<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Editorial - FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/editorial</link><description>&lt;![CDATA[Área de divulgação dos artigos escritos pelos conselheiros da FecomercioSP, além de divulgar notícias institucionais]]</description><lastBuildDate>Thu, 14 May 2026 14:08:52 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Editorial - FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/editorial</link><url>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/upload/img/2015/11/12/5644e4dec6789-1600x1024_3.png</url></image><category>&lt;![CDATA[Editorial]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Ives Gandra da Silva Martins: o jurista e o poeta]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/ives-gandra-da-silva-martins-o-jurista-e-o-poeta</link><description>&lt;![CDATA[Titular da Academia Paulista de Letras, construiu pontes entre a Justiça e a arte literária]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ives Gandra da Silva Martins é um dos homenageados da primeira temporada do projeto Notáveis&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;span style='caret-color: rgb(56, 57, 61); color: rgb(56, 57, 61); font-family: "Gotham Book", sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; display: inline !important; float: none;' id="isPasted"&gt;—&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;iniciativa dedicada a retratar as experiências, os valores, as memórias e a contribuição de quatro personalidades para as realidades socioeconômica, jurídica, cultural e intelectual brasileira. O projeto é uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;***&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ives Gandra da Silva Martins é advogado e professor universitário, com 44 títulos acadêmicos no Brasil e no exterior. Começou a carreira na área do Trabalho, em 1958, mas ganhou notoriedade como tributarista e constitucionalista. Conciliou as carreiras de advogado e professor universitário, além de escritor — sobretudo poeta. Dentre outras instituições, foi docente na Universidade Presbiteriana Mackenzie e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando menino, o pai, José da Silva Martins, cobrava 30 minutos diários de estudos morais. Depois disso, estava livre para brincar com os irmãos — João Carlos, José Eduardo e José Paulo — no espaçoso quintal da casa da Rua Rodrigues Alves, na Vila Mariana. Na juventude, foi um dos primeiros faixas-preta de caratê no Brasil. Não à toa, em 2012, recebeu uma homenagem do Japão, vinda da província de Okinawa, berço da arte marcial, por sua “antiguidade” na prática da modalidade que precisou abandonar a pedido da esposa, Ruth — uma vez que costumava, com certa frequência, chegar machucado em casa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aos 14 anos, começou a trabalhar com o pai, representante da empresa de perfumaria Roure, Bertrand &amp;amp; Justin Dupont. Quatro anos mais tarde, foi para Grasse, na França, onde passou quase um ano estudando perfumaria com um dos maiores especialistas do mundo, o professor Jean Carles. Nas folgas dos estudos, viajava para acompanhar o Festival de Cinema de Cannes. Em 1953, ano em que o filme brasileiro &lt;em&gt;O cangaceiro&lt;/em&gt; ficou em segundo lugar, conheceu astros como Gary Cooper, Clark Gable e Kirk Douglas, bem como o cineasta Jean Cocteau.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Direito, docência e vida pública&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao longo da vida, o jurista conviveu com personalidades e políticos do Brasil e do exterior. Em Portugal, na década de 1960, conheceu a aclamada cantora Amália Rodrigues e o primeiro-ministro António de Oliveira Salazar. Frequentava a residência do ex-presidente Jânio Quadros e é amigo dos ex-presidentes José Sarney e Michel Temer, figuras com quem compartilha o gosto pela literatura e pela poesia. Tem boa relação com os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Jair Bolsonaro. Assessorou informalmente os presidentes das Comissões e o relator da Constituinte de 1988, o então deputado federal Bernardo Cabral, com quem cultiva uma amizade até hoje.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A passagem pela política não durou muito tempo. Defensor do parlamentarismo, foi presidente do diretório paulista do Partido Libertador (PL) de 1962 a 1964. Conta que entrou na política “sem querer” e saiu “por querer”, entendendo que a publicação de artigos e a realização de palestras o levaram a uma atuação “quase política”. Foi sondado três vezes para ser ministro, mas não aceitou as propostas, pois considera que a áera não era a sua vocação, mas, sim, ser advogado e professor universitário, levando uma “vida comum”. “Eu sou muito mais educador e advogado. Como advogado, exercendo cidadania e como professor, educando as pessoas”, costuma dizer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Da tribuna à poesia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi amigo de Lygia Fagundes Telles, uma das maiores escritoras brasileiras, falecida em 2022, que apoiou a sua candidatura à presidência da Academia Paulista de Letras (APL) e não perdia os encontros comandados por Ives às quintas-feiras, no Largo do Arouche. Escreveu os primeiros versos aos 13 anos. Acumula livros e artigos publicados em 21 países, além de participar de 36 academias e 18 institutos. A que mais gosta é justamente a APL, na qual tomou posse em 1992 e presidiu entre 2005 e 2006. Atualmente membro da Comissão de Bibliografia, é dono da cadeira número 31, que tem como patrono Rangel Pestana. A produção literária, composta por 50 livros individualmente, 200 em coautoria e mil estudos, conta com publicações sobre Direito, religião, pensamento, ficção, poesia e até um livro infantil, intitulado &lt;em&gt;A lenda dos Quatro Reinos&lt;/em&gt;, escrito para os sete netos. Publicou com muitos dos ministros integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O amor pelo São Paulo Futebol Clube é uma das marcas do jurista. É conselheiro vitalício, sócio número 14 (desde 1943) e chegou a presidir o Conselho Consultivo em duas ocasiões. Em setembro de 2023, foi o primeiro a receber o Prêmio Laudo Natel, honraria que reconhece personalidades de destaque da comunidade tricolor. O neto Guilherme, que herdou a paixão pelo time e é o mais jovem conselheiro do clube, conta que o avô nem dorme quando o São Paulo perde. Além da paixão futebolística, é fã da série de ficção científica &lt;em&gt;Star Trek&lt;/em&gt; — tem todos os 700 episódios em DVD — e de seriados coreanos, também conhecidos como doramas, que assiste em companhia da filha Angela. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi casado por 62 anos com Ruth, além dos cinco de namoro, e tem seis filhos. Um deles é Ives Gandra da Silva Martins Filho, ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e ex-assessor especial da Casa Civil da Presidência da República entre 1997 e 1999, no governo FHC. O irmão João Carlos Martins tornou-se um renomado pianista e maestro, considerado por muitos o maior intérprete do gênio alemão Bach. Ambos conviveram com a pianista Guiomar Novaes, que ficou encantada ao ouvi-los tocar piano ainda jovens.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Após a morte de Ruth, em janeiro de 2021, aos 86 anos — por complicações da covid-19 —, tomou a decisão de transferir o comando do seu escritório, a Advocacia Gandra Martins, ao filho Rogério. Por influência da esposa, Ives virou católico praticante. O ritual religioso começa cedo, às 5h55, para dar tempo de fazer a oração particular antes da missa das 8h da igreja Nossa Senhora do Brasil. “Eu brinco que, das 5h55 às 9h, quando termina a missa, faço a minha dedicação plena a Deus. Daí já estou abastecido para o resto do dia”, diz.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, participa de conselhos profissionais e culturais, como o Conselho dos Notáveis da Escola do Comércio e o Conselho Superior de Direito da FecomercioSP, do qual é presidente. Criou, em 2021, uma conta na rede social Instagram, seu novo xodó, que já conta com mais de 500 mil seguidores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://notaveis.fecomercio.com.br/ives-gandra/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Leia o perfil completo de Ives Gandra Martins&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-active"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/3Hm6J0uH8q8?&amp;amp;feature=youtu.be&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Oct 2025 09:03:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[José Pastore: voz na formação social do Brasil]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/josepastore-voz-na-formacao-social-do-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Trajetória voltada ao desenvolvimento econômico e trabalhista foi determinante para compreender a classe média brasileira]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Jos&amp;eacute; Pastore &amp;eacute; um dos homenageados da primeira temporada do projeto Not&amp;aacute;veis &lt;span style='caret-color: rgb(56, 57, 61); color: rgb(56, 57, 61); font-family: "Gotham Book", sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; display: inline !important; float: none;' id="isPasted"&gt;&amp;mdash;&lt;/span&gt; iniciativa dedicada a retratar as experi&amp;ecirc;ncias, os valores, as mem&amp;oacute;rias e a contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quatro personalidades para as realidades socioecon&amp;ocirc;mica, jur&amp;iacute;dica, cultural e intelectual brasileira. O projeto &amp;eacute; uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;***&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Jos&amp;eacute; Pastore nasceu em 1935, no bairro da Lapa, em S&amp;atilde;o Paulo. Cresceu em uma casa geminada na Rua Isaac Annes, com os pais, Clemente e Adelina; a irm&amp;atilde;, Maria Cec&amp;iacute;lia; e a av&amp;oacute; Domingas. Pastore se conectou com a arte desde pequeno: o pai, cronista, contador, professor e entusiasta do teatro, promovia ensaios na sala da casa e tinha os filhos como auxiliares.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os av&amp;oacute;s, de origem italiana, foram presentes durante a sua inf&amp;acirc;ncia. Com o av&amp;ocirc; paterno, Vincenzo, que trabalhava nas f&amp;aacute;bricas Matarazzo, Pastore ca&amp;ccedil;ava codornas nas regi&amp;otilde;es rurais adjacentes a S&amp;atilde;o Paulo. A m&amp;atilde;e, Adelina, viveu at&amp;eacute; os cem anos: estudou pouco, at&amp;eacute; o terceiro ano prim&amp;aacute;rio, mas por compreender a import&amp;acirc;ncia de uma boa educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, era figura ativa na vida escolar dos filhos. Adelina era o polo afetivo e amoroso da fam&amp;iacute;lia e a quem Pastore, a irm&amp;atilde; e at&amp;eacute; os primos recorriam. &amp;ldquo;Filha de Maria&amp;rdquo;, foi muito devota e dedicada &amp;agrave; caridade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1942, Pastore ingressou no col&amp;eacute;gio Liceu Barbosa Lima, onde estudou durante tr&amp;ecirc;s anos. Cursou o gin&amp;aacute;sio no renomado Conselheiro Lafayette, col&amp;eacute;gio em que fez parte da orquestra de mesmo nome. Aos 11 anos, incentivado pelo tio, Humberto, tem as primeiras li&amp;ccedil;&amp;otilde;es de violino e passa a estudar o instrumento no conservat&amp;oacute;rio, onde ficou cerca de oito anos, passando por todos os cursos de teoria musical que o instituto oferecia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aos 16, participava de grupos musicais de renome na capital paulista. A Orquestra do Museu de Arte e a Orquestra Juvenil de S&amp;atilde;o Paulo tiveram a oportunidade de contar com Pastore na sua composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Nesse per&amp;iacute;odo, dividiu palco com m&amp;uacute;sicos respeitados, como os maestros J&amp;uacute;lio Medaglia e Isaac Karabtchevsky. Pastore tamb&amp;eacute;m tocava na igreja e em casamentos, rodando o Estado com apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Da m&amp;uacute;sica &amp;agrave; sociologia, sempre com o olhar para as pessoas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1955, finalizou o curso cient&amp;iacute;fico no Col&amp;eacute;gio Roosevelt e ingressou na Faculdade de Sa&amp;uacute;de P&amp;uacute;blica, mas n&amp;atilde;o demorou muito para se encantar com as ci&amp;ecirc;ncias sociais. O estudo das comunidades, a sociologia e a antropologia apresentadas no curso de Educador Sanit&amp;aacute;rio o levaram &amp;agrave; Escola de Sociologia e Pol&amp;iacute;tica de S&amp;atilde;o Paulo (FESPSP). N&amp;atilde;o satisfeito, ingressou, em 1961, na Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (USP) com o intuito de complementar a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o te&amp;oacute;rica na &amp;aacute;rea da Sociologia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O soci&amp;oacute;logo recebeu o t&amp;iacute;tulo de mestre em Ci&amp;ecirc;ncias Sociais pela FESPSP em 1963, com a tese &amp;ldquo;Rendimento escolar em S&amp;atilde;o Paulo: uma interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o sociol&amp;oacute;gica&amp;rdquo;, orientado pelo Prof. Dr. Bert Ellenbogen. No ano seguinte, incentivado pelo orientador, ingressou no PhD na Universidade de Wisconsin, em Madison, nos Estados Unidos. Anos mais tarde, com uma carreira consolidada na &amp;aacute;rea do Trabalho e reconhecida import&amp;acirc;ncia nas ci&amp;ecirc;ncias sociais, Pastore recebeu o t&amp;iacute;tulo de doutor &lt;em&gt;honoris causa&lt;/em&gt; pela mesma universidade que obteve o doutorado, em 1968.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pioneirismo acad&amp;ecirc;mico e impacto nas pol&amp;iacute;ticas do trabalho&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lecionou no curso de Filosofia na USP. A sua abordagem pouco usual da sociologia no Brasil, ligada a an&amp;aacute;lises num&amp;eacute;ricas e quantitativas, afastou-o das &amp;aacute;reas convencionais de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o acad&amp;ecirc;mica. Assim, &amp;nbsp;logo foi convidado a lecionar na Faculdade de Economia, Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Contabilidade e Atu&amp;aacute;ria da USP (FEA/USP). Em 1958, atuava como professor e pesquisador no Instituto de Pesquisas Econ&amp;ocirc;micas (IPE), lecionando disciplinas como Metodologia de Pesquisa e Sociologia Econ&amp;ocirc;mica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pastore foi pioneiro no entendimento de uma nova forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de classes no Brasil. Diferentemente do que era defendido pela elite intelectual da &amp;eacute;poca, uma divis&amp;atilde;o do s&amp;eacute;culo 20 baseada em duas classes bem consolidadas &amp;mdash; burguesia e proletariado &amp;mdash;, o professor defende a ideia de um Brasil dividido em tr&amp;ecirc;s estratos sociais. A forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da classe m&amp;eacute;dia, muito bem notada por ele, foi motivo de discuss&amp;otilde;es no campo sociol&amp;oacute;gico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na d&amp;eacute;cada de 1970, participou do Projeto de la Cuenca del Guadalquivir, na Espanha, organizado pela Food and Agriculture Organization (FAO), bra&amp;ccedil;o da ONU para a agricultura. O projeto visava &amp;agrave; reestrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o sustent&amp;aacute;vel da terra na regi&amp;atilde;o (at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o des&amp;eacute;rtica) do Rio Guadalquivir. Pastore foi respons&amp;aacute;vel por estruturar um desenho da regi&amp;atilde;o que fosse &amp;mdash; a pedido do governo espanhol e das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas &amp;mdash; socialmente democr&amp;aacute;tico. Em 2024, retornou ao munic&amp;iacute;pio de Almonte com a fam&amp;iacute;lia para contemplar o sucesso do trabalho no territ&amp;oacute;rio, muito baseado na fruticultura. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;Em 1972, participou diretamente da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&amp;aacute;ria (Embrapa), vinculada ao Minist&amp;eacute;rio da Agricultura, que teve import&amp;acirc;ncia &amp;iacute;mpar no desenvolvimento da Agropecu&amp;aacute;ria nacional. No ano seguinte, o soci&amp;oacute;logo tamb&amp;eacute;m teve papel preponderante na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Instituto de Pesquisas Econ&amp;ocirc;micas (Fipe). O projeto foi um importante vetor para a &amp;nbsp;forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional dos mais importantes nomes da economia nacional no per&amp;iacute;odo. Em 1977, tornou-se professor titular na FEA/USP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pastore sempre cultiva hist&amp;oacute;rias, amizades e rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;Eacute; marido de Wilma, pai de tr&amp;ecirc;s filhos &amp;mdash; Jos&amp;eacute; Eduardo, Silvia Cristina e Ana Cl&amp;aacute;udia &amp;mdash; e av&amp;ocirc; de tr&amp;ecirc;s netos. Um intelectual verdadeiramente brasileiro, com o foco voltado para os desenvolvimentos social e trabalhista do Pa&amp;iacute;s. Ocupante da cadeira 29 da Academia Paulista de Letras (APL), que tomou posse em 2004, o soci&amp;oacute;logo &amp;eacute; um entusiasta das artes, ligado &amp;agrave; literatura, ao teatro e, principalmente, &amp;agrave; m&amp;uacute;sica, paix&amp;atilde;o que o levou ao Conselho da Orquestra Sinf&amp;ocirc;nica de S&amp;atilde;o Paulo (Osesp) e ao Conselho de Desenvolvimento do Instituto Baccarelli. Hoje, aos 90 anos, &amp;eacute; presidente do Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho da FecomercioSP e segue sendo refer&amp;ecirc;ncia em pesquisas acerca da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o capital e labor.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://notaveis.fecomercio.com.br/jose-pastore/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Leia o perfil completo de Jos&amp;eacute; Pastore&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/FDkdeAcHjDg?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Oct 2025 08:59:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[José Goldemberg: referência global em energia]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/jose-goldemberg-referencia-global-em-energia</link><description>&lt;![CDATA[Físico levou o potencial sustentável do Brasil ao mundo — das salas de aula à histórica Rio‑92]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;José Goldemberg&lt;/em&gt; &lt;em&gt;é um dos homenageados da primeira temporada do projeto Notáveis &lt;span style='caret-color: rgb(56, 57, 61); color: rgb(56, 57, 61); font-family: "Gotham Book", sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; display: inline !important; float: none;' id="isPasted"&gt;—&amp;nbsp;&lt;/span&gt;iniciativa dedicada a retratar as experiências, os valores, as memórias e a contribuição de quatro personalidades para as realidades socioeconômica, jurídica, cultural e intelectual brasileira. &lt;em id="isPasted"&gt;O projeto é uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;***&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;José Goldemberg é físico, professor e administrador gaúcho, reconhecido internacionalmente pela contribuição nas áreas de Energia Nuclear e Meio Ambiente. Goldemberg nasceu em 1928, no município de Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, filho de imigrantes da Bessarábia, antigo Império Russo. O físico é presidente do Conselho de Sustentabilidade e do Comitê de Energia da FecomercioSP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De infância humilde, Goldemberg passou grande parte da juventude com o pai, Jacob, e as três irmãs, Anita, Fani e Rosa, que cuidaram dele após a morte prematura da mãe, Bertha.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudança para Porto Alegre quando ainda era criança foi uma tentativa de progresso na qualidade de vida e nas oportunidades. Na cidade grande, Goldemberg estreitou laços com os estudos, no tradicional Colégio Júlio de Castilhos. Incentivado pelos professores, o estudante ruma à São Paulo acompanhado da família, com o intuito de ingressar na Universidade de São Paulo (USP). Em 1947, foi aprovado no curso de Física — os porquês sempre lhe interessaram.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda na graduação, destacou-se como um exímio — e jovem — cientista, que questionava os métodos utilizados pelos colegas na área de Energia Nuclear. O Betatron foi o seu primeiro contato com um acelerador de partículas, aparelho fonte de trabalho de importantes físicos, como Marcello Damy e Oscar Sala. Indicado por David Bohr, Goldemberg passa a estudar com o mesmo modelo acelerador na Universidade de Saskatchewan, no Canadá. Em 1953, o físico volta ao Brasil e logo se integra ao programa de doutorado da USP, tornando-se um dos primeiros a obter o título na universidade. No ano seguinte, 1954, Goldemberg inicia a livre docência na mesma universidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1961, é convidado pela Universidade Stanford, nos Estados Unidos, para pesquisar em um acelerador linear. O profícuo contrato de dois anos resultou na publicação de cerca de dez trabalhos nas melhores revistas científicas do país norte-americano. Nos anos seguintes, foi convidado a lecionar na renomada Universidade de Paris. A passagem foi curta: o agravamento do estado de saúde da esposa, Penina, levou o físico de volta ao Brasil. Penina Goldemberg faleceu pouco depois da chegada ao país.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo da Energia Nuclear, mostra-se veementemente contra a utilização da área para fins não pacíficos. Durante a ditadura, foi um nome de peso contra a importação de tecnologia alemã e o processo de enriquecimento de urânio, articulados pelos militares. A política do então presidente Ernesto Geisel, criticada por Goldemberg e projetada com apoio alemão, além de não valorizar a ciência e os cientistas nacionais, tinha como objetivo final a produção de armas de destruição em massa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entre a ciência e a resistência&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Goldemberg viveu momentos de muita incerteza durante a ditadura brasileira. Ele acredita não ter sido preso e torturado justamente por ser um nome fundamental na questão nuclear no Brasil, área de interesse dos militares. Apesar da relevância pública, o seu nome não deixou de ser vigiado de perto pelo Sistema Nacional de Informações (SNI).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a prisão do filho, Clóvis, o professor se viu enfrentando diretamente essa opressão. Na busca por ele, recorreu ao suporte da comunidade acadêmica, assim como ao então reitor da USP, Orlando Marques de Paiva, que facilitou o acesso de Goldemberg à localização de Clóvis. O processo envolvendo a prisão tramitou por cerca de um ano, e, nesse ínterim, os estudantes envolvidos em uma suposta palestra comunista nas instalações do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) foram expulsos da instituição e realocados na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Clóvis e José Goldemberg estavam sendo continuamente investigados pelo regime — pilhas de supostas contravenções foram apresentadas ao professor durante o processo, que reagiu com tranquilidade ao saber da vigilância.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Gestão pública e Rio‑92&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A partir dos anos 1980, Goldemberg dedicou-se à administração pública, marcando presença em cargos de notoriedade. Entre 1982 e 1985, foi presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e membro do conselho da Eletrobras; entre 1986 e 1990, exerceu o papel de reitor da Universidade de São Paulo (USP), reformando o estatuto da instituição. No ano de 1981, foi nomeado como presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mas teve a posse vetada pelo SNI. Em 2015, ocupou a presidência da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp), deixando o cargo em 2018.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o governo Collor (1990–1992), ficou à frente do Ministério da Educação, do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Secretaria Nacional do Meio Ambiente, sendo um importante conselheiro do presidente. Goldemberg foi um dos responsáveis pela organização da histórica Rio-92, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Entre 2002 e 2006, Goldemberg foi Secretário do Meio Ambiente do estado de São Paulo durante a gestão de Geraldo Alckmin.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre diversos prêmios e posições de prestígio, foi eleito, em 2007, pela revista Time como um dos 13 Heróis do Meio Ambiente na categoria Líderes e Visionários. O físico também carrega o título de doutor honoris causa pelo Instituto de Tecnologia de Israel (Technion), assim como uma cátedra com o seu nome na Universidade de Tel Aviv. Em 1995, recebe a Grã-Cruz Ordem Nacional do Mérito Científico, e no mesmo ano, torna-se membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Goldemberg é casado com Tereza, pai de quatro filhos e avô de cinco netos. Hoje, aos 97 anos, continua ativo no Conselho de Sustentabilidade e no Comitê de Energia da FecomercioSP. É professor emérito na USP e segue sendo referência em assuntos como energia sustentável. A sua vida é cercada de episódios marcantes, tanto para a vida pessoal quanto para a história nacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://notaveis.fecomercio.com.br/jose-goldemberg/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Leia o perfil completo de José Goldemberg&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/HCYo7lHcscc?&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Oct 2025 08:44:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Abram Szajman: liderança e representatividade ]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/abram-szajman-lideranca-e-representatividade</link><description>&lt;![CDATA[De oficina no Bom Retiro à presidência da FecomercioSP, Szajman modernizou os serviços prestados pelo Sesc e pelo Senac ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Abram Szajman é um dos homenageados da primeira temporada do projeto Notáveis &lt;span style='caret-color: rgb(56, 57, 61); color: rgb(56, 57, 61); font-family: "Gotham Book", sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; display: inline !important; float: none;' id="isPasted"&gt;—&lt;/span&gt; iniciativa dedicada a retratar as experiências, os valores, as memórias e a contribuição de quatro personalidades para as realidades socioeconômica, jurídica, cultural e intelectual brasileira. &lt;em id="isPasted"&gt;O projeto é uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;***&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Presidente da FecomercioSP desde 1984, Abram Szajman é considerado um dos homens de negócios mais bem-sucedidos do País. Fundador da Vale Refeição (VR), empresa que liderou o mercado e virou referência no segmento de refeições conveniadas, é um dos principais interlocutores dos setores de Comércio, Serviços e Turismo. Crítico dos rumos político-econômicos do Brasil, defende medidas para um ambiente de negócios mais favorável à geração de empregos e renda.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os pais, judeus poloneses, vieram do Leste Europeu para o Brasil em 1933 e se instalaram no Bom Retiro, onde Abram nasceu, em 20 de julho de 1939. A infância foi pobre — o pai trabalhava com costura de roupas —, mas o garoto cresceu respirando a atmosfera multicultural do bairro paulistano, próximo à Estação da Luz, conhecido por receber imigrantes e receptivo para o desenvolvimento de atividades comerciais. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Menino de uma família simples, jogava futebol com bola de meia nas ruas, algumas ainda de terra. Na adolescência, gostava de frequentar o cinema e o teatro, além do Estádio do Pacaembu para ver os jogos do Corinthians. Aos dez anos, após concluir o curso primário no Grupo Escolar Prudente de Moraes, colégio público situado no Jardim da Luz, começa a trabalhar como office-boy na loja do tio, Isaac Kupfer, uma malharia na Rua Ribeiro de Lima. Aos poucos, passa a atender a clientela e, com o tempo, vira uma espécie de “faz-tudo” do estabelecimento. Conforme aprende as coisas com o tio e avança no estudo de técnicas comerciais, utiliza os novos conhecimentos para ajudar o pai, à noite, a organizar melhor a pequena oficina de confecções que mantinha no porão de casa. Os anos de trabalho na empresa familiar foram um aprendizado para, mais tarde, criar o próprio negócio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fez o curso comercial básico na Escola de Comércio Tiradentes, no Bom Retiro. Em 1957, concluiu o curso técnico em Contabilidade na Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), no Largo São Francisco. Passa, então, a se interessar por temas ligados ao Direito — especialmente o sistema tributário —, à legislação e à contabilidade bancária.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Casa-se com Cecília, que conhecera no Guarujá, litoral de São Paulo, em 8 de setembro de 1968. O primeiro filho, Claudio, nasceu em 1969; o segundo, André, em 1971; e Carla, em 1974. Abram mantinha uma intensa jornada de trabalho na Eneri, empresa do ramo têxtil, à qual acrescentara a atividade sindical. Em 1968, filia-se ao sindicato patronal do setor em que atuava e também ao Centro do Comércio do Estado de São Paulo. A atuação nessas organizações leva-o a postos de direção e à indicação para o Conselho de Representantes da FecomercioSP. Em 1969, é eleito para o Conselho do Senac, e em 1972, para o Conselho do Sesc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Modernizações do Sesc e do Senac&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Torna-se o diretor mais assíduo da Federação. A partir de 1971, ocupa sucessivamente os cargos de tesoureiro, vice-presidente e presidente, reeleito desde 1984. A posse como presidente reuniu mais de 3 mil pessoas, dentre elas o então presidente da República, João Baptista Figueiredo. Durante o tempo em que ocupou a Tesouraria, consolidou o seu prestígio interno como homem de decisões firmes, discreto e aberto ao diálogo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Logo que assume a presidência, põe em prática um plano de emergência para a reestruturação das entidades. No Senac, foram realizadas as reconstruções financeira, administrativa e programática, acompanhando a evolução tecnológica. A entidade foi uma das primeiras a oferecer curso de informática em São Paulo. No Sesc, dinamizou o programa de expansão física e de diversificação de suas atividades, que passava do trabalho tradicional, baseado nos centros sociais, para a criação de um número maior de centros culturais e desportivos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma das suas principais qualidades é a habilidade para congregar mentes notáveis. A consolidação de Danilo Santos de Miranda, Luiz Francisco de Assis Salgado e Antonio Carlos Borges — à frente do Sesc, do Senac e da FecomercioSP, respectivamente — foi reconhecida como fundamental para o sucesso das três instituições. O empresário é conhecido pelo hábito de ouvir opiniões e pela coragem de tomar decisões e assumir o ônus, além do pragmatismo de delegar e da responsabilidade de cobrar. Tem gosto pelo trabalho intenso e prazer pela realização. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reconhecimento nacional e transformação da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O trabalho realizado à frente das entidades do Comércio projeta Abram nacionalmente. Em 1988, é cogitado como candidato a prefeito de São Paulo. Em 1992, o então prefeito Paulo Maluf anuncia Szajman como futuro secretário da Administração. O empresário, no entanto, enxerga um conflito de interesses e não assume o cargo — a VR era fornecedora da prefeitura. Corinthiano desde a infância no Bom Retiro, em 2002 o seu nome é cogitado para a presidência do clube.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2004, decorridas mais de seis décadas de sua fundação (em 1938), a FecomercioSP passa a ter sede própria. Com cinco andares, o prédio foi erguido na Bela Vista, ao lado da Avenida Paulista. O Sesc amplia as atividades de cultura, esportes e lazer, enquanto o Senac estende amplamente a área de atuação na formação profissional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde que assumiu a presidência da FecomercioSP, liderou transformações de grande impacto socioeconômico. Pragmático, estruturou um modelo de administração que permitiu o aprimoramento dos serviços prestados pela Federação, pelo Sesc e pelo Senac. Trabalhou para a evolução patrimonial da FecomercioSP e para que a Entidade não dependesse exclusivamente da contribuição obrigatória, passando a desenvolver trabalhos nos campos da pesquisa econômica e na divulgação do conhecimento técnico, além de outros serviços que envolvem a atividade comercial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A abordagem aberta a novas tecnologias e metodologias de ensino tornou o Senac modelo no campo da educação voltada para o trabalho. Graças a uma profunda reestruturação executada ainda nos anos de 1980, ao longo de quatro décadas, a rede aumentou de 22 para 63 unidades educacionais, três campi universitários e dois hotéis-escola. A oferta contínua de ensino de excelência e um programa de gratuidade possibilitaram a marca de mais de 10 milhões de atendimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A estratégia adotada no Sesc foi a de levar as unidades para perto das casas das pessoas, cuja maioria não era atendida por políticas públicas eficazes. O plano de oferecer a oportunidade de crescimento pessoal, participação social e acesso aos bens culturais conferiu ao Sesc um salto de 9 para 43 unidades operacionais. Nos próximos anos, mais 12 serão inauguradas, além de reformas e ampliações. O caráter socioeducativo das ações do Sesc é, hoje, reconhecido como essencial nas promoções do bem-estar e da qualidade de vida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O plano estratégico de expansão visa tanto levar novas unidades para as periferias — por exemplo, para os bairros de São Miguel Paulista, no extremo leste, e Campo Limpo, na zona sul — como recuperar prédios tombados por órgãos de preservação dos patrimônios histórico e artístico, sobretudo na região central, devolvendo-os à população. É o caso do tradicional Edifício João Brícola, em frente ao Theatro Municipal, nova sede administrativa da instituição.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a gestão de Abram, houve a afirmação da imagem, da credibilidade e da reputação da FecomercioSP, que foi elevada a um outro patamar e passou a ser mais reconhecida perante imprensa, empresários e opinião pública. Além do trabalho de representação empresarial, a Federação passou a ser referência para posicionamentos relevantes em relação aos rumos que o País tomava nas áreas Econômica e Social.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Legado, vida pessoal e atuação social&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Szajman tem sido um contundente apoiador da modernização do Estado. Defendeu os princípios da economia de mercado, a liberdade para empreender, a simplificação tributária, a redução da burocracia, a abertura comercial, o tratamento diferenciado às Pequenas e Médias Empresas (PMEs), a modernização das leis trabalhistas (preservando direitos e garantias) e uma agenda de reformas estruturais focadas em mais eficiência estatal e melhoria dos serviços públicos. Sob a sua condução, a FecomercioSP incumbiu-se de uma agenda de pleitos fundamentais para o ambiente de negócios, contribuindo para a formulação da Constituição de 1988; a elaboração da Lei Geral da Pequena Empresa; as criações do Simples Nacional, do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD); a extinção da CPMF; e as reformas da Previdência e Tributária.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi o primeiro empresário a presidir o Sebrae-SP desde que o órgão fora desvinculado da administração pública, no início da década de 1990. Abram assumiu uma entidade em sérias dificuldades financeiras e promoveu as organizações administrativa e operacional e a expansão dos pontos de atendimento. Por sua iniciativa, as primeiras unidades com programas de capacitação técnica foram levadas ao interior paulista para apoiar micro e pequenos empresários não apenas do Comércio e dos Serviços, mas também da Indústria e do Agronegócio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A despeito de todo o tempo dedicado à FecomercioSP, a vida empresarial prosseguiu e continuou intensa. Como empresário, atuou no ramo imobiliário e no setor de Turismo. A VR Benefícios foi criada em 1977, a partir da instituição do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O começo foi difícil, em um mercado bastante competitivo e dominado pela gigante Ticket. A empresa, que tinha três funcionários e ocupava apenas dois pequenos conjuntos de salas na Avenida Paulista, atualmente fornece mais de 3 milhões de refeições por dia. Desde 2003, as grandes decisões do Grupo VR são tomadas por um conselho familiar. Abram passou aos filhos as principais funções executivas no grupo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Homem de hábitos simples e metódico, aos domingos lê os dois principais jornais e revistas. Não se considera uma pessoa religiosa, mas vai à sinagoga, respeitando as datas e as celebrações judaicas para manter as tradições e preservá-las na família — que, aliás, cresceu. Hoje são dez netos, uma formada em história na Penn University, um fazendo Economia em Boston e outro tentando o vestibular do Insper.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O empresário apoia, financeiramente ou com trabalho, diversas instituições assistenciais e filantrópicas — mas procura agir de maneira discreta. Participa de conselhos como o do Hospital Israelita Albert Einstein e do Incor. Foi um dos fundadores do Instituto São Paulo Contra a Violência e aceitou convite da Anistia Internacional para ser, no Brasil, um ativista dos direitos humanos. Tornou-se benemérito da Casa Hope, uma ONG do segmento oncológico, e foi presidente da Casa de Cultura de Israel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2024, encampou novas mudanças na FecomercioSP. A Entidade inaugurou uma nova sede, na região da Faria Lima, “coração financeiro” da cidade. Pensado para oferecer comodidade e bom atendimento às mais de 130 entidades sindicais patronais filiadas e à classe empresarial, o novo prédio dispõe de moderna infraestrutura tecnológica e reflete a conexão da Federação com as práticas atuais do mercado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="line-height: 1.38; margin-top: 12pt; margin-bottom: 10pt;"&gt;&lt;a href="https://notaveis.fecomercio.com.br/abram-szajman/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Leia o perfil completo de Abram Szajman&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="line-height: 1.38; margin-top: 12pt; margin-bottom: 10pt;"&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/0GDzwL4mYec?&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Oct 2025 08:39:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Projeções positivas para a hotelaria em 2026]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/projecoes-positivas-para-a-hotelaria-em-2026</link><description>&lt;![CDATA[Embora persistam desafios, o turismo e a hotelaria vivem um momento favorável, que reforça a confiança dos empresários em investir e ampliar contratações]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; font-size: 17px; line-height: 25px !important; color: rgb(34, 34, 34); font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, "Segoe UI", Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, "Open Sans", "Helvetica Neue", sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;'&gt;&lt;em&gt;Por Guilherme Dietze*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; font-size: 17px; line-height: 25px !important; color: rgb(34, 34, 34); font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, "Segoe UI", Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, "Open Sans", "Helvetica Neue", sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;' id="isPasted"&gt;A economia brasileira apresenta sinais evidentes de desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como demonstra o &amp;Iacute;ndice de Atividade Econ&amp;ocirc;mica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma pr&amp;eacute;via do PIB, que registrou queda de 0,5% em julho, a terceira retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o consecutiva. O com&amp;eacute;rcio tamb&amp;eacute;m mostra desempenho mais modesto, influenciado pelo encarecimento do cr&amp;eacute;dito, uma vez que muitas fam&amp;iacute;lias dependem desse recurso para complementar sua renda mensal.&lt;/p&gt;&lt;p style='box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; font-size: 17px; line-height: 25px !important; color: rgb(34, 34, 34); font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, "Segoe UI", Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, "Open Sans", "Helvetica Neue", sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;'&gt;Entretanto, ao observar o setor de turismo, percebe-se um descolamento dessa realidade, com indicadores bastante favor&amp;aacute;veis ao longo de 2025. De acordo com levantamento mensal da FecomercioSP, entre janeiro e julho deste ano o setor registrou crescimento de 6,5% em seu faturamento em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo de 2024. O segmento de alojamento se destacou, com expans&amp;atilde;o de 11,6%, totalizando pouco mais de R$ 16 bilh&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p style='box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; font-size: 17px; line-height: 25px !important; color: rgb(34, 34, 34); font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, "Segoe UI", Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, "Open Sans", "Helvetica Neue", sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;'&gt;&amp;Eacute; importante destacar que, embora o turismo represente uma fatia menor da economia em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao com&amp;eacute;rcio e &amp;agrave; ind&amp;uacute;stria, mesmo em cen&amp;aacute;rios de crescimento econ&amp;ocirc;mico mais moderado, ainda existe uma parcela expressiva de fam&amp;iacute;lias com capacidade de consumo suficiente para sustentar boas taxas de ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos estabelecimentos tur&amp;iacute;sticos.&lt;/p&gt;&lt;p style='box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; font-size: 17px; line-height: 25px !important; color: rgb(34, 34, 34); font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, "Segoe UI", Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, "Open Sans", "Helvetica Neue", sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;'&gt;Na avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por exemplo, t&amp;ecirc;m sido registrados sucessivos recordes de movimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de passageiros, impulsionados tanto pela expans&amp;atilde;o da malha a&amp;eacute;rea nacional quanto pela redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia das tarifas praticadas. Esse aumento no fluxo de viajantes nos aeroportos contribui diretamente para a maior demanda nos meios de hospedagem em todo o pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p style='box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; font-size: 17px; line-height: 25px !important; color: rgb(34, 34, 34); font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, "Segoe UI", Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, "Open Sans", "Helvetica Neue", sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;'&gt;Outro aspecto relevante &amp;eacute; que a economia n&amp;atilde;o caminha para uma recess&amp;atilde;o, o que seria muito mais prejudicial a todos os setores. O cen&amp;aacute;rio atual &amp;eacute; de crescimento em ritmo menos intenso, o que mant&amp;eacute;m, entre outros fatores, os gastos corporativos com viagens &amp;mdash; segmento fundamental para a din&amp;acirc;mica do turismo nacional.&lt;/p&gt;&lt;p style='box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; font-size: 17px; line-height: 25px !important; color: rgb(34, 34, 34); font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, "Segoe UI", Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, "Open Sans", "Helvetica Neue", sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;'&gt;Al&amp;eacute;m disso, &amp;eacute; oportuno ressaltar que 2026 ser&amp;aacute; um ano eleitoral. Historicamente, no Brasil, esse per&amp;iacute;odo tende a ser acompanhado por um aumento expressivo nos gastos p&amp;uacute;blicos, o que deve sustentar a expans&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica e beneficiar, em especial, o turismo.&lt;/p&gt;&lt;p style='box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; font-size: 17px; line-height: 25px !important; color: rgb(34, 34, 34); font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, "Segoe UI", Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, "Open Sans", "Helvetica Neue", sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;'&gt;Nesse contexto, a FecomercioSP, por meio de seu modelo estat&amp;iacute;stico de proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es, elaborou estimativas para o crescimento do turismo e da hotelaria em 2025 e 2026. Os resultados s&amp;atilde;o positivos: para o turismo nacional, a expectativa &amp;eacute; de alta de 5,5% neste ano e de 4,8% no pr&amp;oacute;ximo, consolidando recordes hist&amp;oacute;ricos e sucessivos de faturamento, com possibilidade de chegar a R$ 235 bilh&amp;otilde;es no pr&amp;oacute;ximo ano.&lt;/p&gt;&lt;p style='box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; font-size: 17px; line-height: 25px !important; color: rgb(34, 34, 34); font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, "Segoe UI", Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, "Open Sans", "Helvetica Neue", sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;'&gt;No segmento de alojamento, a proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; de crescimento de 8,7% em 2025, resultado ainda mais expressivo considerando que 2024 j&amp;aacute; havia registrado expans&amp;atilde;o de 7,7%. Para 2026, a previs&amp;atilde;o &amp;eacute; de alta mais moderada, de 3,7%, alcan&amp;ccedil;ando um faturamento total de R$ 28,5 bilh&amp;otilde;es &amp;mdash; o maior desde 2015, j&amp;aacute; descontada a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o do per&amp;iacute;odo.&lt;/p&gt;&lt;p style='box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; font-size: 17px; line-height: 25px !important; color: rgb(34, 34, 34); font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, "Segoe UI", Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, "Open Sans", "Helvetica Neue", sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;'&gt;A demanda aquecida pode ser observada nas taxas de ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e na possibilidade de reajuste da tarifa m&amp;eacute;dia em mais de 10%, movimento que se consolidou ao longo deste ano. Mesmo com a taxa b&amp;aacute;sica de juros em 15% ao ano, h&amp;aacute; investimentos relevantes em v&amp;aacute;rias regi&amp;otilde;es do pa&amp;iacute;s no setor de hospedagem, ampliando a oferta de servi&amp;ccedil;os e potencializando o faturamento.&lt;/p&gt;&lt;p style='box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; font-size: 17px; line-height: 25px !important; color: rgb(34, 34, 34); font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, "Segoe UI", Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, "Open Sans", "Helvetica Neue", sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;'&gt;Embora persistam desafios, como a Reforma Tribut&amp;aacute;ria e o fim do PERSE, o turismo e a hotelaria vivem um momento favor&amp;aacute;vel, que refor&amp;ccedil;a a confian&amp;ccedil;a dos empres&amp;aacute;rios em investir e ampliar contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Ajustes de rota s&amp;atilde;o naturais no ambiente econ&amp;ocirc;mico brasileiro, mas, neste caso, o mais importante &amp;eacute; que a trajet&amp;oacute;ria aponta para um destino positivo.&lt;/p&gt;&lt;p style='box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; font-size: 17px; line-height: 25px !important; color: rgb(34, 34, 34); font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, "Segoe UI", Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, "Open Sans", "Helvetica Neue", sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;'&gt;&lt;span style="box-sizing: border-box; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;em style="box-sizing: border-box;"&gt;&lt;span class="fr-img-caption fr-fic fr-dib" style="width: 735px;"&gt;&lt;span class="fr-img-wrap"&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/029a2e9696c12b62e897ed009781a5259fd059c2.jpg" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;span class="fr-inner"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; font-size: 17px; line-height: 25px !important; color: rgb(34, 34, 34); font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, "Segoe UI", Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, "Open Sans", "Helvetica Neue", sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;'&gt;&lt;span style="box-sizing: border-box; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;em style="box-sizing: border-box;"&gt;* Guilherme Dietze &amp;eacute; economista e Presidente do Conselho de Turismo da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='box-sizing: border-box; margin: 0px auto 26px; overflow-wrap: break-word; font-size: 17px; line-height: 25px !important; color: rgb(34, 34, 34); font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, "Segoe UI", Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, "Open Sans", "Helvetica Neue", sans-serif; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;'&gt;&lt;span style="box-sizing: border-box; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;em style="box-sizing: border-box;"&gt;Artigo originalmente publicado no portal&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="box-sizing: border-box; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;a href="https://hoteliernews.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em style="box-sizing: border-box;"&gt;Hotelier News&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="box-sizing: border-box; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;em style="box-sizing: border-box;"&gt;&amp;nbsp;em 29 de setembro de 2025.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 09 Oct 2025 11:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Artigos]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Empreender é confiar no Brasil]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/empreender-e-confiar-no-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Presidente Ivo Dall’Acqua reflete sobre a complexa realidade do empresário brasileiro e destaca que as reformas são incontornáveis para um ambiente de negocios mais justo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Por Ivo Dall’Acqua Júnior*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Dia do Empreendedor, lembrado em 5 de outubro, deve ser comemorado. Mas também é uma oportunidade à reflexão crítica sobre a complexa realidade do empresário brasileiro. Estamos celebrando a coragem de quem, mesmo diante de um ambiente hostil à iniciativa privada, insiste em gerar oportunidades e assumir riscos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cada empresa mantida aberta representa uma vitória contra a burocracia e a insegurança. Temos uma das maiores taxas de juros do mundo, uma carga tributária sufocante (e em constante expansão), riscos trabalhistas elevados e ausência de mão de obra qualificada, além das graves instabilidades econômica e regulatória.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como se não bastasse, a insegurança e a violência pesam diretamente sobre os comerciantes e prestadores de serviços. Segundo dados da FecomercioSP, só as empresas do Estado de São Paulo deixam de faturar cerca de R$ 60 bilhões por ano em decorrência da violência urbana, calculando-se que os empresários brasileiros destinem estratosféricos R$ 170 bilhões anuais para a segurança privada, em torno de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Usando uma analogia contundente, é como um cidadão que sofre tortura via instrumentos cruéis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É tedioso, embora necessário, citar todos os obstáculos enfrentados para garantir o sucesso de uma empresa. Basta lembrar que dois em cada dez negócios não sobrevivem ao primeiro ano de funcionamento no Brasil, de acordo com o IBGE. Ao completar cinco anos, seis em cada dez já encerraram as atividades. A consequência é um círculo vicioso: menos negócios, menos empregos, menos competitividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todos os problemas reforçam, infelizmente, a lógica de que, no País, especular é mais lucrativo do que produzir. Um investidor que aplicasse, em 1995 (primeiro ano do plano Real), R$ 1 milhão na Bolsa, poderia resgatar algo próximo a R$ 25 milhões. Em fundos atrelados ao CDI teria, hoje, mais de R$ 72 milhões. E aquele que investiu na abertura de um negócio próprio? Pode comemorar rara vitória se a sua empresa sobreviveu sem sobressaltos por três décadas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A agenda que a FecomercioSP defende há anos busca justamente reverter esse quadro, criando um ambiente mais favorável para que os negócios prosperem. Algumas reformas são incontornáveis, como a Tributária, que pretende simplificar e reduzir a carga de impostos, e a Administrativa, para modernizar a máquina pública. Acrescentem-se a necessidade de mais investimentos na infraestrutura, a manutenção dos avanços promovidos pela Reforma Trabalhista e ajustes normativos que protejam os empresários da sanha tributária.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto reformas estruturantes que alavancariam o crescimento do País continuam empacadas, tramita no Congresso uma avalanche de projetos que, se aprovados na forma em que foram apresentados, teriam fortes impactos para os negócios, levantando inquietação legítima no setor empresarial.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora inspiradas&amp;nbsp;em nobres&amp;nbsp;intenções sociais, algumas dessas propostas elevariam os custos das empresas, trazendo prejuízos para todos: queda de produtividade, aumento de preços para os consumidores, mais inflação, maior retração nas contratações e risco de demissões. Todos perdem e ninguém ganha.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Algumas mudanças merecem ser avaliadas com atenção, como a atualização dos limites de receita do Simples Nacional, cujos valores estão defasados há quase uma década. Essa defasagem inibe investimentos, diminui contratações, contribui para o fechamento de empreendimentos e aumento da informalidade, além de prejudicar a arrecadação de Estados e municípios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, negócios são obrigados a migrar para regimes mais caros e burocráticos, sem que tenham crescido de forma proporcional.&amp;nbsp;Não se trata de ampliar o regime ou os benefícios do enquadramento, mas de assegurar uma tributação justa, com a necessária correção monetária, garantindo o tratamento diferenciado previsto na Carta Magna do País. Essa atualização — que, aliás, está prevista em projeto complementar aprovado pelo Congresso — pode destravar R$ 77 bilhões e preservar empregos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Almejamos políticas públicas coerentes e que a sociedade valorize ainda mais o esforço de quem transforma sonhos em oportunidades. Empreender no Brasil não é apenas um negócio, mas um ato de heroísmo e de confiança no futuro do País.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ivo Dall’Acqua Júnior é o presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo originalmente publicado no jornal&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.correiobraziliense.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Correio Braziliense&lt;/a&gt; em 03 de outubro de 2025.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 03 Oct 2025 09:56:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Artigos]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Inovação e governo digital: o futuro da gestão pública no Brasil]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/inovacao-e-governo-digital-o-futuro-da-gestao-publica-no-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Tema integra o livro ‘UM BRASIL 11 – Modernização do Estado’, que discute caminhos para impulsionar o Brasil, ampliando a eficiência dos serviços públicos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;' id="isPasted"&gt;O Brasil convive historicamente com uma m&amp;aacute;quina p&amp;uacute;blica burocr&amp;aacute;tica, cara e pouco eficiente para quem empreende, trabalha e consome. &amp;Eacute; nesse cen&amp;aacute;rio que a&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; destaca a import&amp;acirc;ncia da simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processos como caminho para favorecer o desenvolvimento econ&amp;ocirc;mico. Esse panorama come&amp;ccedil;a a se alterar com o avan&amp;ccedil;o da transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital e a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novas tecnologias &amp;agrave; gest&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;A inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; um dos destaques da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;strong&gt;&amp;lsquo;UM BRASIL 11 &amp;ndash; Moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado&amp;rsquo;&lt;/strong&gt;, que re&amp;uacute;ne reflex&amp;otilde;es e propostas para tornar o setor p&amp;uacute;blico mais &amp;aacute;gil, transparente e pr&amp;oacute;ximo das necessidades da sociedade. O livro, que traz contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de especialistas de diversas &amp;aacute;reas e entrevistas realizadas pelo&amp;nbsp;&lt;a href="https://umbrasil.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Canal UM BRASIL&lt;/a&gt;, analisa entraves que ainda dificultam a gest&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Um dos exemplos &amp;eacute; apresentado pelo Mapa GovTech Brasil 2024, elaborado pelo&amp;nbsp;&lt;a href="https://brazillab.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;BrazilLAB&lt;/a&gt;. Existem hoje 338 programas de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o voltados para o setor p&amp;uacute;blico &amp;ndash; em 2019 eram apenas 20. A plataforma&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.gov.br/pt-br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Gov.br&lt;/a&gt;, que concentra 4,2 mil servi&amp;ccedil;os digitais e j&amp;aacute; alcan&amp;ccedil;a mais de 160 milh&amp;otilde;es de brasileiros, exemplifica como a tecnologia pode aproximar o cidad&amp;atilde;o do Estado, reduzindo custos e ampliando a qualidade das entregas. Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aponta que cada R$ 1 investido em digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode gerar uma economia de R$ 27 aos cofres p&amp;uacute;blicos.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Ainda assim, a expans&amp;atilde;o dessas iniciativas n&amp;atilde;o &amp;eacute; homog&amp;ecirc;nea. Estados e munic&amp;iacute;pios, que concentram grande parte das demandas da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, apresentam &amp;iacute;ndices mais baixos de digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o: apenas 44% das unidades federativas t&amp;ecirc;m estrat&amp;eacute;gias digitais definidas; entre as cidades, o porcentual cai para 28%.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/ce3711d84ef7c438ab11a27baedb386d2efcf7ea.jpg" style="width: 743px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Para enfrentar esse quadro, a FecomercioSP prop&amp;otilde;e medidas como a interoperabilidade das bases de dados p&amp;uacute;blicas, a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o do CNPJ como identificador &amp;uacute;nico e a digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de risco das atividades econ&amp;ocirc;micas, hoje dispersa em legisla&amp;ccedil;&amp;otilde;es municipais. O livro traz tamb&amp;eacute;m entrevista com Francisco Gaetani, secret&amp;aacute;rio extraordin&amp;aacute;rio para a Transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado, que ressalta a import&amp;acirc;ncia da qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica para lidar com os impasses contempor&amp;acirc;neos.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Para o secret&amp;aacute;rio, a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas tecnol&amp;oacute;gica, mas institucional e cultural. &amp;ldquo;O governo deve assegurar um bom ambiente de neg&amp;oacute;cios, acesso aos benef&amp;iacute;cios sociais, qualidade dos servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos e uma certa coes&amp;atilde;o social&amp;rdquo;, ressalta. O secret&amp;aacute;rio destaca ainda que modernizar o Estado passa por um reequil&amp;iacute;brio do papel do Executivo, atualmente fragilizado frente a outros poderes e inst&amp;acirc;ncias da sociedade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:normal;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;A colet&amp;acirc;nea aponta ainda que investir em inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o transforma a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre Estado e sociedade, promovendo servi&amp;ccedil;os mais acess&amp;iacute;veis, transparentes e eficientes. Um movimento essencial para consolidar o setor p&amp;uacute;blico como parte ativa das solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es nacionais.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:normal;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Quer entender os desafios e caminhos para modernizar o Estado e acelerar a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil? Baixe gratuitamente a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;a href="https://umbrasil.com/publicacoes/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&amp;lsquo;UM BRASIL #11 &amp;ndash; Moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado&amp;rsquo;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 01 Oct 2025 17:50:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[UM BRASIL #11]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Debate da pejotização no STF deve ser balizado pela modernização que o atual ambiente trabalhista impõe]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/debate-da-pejotizacao-no-stf-deve-ser-balizado-pela-modernizacao-que-o-atual-ambiente-trabalhista-impoe</link><description>&lt;![CDATA[Plenária das diretorias joga luz sobre o tema, que será discutido pelo Supremo no início de outubro e tem potencial para dar segurança jurídica à modalidade]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;“A vontade do trabalhador deve ser levada em conta nas discussões a respeito &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/terceirizacao-e-pejotizacao-boas-praticas-para-reduzir-riscos-e-garantir-seguranca-juridica"&gt;da pejotização&lt;/a&gt; [contratação de profissionais via Pessoa Jurídica (PJ)], sobretudo referente ao vínculo empregatício. Será que ele quer estar engessado na figura da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)&amp;nbsp;ou quer mais flexibilidade, inclusive de atuação?” Essa indagação é de Otavio Calvet, juiz do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região do Rio de Janeiro (TRT-1), sobre o debate que ocorrerá em 6 de outubro no Supremo Tribunal Federal (STF) e que será um marco na regulamentação da modalidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pejotização e outros temas trabalhistas relevantes para o ambiente de negócios brasileiro foi discutido por Calvet e José Pastore, presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-emprego-e-relacoes-de-trabalho"&gt;Conselho de Emprego e Relações do Trabalho&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, durante a reunião plenária das diretorias da Federação e do Centro do Comércio do Estado de São Paulo (Cecomercio), realizada na última segunda (29).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Caminho pela modernidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As definições acerca da &lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=tJJbNAhBs2c"&gt;pejotização terão impactos profundos para o ambiente de negócios brasileiro&lt;/a&gt;, com potencial de pacificar as divergências trabalhistas que se avolumam nos tribunais. Contudo, também podem trazer ainda mais insegurança jurídica para a modalidade autônoma, amplamente utilizada hoje em dia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Pastore, os novos modelos de negócio exigem regras mais flexíveis, capazes de conciliar a necessidade de competitividade das empresas com a proteção aos trabalhadores. “Temos uma realidade que vai muito além da antiga relação binária entre empresa e empregado, na qual PJs realizam funções de diversas formas, e a legislação não atende a essa complexidade”, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A postura protecionista na Justiça do Trabalho, de acordo com Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente em exercício da FecomercioSP, tem deixado as empresas brasileiras e a economia nacional atrás de seus concorrentes, que estão alinhados com as práticas do mercado de trabalho moderno. “Muitos problemas que enfrentamos hoje é fruto do protecionismo que foi instaurado, mas que agora precisa evoluir para um entendimento mais equilibrado, levando em consideração, primordialmente, o mercado de trabalho atual. O Brasil não é uma ilha isolada — e, mesmo se fosse, nenhuma empresa ou país vive uma realidade paralela que possa ignorar o imperativo da realidade”, ressaltou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que esperar do STF?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as respostas que o Supremo deve dar para os tribunais inferiores e para a sociedade geral, destacam-se a licitude da modalidade; a definição do órgão judicial competente para julgar as possíveis fraudes nos contratos de prestação de serviços autônomos; e o regramento sobre quais aspectos definem o vínculo empregatício.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Calvet, as decisões anteriores do próprio STF já indicam algumas dessas respostas. “É lícito pejotizar, ou seja, é permitido que o trabalhador crie uma personalidade jurídica para prestar um serviço e receber por ele, de maneira independente e sem vínculo com a empresa contratante. O Supremo já disse que isso é lícito na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 66, que é uma decisão vinculante, e a Lei 13.429/2017, que define as regras para a terceirização, também autoriza a pejotização, no artigo 4º A, pois permite a prestação de serviços a terceiros. A prestação de serviço a terceiro seria a transferência feita pela contratante da execução das suas atividades a uma pessoa jurídica. No parágrafo 2º do mesmo artigo, o legislador deixa claro que não há vínculo de emprego”, apontou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sobre o ônus da prova em caso de vínculo empregatício, que Calvet julga ser o tema mais delicado, o juiz do TST-1 pontuou que a decisão do STF deve levar em consideração a vontade do trabalhador. Hoje, a legislação exige que a empresa contratante deve provar que não há vínculo laboral, ou seja, que o trabalhador autônomo não está sujeito a subordinação, habitualidade, onerosidade e pessoalidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na visão de Calvet, o Supremo precisa definir se a vontade do trabalhador deve entrar nessa equação, dividindo o ônus da prova entre o trabalhador de salário elevado (hipersuficiente) e o empregador (em caso de trabalhador hipossuficiente). “Mesmo que estejam presentes os requisitos de vínculo de emprego, poderia um trabalhador não querer ser empregado e ter o poder de escolha sobre a relação jurídica que terá com a empresa? Ao meu ver, sim, porque relação de emprego é privada. Caberia à Justiça do Trabalho decidir se essa escolha foi feita de forma leal ou se o trabalhador foi coagido”, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cenário desenhado por Calvet, o empregado hipersuficiente seria responsável por provar o vínculo empregatício em caso de suspeita de fraude contratual, e o empregador teria de apresentar provas em caso de empregados hipossuficientes (que devem, de fato, serem protegidos pela legislação trabalhista).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra mudança relevante seria na condução do processo na Justiça, em caso de fraude contratual do pejotizado. Como se trata de um acordo civil, ou seja, firmado por duas pessoas jurídicas, a Justiça do Trabalho encaminharia a ação para a Justiça comum para analisar as possíveis discordâncias. Se houver confirmação de vínculo empregatício, o caso retornaria à Justiça do Trabalho para aplicar as sanções necessárias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Comum acordo para dissídio coletivo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro assunto discutido na plenária das diretorias foi a retomada do julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre a validade da regra que exige o comum acordo para o ajuizamento de dissídio coletivo, mesmo quando uma das partes deliberadamente se recusa a participar do processo de negociação coletiva, em violação ao princípio da boa-fé.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Calvet, a própria Constituição Federal dá a resposta para o impasse, quando estabelece que, quando uma das partes se recusa a participar de negociação ou arbitragem, ambas podem, de comum acordo, ajuizar o dissídio coletivo de natureza econômica&amp;nbsp;—&amp;nbsp;que visa, dentre outros aspectos, definir reajustes salariais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Em prol do ambiente de negócios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP defende a modernização das relações de trabalho como caminho essencial para o desenvolvimento do País. Atualizar a legislação, segundo a Entidade, significa reduzir a informalidade, ampliar as oportunidades de emprego e trazer mais segurança jurídica às partes, evitando litígios e fortalecendo a autonomia privada como espaço legítimo de construção de consensos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Dall'Acqua Júnior, “estamos diante de uma profunda insegurança jurídica: o que está em jogo é o equilíbrio entre a autonomia do trabalhador e a necessidade de proteção legal. São questões que definem o futuro das relações laborais e apontam para o desafio fundamental da liberdade de escolha &lt;strong&gt;versus&lt;/strong&gt; a imposição de vínculos”, concluiu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A modernização trabalhista não implica perda de direitos, mas a adaptação do Brasil a um cenário econômico dinâmico, em que empresas precisam de condições para crescer e inovar, enquanto trabalhadores merecem vínculos formais, estáveis e protegidos. Além disso, de acordo com o presidente em exercício da Federação, as novas gerações da força de trabalho nem sempre manifestam preferência pela forma celetista para essas relações, encaminhando-se para novos arranjos que permitam mais liberdade e flexibilidade do que a função subordinada.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 01 Oct 2025 13:16:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[vínculo empregatício]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Redução de jornada e seu custo invisível]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/reducao-de-jornada-e-seu-custo-invisivel</link><description>&lt;![CDATA[PECs não consideram efeitos devastadores da mudança em quem luta para manter negócios vivos em meio à insegurança jurídica]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Por Sylvia Lorena e Ivo Dall’Acqua Júnior*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;A proposta de reduzir a jornada de trabalho por imposição legal, embora inspirada em nobres intenções sociais, levanta uma inquietação legítima no setor empresarial. Em um país onde os empreendedores já enfrentam elevada carga tributária, taxas de juros entre as mais altas do mundo e uma complexa teia de normas que mudam frequentemente, legislar unilateralmente sobre a duração laboral pode representar mais um ônus sem contrapartida para os empresários.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os Projetos de Emendas Constitucionais (PECs) que sugerem a redução do trabalho semanal de 44 para 40 ou, até, 36 horas não consideram os efeitos devastadores da mudança para quem emprega, produz e luta para manter os negócios vivos em meio à insegurança jurídica e à baixa produtividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso da adoção da proposta mais radical, de redução da duração da jornada para 36 horas semanais (PEC 08/2025), haveria uma queda de 18% na carga horária semanal e consequente aumento de 37,5% no custo da hora de trabalho, segundo estudo da &lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;. No setor industrial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima um impacto anual aos custos com mão de obra de R$ 178,8 bilhões, equivalente a um aumento de 25,1% no custeio com empregados formais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Reduzir a jornada por força de lei aumenta automaticamente os custos, pois exigiria contratar mais pessoas, o que é inviável para pequenos negócios e oneroso para empresas de médio porte. Além disso, haveria o desafio adicional de não haver mão de obra qualificada disponível no mercado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Países que reduziram o tempo de trabalho semanal o fizeram acompanhados por aumentos de produtividade acumulados ao longo dos anos. Não é o caso do Brasil, que há anos tem produtividade estagnada e, atualmente, está na 100ª posição do ranking da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de produtividade por empregado, formado por 189 países. Noruega, Bélgica e Irlanda, por exemplo, têm produtividade por trabalho de quatro a sete vezes maior que a nossa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, as negociações coletivas funcionam há muito tempo e acordam jornadas por setores, com bons resultados para empregados e empregadores. E embora a Constituição estabeleça limite semanal de 44 horas, a média da jornada negociada é de 39 horas, parecida com a de países como Estados Unidos e Portugal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A harmonização entre trabalho, saúde mental e qualidade de vida são valores inegociáveis em uma sociedade moderna. Mas isso precisa ser construído de forma gradual, responsável e negociada entre as partes, e não por imposições que ignoram a realidade socioeconômica do País.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A experiência internacional mostra que a redução da jornada só é sustentável quando acompanhada por ganhos expressivos de produtividade e inovação, o que exige investimentos em educação, tecnologia e qualificação profissional. Sem isso, a medida corre o risco de se transformar em um retrocesso, aumentando gastos, fechando vagas de emprego e comprometendo a competitividade do Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Sylvia Lorena é superintendente de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Ivo Dall’Acqua Júnior é presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;em id="isPasted"&gt;Artigo originalmente publicado no&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://www.jota.info/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;portal JOTA&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;em 29 de setembro de 2025.&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 29 Sep 2025 13:56:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Artigos]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Cachaça não é água não]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/cachaca-nao-e-agua-nao</link><description>&lt;![CDATA[Reconhecida como símbolo nacional, a origem da bebida se confunde com os primeiros capítulos da história do Brasil]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Em 1610, o navegador franc&amp;ecirc;s &lt;strong&gt;Fran&amp;ccedil;ois Pyrard de Laval&lt;/strong&gt; (1578-1621) esteve em Salvador, capital da Bahia, e escreveu: &amp;ldquo;Faz-se vinho com o suco da cana, que &amp;eacute; barato&amp;rdquo;. Quem conta essa hist&amp;oacute;ria &amp;eacute; o folclorista e historiador &lt;strong&gt;Lu&amp;iacute;s da C&amp;acirc;mara Cascudo (1898-1986), no livro Prel&amp;uacute;dio da cacha&amp;ccedil;a&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;(Instituto do A&amp;ccedil;&amp;uacute;car e do &amp;Aacute;lcool, 1968)&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fato &amp;eacute; que a bebida genuinamente nacional nada mais &amp;eacute; do que a aguardente feita com o insumo mais abundante nessas terras no in&amp;iacute;cio da coloniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a cana-de-a&amp;ccedil;&amp;uacute;car. Trata-se, portanto, da vers&amp;atilde;o brasileira dos destilados tradicionalmente produzidos na Europa com uvas &amp;mdash; como a &lt;strong&gt;grappa&lt;/strong&gt; italiana &amp;mdash;, outras frutas &amp;mdash; como pera e ma&amp;ccedil;&amp;atilde; &amp;mdash; ou cereais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A cacha&amp;ccedil;a &amp;eacute; uma bebida tipicamente brasileira, com uma trajet&amp;oacute;ria fascinante e repleta de curiosidades&amp;rdquo;, conta o &lt;strong&gt;engenheiro qu&amp;iacute;mico Luiz Gustavo Lacerda&lt;/strong&gt;, professor e pesquisador de alimentos na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). &amp;ldquo;Embora hoje seja reconhecida como um s&amp;iacute;mbolo nacional, sua origem se confunde com os primeiros cap&amp;iacute;tulos da hist&amp;oacute;ria do Brasil colonial&amp;rdquo;, acrescenta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A for&amp;ccedil;a dos canaviais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lacerda contextualiza. A &lt;strong&gt;bebida surgiu como um desdobramento da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;uacute;car&lt;/strong&gt; nos engenhos instalados pelos portugueses a partir da d&amp;eacute;cada de 1530, quando o cultivo da cana foi introduzido no territ&amp;oacute;rio colonial brasileiro. &amp;ldquo;Durante o processo de fabrica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do a&amp;ccedil;&amp;uacute;car, o caldo da cana, conhecido como garapa, era fervido e passava por uma etapa de cristaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, relata Lacerda. &amp;ldquo;Parte do mela&amp;ccedil;o, um subproduto mais espesso e escuro da cana, n&amp;atilde;o se cristalizava e acumulava-se no fundo das formas. Em vez de ser descartado, esse res&amp;iacute;duo passou a ser reaproveitado&amp;rdquo;, explica o professor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Lacerda, no in&amp;iacute;cio, esse mela&amp;ccedil;o era usado at&amp;eacute; como ra&amp;ccedil;&amp;atilde;o para porcos. Com o passar do tempo, ganhou destino mais nobre &amp;mdash; fermentado e destilado, se transformava em uma bebida alco&amp;oacute;lica forte e arom&amp;aacute;tica, a cacha&amp;ccedil;a. &amp;ldquo;O que come&amp;ccedil;ou como uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;aacute;tica para evitar desperd&amp;iacute;cios transformou-se em um dos s&amp;iacute;mbolos mais marcantes da identidade brasileira&amp;rdquo;, complementa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A mat&amp;eacute;ria-prima era abundante. O colonizador europeu tinha conhecimento da t&amp;eacute;cnica da destila&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/strong&gt; Resultado: a bebida passou a ser produzida de forma sistem&amp;aacute;tica. &amp;ldquo;Podemos afirmar, portanto, que a cacha&amp;ccedil;a &amp;eacute; uma inven&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira. Ou, mais precisamente, uma adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o local&amp;rdquo;, conclui Lacerda. &amp;ldquo;Assim como a &lt;strong&gt;grappa&lt;/strong&gt; italiana &amp;eacute; produzida do baga&amp;ccedil;o da uva, a cacha&amp;ccedil;a surgiu do aproveitamento dos res&amp;iacute;duos da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do a&amp;ccedil;&amp;uacute;car&amp;rdquo;, explica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nada se perde, tudo se aproveita. Para o engenheiro, a compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre ambas as bebidas &amp;eacute; v&amp;aacute;lida, n&amp;atilde;o apenas pela l&amp;oacute;gica do reaproveitamento, como tamb&amp;eacute;m pela relev&amp;acirc;ncia cultural que ambas assumiram em seus pa&amp;iacute;ses de origem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C&amp;acirc;mara Cascudo tamb&amp;eacute;m concorda que a inven&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; brasileira.&lt;/strong&gt; Ele salienta que, em Portugal, j&amp;aacute; se fazia uma cacha&amp;ccedil;a, chamada de bagaceira, de uvas. E a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o obtida da cana foi &lt;strong&gt;made in Brazil&lt;/strong&gt;. &amp;ldquo;Foi no Brasil que a cacha&amp;ccedil;a passou a ser obtida da cana-de-a&amp;ccedil;&amp;uacute;car, do caldo ou do mela&amp;ccedil;o&amp;rdquo;, pontua.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bebida de mil nomes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto &amp;agrave; nomenclatura, a criatividade popular impressiona. Pinga, branquinha, caninha, &amp;aacute;gua que passarinho n&amp;atilde;o bebe, m&amp;eacute;, marvada&amp;hellip; A aguardente nacional tem in&amp;uacute;meros apelidos, mas &lt;strong&gt;cacha&amp;ccedil;a &amp;eacute; o termo oficial&lt;/strong&gt;, inclusive utilizado para exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas n&amp;atilde;o h&amp;aacute; consenso sobre o porqu&amp;ecirc; da nomenclatura.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Sua origem permanece envolta em teorias&amp;rdquo;, observa Lacerda. &amp;ldquo;Uma das mais aceitas sugere que o termo se referia, inicialmente, &amp;agrave; espuma formada durante a fervura do caldo de cana nos tachos dos engenhos. Essa espuma fermentava naturalmente e era consumida, principalmente, por pessoas escravizadas, que notavam seus efeitos alco&amp;oacute;licos&amp;rdquo;, detalha. Com o tempo, o nome passou tamb&amp;eacute;m a designar o l&amp;iacute;quido destilado obtido no processo. &amp;ldquo;E assim nasceu a palavra que at&amp;eacute; hoje batiza uma das bebidas mais emblem&amp;aacute;ticas do Brasil&amp;rdquo;, conta o professor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; uma &lt;strong&gt;diferen&amp;ccedil;a t&amp;eacute;cnica entre cacha&amp;ccedil;a e aguardente &amp;mdash; n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o termos sin&amp;ocirc;nimos&lt;/strong&gt;. Na verdade, toda cacha&amp;ccedil;a &amp;eacute; uma aguardente &amp;mdash; mas o contr&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o &amp;eacute; correto. Segundo o Minist&amp;eacute;rio da Agricultura e Pecu&amp;aacute;ria, cacha&amp;ccedil;a &amp;eacute; uma aguardente feita de cana-de-a&amp;ccedil;&amp;uacute;car, e aguardente &amp;eacute; o nome dado a qualquer destilado de origem vegetal com teor alco&amp;oacute;lico entre 38% e 54%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Oficialmente, cacha&amp;ccedil;a &amp;eacute; o nome exclusivo da aguardente de cana produzida no Brasil, a partir do caldo fresco da cana, com teor alco&amp;oacute;lico entre 38% e 48%. &amp;ldquo;&amp;Eacute; um produto com identidade e regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;oacute;prias, reconhecido oficialmente pelo Minist&amp;eacute;rio da Agricultura. Em outras palavras, &lt;strong&gt;se for de cana, feita no Brasil e seguir as regras, &amp;eacute; cacha&amp;ccedil;a. Caso contr&amp;aacute;rio, &amp;eacute; apenas aguardente de cana&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;, sintetiza Lacerda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pelo produto nacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma bebida t&amp;atilde;o importante que chegou at&amp;eacute; a motivar um motim popular. &lt;strong&gt;Em 1660, o Rio de Janeiro viveu a Revolta da Cacha&amp;ccedil;a&lt;/strong&gt;, uma rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o de produtores locais &amp;agrave; proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o imposta pela Coroa portuguesa de fabrica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e venda da bebida. &amp;ldquo;Na &amp;eacute;poca, a cacha&amp;ccedil;a j&amp;aacute; era muito consumida no Brasil, mas Portugal queria proteger o com&amp;eacute;rcio de bebidas como o vinho e a bagaceira, produzidas na metr&amp;oacute;pole e trazidas para a col&amp;ocirc;nia&amp;rdquo;, acrescenta o professor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o gerou a indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comerciantes e produtores, que viam na cacha&amp;ccedil;a uma importante fonte de renda. Apesar da repress&amp;atilde;o portuguesa ter sufocado o movimento, o evento mostrou a for&amp;ccedil;a dos interesses locais e, com o tempo, levou ao reconhecimento da cacha&amp;ccedil;a como parte da economia e da cultura brasileiras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ent&amp;atilde;o, um gole para o santo e sa&amp;uacute;de!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para saber mais:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Guia Mapa da Cacha&amp;ccedil;a, de Felipe Jannuzzi (Editora Senac S&amp;atilde;o Paulo, 2025).&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Mat&amp;eacute;ria originalmente publicada no site da&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://revistapb.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;Revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;A FecomercioSP acredita que a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprofundada &amp;eacute; um instrumento fundamental de qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do debate p&amp;uacute;blico sobre assuntos importantes n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para a classe empresarial, mas para toda a sociedade. &amp;Eacute; neste sentido que a entidade publica, bimestralmente, a Revista Problemas Brasileiros.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 26 Sep 2025 09:27:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item></channel></rss>
