<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Institucional - Editorial - FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticias/editorial/institucional</link><description>&lt;![CDATA[-]]</description><lastBuildDate>Thu, 14 May 2026 13:25:43 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Institucional - Editorial - FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticias/editorial/institucional</link><url>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Editorial]]</category><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Ives Gandra da Silva Martins: o jurista e o poeta]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/ives-gandra-da-silva-martins-o-jurista-e-o-poeta</link><description>&lt;![CDATA[Titular da Academia Paulista de Letras, construiu pontes entre a Justiça e a arte literária]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ives Gandra da Silva Martins é um dos homenageados da primeira temporada do projeto Notáveis&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;span style='caret-color: rgb(56, 57, 61); color: rgb(56, 57, 61); font-family: "Gotham Book", sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; display: inline !important; float: none;' id="isPasted"&gt;—&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;iniciativa dedicada a retratar as experiências, os valores, as memórias e a contribuição de quatro personalidades para as realidades socioeconômica, jurídica, cultural e intelectual brasileira. O projeto é uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;***&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ives Gandra da Silva Martins é advogado e professor universitário, com 44 títulos acadêmicos no Brasil e no exterior. Começou a carreira na área do Trabalho, em 1958, mas ganhou notoriedade como tributarista e constitucionalista. Conciliou as carreiras de advogado e professor universitário, além de escritor — sobretudo poeta. Dentre outras instituições, foi docente na Universidade Presbiteriana Mackenzie e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando menino, o pai, José da Silva Martins, cobrava 30 minutos diários de estudos morais. Depois disso, estava livre para brincar com os irmãos — João Carlos, José Eduardo e José Paulo — no espaçoso quintal da casa da Rua Rodrigues Alves, na Vila Mariana. Na juventude, foi um dos primeiros faixas-preta de caratê no Brasil. Não à toa, em 2012, recebeu uma homenagem do Japão, vinda da província de Okinawa, berço da arte marcial, por sua “antiguidade” na prática da modalidade que precisou abandonar a pedido da esposa, Ruth — uma vez que costumava, com certa frequência, chegar machucado em casa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aos 14 anos, começou a trabalhar com o pai, representante da empresa de perfumaria Roure, Bertrand &amp;amp; Justin Dupont. Quatro anos mais tarde, foi para Grasse, na França, onde passou quase um ano estudando perfumaria com um dos maiores especialistas do mundo, o professor Jean Carles. Nas folgas dos estudos, viajava para acompanhar o Festival de Cinema de Cannes. Em 1953, ano em que o filme brasileiro &lt;em&gt;O cangaceiro&lt;/em&gt; ficou em segundo lugar, conheceu astros como Gary Cooper, Clark Gable e Kirk Douglas, bem como o cineasta Jean Cocteau.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Direito, docência e vida pública&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao longo da vida, o jurista conviveu com personalidades e políticos do Brasil e do exterior. Em Portugal, na década de 1960, conheceu a aclamada cantora Amália Rodrigues e o primeiro-ministro António de Oliveira Salazar. Frequentava a residência do ex-presidente Jânio Quadros e é amigo dos ex-presidentes José Sarney e Michel Temer, figuras com quem compartilha o gosto pela literatura e pela poesia. Tem boa relação com os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Jair Bolsonaro. Assessorou informalmente os presidentes das Comissões e o relator da Constituinte de 1988, o então deputado federal Bernardo Cabral, com quem cultiva uma amizade até hoje.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A passagem pela política não durou muito tempo. Defensor do parlamentarismo, foi presidente do diretório paulista do Partido Libertador (PL) de 1962 a 1964. Conta que entrou na política “sem querer” e saiu “por querer”, entendendo que a publicação de artigos e a realização de palestras o levaram a uma atuação “quase política”. Foi sondado três vezes para ser ministro, mas não aceitou as propostas, pois considera que a áera não era a sua vocação, mas, sim, ser advogado e professor universitário, levando uma “vida comum”. “Eu sou muito mais educador e advogado. Como advogado, exercendo cidadania e como professor, educando as pessoas”, costuma dizer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Da tribuna à poesia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi amigo de Lygia Fagundes Telles, uma das maiores escritoras brasileiras, falecida em 2022, que apoiou a sua candidatura à presidência da Academia Paulista de Letras (APL) e não perdia os encontros comandados por Ives às quintas-feiras, no Largo do Arouche. Escreveu os primeiros versos aos 13 anos. Acumula livros e artigos publicados em 21 países, além de participar de 36 academias e 18 institutos. A que mais gosta é justamente a APL, na qual tomou posse em 1992 e presidiu entre 2005 e 2006. Atualmente membro da Comissão de Bibliografia, é dono da cadeira número 31, que tem como patrono Rangel Pestana. A produção literária, composta por 50 livros individualmente, 200 em coautoria e mil estudos, conta com publicações sobre Direito, religião, pensamento, ficção, poesia e até um livro infantil, intitulado &lt;em&gt;A lenda dos Quatro Reinos&lt;/em&gt;, escrito para os sete netos. Publicou com muitos dos ministros integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O amor pelo São Paulo Futebol Clube é uma das marcas do jurista. É conselheiro vitalício, sócio número 14 (desde 1943) e chegou a presidir o Conselho Consultivo em duas ocasiões. Em setembro de 2023, foi o primeiro a receber o Prêmio Laudo Natel, honraria que reconhece personalidades de destaque da comunidade tricolor. O neto Guilherme, que herdou a paixão pelo time e é o mais jovem conselheiro do clube, conta que o avô nem dorme quando o São Paulo perde. Além da paixão futebolística, é fã da série de ficção científica &lt;em&gt;Star Trek&lt;/em&gt; — tem todos os 700 episódios em DVD — e de seriados coreanos, também conhecidos como doramas, que assiste em companhia da filha Angela. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi casado por 62 anos com Ruth, além dos cinco de namoro, e tem seis filhos. Um deles é Ives Gandra da Silva Martins Filho, ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e ex-assessor especial da Casa Civil da Presidência da República entre 1997 e 1999, no governo FHC. O irmão João Carlos Martins tornou-se um renomado pianista e maestro, considerado por muitos o maior intérprete do gênio alemão Bach. Ambos conviveram com a pianista Guiomar Novaes, que ficou encantada ao ouvi-los tocar piano ainda jovens.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Após a morte de Ruth, em janeiro de 2021, aos 86 anos — por complicações da covid-19 —, tomou a decisão de transferir o comando do seu escritório, a Advocacia Gandra Martins, ao filho Rogério. Por influência da esposa, Ives virou católico praticante. O ritual religioso começa cedo, às 5h55, para dar tempo de fazer a oração particular antes da missa das 8h da igreja Nossa Senhora do Brasil. “Eu brinco que, das 5h55 às 9h, quando termina a missa, faço a minha dedicação plena a Deus. Daí já estou abastecido para o resto do dia”, diz.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, participa de conselhos profissionais e culturais, como o Conselho dos Notáveis da Escola do Comércio e o Conselho Superior de Direito da FecomercioSP, do qual é presidente. Criou, em 2021, uma conta na rede social Instagram, seu novo xodó, que já conta com mais de 500 mil seguidores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://notaveis.fecomercio.com.br/ives-gandra/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Leia o perfil completo de Ives Gandra Martins&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-active"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/3Hm6J0uH8q8?&amp;amp;feature=youtu.be&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Oct 2025 09:03:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[José Pastore: voz na formação social do Brasil]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/josepastore-voz-na-formacao-social-do-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Trajetória voltada ao desenvolvimento econômico e trabalhista foi determinante para compreender a classe média brasileira]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Jos&amp;eacute; Pastore &amp;eacute; um dos homenageados da primeira temporada do projeto Not&amp;aacute;veis &lt;span style='caret-color: rgb(56, 57, 61); color: rgb(56, 57, 61); font-family: "Gotham Book", sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; display: inline !important; float: none;' id="isPasted"&gt;&amp;mdash;&lt;/span&gt; iniciativa dedicada a retratar as experi&amp;ecirc;ncias, os valores, as mem&amp;oacute;rias e a contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quatro personalidades para as realidades socioecon&amp;ocirc;mica, jur&amp;iacute;dica, cultural e intelectual brasileira. O projeto &amp;eacute; uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;***&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Jos&amp;eacute; Pastore nasceu em 1935, no bairro da Lapa, em S&amp;atilde;o Paulo. Cresceu em uma casa geminada na Rua Isaac Annes, com os pais, Clemente e Adelina; a irm&amp;atilde;, Maria Cec&amp;iacute;lia; e a av&amp;oacute; Domingas. Pastore se conectou com a arte desde pequeno: o pai, cronista, contador, professor e entusiasta do teatro, promovia ensaios na sala da casa e tinha os filhos como auxiliares.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os av&amp;oacute;s, de origem italiana, foram presentes durante a sua inf&amp;acirc;ncia. Com o av&amp;ocirc; paterno, Vincenzo, que trabalhava nas f&amp;aacute;bricas Matarazzo, Pastore ca&amp;ccedil;ava codornas nas regi&amp;otilde;es rurais adjacentes a S&amp;atilde;o Paulo. A m&amp;atilde;e, Adelina, viveu at&amp;eacute; os cem anos: estudou pouco, at&amp;eacute; o terceiro ano prim&amp;aacute;rio, mas por compreender a import&amp;acirc;ncia de uma boa educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, era figura ativa na vida escolar dos filhos. Adelina era o polo afetivo e amoroso da fam&amp;iacute;lia e a quem Pastore, a irm&amp;atilde; e at&amp;eacute; os primos recorriam. &amp;ldquo;Filha de Maria&amp;rdquo;, foi muito devota e dedicada &amp;agrave; caridade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1942, Pastore ingressou no col&amp;eacute;gio Liceu Barbosa Lima, onde estudou durante tr&amp;ecirc;s anos. Cursou o gin&amp;aacute;sio no renomado Conselheiro Lafayette, col&amp;eacute;gio em que fez parte da orquestra de mesmo nome. Aos 11 anos, incentivado pelo tio, Humberto, tem as primeiras li&amp;ccedil;&amp;otilde;es de violino e passa a estudar o instrumento no conservat&amp;oacute;rio, onde ficou cerca de oito anos, passando por todos os cursos de teoria musical que o instituto oferecia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aos 16, participava de grupos musicais de renome na capital paulista. A Orquestra do Museu de Arte e a Orquestra Juvenil de S&amp;atilde;o Paulo tiveram a oportunidade de contar com Pastore na sua composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Nesse per&amp;iacute;odo, dividiu palco com m&amp;uacute;sicos respeitados, como os maestros J&amp;uacute;lio Medaglia e Isaac Karabtchevsky. Pastore tamb&amp;eacute;m tocava na igreja e em casamentos, rodando o Estado com apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Da m&amp;uacute;sica &amp;agrave; sociologia, sempre com o olhar para as pessoas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1955, finalizou o curso cient&amp;iacute;fico no Col&amp;eacute;gio Roosevelt e ingressou na Faculdade de Sa&amp;uacute;de P&amp;uacute;blica, mas n&amp;atilde;o demorou muito para se encantar com as ci&amp;ecirc;ncias sociais. O estudo das comunidades, a sociologia e a antropologia apresentadas no curso de Educador Sanit&amp;aacute;rio o levaram &amp;agrave; Escola de Sociologia e Pol&amp;iacute;tica de S&amp;atilde;o Paulo (FESPSP). N&amp;atilde;o satisfeito, ingressou, em 1961, na Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (USP) com o intuito de complementar a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o te&amp;oacute;rica na &amp;aacute;rea da Sociologia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O soci&amp;oacute;logo recebeu o t&amp;iacute;tulo de mestre em Ci&amp;ecirc;ncias Sociais pela FESPSP em 1963, com a tese &amp;ldquo;Rendimento escolar em S&amp;atilde;o Paulo: uma interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o sociol&amp;oacute;gica&amp;rdquo;, orientado pelo Prof. Dr. Bert Ellenbogen. No ano seguinte, incentivado pelo orientador, ingressou no PhD na Universidade de Wisconsin, em Madison, nos Estados Unidos. Anos mais tarde, com uma carreira consolidada na &amp;aacute;rea do Trabalho e reconhecida import&amp;acirc;ncia nas ci&amp;ecirc;ncias sociais, Pastore recebeu o t&amp;iacute;tulo de doutor &lt;em&gt;honoris causa&lt;/em&gt; pela mesma universidade que obteve o doutorado, em 1968.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pioneirismo acad&amp;ecirc;mico e impacto nas pol&amp;iacute;ticas do trabalho&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lecionou no curso de Filosofia na USP. A sua abordagem pouco usual da sociologia no Brasil, ligada a an&amp;aacute;lises num&amp;eacute;ricas e quantitativas, afastou-o das &amp;aacute;reas convencionais de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o acad&amp;ecirc;mica. Assim, &amp;nbsp;logo foi convidado a lecionar na Faculdade de Economia, Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Contabilidade e Atu&amp;aacute;ria da USP (FEA/USP). Em 1958, atuava como professor e pesquisador no Instituto de Pesquisas Econ&amp;ocirc;micas (IPE), lecionando disciplinas como Metodologia de Pesquisa e Sociologia Econ&amp;ocirc;mica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pastore foi pioneiro no entendimento de uma nova forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de classes no Brasil. Diferentemente do que era defendido pela elite intelectual da &amp;eacute;poca, uma divis&amp;atilde;o do s&amp;eacute;culo 20 baseada em duas classes bem consolidadas &amp;mdash; burguesia e proletariado &amp;mdash;, o professor defende a ideia de um Brasil dividido em tr&amp;ecirc;s estratos sociais. A forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da classe m&amp;eacute;dia, muito bem notada por ele, foi motivo de discuss&amp;otilde;es no campo sociol&amp;oacute;gico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na d&amp;eacute;cada de 1970, participou do Projeto de la Cuenca del Guadalquivir, na Espanha, organizado pela Food and Agriculture Organization (FAO), bra&amp;ccedil;o da ONU para a agricultura. O projeto visava &amp;agrave; reestrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o sustent&amp;aacute;vel da terra na regi&amp;atilde;o (at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o des&amp;eacute;rtica) do Rio Guadalquivir. Pastore foi respons&amp;aacute;vel por estruturar um desenho da regi&amp;atilde;o que fosse &amp;mdash; a pedido do governo espanhol e das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas &amp;mdash; socialmente democr&amp;aacute;tico. Em 2024, retornou ao munic&amp;iacute;pio de Almonte com a fam&amp;iacute;lia para contemplar o sucesso do trabalho no territ&amp;oacute;rio, muito baseado na fruticultura. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;Em 1972, participou diretamente da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&amp;aacute;ria (Embrapa), vinculada ao Minist&amp;eacute;rio da Agricultura, que teve import&amp;acirc;ncia &amp;iacute;mpar no desenvolvimento da Agropecu&amp;aacute;ria nacional. No ano seguinte, o soci&amp;oacute;logo tamb&amp;eacute;m teve papel preponderante na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Instituto de Pesquisas Econ&amp;ocirc;micas (Fipe). O projeto foi um importante vetor para a &amp;nbsp;forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional dos mais importantes nomes da economia nacional no per&amp;iacute;odo. Em 1977, tornou-se professor titular na FEA/USP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pastore sempre cultiva hist&amp;oacute;rias, amizades e rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;Eacute; marido de Wilma, pai de tr&amp;ecirc;s filhos &amp;mdash; Jos&amp;eacute; Eduardo, Silvia Cristina e Ana Cl&amp;aacute;udia &amp;mdash; e av&amp;ocirc; de tr&amp;ecirc;s netos. Um intelectual verdadeiramente brasileiro, com o foco voltado para os desenvolvimentos social e trabalhista do Pa&amp;iacute;s. Ocupante da cadeira 29 da Academia Paulista de Letras (APL), que tomou posse em 2004, o soci&amp;oacute;logo &amp;eacute; um entusiasta das artes, ligado &amp;agrave; literatura, ao teatro e, principalmente, &amp;agrave; m&amp;uacute;sica, paix&amp;atilde;o que o levou ao Conselho da Orquestra Sinf&amp;ocirc;nica de S&amp;atilde;o Paulo (Osesp) e ao Conselho de Desenvolvimento do Instituto Baccarelli. Hoje, aos 90 anos, &amp;eacute; presidente do Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho da FecomercioSP e segue sendo refer&amp;ecirc;ncia em pesquisas acerca da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o capital e labor.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://notaveis.fecomercio.com.br/jose-pastore/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Leia o perfil completo de Jos&amp;eacute; Pastore&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/FDkdeAcHjDg?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Oct 2025 08:59:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[José Goldemberg: referência global em energia]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/jose-goldemberg-referencia-global-em-energia</link><description>&lt;![CDATA[Físico levou o potencial sustentável do Brasil ao mundo — das salas de aula à histórica Rio‑92]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;José Goldemberg&lt;/em&gt; &lt;em&gt;é um dos homenageados da primeira temporada do projeto Notáveis &lt;span style='caret-color: rgb(56, 57, 61); color: rgb(56, 57, 61); font-family: "Gotham Book", sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; display: inline !important; float: none;' id="isPasted"&gt;—&amp;nbsp;&lt;/span&gt;iniciativa dedicada a retratar as experiências, os valores, as memórias e a contribuição de quatro personalidades para as realidades socioeconômica, jurídica, cultural e intelectual brasileira. &lt;em id="isPasted"&gt;O projeto é uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;***&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;José Goldemberg é físico, professor e administrador gaúcho, reconhecido internacionalmente pela contribuição nas áreas de Energia Nuclear e Meio Ambiente. Goldemberg nasceu em 1928, no município de Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, filho de imigrantes da Bessarábia, antigo Império Russo. O físico é presidente do Conselho de Sustentabilidade e do Comitê de Energia da FecomercioSP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De infância humilde, Goldemberg passou grande parte da juventude com o pai, Jacob, e as três irmãs, Anita, Fani e Rosa, que cuidaram dele após a morte prematura da mãe, Bertha.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudança para Porto Alegre quando ainda era criança foi uma tentativa de progresso na qualidade de vida e nas oportunidades. Na cidade grande, Goldemberg estreitou laços com os estudos, no tradicional Colégio Júlio de Castilhos. Incentivado pelos professores, o estudante ruma à São Paulo acompanhado da família, com o intuito de ingressar na Universidade de São Paulo (USP). Em 1947, foi aprovado no curso de Física — os porquês sempre lhe interessaram.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda na graduação, destacou-se como um exímio — e jovem — cientista, que questionava os métodos utilizados pelos colegas na área de Energia Nuclear. O Betatron foi o seu primeiro contato com um acelerador de partículas, aparelho fonte de trabalho de importantes físicos, como Marcello Damy e Oscar Sala. Indicado por David Bohr, Goldemberg passa a estudar com o mesmo modelo acelerador na Universidade de Saskatchewan, no Canadá. Em 1953, o físico volta ao Brasil e logo se integra ao programa de doutorado da USP, tornando-se um dos primeiros a obter o título na universidade. No ano seguinte, 1954, Goldemberg inicia a livre docência na mesma universidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1961, é convidado pela Universidade Stanford, nos Estados Unidos, para pesquisar em um acelerador linear. O profícuo contrato de dois anos resultou na publicação de cerca de dez trabalhos nas melhores revistas científicas do país norte-americano. Nos anos seguintes, foi convidado a lecionar na renomada Universidade de Paris. A passagem foi curta: o agravamento do estado de saúde da esposa, Penina, levou o físico de volta ao Brasil. Penina Goldemberg faleceu pouco depois da chegada ao país.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo da Energia Nuclear, mostra-se veementemente contra a utilização da área para fins não pacíficos. Durante a ditadura, foi um nome de peso contra a importação de tecnologia alemã e o processo de enriquecimento de urânio, articulados pelos militares. A política do então presidente Ernesto Geisel, criticada por Goldemberg e projetada com apoio alemão, além de não valorizar a ciência e os cientistas nacionais, tinha como objetivo final a produção de armas de destruição em massa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entre a ciência e a resistência&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Goldemberg viveu momentos de muita incerteza durante a ditadura brasileira. Ele acredita não ter sido preso e torturado justamente por ser um nome fundamental na questão nuclear no Brasil, área de interesse dos militares. Apesar da relevância pública, o seu nome não deixou de ser vigiado de perto pelo Sistema Nacional de Informações (SNI).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a prisão do filho, Clóvis, o professor se viu enfrentando diretamente essa opressão. Na busca por ele, recorreu ao suporte da comunidade acadêmica, assim como ao então reitor da USP, Orlando Marques de Paiva, que facilitou o acesso de Goldemberg à localização de Clóvis. O processo envolvendo a prisão tramitou por cerca de um ano, e, nesse ínterim, os estudantes envolvidos em uma suposta palestra comunista nas instalações do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) foram expulsos da instituição e realocados na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Clóvis e José Goldemberg estavam sendo continuamente investigados pelo regime — pilhas de supostas contravenções foram apresentadas ao professor durante o processo, que reagiu com tranquilidade ao saber da vigilância.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Gestão pública e Rio‑92&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A partir dos anos 1980, Goldemberg dedicou-se à administração pública, marcando presença em cargos de notoriedade. Entre 1982 e 1985, foi presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e membro do conselho da Eletrobras; entre 1986 e 1990, exerceu o papel de reitor da Universidade de São Paulo (USP), reformando o estatuto da instituição. No ano de 1981, foi nomeado como presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mas teve a posse vetada pelo SNI. Em 2015, ocupou a presidência da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp), deixando o cargo em 2018.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o governo Collor (1990–1992), ficou à frente do Ministério da Educação, do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Secretaria Nacional do Meio Ambiente, sendo um importante conselheiro do presidente. Goldemberg foi um dos responsáveis pela organização da histórica Rio-92, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Entre 2002 e 2006, Goldemberg foi Secretário do Meio Ambiente do estado de São Paulo durante a gestão de Geraldo Alckmin.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre diversos prêmios e posições de prestígio, foi eleito, em 2007, pela revista Time como um dos 13 Heróis do Meio Ambiente na categoria Líderes e Visionários. O físico também carrega o título de doutor honoris causa pelo Instituto de Tecnologia de Israel (Technion), assim como uma cátedra com o seu nome na Universidade de Tel Aviv. Em 1995, recebe a Grã-Cruz Ordem Nacional do Mérito Científico, e no mesmo ano, torna-se membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Goldemberg é casado com Tereza, pai de quatro filhos e avô de cinco netos. Hoje, aos 97 anos, continua ativo no Conselho de Sustentabilidade e no Comitê de Energia da FecomercioSP. É professor emérito na USP e segue sendo referência em assuntos como energia sustentável. A sua vida é cercada de episódios marcantes, tanto para a vida pessoal quanto para a história nacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://notaveis.fecomercio.com.br/jose-goldemberg/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Leia o perfil completo de José Goldemberg&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/HCYo7lHcscc?&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Oct 2025 08:44:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Abram Szajman: liderança e representatividade ]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/abram-szajman-lideranca-e-representatividade</link><description>&lt;![CDATA[De oficina no Bom Retiro à presidência da FecomercioSP, Szajman modernizou os serviços prestados pelo Sesc e pelo Senac ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Abram Szajman é um dos homenageados da primeira temporada do projeto Notáveis &lt;span style='caret-color: rgb(56, 57, 61); color: rgb(56, 57, 61); font-family: "Gotham Book", sans-serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration: none; display: inline !important; float: none;' id="isPasted"&gt;—&lt;/span&gt; iniciativa dedicada a retratar as experiências, os valores, as memórias e a contribuição de quatro personalidades para as realidades socioeconômica, jurídica, cultural e intelectual brasileira. &lt;em id="isPasted"&gt;O projeto é uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;***&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Presidente da FecomercioSP desde 1984, Abram Szajman é considerado um dos homens de negócios mais bem-sucedidos do País. Fundador da Vale Refeição (VR), empresa que liderou o mercado e virou referência no segmento de refeições conveniadas, é um dos principais interlocutores dos setores de Comércio, Serviços e Turismo. Crítico dos rumos político-econômicos do Brasil, defende medidas para um ambiente de negócios mais favorável à geração de empregos e renda.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os pais, judeus poloneses, vieram do Leste Europeu para o Brasil em 1933 e se instalaram no Bom Retiro, onde Abram nasceu, em 20 de julho de 1939. A infância foi pobre — o pai trabalhava com costura de roupas —, mas o garoto cresceu respirando a atmosfera multicultural do bairro paulistano, próximo à Estação da Luz, conhecido por receber imigrantes e receptivo para o desenvolvimento de atividades comerciais. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Menino de uma família simples, jogava futebol com bola de meia nas ruas, algumas ainda de terra. Na adolescência, gostava de frequentar o cinema e o teatro, além do Estádio do Pacaembu para ver os jogos do Corinthians. Aos dez anos, após concluir o curso primário no Grupo Escolar Prudente de Moraes, colégio público situado no Jardim da Luz, começa a trabalhar como office-boy na loja do tio, Isaac Kupfer, uma malharia na Rua Ribeiro de Lima. Aos poucos, passa a atender a clientela e, com o tempo, vira uma espécie de “faz-tudo” do estabelecimento. Conforme aprende as coisas com o tio e avança no estudo de técnicas comerciais, utiliza os novos conhecimentos para ajudar o pai, à noite, a organizar melhor a pequena oficina de confecções que mantinha no porão de casa. Os anos de trabalho na empresa familiar foram um aprendizado para, mais tarde, criar o próprio negócio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fez o curso comercial básico na Escola de Comércio Tiradentes, no Bom Retiro. Em 1957, concluiu o curso técnico em Contabilidade na Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), no Largo São Francisco. Passa, então, a se interessar por temas ligados ao Direito — especialmente o sistema tributário —, à legislação e à contabilidade bancária.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Casa-se com Cecília, que conhecera no Guarujá, litoral de São Paulo, em 8 de setembro de 1968. O primeiro filho, Claudio, nasceu em 1969; o segundo, André, em 1971; e Carla, em 1974. Abram mantinha uma intensa jornada de trabalho na Eneri, empresa do ramo têxtil, à qual acrescentara a atividade sindical. Em 1968, filia-se ao sindicato patronal do setor em que atuava e também ao Centro do Comércio do Estado de São Paulo. A atuação nessas organizações leva-o a postos de direção e à indicação para o Conselho de Representantes da FecomercioSP. Em 1969, é eleito para o Conselho do Senac, e em 1972, para o Conselho do Sesc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Modernizações do Sesc e do Senac&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Torna-se o diretor mais assíduo da Federação. A partir de 1971, ocupa sucessivamente os cargos de tesoureiro, vice-presidente e presidente, reeleito desde 1984. A posse como presidente reuniu mais de 3 mil pessoas, dentre elas o então presidente da República, João Baptista Figueiredo. Durante o tempo em que ocupou a Tesouraria, consolidou o seu prestígio interno como homem de decisões firmes, discreto e aberto ao diálogo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Logo que assume a presidência, põe em prática um plano de emergência para a reestruturação das entidades. No Senac, foram realizadas as reconstruções financeira, administrativa e programática, acompanhando a evolução tecnológica. A entidade foi uma das primeiras a oferecer curso de informática em São Paulo. No Sesc, dinamizou o programa de expansão física e de diversificação de suas atividades, que passava do trabalho tradicional, baseado nos centros sociais, para a criação de um número maior de centros culturais e desportivos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma das suas principais qualidades é a habilidade para congregar mentes notáveis. A consolidação de Danilo Santos de Miranda, Luiz Francisco de Assis Salgado e Antonio Carlos Borges — à frente do Sesc, do Senac e da FecomercioSP, respectivamente — foi reconhecida como fundamental para o sucesso das três instituições. O empresário é conhecido pelo hábito de ouvir opiniões e pela coragem de tomar decisões e assumir o ônus, além do pragmatismo de delegar e da responsabilidade de cobrar. Tem gosto pelo trabalho intenso e prazer pela realização. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reconhecimento nacional e transformação da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O trabalho realizado à frente das entidades do Comércio projeta Abram nacionalmente. Em 1988, é cogitado como candidato a prefeito de São Paulo. Em 1992, o então prefeito Paulo Maluf anuncia Szajman como futuro secretário da Administração. O empresário, no entanto, enxerga um conflito de interesses e não assume o cargo — a VR era fornecedora da prefeitura. Corinthiano desde a infância no Bom Retiro, em 2002 o seu nome é cogitado para a presidência do clube.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2004, decorridas mais de seis décadas de sua fundação (em 1938), a FecomercioSP passa a ter sede própria. Com cinco andares, o prédio foi erguido na Bela Vista, ao lado da Avenida Paulista. O Sesc amplia as atividades de cultura, esportes e lazer, enquanto o Senac estende amplamente a área de atuação na formação profissional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde que assumiu a presidência da FecomercioSP, liderou transformações de grande impacto socioeconômico. Pragmático, estruturou um modelo de administração que permitiu o aprimoramento dos serviços prestados pela Federação, pelo Sesc e pelo Senac. Trabalhou para a evolução patrimonial da FecomercioSP e para que a Entidade não dependesse exclusivamente da contribuição obrigatória, passando a desenvolver trabalhos nos campos da pesquisa econômica e na divulgação do conhecimento técnico, além de outros serviços que envolvem a atividade comercial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A abordagem aberta a novas tecnologias e metodologias de ensino tornou o Senac modelo no campo da educação voltada para o trabalho. Graças a uma profunda reestruturação executada ainda nos anos de 1980, ao longo de quatro décadas, a rede aumentou de 22 para 63 unidades educacionais, três campi universitários e dois hotéis-escola. A oferta contínua de ensino de excelência e um programa de gratuidade possibilitaram a marca de mais de 10 milhões de atendimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A estratégia adotada no Sesc foi a de levar as unidades para perto das casas das pessoas, cuja maioria não era atendida por políticas públicas eficazes. O plano de oferecer a oportunidade de crescimento pessoal, participação social e acesso aos bens culturais conferiu ao Sesc um salto de 9 para 43 unidades operacionais. Nos próximos anos, mais 12 serão inauguradas, além de reformas e ampliações. O caráter socioeducativo das ações do Sesc é, hoje, reconhecido como essencial nas promoções do bem-estar e da qualidade de vida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O plano estratégico de expansão visa tanto levar novas unidades para as periferias — por exemplo, para os bairros de São Miguel Paulista, no extremo leste, e Campo Limpo, na zona sul — como recuperar prédios tombados por órgãos de preservação dos patrimônios histórico e artístico, sobretudo na região central, devolvendo-os à população. É o caso do tradicional Edifício João Brícola, em frente ao Theatro Municipal, nova sede administrativa da instituição.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a gestão de Abram, houve a afirmação da imagem, da credibilidade e da reputação da FecomercioSP, que foi elevada a um outro patamar e passou a ser mais reconhecida perante imprensa, empresários e opinião pública. Além do trabalho de representação empresarial, a Federação passou a ser referência para posicionamentos relevantes em relação aos rumos que o País tomava nas áreas Econômica e Social.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Legado, vida pessoal e atuação social&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Szajman tem sido um contundente apoiador da modernização do Estado. Defendeu os princípios da economia de mercado, a liberdade para empreender, a simplificação tributária, a redução da burocracia, a abertura comercial, o tratamento diferenciado às Pequenas e Médias Empresas (PMEs), a modernização das leis trabalhistas (preservando direitos e garantias) e uma agenda de reformas estruturais focadas em mais eficiência estatal e melhoria dos serviços públicos. Sob a sua condução, a FecomercioSP incumbiu-se de uma agenda de pleitos fundamentais para o ambiente de negócios, contribuindo para a formulação da Constituição de 1988; a elaboração da Lei Geral da Pequena Empresa; as criações do Simples Nacional, do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD); a extinção da CPMF; e as reformas da Previdência e Tributária.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi o primeiro empresário a presidir o Sebrae-SP desde que o órgão fora desvinculado da administração pública, no início da década de 1990. Abram assumiu uma entidade em sérias dificuldades financeiras e promoveu as organizações administrativa e operacional e a expansão dos pontos de atendimento. Por sua iniciativa, as primeiras unidades com programas de capacitação técnica foram levadas ao interior paulista para apoiar micro e pequenos empresários não apenas do Comércio e dos Serviços, mas também da Indústria e do Agronegócio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A despeito de todo o tempo dedicado à FecomercioSP, a vida empresarial prosseguiu e continuou intensa. Como empresário, atuou no ramo imobiliário e no setor de Turismo. A VR Benefícios foi criada em 1977, a partir da instituição do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O começo foi difícil, em um mercado bastante competitivo e dominado pela gigante Ticket. A empresa, que tinha três funcionários e ocupava apenas dois pequenos conjuntos de salas na Avenida Paulista, atualmente fornece mais de 3 milhões de refeições por dia. Desde 2003, as grandes decisões do Grupo VR são tomadas por um conselho familiar. Abram passou aos filhos as principais funções executivas no grupo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Homem de hábitos simples e metódico, aos domingos lê os dois principais jornais e revistas. Não se considera uma pessoa religiosa, mas vai à sinagoga, respeitando as datas e as celebrações judaicas para manter as tradições e preservá-las na família — que, aliás, cresceu. Hoje são dez netos, uma formada em história na Penn University, um fazendo Economia em Boston e outro tentando o vestibular do Insper.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O empresário apoia, financeiramente ou com trabalho, diversas instituições assistenciais e filantrópicas — mas procura agir de maneira discreta. Participa de conselhos como o do Hospital Israelita Albert Einstein e do Incor. Foi um dos fundadores do Instituto São Paulo Contra a Violência e aceitou convite da Anistia Internacional para ser, no Brasil, um ativista dos direitos humanos. Tornou-se benemérito da Casa Hope, uma ONG do segmento oncológico, e foi presidente da Casa de Cultura de Israel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2024, encampou novas mudanças na FecomercioSP. A Entidade inaugurou uma nova sede, na região da Faria Lima, “coração financeiro” da cidade. Pensado para oferecer comodidade e bom atendimento às mais de 130 entidades sindicais patronais filiadas e à classe empresarial, o novo prédio dispõe de moderna infraestrutura tecnológica e reflete a conexão da Federação com as práticas atuais do mercado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="line-height: 1.38; margin-top: 12pt; margin-bottom: 10pt;"&gt;&lt;a href="https://notaveis.fecomercio.com.br/abram-szajman/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Leia o perfil completo de Abram Szajman&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="line-height: 1.38; margin-top: 12pt; margin-bottom: 10pt;"&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/0GDzwL4mYec?&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Oct 2025 08:39:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Inovação e governo digital: o futuro da gestão pública no Brasil]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/inovacao-e-governo-digital-o-futuro-da-gestao-publica-no-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Tema integra o livro ‘UM BRASIL 11 – Modernização do Estado’, que discute caminhos para impulsionar o Brasil, ampliando a eficiência dos serviços públicos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;' id="isPasted"&gt;O Brasil convive historicamente com uma m&amp;aacute;quina p&amp;uacute;blica burocr&amp;aacute;tica, cara e pouco eficiente para quem empreende, trabalha e consome. &amp;Eacute; nesse cen&amp;aacute;rio que a&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; destaca a import&amp;acirc;ncia da simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processos como caminho para favorecer o desenvolvimento econ&amp;ocirc;mico. Esse panorama come&amp;ccedil;a a se alterar com o avan&amp;ccedil;o da transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital e a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novas tecnologias &amp;agrave; gest&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;A inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; um dos destaques da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;strong&gt;&amp;lsquo;UM BRASIL 11 &amp;ndash; Moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado&amp;rsquo;&lt;/strong&gt;, que re&amp;uacute;ne reflex&amp;otilde;es e propostas para tornar o setor p&amp;uacute;blico mais &amp;aacute;gil, transparente e pr&amp;oacute;ximo das necessidades da sociedade. O livro, que traz contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de especialistas de diversas &amp;aacute;reas e entrevistas realizadas pelo&amp;nbsp;&lt;a href="https://umbrasil.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Canal UM BRASIL&lt;/a&gt;, analisa entraves que ainda dificultam a gest&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Um dos exemplos &amp;eacute; apresentado pelo Mapa GovTech Brasil 2024, elaborado pelo&amp;nbsp;&lt;a href="https://brazillab.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;BrazilLAB&lt;/a&gt;. Existem hoje 338 programas de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o voltados para o setor p&amp;uacute;blico &amp;ndash; em 2019 eram apenas 20. A plataforma&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.gov.br/pt-br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Gov.br&lt;/a&gt;, que concentra 4,2 mil servi&amp;ccedil;os digitais e j&amp;aacute; alcan&amp;ccedil;a mais de 160 milh&amp;otilde;es de brasileiros, exemplifica como a tecnologia pode aproximar o cidad&amp;atilde;o do Estado, reduzindo custos e ampliando a qualidade das entregas. Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aponta que cada R$ 1 investido em digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode gerar uma economia de R$ 27 aos cofres p&amp;uacute;blicos.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Ainda assim, a expans&amp;atilde;o dessas iniciativas n&amp;atilde;o &amp;eacute; homog&amp;ecirc;nea. Estados e munic&amp;iacute;pios, que concentram grande parte das demandas da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, apresentam &amp;iacute;ndices mais baixos de digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o: apenas 44% das unidades federativas t&amp;ecirc;m estrat&amp;eacute;gias digitais definidas; entre as cidades, o porcentual cai para 28%.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/ce3711d84ef7c438ab11a27baedb386d2efcf7ea.jpg" style="width: 743px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Para enfrentar esse quadro, a FecomercioSP prop&amp;otilde;e medidas como a interoperabilidade das bases de dados p&amp;uacute;blicas, a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o do CNPJ como identificador &amp;uacute;nico e a digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de risco das atividades econ&amp;ocirc;micas, hoje dispersa em legisla&amp;ccedil;&amp;otilde;es municipais. O livro traz tamb&amp;eacute;m entrevista com Francisco Gaetani, secret&amp;aacute;rio extraordin&amp;aacute;rio para a Transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado, que ressalta a import&amp;acirc;ncia da qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica para lidar com os impasses contempor&amp;acirc;neos.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Para o secret&amp;aacute;rio, a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas tecnol&amp;oacute;gica, mas institucional e cultural. &amp;ldquo;O governo deve assegurar um bom ambiente de neg&amp;oacute;cios, acesso aos benef&amp;iacute;cios sociais, qualidade dos servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos e uma certa coes&amp;atilde;o social&amp;rdquo;, ressalta. O secret&amp;aacute;rio destaca ainda que modernizar o Estado passa por um reequil&amp;iacute;brio do papel do Executivo, atualmente fragilizado frente a outros poderes e inst&amp;acirc;ncias da sociedade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:normal;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;A colet&amp;acirc;nea aponta ainda que investir em inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o transforma a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre Estado e sociedade, promovendo servi&amp;ccedil;os mais acess&amp;iacute;veis, transparentes e eficientes. Um movimento essencial para consolidar o setor p&amp;uacute;blico como parte ativa das solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es nacionais.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:normal;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Quer entender os desafios e caminhos para modernizar o Estado e acelerar a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil? Baixe gratuitamente a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;a href="https://umbrasil.com/publicacoes/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&amp;lsquo;UM BRASIL #11 &amp;ndash; Moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado&amp;rsquo;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 01 Oct 2025 17:50:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[UM BRASIL #11]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Cachaça não é água não]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/cachaca-nao-e-agua-nao</link><description>&lt;![CDATA[Reconhecida como símbolo nacional, a origem da bebida se confunde com os primeiros capítulos da história do Brasil]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Em 1610, o navegador franc&amp;ecirc;s &lt;strong&gt;Fran&amp;ccedil;ois Pyrard de Laval&lt;/strong&gt; (1578-1621) esteve em Salvador, capital da Bahia, e escreveu: &amp;ldquo;Faz-se vinho com o suco da cana, que &amp;eacute; barato&amp;rdquo;. Quem conta essa hist&amp;oacute;ria &amp;eacute; o folclorista e historiador &lt;strong&gt;Lu&amp;iacute;s da C&amp;acirc;mara Cascudo (1898-1986), no livro Prel&amp;uacute;dio da cacha&amp;ccedil;a&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;(Instituto do A&amp;ccedil;&amp;uacute;car e do &amp;Aacute;lcool, 1968)&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fato &amp;eacute; que a bebida genuinamente nacional nada mais &amp;eacute; do que a aguardente feita com o insumo mais abundante nessas terras no in&amp;iacute;cio da coloniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a cana-de-a&amp;ccedil;&amp;uacute;car. Trata-se, portanto, da vers&amp;atilde;o brasileira dos destilados tradicionalmente produzidos na Europa com uvas &amp;mdash; como a &lt;strong&gt;grappa&lt;/strong&gt; italiana &amp;mdash;, outras frutas &amp;mdash; como pera e ma&amp;ccedil;&amp;atilde; &amp;mdash; ou cereais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A cacha&amp;ccedil;a &amp;eacute; uma bebida tipicamente brasileira, com uma trajet&amp;oacute;ria fascinante e repleta de curiosidades&amp;rdquo;, conta o &lt;strong&gt;engenheiro qu&amp;iacute;mico Luiz Gustavo Lacerda&lt;/strong&gt;, professor e pesquisador de alimentos na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). &amp;ldquo;Embora hoje seja reconhecida como um s&amp;iacute;mbolo nacional, sua origem se confunde com os primeiros cap&amp;iacute;tulos da hist&amp;oacute;ria do Brasil colonial&amp;rdquo;, acrescenta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A for&amp;ccedil;a dos canaviais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lacerda contextualiza. A &lt;strong&gt;bebida surgiu como um desdobramento da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;uacute;car&lt;/strong&gt; nos engenhos instalados pelos portugueses a partir da d&amp;eacute;cada de 1530, quando o cultivo da cana foi introduzido no territ&amp;oacute;rio colonial brasileiro. &amp;ldquo;Durante o processo de fabrica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do a&amp;ccedil;&amp;uacute;car, o caldo da cana, conhecido como garapa, era fervido e passava por uma etapa de cristaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, relata Lacerda. &amp;ldquo;Parte do mela&amp;ccedil;o, um subproduto mais espesso e escuro da cana, n&amp;atilde;o se cristalizava e acumulava-se no fundo das formas. Em vez de ser descartado, esse res&amp;iacute;duo passou a ser reaproveitado&amp;rdquo;, explica o professor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Lacerda, no in&amp;iacute;cio, esse mela&amp;ccedil;o era usado at&amp;eacute; como ra&amp;ccedil;&amp;atilde;o para porcos. Com o passar do tempo, ganhou destino mais nobre &amp;mdash; fermentado e destilado, se transformava em uma bebida alco&amp;oacute;lica forte e arom&amp;aacute;tica, a cacha&amp;ccedil;a. &amp;ldquo;O que come&amp;ccedil;ou como uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;aacute;tica para evitar desperd&amp;iacute;cios transformou-se em um dos s&amp;iacute;mbolos mais marcantes da identidade brasileira&amp;rdquo;, complementa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A mat&amp;eacute;ria-prima era abundante. O colonizador europeu tinha conhecimento da t&amp;eacute;cnica da destila&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/strong&gt; Resultado: a bebida passou a ser produzida de forma sistem&amp;aacute;tica. &amp;ldquo;Podemos afirmar, portanto, que a cacha&amp;ccedil;a &amp;eacute; uma inven&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira. Ou, mais precisamente, uma adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o local&amp;rdquo;, conclui Lacerda. &amp;ldquo;Assim como a &lt;strong&gt;grappa&lt;/strong&gt; italiana &amp;eacute; produzida do baga&amp;ccedil;o da uva, a cacha&amp;ccedil;a surgiu do aproveitamento dos res&amp;iacute;duos da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o do a&amp;ccedil;&amp;uacute;car&amp;rdquo;, explica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nada se perde, tudo se aproveita. Para o engenheiro, a compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre ambas as bebidas &amp;eacute; v&amp;aacute;lida, n&amp;atilde;o apenas pela l&amp;oacute;gica do reaproveitamento, como tamb&amp;eacute;m pela relev&amp;acirc;ncia cultural que ambas assumiram em seus pa&amp;iacute;ses de origem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C&amp;acirc;mara Cascudo tamb&amp;eacute;m concorda que a inven&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; brasileira.&lt;/strong&gt; Ele salienta que, em Portugal, j&amp;aacute; se fazia uma cacha&amp;ccedil;a, chamada de bagaceira, de uvas. E a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o obtida da cana foi &lt;strong&gt;made in Brazil&lt;/strong&gt;. &amp;ldquo;Foi no Brasil que a cacha&amp;ccedil;a passou a ser obtida da cana-de-a&amp;ccedil;&amp;uacute;car, do caldo ou do mela&amp;ccedil;o&amp;rdquo;, pontua.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bebida de mil nomes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto &amp;agrave; nomenclatura, a criatividade popular impressiona. Pinga, branquinha, caninha, &amp;aacute;gua que passarinho n&amp;atilde;o bebe, m&amp;eacute;, marvada&amp;hellip; A aguardente nacional tem in&amp;uacute;meros apelidos, mas &lt;strong&gt;cacha&amp;ccedil;a &amp;eacute; o termo oficial&lt;/strong&gt;, inclusive utilizado para exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas n&amp;atilde;o h&amp;aacute; consenso sobre o porqu&amp;ecirc; da nomenclatura.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Sua origem permanece envolta em teorias&amp;rdquo;, observa Lacerda. &amp;ldquo;Uma das mais aceitas sugere que o termo se referia, inicialmente, &amp;agrave; espuma formada durante a fervura do caldo de cana nos tachos dos engenhos. Essa espuma fermentava naturalmente e era consumida, principalmente, por pessoas escravizadas, que notavam seus efeitos alco&amp;oacute;licos&amp;rdquo;, detalha. Com o tempo, o nome passou tamb&amp;eacute;m a designar o l&amp;iacute;quido destilado obtido no processo. &amp;ldquo;E assim nasceu a palavra que at&amp;eacute; hoje batiza uma das bebidas mais emblem&amp;aacute;ticas do Brasil&amp;rdquo;, conta o professor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; uma &lt;strong&gt;diferen&amp;ccedil;a t&amp;eacute;cnica entre cacha&amp;ccedil;a e aguardente &amp;mdash; n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o termos sin&amp;ocirc;nimos&lt;/strong&gt;. Na verdade, toda cacha&amp;ccedil;a &amp;eacute; uma aguardente &amp;mdash; mas o contr&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o &amp;eacute; correto. Segundo o Minist&amp;eacute;rio da Agricultura e Pecu&amp;aacute;ria, cacha&amp;ccedil;a &amp;eacute; uma aguardente feita de cana-de-a&amp;ccedil;&amp;uacute;car, e aguardente &amp;eacute; o nome dado a qualquer destilado de origem vegetal com teor alco&amp;oacute;lico entre 38% e 54%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Oficialmente, cacha&amp;ccedil;a &amp;eacute; o nome exclusivo da aguardente de cana produzida no Brasil, a partir do caldo fresco da cana, com teor alco&amp;oacute;lico entre 38% e 48%. &amp;ldquo;&amp;Eacute; um produto com identidade e regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;oacute;prias, reconhecido oficialmente pelo Minist&amp;eacute;rio da Agricultura. Em outras palavras, &lt;strong&gt;se for de cana, feita no Brasil e seguir as regras, &amp;eacute; cacha&amp;ccedil;a. Caso contr&amp;aacute;rio, &amp;eacute; apenas aguardente de cana&lt;/strong&gt;&amp;rdquo;, sintetiza Lacerda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pelo produto nacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma bebida t&amp;atilde;o importante que chegou at&amp;eacute; a motivar um motim popular. &lt;strong&gt;Em 1660, o Rio de Janeiro viveu a Revolta da Cacha&amp;ccedil;a&lt;/strong&gt;, uma rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o de produtores locais &amp;agrave; proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o imposta pela Coroa portuguesa de fabrica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e venda da bebida. &amp;ldquo;Na &amp;eacute;poca, a cacha&amp;ccedil;a j&amp;aacute; era muito consumida no Brasil, mas Portugal queria proteger o com&amp;eacute;rcio de bebidas como o vinho e a bagaceira, produzidas na metr&amp;oacute;pole e trazidas para a col&amp;ocirc;nia&amp;rdquo;, acrescenta o professor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o gerou a indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comerciantes e produtores, que viam na cacha&amp;ccedil;a uma importante fonte de renda. Apesar da repress&amp;atilde;o portuguesa ter sufocado o movimento, o evento mostrou a for&amp;ccedil;a dos interesses locais e, com o tempo, levou ao reconhecimento da cacha&amp;ccedil;a como parte da economia e da cultura brasileiras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ent&amp;atilde;o, um gole para o santo e sa&amp;uacute;de!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para saber mais:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Guia Mapa da Cacha&amp;ccedil;a, de Felipe Jannuzzi (Editora Senac S&amp;atilde;o Paulo, 2025).&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Mat&amp;eacute;ria originalmente publicada no site da&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://revistapb.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;Revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;A FecomercioSP acredita que a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprofundada &amp;eacute; um instrumento fundamental de qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do debate p&amp;uacute;blico sobre assuntos importantes n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para a classe empresarial, mas para toda a sociedade. &amp;Eacute; neste sentido que a entidade publica, bimestralmente, a Revista Problemas Brasileiros.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 26 Sep 2025 09:27:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP reúne juristas de peso em lançamento do livro ‘A Constituição e a Liberdade’]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-reune-juristas-de-peso-em-lancamento-de-livro-a-constituicao-e-a-liberdade</link><description>&lt;![CDATA[A obra em homenagem a Ives Gandra Martins, presidente do Conselho Superior de Direito, é composta de 42 artigos de intelectuais de diversas áreas]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;' id="isPasted"&gt;A reuni&amp;atilde;o de setembro do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-superior-de-direito" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho Superior de Direito&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; foi palco do lan&amp;ccedil;amento do livro &amp;#39;A Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a Liberdade: uma homenagem ao professor Ives Gandra Martins&amp;#39;, organizado pelo jurista Modesto Carvalhosa e publicado por Luciano de Castro, professor titular no Departamento de Economia da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Al&amp;eacute;m dos membros do conselho, presidido por Gandra Martins, estiveram no evento juristas de renome, ex-ministros, parlamentares e jornalistas. &amp;ldquo;Ter o Dr. Ives &amp;agrave; frente deste conselho &amp;eacute; motivo de orgulho para n&amp;oacute;s. A sua trajet&amp;oacute;ria &amp;eacute; exemplo de integridade e compromisso com a democracia&amp;rdquo;, afirmou Ivo Dall&amp;rsquo;Acqua J&amp;uacute;nior, presidente em exerc&amp;iacute;cio da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em suas palavras de abertura.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Tamb&amp;eacute;m presente, a vereadora Edir Sales compareceu como portadora de l&amp;aacute;urea concedida pela C&amp;acirc;mara Municipal. &amp;ldquo;O lan&amp;ccedil;amento da obra &amp;lsquo;A Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a Liberdade&amp;rsquo; &amp;eacute; uma iniciativa louv&amp;aacute;vel e de grande relev&amp;acirc;ncia para o cen&amp;aacute;rio jur&amp;iacute;dico e intelectual brasileiro. A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o apenas celebra a trajet&amp;oacute;ria do professor Ives Gandra, como ainda contribui para o fortalecimento do Estado de direito&amp;rdquo;, ressaltou ela.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;[EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;O livro &amp;eacute; uma colet&amp;acirc;nea de 42 artigos de 54 autores de diferentes &amp;aacute;reas do saber, muitos deles presentes na ocasi&amp;atilde;o. Divididos em dois pain&amp;eacute;is, os convidados destacaram n&amp;atilde;o apenas a obra acad&amp;ecirc;mica e jur&amp;iacute;dica de Gandra, mas tamb&amp;eacute;m o dever c&amp;iacute;vico que sempre norteou a sua vida p&amp;uacute;blica. &amp;ldquo;O seu pensamento ajuda a formar a nossa opini&amp;atilde;o. Que seus princ&amp;iacute;pios continuem a orientar o Brasil em dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o a um futuro mais justo e plural&amp;rdquo;, destacou Dall&amp;rsquo;Acqua J&amp;uacute;nior.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Mesas de debate&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;A diversidade das contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es enriqueceu o debate, que contou com dois pain&amp;eacute;is compostos por juristas e personalidades do meio acad&amp;ecirc;mico e pol&amp;iacute;tico.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Mediada pela apresentadora do programa &lt;strong&gt;Oeste Sem Filtro&lt;/strong&gt;, Paula Leal, a primeira mesa reuniu Gandra, Dall&amp;rsquo;Acqua, Carvalhosa e Castro, al&amp;eacute;m do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragan&amp;ccedil;a e do Dr. Andr&amp;eacute; Marsiglia.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Da segunda mesa, mediados por Lucas Berlanza, diretor-presidente do Instituto Liberal, participaram Gandra, Carvalhosa, Castro, e o Dr. Thiago Pavinatto, a Dra. Angela Vidal Gandra da Silva Martins, o Dr. Almir Pazzianotto Pinto, o Dr. Paulo Rabello de Castro e o Prof. Manoel Gon&amp;ccedil;alves Ferreira Filho.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Liberdade como valor civilizat&amp;oacute;rio&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;As palestras acompanharam o conte&amp;uacute;do dos artigos reunidos no livro, abordando n&amp;atilde;o apenas o conceito abstrato, mas a realidade concreta a ser exercida e preservada nos diferentes &amp;acirc;mbitos da vida social. A reuni&amp;atilde;o assumiu o car&amp;aacute;ter de an&amp;aacute;lise cr&amp;iacute;tica e aprofundada sobre os rumos da liberdade, em todas as suas dimens&amp;otilde;es, no Brasil contempor&amp;acirc;neo. &amp;rdquo;Em uma democracia, &amp;eacute; preciso usar as palavras para defender ideias. A liberdade de express&amp;atilde;o s&amp;oacute; existe na democracia e, sem a liberdade de express&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o existe democracia&amp;rdquo;, ponderou Gandra.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Um dos eixos centrais do debate foi o delicado equil&amp;iacute;brio entre liberdade e poder estatal. Em um pa&amp;iacute;s cuja tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica ainda se consolida, delimitar os contornos da autoridade p&amp;uacute;blica diante dos direitos fundamentais &amp;eacute; tarefa de permanente relev&amp;acirc;ncia. Nesse contexto, os convidados examinaram as tens&amp;otilde;es recorrentes entre garantias individuais e interesses coletivos, discutindo em que medida a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado pode regular ou condicionar o livre exerc&amp;iacute;cio sem descaracterizar os alicerces constitucionais que sustentam o regime democr&amp;aacute;tico.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;&amp;ldquo;A fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Judici&amp;aacute;rio no Estado democr&amp;aacute;tico de direito &amp;eacute; de pacificar a sociedade. Mediar os conflitos &amp;eacute; a sua mais profunda raz&amp;atilde;o de existir&amp;rdquo;, observou Carvalhosa. &amp;ldquo;Pacifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e estabilidade social est&amp;atilde;o umbilicalmente ligadas e s&amp;oacute; se chega a elas pela promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da verdade&amp;rdquo;, completou Marsiglia. &amp;ldquo;E que verdade &amp;eacute; essa? A solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o vir&amp;aacute; da opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica&amp;rdquo;, arrematou Orleans e Bragan&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Foram discutidos, ainda, desde a liberdade religiosa &amp;ndash; express&amp;atilde;o fundamental da consci&amp;ecirc;ncia individual e coletiva &amp;ndash;, at&amp;eacute; os desafios contempor&amp;acirc;neos da liberdade de express&amp;atilde;o, especialmente em meio ao ambiente digital, em que convivem o pluralismo de ideias, novas formas de censura, mecanismos de responsabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a crescente dissemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da desinforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a pedra fundamental&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;ldquo;O problema crucial que temos no Brasil &amp;eacute; menos das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es como s&amp;atilde;o descritas na Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mais da falta de um povo que tenha se formado pela democracia e para a democracia. Ningu&amp;eacute;m se preocupa com o bem geral, mas cada um com seu interesse particular&amp;rdquo;, acredita Ferreira Filho.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Segundo ele, o problema do exerc&amp;iacute;cio pol&amp;iacute;tico e, portanto, do direito constitucional, &amp;eacute; aquele observado por Montesquieu, quando concebeu o conceito de separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os tr&amp;ecirc;s Poderes: &amp;ldquo;Todo homem que tem poder, vai at&amp;eacute; onde encontra limites&amp;rdquo;. &amp;ldquo;&amp;Eacute; dif&amp;iacute;cil ter uma democracia quando s&amp;atilde;o escassos os democratas. Isso se reflete na conduta tanto dos membros do Supremo Tribunal Federal, como dos membros do Legislativo, como dos membros do Executivo&amp;rdquo;, justificou o professor.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:107%;font-size:15px;font-family:"Calibri",sans-serif;'&gt;Mais do que um texto jur&amp;iacute;dico, a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; &amp;ndash; ou deveria ser &amp;ndash; a base da vida democr&amp;aacute;tica, o princ&amp;iacute;pio cuja observ&amp;acirc;ncia &amp;eacute; absolutamente fundamental ao equil&amp;iacute;brio institucional que rege o Estado de direito. &amp;ldquo;Nos &amp;uacute;ltimos tempos, no entanto, temos assistido a uma hipertrofia do Judici&amp;aacute;rio&amp;rdquo;, lamentou o presidente em exerc&amp;iacute;cio da FecomercioSP. &amp;ldquo;&amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio resgatar os limites constitucionais para proteger a soberania da vontade popular&amp;rdquo;, finalizou Dall&amp;rsquo;Acqua.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 23 Sep 2025 15:46:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[livro]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Planejar as ações para a Black Friday com antecedência aumenta as chances de sucesso nas vendas]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/planejar-as-acoes-para-a-black-friday-com-antecedencia-aumenta-as-chances-de-sucesso-nas-vendas</link><description>&lt;![CDATA[Expresso MEI de setembro inicia uma série de matérias orientativas para os pequenos negócios atingirem seus objetivos e fidelizar os clientes]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Ap&amp;oacute;s o sucesso nas vendas durante a Black Friday de 2024, a expectativa &amp;eacute; que o com&amp;eacute;rcio varejista continue colhendo os frutos dessa data que j&amp;aacute; caiu nas gra&amp;ccedil;as do consumidor brasileiro. Um dos segredos para o sucesso &amp;eacute; preparar-se com anteced&amp;ecirc;ncia para a data e desenvolver estrat&amp;eacute;gias certeiras para alcan&amp;ccedil;ar o seu p&amp;uacute;blico. Pensando nisso, o boletim &lt;strong&gt;Expresso MEI&lt;/strong&gt; de setembro inicia uma s&amp;eacute;rie especial com dicas de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, m&amp;ecirc;s a m&amp;ecirc;s, para deixar o seu neg&amp;oacute;cio pronto para ter sucesso nas vendas e no p&amp;oacute;s-venda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;At&amp;eacute; novembro, o boletim trar&amp;aacute; uma mat&amp;eacute;ria por edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o com dicas de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o m&amp;ecirc;s vigente. N&amp;atilde;o perca!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Baixe gratuitamente o &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/expresso-mei/setembro-e-crucial-para-iniciar-os-preparativos-para-a-black-friday/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Expresso MEI&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;de setembro&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;na log&amp;iacute;stica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) chegou para ficar e pode ajudar a melhorar todos os processos de vendas, tornando a experi&amp;ecirc;ncia do consumidor mais &amp;aacute;gil e segura. O boletim explica como a tecnologia pode promover resultados positivos na &amp;aacute;rea de log&amp;iacute;stica, para automatizar processos, planejar melhores rotas de entrega, gerar rastreabilidade e reduzir custos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda no &amp;acirc;mbito da inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mostra todas as novidades trazidas pela &amp;uacute;ltima atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do App MEI &amp;mdash; ferramenta desenvolvida pela Receita Federal, que promete dar mais praticidade, autonomia e seguran&amp;ccedil;a para o empreendedor gerir o seu neg&amp;oacute;cio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, o &lt;strong&gt;Expresso MEI&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;repercute o trabalho realizado pela &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt; em conjunto com o sindicato Beleza Patronal, que resultou em uma conquista significativa para o setor de Beleza na capital paulista. Ap&amp;oacute;s reuni&amp;otilde;es e negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicas, a Secretaria da Fazenda do Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo (Sefaz) apresentou uma Instru&amp;ccedil;&amp;atilde;o Normativa (IN) que incorpora as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es propostas pelas entidades para adequar a emiss&amp;atilde;o de nota fiscal de servi&amp;ccedil;os &amp;agrave; Lei do Sal&amp;atilde;o-Parceiro. A medida amplifica a voz dos empreendedores do setor para a formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas mais justas e condizentes com a realidade empresarial paulistana.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Confira o conte&amp;uacute;do completo do &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/expresso-mei/setembro-e-crucial-para-iniciar-os-preparativos-para-a-black-friday/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Expresso MEI&lt;/strong&gt; de setembro&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 16 Sep 2025 17:35:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[De quem é a praia?]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/de-quem-e-a-praia</link><description>&lt;![CDATA[É preciso bom senso e um equilíbrio que cada cidade precisa encontrar; veja matéria da Revista Problemas Brasileiros]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Na altura do Posto 1, na Praia do Leme, na zona sul da capital do Rio de Janeiro, duas pessoas tentam se localizar pelo celular: &amp;ldquo;Tu t&amp;aacute; no Ponto G? Mas cad&amp;ecirc; o Ponto G? N&amp;atilde;o estou achando&amp;rdquo;. Um dos locais mais populares entre a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o LGBTQIA+, a barraca mantinha uma enorme bandeira de arco-&amp;iacute;ris como refer&amp;ecirc;ncia e identidade. Ali ao lado, o Rasta Beach, outra barraca popular no Leme, levantava a cada manh&amp;atilde; a bandeira do movimento rastaf&amp;aacute;ri. Desde junho, no entanto, os barraqueiros das orlas cariocas deixaram de hastear suas marcas registradas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso aconteceu porque, em maio, o prefeito Eduardo Paes (PSD) publicou um decreto que proibia n&amp;atilde;o apenas as bandeiras, como tamb&amp;eacute;m os nomes das barracas, que passariam a ser identificadas apenas pelo n&amp;uacute;mero. Proibia, tamb&amp;eacute;m, a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de caixas de som nas praias, apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es musicais nos quiosques &amp;mdash; quase todos contratam artistas para atrair turistas &amp;mdash;, venda de bebidas em garrafas de vidro e utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de estruturas de com&amp;eacute;rcio ambulantes sem autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como as t&amp;atilde;o conhecidas carrocinhas de milho. Prometeu, ainda, fiscalizar os ambulantes que circulam pelas areias com churrasquinhos e bebidas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a prefeitura, o decreto pretende &amp;ldquo;preservar a ordem urbana, a seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica e o meio ambiente, al&amp;eacute;m de assegurar uma conviv&amp;ecirc;ncia mais harmoniosa na utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico entre frequentadores, trabalhadores, turistas e moradores da cidade&amp;rdquo;. Tamb&amp;eacute;m explicou que o objetivo &amp;eacute; &amp;ldquo;proibir a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualquer atividade que viole o ordenamento urbano e o uso regular do espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, inclusive por ambulantes n&amp;atilde;o autorizados&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A decis&amp;atilde;o pol&amp;ecirc;mica movimentou a cidade, e Paes precisou recuar. Poucos dias depois, o prefeito liberou os nomes nas barracas, desde que mantivessem placas de identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o com at&amp;eacute; 3 metros de comprimento e 40 cent&amp;iacute;metros de altura; as apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es musicais s&amp;oacute; podem ocorrer entre as 12h e as 22h; e as bandeiras, com mastros e suportes, foram liberadas at&amp;eacute; uma nova regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os barraqueiros alegam que, apesar da libera&amp;ccedil;&amp;atilde;o provis&amp;oacute;ria, seguem proibidos de hastear as bandeiras. &amp;ldquo;Se a gente colocar, eles v&amp;ecirc;m aplicar multa. Muitos clientes ligam perguntando onde est&amp;aacute; a barraca. As crian&amp;ccedil;as que se perdiam dos pais vinham aqui, porque era um ponto de refer&amp;ecirc;ncia f&amp;aacute;cil de encontrar&amp;rdquo;, reclama Luiz Guilherme, dono do Ponto G. Os nomes das barracas perderam as cores &amp;mdash; todos devem ser em preto e branco, na mesma fonte e no mesmo tamanho, dificultando a distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre elas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;N&amp;atilde;o &amp;eacute; algo que vai mudar o comportamento das pessoas. A lei do carioca, &amp;agrave;s vezes, n&amp;atilde;o &amp;eacute; t&amp;atilde;o seguida assim. A gente conhece muito bem como &amp;eacute; o Rio de Janeiro, n&amp;atilde;o acho que ser&amp;aacute; um impeditivo de utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da praia&amp;rdquo;, opina o economista Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP). &amp;ldquo;&amp;Eacute; importante haver regras, mas se restringirem demais os quiosques e as barracas, como as pessoas v&amp;atilde;o consumir? &amp;Eacute; preciso bom senso e um equil&amp;iacute;brio que cada cidade precisa encontrar&amp;rdquo;, pondera.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ponte a&amp;eacute;rea&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No litoral paulista, em Ubatuba, a C&amp;acirc;mara Municipal aprovou um Projeto de Lei (PL) para proibir o uso de tendas e barracas. O vereador Gady Gonzalez (MDB), autor do PL, justifica que &amp;ldquo;a crescente instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tendas e estruturas de grande porte compromete a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas, a limpeza da faixa de areia e o paisagismo natural, al&amp;eacute;m de representar riscos ao meio ambiente decorrentes do ac&amp;uacute;mulo de res&amp;iacute;duos&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A prefeitura se isentou do debate e nem sequer aprovou, rejeitou ou alterou o PL, apenas o ignorou. Assim, a C&amp;acirc;mara teve o direito de aprovar por conta pr&amp;oacute;pria as novas regras. Desde ent&amp;atilde;o, ao contr&amp;aacute;rio do costume paulista de montar barracas nas praias, os turistas podem levar apenas guarda-s&amp;oacute;is de at&amp;eacute; 3 metros &amp;mdash; e, caso descumpram, podem ter seus itens apreendidos e levar uma multa de R$ 1 mil. Ambulantes tamb&amp;eacute;m s&amp;oacute; poder&amp;atilde;o montar as barracas se tiverem autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Poder P&amp;uacute;blico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados econ&amp;ocirc;micos explicam essa disputa entre a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental e o controle das atividades nas orlas do litoral brasileiro, que se estende por mais de 7,3 mil quil&amp;ocirc;metros. Segundo dados do Minist&amp;eacute;rio do Turismo, 35% dos brasileiros procuram as praias para viagens a lazer. No &amp;uacute;ltimo ver&amp;atilde;o, de acordo com a Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo (CNC), o setor de Turismo movimentou mais de R$ 150 bilh&amp;otilde;es. E a capital fluminense &amp;eacute; o destino mais procurado pelos brasileiros, segundo o anu&amp;aacute;rio da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa). No ano passado, a cidade recebeu mais de 10 milh&amp;otilde;es de turistas nacionais e 1,3 milh&amp;otilde;es de visitantes estrangeiros, segundo dados da Secretaria Municipal de Turismo (Setur). S&amp;oacute; na alta temporada, entre dezembro de 2024 e mar&amp;ccedil;o de 2025, o munic&amp;iacute;pio arrecadou mais de R$ 100 milh&amp;otilde;es em impostos &amp;mdash; em entrevista ao jornal &lt;em&gt;Folha de S.Paulo,&lt;/em&gt; no in&amp;iacute;cio do ano, Paes disse trabalhar para aumentar ainda mais os indicadores do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Praia para quem?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se o som dos quiosques incomoda os moradores da zona sul carioca, do outro lado da cidade, na Barra da Tijuca, um empreendimento de alto luxo extrapola os decib&amp;eacute;is permitidos pela lei h&amp;aacute; anos. Moradores relatam que o som estremece as paredes e as luzes dos holofotes invadem as casas. Desde 2015, corria um processo para impedir a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de eventos com m&amp;uacute;sica no Rio Beach Club. Oito anos depois, o Superior Tribunal de Justi&amp;ccedil;a (STJ) determinou que o clube s&amp;oacute; poderia continuar com as atividades se regularizasse o espa&amp;ccedil;o, com obras de isolamento ac&amp;uacute;stico. At&amp;eacute; o fim de maio, no entanto, as festas seguiam ocorrendo &amp;mdash; assim como as reclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos vizinhos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; o Rio de Janeiro que toma medidas para limpar os cen&amp;aacute;rios das praias e torn&amp;aacute;-los esteticamente mais bonitos. Em todo o litoral paulista existem, h&amp;aacute; anos, regras, taxas e burocracias para que os &amp;ocirc;nibus que fazem bate e volta sejam mais restritos. A ideia &amp;eacute; preservar o meio ambiente, mas tamb&amp;eacute;m evitar que turistas de baixa renda, que quase n&amp;atilde;o gastam dinheiro nas praias, escolham as cidades litor&amp;acirc;neas como op&amp;ccedil;&amp;atilde;o de lazer. &amp;ldquo;Vejo [&lt;em&gt;esses decretos e leis&lt;/em&gt;] como um processo de gentrifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e higieniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das praias. A ideia &amp;eacute; que tenham uma est&amp;eacute;tica diferente da que t&amp;ecirc;m. E o ambulante, por exemplo, n&amp;atilde;o est&amp;aacute; inserido nela&amp;rdquo;, afirma a ge&amp;oacute;grafa Gilselia Moreira, doutora em Geografia Humana pela Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (USP), que desenvolve estudos sobre a mercantiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a verticaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do espa&amp;ccedil;o urbano, em especial do litoral brasileiro. &amp;ldquo;Sempre existe a justificativa de preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do meio ambiente, mas n&amp;atilde;o faz sentido. Em Ilh&amp;eacute;us [&lt;em&gt;sul da Bahia&lt;/em&gt;], por exemplo, o governo reivindicou terrenos onde ficavam os barraqueiros para assegurar a seguran&amp;ccedil;a das praias e do meio ambiente. Mas isso &amp;eacute; s&amp;oacute; um &amp;aacute;libi. Porque, mais adiante, constatamos que os terrenos dessas regi&amp;otilde;es est&amp;atilde;o sendo invadidos por constru&amp;ccedil;&amp;otilde;es de condom&amp;iacute;nios fechados de classes m&amp;eacute;dia e alta&amp;rdquo;, critica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pelo meio ambiente?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Rio Beach Club, bem como as casas em seu entorno, nem sequer deveriam ter sido constru&amp;iacute;dos. O empreendimento fica na Ilha da Coroa, uma reserva ecol&amp;oacute;gica protegida por lei desde 1978. O STJ condenou os propriet&amp;aacute;rios a pagarem indeniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo dano ecol&amp;oacute;gico causado pelo im&amp;oacute;vel. O estabelecimento n&amp;atilde;o &amp;eacute; o &amp;uacute;nico &lt;em&gt;beach club&lt;/em&gt; da cidade &amp;mdash; uma moda inspirada na Europa, onde as praias s&amp;atilde;o privadas &amp;mdash; em situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o irregular.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No fim de maio, o Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico Federal (MPF) pediu a demoli&amp;ccedil;&amp;atilde;o de outros dois &lt;em&gt;beach clubs&lt;/em&gt;, no Leblon e em Ipanema, e a paralisa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das obras de um terceiro. Segundo o processo, todos ocupam um espa&amp;ccedil;o maior do que o permitido &amp;mdash; isto &amp;eacute;, apropriam-se de &amp;aacute;reas que pertencem &amp;agrave; Uni&amp;atilde;o. Os governos federal e municipal tamb&amp;eacute;m s&amp;atilde;o investigados pelo MPF por terem autorizado as obras, apesar das irregularidades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;N&amp;atilde;o s&amp;atilde;o poucos os casos de constru&amp;ccedil;&amp;otilde;es de luxo em situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es parecidas. Em 2021, por exemplo, o Supremo Tribunal Federal (STF) mandou derrubar parcialmente &lt;em&gt;beach clubs&lt;/em&gt; na Praia de Jurer&amp;ecirc; Internacional, em Florian&amp;oacute;polis, Santa Catarina, por causa da destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vegeta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de restinga. Em junho de 2025, o MPF ordenou a demoli&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tr&amp;ecirc;s resid&amp;ecirc;ncias luxuosas &amp;agrave; beira-mar na Praia da Lagoinha, em Ubatuba, S&amp;atilde;o Paulo. Em Alagoas, o MP estadual notificou um resort, em Japaratinga, em 2023; e, em 2024, o MPF ajuizou a&amp;ccedil;&amp;atilde;o contra um hotel de luxo, em Passo de Camaragibe, ambos por constru&amp;ccedil;&amp;otilde;es irregulares de muros e port&amp;otilde;es, bloqueando acessos &amp;agrave;s praias. Na Praia do Forte, em Salvador, Bahia, anos atr&amp;aacute;s, o Tivoli Resort foi denunciado pelo Ibama pela constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um pared&amp;atilde;o de pedra para conter o mar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;As ondas carregam muita energia, principalmente em &amp;eacute;pocas de ressaca e de tempestades. Quando a onda chega &amp;agrave; areia, ela diminui, perde for&amp;ccedil;a, porque a &amp;aacute;gua penetra ali, e essa energia diminui. A vegeta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de restinga tamb&amp;eacute;m cumpre esse papel, para al&amp;eacute;m de toda a diversidade do ecossistema&amp;rdquo;, diz o ocean&amp;oacute;grafo Marcelo Sperle, professor na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). &amp;ldquo;Ent&amp;atilde;o, qualquer estrutura r&amp;iacute;gida que se coloque ali na parte superior das praias j&amp;aacute; vai destruir a vegeta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de restinga e causar um impacto ambiental enorme. Quando a onda bate, &amp;eacute; como se jogasse &amp;aacute;gua numa parede, que bate e volta. E quando volta, leva consigo parte da areia daquela praia. Depois, essas pessoas reclamam que o mar bateu e levou tudo.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sperle menciona a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o realizada, em 2021, em Balne&amp;aacute;rio Cambori&amp;uacute;, Santa Catarina, porque os pr&amp;eacute;dios altos e irregulares faziam com que as areias ficassem a maior parte do dia sob a sombra. As obras cumpriram o objetivo, que era alargar a faixa de areia e diminuir a &amp;aacute;rea de sombra, mas, dois anos depois, cerca de 70 metros em um dos trechos j&amp;aacute; haviam sido engolidos pelo mar. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o houve estudos. Buscaram areia numa regi&amp;atilde;o pr&amp;oacute;xima porque ficava mais barato. Entretanto, seria preciso analisar a gramatura da areia, o que n&amp;atilde;o foi feito. Colocaram uma areia muito mais fina, que est&amp;aacute; indo embora&amp;rdquo;, explica. &amp;ldquo;E os com&amp;eacute;rcios da orla faliram, porque as pessoas ficaram a 200 metros de dist&amp;acirc;ncia e deixaram de ir at&amp;eacute; l&amp;aacute;. Era preciso fazer um plano de gerenciamento, com estudos &amp;mdash; oceanogr&amp;aacute;ficos, geogr&amp;aacute;ficos e biol&amp;oacute;gicos, al&amp;eacute;m de sociais, econ&amp;ocirc;micos e tur&amp;iacute;sticos. &amp;Eacute; uma quest&amp;atilde;o multidisciplinar. Na verdade, o ideal &amp;eacute; que todos aqueles pr&amp;eacute;dios irregulares fossem demolidos. Mas quem vai fazer isso?&amp;rdquo;, questiona o pesquisador.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quest&amp;atilde;o nacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto as discuss&amp;otilde;es sobre o gerenciamento das orlas seguem em alta, no Senado tramita a pol&amp;ecirc;mica PEC das Praias. A proposta tem o prop&amp;oacute;sito de transferir a propriedade de &amp;aacute;reas hoje pertencentes &amp;agrave; Uni&amp;atilde;o &amp;mdash; como terrenos de marinha e faixas costeiras &amp;mdash; para Estados, munic&amp;iacute;pios e atuais ocupantes. Na pr&amp;aacute;tica, abre caminho para a privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de regi&amp;otilde;es litor&amp;acirc;neas inteiras, incluindo &amp;aacute;reas de preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental e praias de uso coletivo. De acordo com especialistas e movimentos sociais, a medida amea&amp;ccedil;a o acesso p&amp;uacute;blico ao litoral, favorece a especula&amp;ccedil;&amp;atilde;o imobili&amp;aacute;ria e fragiliza o controle ambiental sobre uma das zonas mais sens&amp;iacute;veis do Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O discurso da preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental, t&amp;atilde;o usado para justificar as novas regras de reordenamento das orlas, faria sentido se fosse baseado na pr&amp;oacute;pria legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira. Segundo Sperle, da UERJ, se fossem cumpridas &amp;agrave; risca as diretrizes do Projeto Orla e da Lei de Gerenciamento Costeiro, nem mesmo os quiosques e as ciclovias que dominam as orlas urbanas estariam ali. A seletividade na aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das normas escancara um conflito maior: o meio ambiente vira argumento, enquanto o real motor das decis&amp;otilde;es &amp;eacute; o projeto de cidade (e de praia) que se quer construir.&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;strong&gt;O que diz a lei?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC) &amp;mdash; Lei 7.661/1988&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estabelece regras para o uso e a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da costa brasileira, garantindo acesso livre &amp;agrave;s praias, exigindo licenciamento ambiental para atividades no litoral e determinando que Estados e munic&amp;iacute;pios criem planos de gerenciamento costeiro com diretrizes espec&amp;iacute;ficas. Veda ocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es privadas em &amp;aacute;reas de marinha &amp;mdash; 33 metros a partir da linha da mar&amp;eacute; alta, que pertencem &amp;agrave; Uni&amp;atilde;o &amp;mdash; e prev&amp;ecirc; o controle da eros&amp;atilde;o e a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ecossistemas sens&amp;iacute;veis, como restingas e manguezais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Projeto Orla &amp;mdash; Decreto 5.300/2004&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Define que constru&amp;ccedil;&amp;otilde;es na orla, como quiosques e ciclovias, s&amp;oacute; podem ocorrer se forem previstas em planos municipais integrados, com base em estudos ambientais, sociais e paisag&amp;iacute;sticos. Orienta, por exemplo, que constru&amp;ccedil;&amp;otilde;es em &amp;aacute;reas urbanas fiquem a 50 metros de dist&amp;acirc;ncia do mar.&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Mat&amp;eacute;ria originalmente publicada no site da&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://revistapb.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;Revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;A FecomercioSP acredita que a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprofundada &amp;eacute; um instrumento fundamental de qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do debate p&amp;uacute;blico sobre assuntos importantes n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para a classe empresarial, mas para toda a sociedade. &amp;Eacute; neste sentido que a entidade publica, bimestralmente, a Revista Problemas Brasileiros.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 15 Sep 2025 15:39:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Presidente Ivo Dall’Acqua é homenageado pelo TRT-SP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/presidente-ivo-dallacqua-e-homenageado-pelo-trt-sp</link><description>&lt;![CDATA[Reconhecimento celebra contribuição profissional à sociedade; cerimônia também distinguiu Luiz Galina, diretor do Sesc-SP, e outras personalidades]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O presidente em exercício da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, Ivo Dall’Acqua Júnior, foi um dos homenageados na 13ª Outorga das Comendas da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho. A cerimônia ocorreu na quinta-feira (11/9) em sessão solene na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), na cidade de São Paulo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Ordem do Mérito é destinada a reconhecer personalidades e instituições que se destacaram por sua contribuição para a Justiça do Trabalho ou por sua atuação em atividades de relevância sociocultural. Em agosto, o presidente também foi agraciado com a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho no&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/ivo-dall-acqua-e-homenageado-com-a-ordem-do-merito-judiciario-do-trabalho-no-tst" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Tribunal Superior do Trabalho (TST) na honraria de Comendador&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além de Dall’Acqua, Luiz Galina, diretor regional do Sesc-SP, também foi homenageado pelo TRT-SP, por seu trabalho em favor da cultura e da cidadania e por fortalecer o papel da instituição na vida social e cultural do País.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Receber esta comenda é uma honra e um reconhecimento que divido com todos aqueles que acreditam no papel transformador do Comércio, dos Serviços e do Turismo na vida das pessoas. É ainda mais especial estar ao lado de Luiz Galina, cuja dedicação à cultura e à cidadania inspira a todos nós”, afirmou o presidente da Federação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A solenidade foi conduzida pelo desembargador Valdir Florindo, presidente do TRT-2, e contou com a entrega das distinções em diferentes graus: Grã-Cruz, Grande-Oficial(a), Comendador(a) e Cavaleiro(a).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A homenagem reafirma a importância de reconhecer trajetórias que contribuem para o fortalecimento da Justiça do Trabalho e para a valorização da sociedade brasileira.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 12 Sep 2025 16:30:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Institucional]]</category></item></channel></rss>
