&amp;otilde;es com parceiros estrangeiros. Seja para exportar, seja para importar, seja para estabelecer presen&amp;ccedil;a internacional, a FecomercioSP oferece todo o apoio necess&amp;aacute;rio a empresas de todos os portes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 29 Jul 2025 09:03:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Será preciso buscar soluções para amenizar a ausência dos Estados Unidos nos acordos climáticos]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/sera-preciso-buscar-solucoes-para-amenizar-a-ausencia-dos-estados-unidos-nos-acordos-climaticos</link><description>&lt;![CDATA[O mundo terá de buscar soluções para amenizar a ausência dos Estados Unidos, um dos maiores emissores do mundo, dos acordos climáticos pelos próximos quatro anos, avalia Sérgio Abranches, sociólogo, escritor e colunista político]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, no in&amp;iacute;cio do ano, que o pa&amp;iacute;s se retirou do Acordo de Paris sobre as mudan&amp;ccedil;as clim&amp;aacute;ticas. A decis&amp;atilde;o foi justificada pelo suposto impacto econ&amp;ocirc;mico do acordo e a necessidade de priorizar a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de combust&amp;iacute;veis f&amp;oacute;sseis.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O soci&amp;oacute;logo S&amp;eacute;rgio Abranches avalia que o mundo n&amp;atilde;o conseguir&amp;aacute; avan&amp;ccedil;ar na discuss&amp;atilde;o clim&amp;aacute;tica com a sa&amp;iacute;da dos Estados Unidos &amp;mdash; um dos maiores poluidores do mundo &amp;mdash; de um acordo global que prev&amp;ecirc; a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das emiss&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O pa&amp;iacute;s precisa ter uma contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o importante, de lideran&amp;ccedil;a, na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emiss&amp;otilde;es. Se ele n&amp;atilde;o o faz, os outros usam isso como &amp;aacute;libi para tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o fazer&amp;rdquo;, afirma. &amp;ldquo;Isso significa que n&amp;atilde;o conseguiremos avan&amp;ccedil;ar na quest&amp;atilde;o clim&amp;aacute;tica at&amp;eacute; que o Trump saia do governo.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Abranches acredita que, pelos pr&amp;oacute;ximos quatro anos, ser&amp;aacute; preciso adotar estrat&amp;eacute;gias para &amp;ldquo;mitigar&amp;rdquo; os efeitos da aus&amp;ecirc;ncia americana dos acordos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em entrevista ao&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://umbrasil.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Canal UM BRASIL&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &amp;mdash; uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &amp;mdash;, o soci&amp;oacute;logo tamb&amp;eacute;m fala sobre transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica, bioeconomia e financiamento clim&amp;aacute;tico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Impactos sociais&lt;/strong&gt;. O soci&amp;oacute;logo defende que a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica deve ter uma abordagem descentralizada e que &amp;eacute; preciso alcan&amp;ccedil;ar um modelo que gere impacto social positivo a territ&amp;oacute;rios e comunidades &amp;mdash; uma &amp;ldquo;transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o social&amp;rdquo;.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;De cima para baixo.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;ldquo;Um plano macro feito em Bras&amp;iacute;lia n&amp;atilde;o vai funcionar nunca, porque Bras&amp;iacute;lia n&amp;atilde;o conhece o Brasil&amp;rdquo;, adverte Abranches. &amp;ldquo;&amp;Eacute; uma equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que s&amp;oacute; se resolve de baixo para cima. N&amp;atilde;o existe mais solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cima para baixo&amp;rdquo;, afirma.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bioeconomia&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Oportunidade.&lt;/strong&gt; Abranches cita que bilh&amp;otilde;es de d&amp;oacute;lares giram em torno de produtos amaz&amp;ocirc;nicos &amp;mdash; sobre os quais o Pa&amp;iacute;s tem uma participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;iacute;nima. O soci&amp;oacute;logo defende que esse modelo de bioeconomia seja &amp;ldquo;exportado&amp;rdquo; para outros biomas brasileiros.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Na vis&amp;atilde;o do soci&amp;oacute;logo, as ind&amp;uacute;strias tradicionais brasileiras est&amp;atilde;o em decl&amp;iacute;nio. Nessa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a bioind&amp;uacute;stria &amp;mdash; derivada da bioeconomia &amp;mdash;, que j&amp;aacute; &amp;eacute; bem-sucedida na Amaz&amp;ocirc;nia, pode reverter esse problema.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Novo papel.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;ldquo;N&amp;atilde;o queremos que o Brasil acabe sendo, no m&amp;aacute;ximo, o receptor da ind&amp;uacute;stria velha para continuar produzindo produto velho para os pa&amp;iacute;ses avan&amp;ccedil;ados que querem ser limpos e novos&amp;rdquo;, lamenta. &amp;ldquo;Precisamos procurar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es nossas. Temos muita coisa a oferecer.&amp;rdquo;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Financiamento clim&amp;aacute;tico&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Ilus&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Para Abranches, a ideia de que pa&amp;iacute;ses ricos v&amp;atilde;o tirar montantes de seus or&amp;ccedil;amentos para financiamento clim&amp;aacute;tico nas na&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais pobres &amp;eacute; ilus&amp;oacute;ria. O soci&amp;oacute;logo lembra que na&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o atuam como institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de filantropia, bem como ressalta que h&amp;aacute; um movimento em todo mundo de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da capacidade fiscal dos governos.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Ponto de vista.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;ldquo;N&amp;atilde;o existe Estado nacional bonzinho, assim como n&amp;atilde;o h&amp;aacute; empresa que n&amp;atilde;o vise ao lucro&amp;rdquo;, diz. &amp;ldquo;Eu pararia de militar por coisas imposs&amp;iacute;veis e come&amp;ccedil;aria a pensar em militar pelas poss&amp;iacute;veis. &amp;nbsp;N&amp;oacute;s n&amp;atilde;o vamos avan&amp;ccedil;ar t&amp;atilde;o cedo no imposs&amp;iacute;vel, a n&amp;atilde;o ser na imin&amp;ecirc;ncia de uma cat&amp;aacute;strofe clim&amp;aacute;tica que n&amp;atilde;o d&amp;ecirc; tempo de reverter&amp;rdquo;, conclui.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Assista &amp;agrave; entrevista completa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl fr-active"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/e2bBQiQzXYA?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 14 Jul 2025 11:07:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Setor produtivo não pode pagar o preço de disputas ideológicas de ambos os lados]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/setor-produtivo-nao-pode-pagar-o-preco-de-disputas-ideologicas-de-ambos-os-lados</link><description>&lt;![CDATA[Tarifaço deflagrado pelos Estados Unidos desestabiliza relação comercial construída há décadas]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo&amp;nbsp;(FecomercioSP)&lt;/strong&gt;, entidade que representa o setor terci&amp;aacute;rio do Estado mais rico do Brasil, &lt;strong&gt;expressa profunda apreens&amp;atilde;o diante da decis&amp;atilde;o anunciada pelo governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es brasileiras&lt;/strong&gt;. A &lt;strong&gt;medida fere os princ&amp;iacute;pios elementares do com&amp;eacute;rcio internacional e penaliza, de forma injusta, empresas comprometidas com a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos e o crescimento econ&amp;ocirc;mico do Pa&amp;iacute;s&lt;/strong&gt;. O setor privado brasileiro, respons&amp;aacute;vel por sustentar a atividade econ&amp;ocirc;mica e criar milh&amp;otilde;es de postos de trabalho, n&amp;atilde;o pode ser transformado em instrumento de retalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica ou alvo de embates ideol&amp;oacute;gicos (de ambos os lados), que est&amp;atilde;o fora de sua esfera de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m de fragilizar o Com&amp;eacute;rcio entre os dois pa&amp;iacute;ses, a FecomercioSP considera &lt;strong&gt;inadmiss&amp;iacute;vel que decis&amp;otilde;es estrat&amp;eacute;gicas e de alto impacto sejam tomadas &amp;agrave; margem do di&amp;aacute;logo diplom&amp;aacute;tico e da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de consensos&lt;/strong&gt;. A ruptura de pontes comerciais n&amp;atilde;o apenas compromete as cadeias produtivas, como tamb&amp;eacute;m deteriora o ambiente de confian&amp;ccedil;a entre na&amp;ccedil;&amp;otilde;es e a disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas para investir, gerar valor e ampliar trocas no mercado internacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;Entidade reafirma a convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que o caminho para o desenvolvimento sustent&amp;aacute;vel passa pela abertura e pela diversifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mercados&lt;/strong&gt;, bem como pelo respeito &amp;agrave;s regras internacionais e pela valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do entendimento diplom&amp;aacute;tico entre pa&amp;iacute;ses. Em vez de rupturas, o Com&amp;eacute;rcio mundial requer rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es constru&amp;iacute;das com base no di&amp;aacute;logo, na previsibilidade e em pol&amp;iacute;ticas que promovam o equil&amp;iacute;brio e a prosperidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Abertura comercial &amp;eacute; necess&amp;aacute;ria&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o vem afirmando nos &amp;uacute;ltimos meses, as medidas norte-americanas s&amp;atilde;o danosas, mas tamb&amp;eacute;m abrem uma janela de oportunidade para o Pa&amp;iacute;s ampliar a presen&amp;ccedil;a nas cadeias globais de valor e se inserir com mais for&amp;ccedil;a no jogo de trocas internacionais, fazendo, justamente, o movimento oposto ao dos Estados Unidos: diminuindo tarifas e burocracias. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso acontece porque, h&amp;aacute; quase meio s&amp;eacute;culo, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira no mercado internacional &amp;eacute; pequena, flutuando em torno de 1,5% de toda a corrente do Com&amp;eacute;rcio internacional. Al&amp;eacute;m disso, dados da Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mundial do Com&amp;eacute;rcio (OMC) referentes ao ano de 2023 (&amp;uacute;ltimo dado dispon&amp;iacute;vel) mostram que o Brasil &amp;eacute; apenas o 24&amp;ordm; maior exportador do mundo e o 27&amp;ordf; colocado no ranking de importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reduzir as tarifas de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, simplificar a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e promover mais integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a economia do planeta s&amp;atilde;o princ&amp;iacute;pios que norteiam as propostas da FecomercioSP&lt;/strong&gt; para uma agenda de abertura comercial &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/em-meio-a-politicas-tarifarias-de-trump-abertura-comercial-do-brasil-elevaria-pib-e-estimularia-investimentos-aponta-fecomerciosp"&gt;[veja as propostas aqui].&lt;/a&gt; A longo prazo, isso contribuiria substancialmente para o crescimento econ&amp;ocirc;mico sustent&amp;aacute;vel e para a melhoria do padr&amp;atilde;o de vida da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 10 Jul 2025 10:16:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Burocracia excessiva na América Latina é entrave à produtividade]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/burocracia-excessiva-na-america-latina-e-entrave-a-produtividade</link><description>&lt;![CDATA[Sary Levy Carciente, da Florida International University (FIU), afirma que região deve apostar em digitalização para dinamizar ambiente de negócios]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Seiscentos e dezoito horas &amp;mdash; ou cerca de 26 dias. &amp;Eacute; esse o tempo que uma pequena empresa no Brasil precisa para terminar de cumprir os requisitos b&amp;aacute;sicos de abertura. Ainda que pare&amp;ccedil;a muito, &amp;eacute; um dos mais baixos entre os pa&amp;iacute;ses da Am&amp;eacute;rica Latina, como mostra o &lt;a href="https://freedom.fiu.edu/wp-content/uploads/2024/11/Index-of-Bureaucracy-2024.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&amp;Iacute;ndice de Burocracia&lt;/a&gt; produzido pelo Adam Smith Center for Economic Freedom, institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ligada &amp;agrave; Florida International University (FIU), nos Estados Unidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na Argentina, por exemplo, s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rias 2.513 horas, ou mais de tr&amp;ecirc;s meses, para o mesmo processo. Na Venezuela, esse tempo chega a quase 300 dias, o que significa praticamente um ano de espera at&amp;eacute; concluir todos os tr&amp;acirc;mites para p&amp;ocirc;r um pequeno neg&amp;oacute;cio para funcionar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a economista venezuelana &lt;strong&gt;Sary Levy Carciente,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;coordenadora do &amp;Iacute;ndice e investigadora da FIU, isso acontece por fatores que v&amp;atilde;o do alto volume de exig&amp;ecirc;ncias estatais &amp;mdash; como licen&amp;ccedil;as e registros formais &amp;mdash; at&amp;eacute; uma cultura que, na Am&amp;eacute;rica Latina, elevou, desde as independ&amp;ecirc;ncias, as demandas dos Estados na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos contextos econ&amp;ocirc;micos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sary, que est&amp;aacute; em S&amp;atilde;o Paulo para reuni&amp;otilde;es que tratam dos n&amp;uacute;meros do &amp;iacute;ndice do ano passado, participou de encontro do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-empresarial-e-politica" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho Superior de Economia, Sociologia e Pol&amp;iacute;tica&lt;/a&gt;, da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, na &amp;uacute;ltima quarta-feira (2).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/dc4c206d864e7dd7b542035cd7d9d29217b41852.png" style="width: 533px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Para al&amp;eacute;m da vari&amp;aacute;vel tempo, que &amp;eacute; importante para o dia a dia das empresas, o nosso &amp;iacute;ndice aponta os reflexos da burocracia para a produtividade dos pa&amp;iacute;ses&amp;rdquo;, disse ela, na ocasi&amp;atilde;o. &amp;ldquo;&amp;Eacute; s&amp;oacute; imaginarmos o desperd&amp;iacute;cio que est&amp;aacute; embutido no trabalho que os neg&amp;oacute;cios precisam usar apenas para lidar com as exig&amp;ecirc;ncias. S&amp;atilde;o funcion&amp;aacute;rios que n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o ali produzindo, mas pagando impostos, resolvendo demandas e lidando com opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es estatais&amp;rdquo;, completou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso se revela em outro dado importante do &amp;iacute;ndice: a quantidade de tempo anual necess&amp;aacute;ria para que Empresas de Pequeno Porte (EPPs) permane&amp;ccedil;am, justamente, nos limites da formalidade. No Brasil, esse n&amp;uacute;mero &amp;eacute; de 460 horas, ou 19 dias. Se &amp;eacute; muito, o Pa&amp;iacute;s ainda est&amp;aacute; entre os &amp;ldquo;melhores&amp;rdquo; da regi&amp;atilde;o. Na Bol&amp;iacute;via, por exemplo &amp;mdash; apesar da conjuntura distinta &amp;mdash;, &amp;eacute; preciso 1.612 horas (mais de dois meses), enquanto no Peru, 2.447 horas (ou 101 dias).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/f87e4ee2f4fde047f913e09202f40dc2e8eb5541.png" style="width: 533px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&amp;ldquo;E isso acontece muito por causa das obrigatoriedades locais&amp;rdquo;, apontou Sary. Ela se referiu ao fato de que pa&amp;iacute;ses como Brasil, mas tamb&amp;eacute;m Paraguai e Costa Rica, t&amp;ecirc;m um escopo de regras mais r&amp;iacute;gidas no &amp;acirc;mbito municipal, e n&amp;atilde;o federal. &amp;ldquo;&amp;Eacute; que, embora tenha surgido dos governos, ao longo do tempo esse escopo passou &amp;agrave; governan&amp;ccedil;a das cidades, como as licen&amp;ccedil;as b&amp;aacute;sicas.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A economista acredita que o caminho mais &amp;oacute;bvio no horizonte dos pa&amp;iacute;ses da regi&amp;atilde;o, hoje, seja apostar na digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o sou totalmente adepta a toda tecnologia, mas &amp;eacute; evidente que muitas ferramentas que existem hoje poderiam acelerar processos an&amp;aacute;logos de ag&amp;ecirc;ncias e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas, por exemplo.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da conversa com os conselheiros da FecomercioSP, Sary tamb&amp;eacute;m concedeu uma entrevista ao &lt;a href="https://umbrasil.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Canal UM BRASIL&lt;/a&gt;, uma iniciativa da Entidade, que vai ao ar dentro de algumas semanas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 04 Jul 2025 11:56:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[economia internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Ao criarem sistema regulador do comércio mundial, os Estados Unidos não previam a ascensão da China]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/ao-criarem-sistema-regulador-do-comercio-mundial-os-estados-unidos-nao-previam-a-ascensao-da-china</link><description>&lt;![CDATA[Em entrevista ao Canal UM BRASIL, o professor analisa as origens da ascensão chinesa, as recentes políticas de Donald Trump e a perda de influência da União Europeia]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A China come&amp;ccedil;ou a dominar os mercados do planeta a partir de 2001, com a sua entrada na Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mundial do Com&amp;eacute;rcio (OMC). A ascens&amp;atilde;o n&amp;atilde;o foi prevista pelos Estados Unidos, explica Tanguy Baghdadi, professor de Pol&amp;iacute;tica Internacional e fundador do podcast &lt;strong&gt;Petit Journal&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Em 2008, apenas sete anos depois, a pot&amp;ecirc;ncia do Norte olha para aquela estrutura e percebe que esta n&amp;atilde;o os beneficia&amp;rdquo;, afirma. Nesse momento, &amp;eacute; como se a pot&amp;ecirc;ncia norte-americana percebesse: &amp;ldquo;N&amp;oacute;s quebramos, e a China est&amp;aacute; &amp;oacute;tima&amp;rdquo;, sup&amp;otilde;e Baghdadi.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em entrevista ao &lt;a href="https://umbrasil.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Canal &lt;strong&gt;UM BRASIL&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &amp;mdash; uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; &amp;mdash;, o professor analisa as origens da ascens&amp;atilde;o chinesa no com&amp;eacute;rcio internacional, as recentes pol&amp;iacute;ticas de Donald Trump e a perda de influ&amp;ecirc;ncia da Uni&amp;atilde;o Europeia em um mundo que vive a ascens&amp;atilde;o de novas pot&amp;ecirc;ncias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A entrevista foi realizada em parceria com o &lt;strong&gt;&lt;a href="https://umbrasil.com/parceiro/ibmec/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Ibmec&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quest&amp;atilde;o chinesa&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Sistema Internacional.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Criada em 1994 pelos Estados Unidos, no &amp;acirc;mbito da nova ordem mundial, a OMC inaugurou um sistema, com regras e garantias de seguran&amp;ccedil;a, que passou a regular as trocas comerciais entre as na&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Baghdadi destaca que o pa&amp;iacute;s norte-americano n&amp;atilde;o imaginava que a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o passaria a beneficiar a China, arriscando a pr&amp;oacute;pria soberania. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Novo &amp;lsquo;player&amp;rsquo;.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;ldquo;A China, naquele momento, era uma economia absolutamente secund&amp;aacute;ria, um eterno pa&amp;iacute;s do futuro&amp;rdquo;, analisa o professor. &amp;ldquo;Mas, no momento em que entra na OMC, na ordem liberal criada pelos Estados Unidos, come&amp;ccedil;a a dominar os mercados.&amp;rdquo; Essa escalada pode ser contada em n&amp;uacute;meros. Em 2000, o Produto Interno Bruto (PIB) chin&amp;ecirc;s era de US$ 1,2 trilh&amp;atilde;o. Com crescimento anual de 8% a 14% entre 2001 e 2010, o PIB disparou, chegando a US$ 6 trilh&amp;otilde;es em 2010. Isto &amp;eacute;, em uma d&amp;eacute;cada, a economia da na&amp;ccedil;&amp;atilde;o asi&amp;aacute;tica cresceu cinco vezes. J&amp;aacute; o PIB per capita foi de US$ 1.053, em 2001, para US$ 4,55 mil em 2010, segundo dados oficiais.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Crise de 2008.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;De acordo com Baghdadi, &amp;eacute; s&amp;oacute; no fim da d&amp;eacute;cada de 2000 que os estadunidenses percebem que a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi importante para a ascens&amp;atilde;o da China. &amp;ldquo;A crise de 2008, que antecede Donald Trump, &amp;eacute; o momento no qual os Estados Unidos olham para esse sistema liberal e percebem que n&amp;atilde;o foram os grandes benefici&amp;aacute;rios dessa estrutura toda&amp;rdquo;, completa.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Modo Trump de governar&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Os &amp;lsquo;n&amp;atilde;o globalizados&amp;rsquo;.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Em meio &amp;agrave; escalada das pol&amp;iacute;ticas anti-imigra&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos Estado Unidos, Baghdadi observa que uma das estrat&amp;eacute;gias de Trump &amp;eacute; a aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ldquo;n&amp;atilde;o globalizada&amp;rdquo; &amp;mdash; um grupo ligado a valores tradicionais, mais intolerante &amp;agrave;s diferen&amp;ccedil;as, mais provinciano e conservador e que &amp;ldquo;perdeu o emprego para a globaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, descreve o professor. &amp;ldquo;Trump entende que a&amp;iacute; existe uma brecha importante&amp;rdquo;, explica.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Na mira dos holofotes.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Outro aspecto observado por Baghdadi &amp;eacute; que o presidente estadunidense opera &amp;ldquo;como se fosse um apresentador de &lt;strong&gt;reality show&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;. &amp;ldquo;Ele governa garantindo que voc&amp;ecirc; v&amp;aacute; ficar no pr&amp;oacute;ximo bloco&amp;rdquo;, ironiza o professor. &amp;ldquo;Numa semana taxa a China; na semana seguinte &amp;eacute; o Brasil; na outra, a Austr&amp;aacute;lia, a Uni&amp;atilde;o Europeia, a China (de novo), a R&amp;uacute;ssia etc.&amp;rdquo;, completa. Para Baghdadi, &amp;eacute; assim que Trump mant&amp;eacute;m as aten&amp;ccedil;&amp;otilde;es do mundo voltadas para o pa&amp;iacute;s o tempo todo.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uni&amp;atilde;o Europeia&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Perda de influ&amp;ecirc;ncia.&lt;/strong&gt; Com a ascens&amp;atilde;o de novas pot&amp;ecirc;ncias globais, Baghdadi afirma que, mesmo existindo como bloco, a Uni&amp;atilde;o Europeia passa por um processo de enfraquecimento como protagonista mundial. &amp;ldquo;H&amp;aacute; um problema grave do ponto de vista estrutural: a Europa est&amp;aacute; perdendo relev&amp;acirc;ncia&amp;rdquo;, opina. &amp;ldquo;O continente vai continuar sendo muito interessante, muito rico e relativamente influente, mas essa influ&amp;ecirc;ncia ser&amp;aacute; cada vez menor&amp;rdquo;, observa.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Em decl&amp;iacute;nio.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;A opini&amp;atilde;o do professor &amp;eacute; respaldada por n&amp;uacute;meros. No ano 2000, os pa&amp;iacute;ses da zona do euro representavam quase 20% da economia do planeta &amp;mdash; e a China, menos de 4%. Em 2023, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o chinesa saltou para 17%, enquanto a dos pa&amp;iacute;ses da zona do euro encolheu para menos de 15%. Desde o in&amp;iacute;cio do s&amp;eacute;culo, a economia dessa regi&amp;atilde;o cresceu, em m&amp;eacute;dia, 1,27% ao ano (a.a.), enquanto a taxa de crescimento chinesa foi de 8,24% a.a., segundo dados do Trading Economics.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Assista ao debate na &amp;iacute;ntegra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/M0K7ZBHBgLc?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 09 Jun 2025 10:34:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item></channel></rss>
