<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Reforma Tributária - Legislação - FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticias/legislacao/reforma-tributaria</link><description>&lt;![CDATA[Descrição]]</description><lastBuildDate>Thu, 14 May 2026 13:29:34 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Reforma Tributária - Legislação - FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticias/legislacao/reforma-tributaria</link><url>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Legislação]]</category><category>&lt;![CDATA[Reforma Tributária]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Reforma Tributária altera regras do ITCMD e torna progressividade obrigatória]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/reforma-tributaria-muda-regras-do-itcmd-e-torna-progressividade-obrigatoria</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP orienta empresários sobre impactos e cuidados com as novas regras de heranças e doações, com destaque para as cessões de cotas em sociedades empresariais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Reforma Tribut&amp;aacute;ria trouxe transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es importantes na tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de heran&amp;ccedil;as e doa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ao tornar obrigat&amp;oacute;ria a progressividade do&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-propoe-mudancas-no-itcmd-para-garantir-justica-fiscal"&gt;&amp;nbsp;Imposto sobre Transmiss&amp;atilde;o Causa Mortis e Doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (ITCMD)&lt;/a&gt;. A&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; tem orientado empres&amp;aacute;rios sobre como essas mudan&amp;ccedil;as podem afetar o planejamento patrimonial e sucess&amp;oacute;rio de empresas,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;holdings&lt;/strong&gt; e fam&amp;iacute;lias. O tema foi debatido no Comit&amp;ecirc; de Relacionamento das Assessorias Jur&amp;iacute;dicas (CRAJ) da Entidade, no in&amp;iacute;cio de outubro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Alberto Borges, assessor da FecomercioSP, a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o representa uma mudan&amp;ccedil;a importante do sistema tribut&amp;aacute;rio. &amp;ldquo;O imposto conhecido como de heran&amp;ccedil;as e doa&amp;ccedil;&amp;otilde;es passa a seguir, de forma vinculante, o princ&amp;iacute;pio da capacidade contributiva. Quem herda ou doa mais, paga proporcionalmente mais. A inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do legislador visa corrigir distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es e trazer mais justi&amp;ccedil;a fiscal entre os contribuintes&amp;rdquo;, explicou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A medida foi consolidada pela Emenda Constitucional (EC) 132/2023, que reformulou o artigo 155, incisos II, VI e VII da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal. Im&amp;oacute;veis e respectivos direitos continuam sendo tributados no Estado onde se localizam. Por outro lado, bens m&amp;oacute;veis, t&amp;iacute;tulos e cr&amp;eacute;ditos passam a ser tributados no domic&amp;iacute;lio do doador ou do falecido; e no caso de bens no exterior, a cobran&amp;ccedil;a depender&amp;aacute; de lei complementar nacional, o que deve eliminar conflitos de compet&amp;ecirc;ncia e inseguran&amp;ccedil;as jur&amp;iacute;dicas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Novo modelo progressivo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes da reforma, cada Estado tinha liberdade para definir as pr&amp;oacute;prias al&amp;iacute;quotas, observando a al&amp;iacute;quota m&amp;aacute;xima de 8% definida pela Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Senado Federal 9/1992. Inclusive h&amp;aacute; o Projeto de Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o 57/2019, que prev&amp;ecirc; aumento desse limite para 16%, mas que ainda est&amp;aacute; em tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Congresso Nacional. Em S&amp;atilde;o Paulo, por exemplo, a cobran&amp;ccedil;a era fixa em 4%, enquanto em outras unidades da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o variava entre 1% e 8%. O novo modelo progressivo passa a exigir faixas escalonadas conforme o valor transmitido. No Estado paulista, o Projeto de Lei (PL) 409/2025 prop&amp;otilde;e al&amp;iacute;quotas que variam de 1% a 4%, de acordo com o valor do patrim&amp;ocirc;nio. Outros projetos que tramitam pretendem aumentar a al&amp;iacute;quota para at&amp;eacute; 8%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com Borges, o formato previsto no PL 409/25 n&amp;atilde;o representa aumento de carga, mas um sistema mais equilibrado. &amp;ldquo;A progressividade garante que o imposto pese menos para quem tem menos, e mais para quem tem mais, mantendo a atual al&amp;iacute;quota de 4% cobrado pelo Estado de S&amp;atilde;o Paulo, sem onerar de forma desproporcional as pequenas transmiss&amp;otilde;es. Al&amp;eacute;m disso, a FecomercioSP, por meio do seu&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios&lt;/a&gt;, encaminhou sugest&amp;otilde;es de aperfei&amp;ccedil;oamento do texto aos deputados estaduais, com o objetivo de excluir da base de c&amp;aacute;lculo do imposto as d&amp;iacute;vidas deixadas pelo&amp;nbsp;&lt;strong&gt;de cujus&lt;/strong&gt;. O pedido est&amp;aacute; alinhado, inclusive, com o segundo Projeto de Lei Complementar 108/2024, aprovado pelo Senado no &amp;uacute;ltimo m&amp;ecirc;s, que regulamenta a Reforma Tribut&amp;aacute;ria. Adicionalmente, solicitamos que o projeto observe a segrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o da base de c&amp;aacute;lculo, de modo a preservar os valores legalmente isentos do pagamento do ITCMD estipulados em Ufesps [Unidade Fiscal do Estado de S&amp;atilde;o Paulo], de forma que o imposto seja aplicado somente ap&amp;oacute;s as dedu&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade refor&amp;ccedil;a que as referidas altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es ainda dependem da fase de regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por meio da aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do PLP 108/2024 &amp;mdash; que traz diversas modifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ITCMD &amp;mdash; na C&amp;acirc;mara dos Deputados, al&amp;eacute;m dos necess&amp;aacute;rios ajustes nas respectivas legisla&amp;ccedil;&amp;otilde;es estaduais. &amp;ldquo;Estamos diante de uma transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrutural do imposto ITCMD, que, ap&amp;oacute;s a Reforma Tribut&amp;aacute;ria, deixar&amp;aacute; de ser visto como um imposto secund&amp;aacute;rio em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ICMS. &amp;Eacute; essencial que as empresas se informem e se planejem para evitar passivos e aproveitar oportunidades de reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o patrimonial leg&amp;iacute;tima, utilizando as regras vigentes da legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ITCMD&amp;rdquo;, concluiu Borges.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Saiba mais informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre Reforma Tribut&amp;aacute;ria acessando&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/xo-juridiques-saiba-tudo-sobre-a-reforma-tributaria-com-cartilhas-acessiveis-e-praticas"&gt;aqui&lt;/a&gt; as cartilhas da FecomercioSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E para entender melhor a Reforma Tribut&amp;aacute;ria, acesse:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="https://dfe-portal.svrs.rs.gov.br/Cff/Sobre" target="_new"&gt;Portal da Conformidade F&amp;aacute;cil&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="https://www.gov.br/nfse/pt-br/noticias/disponibilizada-nova-versao-da-plataforma-nfs-e-em-producao-restrita-testes-1" target="_new"&gt;Portal da Nota Fiscal de Servi&amp;ccedil;o Eletr&amp;ocirc;nica&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="https://piloto-cbs.tributos.gov.br/servico/calculadora-consumo/calculadora/regime-geral" target="_new"&gt;Calculadora dos Novos Tributos &amp;ndash; Receita Federal&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="https://portal.fazenda.sp.gov.br/servicos/nfe/Paginas/Sobre.aspx" target="_new"&gt;Portal da Nota Fiscal Eletr&amp;ocirc;nica&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Outros temas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m na reuni&amp;atilde;o do CRAJ de outubro foram debatidos temas relevantes para os setores jur&amp;iacute;dico e sindical. O&amp;nbsp;&lt;a href="https://sincomerciojundiai.com.br/"&gt;Sindicato do Com&amp;eacute;rcio Varejista (Sincomercio) de Jundia&amp;iacute; e Regi&amp;atilde;o&lt;/a&gt;, representado pelo advogado Marcelo Kalmar, abordou o tema &amp;ldquo;Direito de oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e quest&amp;otilde;es controvertidas&amp;rdquo;. Durante a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, foram discutidos os limites legais e pr&amp;aacute;ticos desse Direito, especialmente no contexto das contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es sindicais, destacando a import&amp;acirc;ncia de garantir transpar&amp;ecirc;ncia e seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica tanto para as entidades quanto para os representados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em seguida, o&amp;nbsp;&lt;a href="https://sindiauto.com.br/"&gt;Sindicato do Com&amp;eacute;rcio Varejista de Ve&amp;iacute;culos Automotores Usados (Sindiauto)&lt;/a&gt;, representado pelo assessor jur&amp;iacute;dico Daniel Po&amp;ccedil;o, apresentou considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre o Projeto de Lei (PL) 766/15, que trata da regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da atividade de corretores de ve&amp;iacute;culos. O advogado explicou os principais pontos do texto e suas poss&amp;iacute;veis implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o segmento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os debates refor&amp;ccedil;aram o papel do CRAJ como espa&amp;ccedil;o de troca de conhecimento e atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os Sindicatos filiados &amp;agrave; FecomercioSP, contribuindo para o fortalecimento da representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical e o aprimoramento das pr&amp;aacute;ticas jur&amp;iacute;dicas do sistema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 14 Oct 2025 11:31:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Reforma Tributária]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[A Reforma Tributária não pode abrir espaço para uma nova ‘tese do século’]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/a-reforma-tributaria-nao-pode-abrir-espaco-para-uma-nova-tese-do-seculo</link><description>&lt;![CDATA[Inclusão do IBS e da CBS nas bases do ICMS e do ISS viola os princípios constitucionais da não cumulatividade, da neutralidade, da transparência e da simplicidade tributária]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Por M&amp;aacute;rcio Ol&amp;iacute;vio Fernandes da Costa e Halley Henares*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Reforma Tribut&amp;aacute;ria, aprovada pela Emenda Constitucional (EC) 132/2023, inaugurou um novo modelo de tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o consumo no Brasil. O Imposto sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (IBS) e a Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (CBS) foram criados para substituir tributos antigos e, sobretudo, para p&amp;ocirc;r fim &amp;agrave; l&amp;oacute;gica da tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em cascata. S&amp;atilde;o tributos cobrados &amp;ldquo;por fora&amp;rdquo;, ou seja, destacados no documento fiscal, com o intuito de garantir clareza ao contribuinte quanto &amp;agrave; carga tribut&amp;aacute;ria incidente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar disso, interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es recentes do Fisco levantaram a hip&amp;oacute;tese de incluir o IBS e a CBS na base de c&amp;aacute;lculo do ICMS e do ISS durante o per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o (2026&amp;ndash;2033). Essa tese, se prevalecer, poder&amp;aacute; significar um retrocesso ao modelo que a reforma buscou superar, com s&amp;eacute;rios impactos para o empresariado brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A inclus&amp;atilde;o do IBS e da CBS nas bases do ICMS e do ISS aumentaria substancialmente o valor dos bens e dos servi&amp;ccedil;os. Al&amp;eacute;m da carga tribut&amp;aacute;ria maior, isso se traduz em eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos custos de &lt;strong&gt;compliance&lt;/strong&gt; e, inevitavelmente, aumento de lit&amp;iacute;gios. Empresas j&amp;aacute; sobrecarregadas com adapta&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas e regulat&amp;oacute;rias passariam a enfrentar disputas judiciais em massa, como ocorreu na chamada &amp;ldquo;tese do s&amp;eacute;culo&amp;rdquo; &amp;mdash; a exclus&amp;atilde;o do ICMS da base de PIS/Cofins, decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que gerou passivo tribut&amp;aacute;rio de grande volume ao Er&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do ponto de vista constitucional, o art. 156-A, &amp;sect; 1&amp;ordm;, inciso IX, veda expressamente que o IBS componha a pr&amp;oacute;pria base de c&amp;aacute;lculo, bem como a do Imposto Seletivo (IS), da CBS, de PIS/Cofins e de PIS/Cofins-Importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. De forma an&amp;aacute;loga, o art. 195, &amp;sect; 17, aplica a mesma regra &amp;agrave; CBS. Ainda que n&amp;atilde;o haja men&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta &amp;agrave; veda&amp;ccedil;&amp;atilde;o de inclus&amp;atilde;o desses tributos nas bases do ICMS e do ISS, tal sil&amp;ecirc;ncio n&amp;atilde;o pode ser interpretado como autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve ser sistem&amp;aacute;tica e alinhada com os princ&amp;iacute;pios estruturantes da Reforma Tribut&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Permitir essa interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o seria um contrassenso. O novo sistema nasceu para ser simples, neutro, transparente e n&amp;atilde;o cumulativo. Se o IBS e a CBS entrarem na base de c&amp;aacute;lculo do ICMS e do ISS, haver&amp;aacute; viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos esses princ&amp;iacute;pios. O efeito cascata voltaria a encarecer produtos e servi&amp;ccedil;os, escondendo do consumidor o peso real dos tributos e fragilizando a competitividade das empresas brasileiras. Apesar da modula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de efeitos, o STF foi categ&amp;oacute;rico no Tema 69: o ICMS n&amp;atilde;o pode compor a base de PIS/Cofins, porque n&amp;atilde;o &amp;eacute; receita do contribuinte. A l&amp;oacute;gica se aplica ao caso atual. Um tributo n&amp;atilde;o pode ser base de c&amp;aacute;lculo de outro. Insistir no contr&amp;aacute;rio &amp;eacute; reacender uma disputa que a reforma tentou encerrar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, por meio do seu &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios&lt;/a&gt;, e a &lt;a href="https://abatadv.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira Advocacia Tribut&amp;aacute;ria (Abat)&lt;/a&gt; consideram absurda a interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Fisco, e caso esse entendimento seja confirmado, poder&amp;atilde;o avaliar a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medidas em defesa do contribuinte, com o vi&amp;eacute;s de questionar a inconstitucionalidade de normas tribut&amp;aacute;rias que desvirtuem os princ&amp;iacute;pios norteadores do Reforma Tribut&amp;aacute;ria perante o Judici&amp;aacute;rio, com o objetivo de garantir seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e coer&amp;ecirc;ncia ao sistema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O papel do Congresso&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Congresso Nacional tem um papel fundamental para evitar distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es interpretativas sobre a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e suprir lacunas legais. Nesse sentido, surge o Projeto de Lei Complementar (PLP) 16/2025, como instrumento para garantir a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos princ&amp;iacute;pios supramencionados, pois altera a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o para deixar claro que o IBS e a CBS n&amp;atilde;o podem compor a base de c&amp;aacute;lculo de ICMS, ISS e IPI. Trata-se de uma medida preventiva, que evita distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es, reduz o contencioso tribut&amp;aacute;rio e preserva a neutralidade da reforma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda assim, no bojo do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, que promove a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Comit&amp;ecirc; Gestor do Imposto sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (CG-IBS) &amp;mdash; al&amp;eacute;m do processo administrativo tribut&amp;aacute;rio deste imposto &amp;mdash;, foram apresentadas as Emendas 58, 71 e 485, de autoria dos senadores Jaime Bagattoli (PL/RO), Laercio Oliveira (PP/SE) e Eduardo Gir&amp;atilde;o (Novo/CE), respectivamente, que esclarecem que os novos tributos n&amp;atilde;o devem compor a base de c&amp;aacute;lculo daqueles que ser&amp;atilde;o extintos, refor&amp;ccedil;ando a necessidade de um sistema tribut&amp;aacute;rio mais racional e transparente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Reforma Tribut&amp;aacute;ria nasceu para simplificar, reduzir lit&amp;iacute;gios e tornar o sistema mais justo e cristalino. Permitir a inclus&amp;atilde;o do IBS e da CBS na base de c&amp;aacute;lculo de ICMS e ISS seria caminhar na dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o oposta, recriando problemas que j&amp;aacute; custaram bilh&amp;otilde;es ao Pa&amp;iacute;s &amp;mdash; um retrocesso que recriaria velhos problemas e inauguraria uma nova &amp;ldquo;tese do s&amp;eacute;culo&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; hora de garantir que o esp&amp;iacute;rito da reforma &amp;mdash; simplicidade, neutralidade e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de lit&amp;iacute;gios &amp;mdash; n&amp;atilde;o seja desvirtuado, pois o empresariado precisa de clareza, estabilidade e coer&amp;ecirc;ncia no novo sistema. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;* M&amp;aacute;rcio Ol&amp;iacute;vio Fernandes da Costa &amp;eacute; vice-presidente da FecomercioSP e presidente do Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios da FecomercioSP e do Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte (Codecon/SP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;* Halley Henares &amp;eacute; advogado, presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Advocacia Tribut&amp;aacute;ria (Abat) e membro do Conselho Superior da FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;em id="isPasted"&gt;Artigo originalmente publicado no&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://www.contabeis.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;&lt;em id="isPasted"&gt;portal Cont&amp;aacute;beis&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;em id="isPasted"&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;em 03 de outubro de 2025.&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 06 Oct 2025 12:07:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Reforma Tributária]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Senado vota regulamentação da Reforma Tributária em meio a incertezas]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/senado-vota-regulamentacao-da-reforma-tributaria-em-meio-a-incertezas</link><description>&lt;![CDATA[Segundo a FecomercioSP, emenda deve ser incluída no texto do PLP 108/24 para promover segurança jurídica e isonomia tributária]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024, que regulamenta a Reforma Tribut&amp;aacute;ria, deve ser votado no Senado Federal nesta ter&amp;ccedil;a-feira (30). A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; manifesta o seu apoio &amp;agrave; Emenda de Plen&amp;aacute;rio 531, de autoria do senador Izalci Lucas (PL/DF), ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024, uma vez que a proposta assegura isonomia tribut&amp;aacute;ria ao incluir as entidades sem fins lucrativos &amp;mdash; em especial aquelas voltadas para a defesa do empreendedorismo &amp;mdash; na lista de n&amp;atilde;o contribuintes do Imposto sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (IBS) e da Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (CBS).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, a emenda fortalece o ambiente empreendedor, ao preservar recursos que podem ser reinvestidos na defesa, no fortalecimento e no desenvolvimento das atividades econ&amp;ocirc;micas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com o objetivo de colaborar com o aprimoramento do PLP 108/2024 &amp;mdash; que prop&amp;otilde;e a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um Comit&amp;ecirc; Gestor do IBS para gerenciar e administrar esse novo tributo &amp;mdash;, o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios&lt;/a&gt; da Entidade apresentou propostas de emendas, incorporadas ao texto pelo senador Eduardo Braga (MDB/AM). Dentre as sugest&amp;otilde;es, destacam-se a possibilidade de concess&amp;atilde;o de descontos escalonados das multas &amp;mdash; inclusive objetos de parcelamentos &amp;mdash; e a elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de normas conflitantes com o C&amp;oacute;digo Tribut&amp;aacute;rio Nacional (CTN), como aquelas que tratavam da revis&amp;atilde;o do lan&amp;ccedil;amento e as que alteravam o termo inicial do prazo decadencial do Imposto de Transmiss&amp;atilde;o Causa Mortis e Doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (ITCMD).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entretanto, a FecomercioSP destaca cinco t&amp;oacute;picos fundamentais que devem ser revisados no texto pelo Congresso, com ajustes relevantes para garantir seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e previsibilidade aos contribuintes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O primeiro &amp;eacute; a import&amp;acirc;ncia de permitir julgadores de afastarem os atos ilegais, com exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o do controle de constitucionalidade. O texto como est&amp;aacute; desconsidera a pr&amp;aacute;tica atual do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e do Tribunal de Impostos e Taxas de S&amp;atilde;o Paulo (TIT/SP), que analisam fundamentos de ilegalidades. Com isso, tende a sobrecarregar o Judici&amp;aacute;rio com mais processos para analisar, seguindo na contram&amp;atilde;o das diretrizes de efici&amp;ecirc;ncia jur&amp;iacute;dica que a Entidade preza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo &amp;eacute; reduzir para 90 dias o prazo de homologa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do saldo credor de ICMS e para 120 o limite de parcelas mensais para a sua compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o IBS ou o ressarcimento do cr&amp;eacute;dito tribut&amp;aacute;rio. Isso acontece porque prazos excessivamente longos perpetuam defici&amp;ecirc;ncias do sistema, contrariando as metas de efici&amp;ecirc;ncia, a celeridade e a previsibilidade da pr&amp;oacute;pria Reforma Tribut&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m defende que o IBS e a CBS n&amp;atilde;o integrem a base de c&amp;aacute;lculos do IPI, do ICMS e do ISS. Vale lembrar que o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o ICMS n&amp;atilde;o compor base de c&amp;aacute;lculos do PIS e da Cofins mudou substancialmente o par&amp;acirc;metro desse tipo de discuss&amp;atilde;o tribut&amp;aacute;ria &amp;mdash; e n&amp;atilde;o &amp;agrave; toa foi chamado de &amp;ldquo;tese do s&amp;eacute;culo&amp;rdquo;. Se a medida for adotada desde j&amp;aacute;, significar&amp;aacute; entregar mais seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e evitar que um novo contencioso se repita no futuro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ademais, a FecomercioSP ainda quer incluir a dedu&amp;ccedil;&amp;atilde;o proporcional de benef&amp;iacute;cios fiscais de empresas do Simples Nacional no escopo da reforma, permitindo que esses neg&amp;oacute;cios se valham de isen&amp;ccedil;&amp;otilde;es e redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas na estrutura do IBS e da CBS. Do jeito que est&amp;aacute;, a lei impede que os participantes do Simples usufruam desses benef&amp;iacute;cios, que s&amp;atilde;o concedidos a outros regimes tribut&amp;aacute;rios, o que gera desigualdade competitiva.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, em quinto lugar, &amp;eacute; preciso garantir a isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o do IBS e da CBS para as entidades sem fins lucrativos, nos termos da isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o atualmente concedida em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; Cofins, com o objetivo de que continuem destinando suas receitas aos fins institucionais, como a promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o do empreendedorismo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP segue atuando no Congresso para defender uma reforma justa, equilibrada e que n&amp;atilde;o prejudique os setores mais din&amp;acirc;micos da economia do Pa&amp;iacute;s, al&amp;eacute;m de promover competitividade, efetividade e dinamismo &amp;agrave;s empresas. Fazer esses ajustes agora significar&amp;aacute;, justamente, avan&amp;ccedil;ar nesses pontos.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 30 Sep 2025 10:21:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Senado]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Reforma Tributária inaugura uma nova contabilidade empresarial]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/reforma-tributaria-inaugura-uma-nova-contabilidade-empresarial</link><description>&lt;![CDATA[EC 132/2023 exigirá mudanças profundas na escrituração contábil, cuja distinção entre receitas bruta e líquida perderá o sentido]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A promulgação da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc132.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Emenda Constitucional (EC) 132/2023&lt;/a&gt;, a chamada Reforma Tributária sobre o consumo — com regulamentação inicial prevista na Lei Complementar (LC) 214/2025 —, representa, muito mais do que uma mudança na forma de cobrar impostos, o início de uma transformação estrutural na contabilidade das empresas brasileiras. Conceitos fundamentais, ensinados há décadas em salas de aula e utilizados no dia a dia dos negócios, como “receita bruta” e “receita líquida”, perderão a razão de ser para fins tributários principais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com o objetivo de debater os caminhos da contabilidade frente ao novo sistema, o &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/codecon-sp"&gt;Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte de São Paulo (Codecon/SP)&lt;/a&gt; recebeu Renata de Cássia Andrade, conselheira representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e Isaías Coelho, pesquisador sênior no Núcleo de Estudos Fiscais da Fundação Getulio Vargas (NEF/FGV), em reunião ocorrida na última quarta-feira (24), na sede da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A grande mudança contábil reside no método de apuração: a não cumulatividade estabelece que o imposto pago em uma etapa da cadeia de produção ou comercialização pode ser abatido (creditado) nas etapas seguintes. Em outras palavras, o contribuinte só paga imposto sobre o valor que realmente agregou ao produto ou serviço, evitando que um tributo seja cobrado em cima de outro (o famoso efeito cascata).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas como esse cálculo “por fora” do imposto vai impactar a contabilidade empresarial? Segundo Renata, os especialistas discordam sobre a matéria. “Os que defendem a não inclusão argumentam que a reforma retira os tributos indiretos do custo. Logo, IBS e CBS não seriam incluídos na receita bruta, pois não deveriam transitar pelo resultado. Seriam contabilizados como ativo se recuperáveis ou custo se não recuperáveis. Os débitos e créditos do IBS e da CBS transitariam apenas por contas patrimoniais, sem transitar o crédito por estoque, nem o débito por receita. IPI e ICMS-ST, calculados por fora, não aparecem na Demonstração do Resultado&amp;nbsp;do Exercício (DRE), tampouco são dedutíveis na declaração de Imposto de Renda (IR). O mesmo deveria ser aplicado para o IBS e a CBS”, ressaltou a representante da Fiesp.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entretanto, para os tributaristas que defendem a inclusão, o IBS e a CBS a serem recolhido (isto é, o que não for crédito nas entradas) entraria como redutor de receita bruta, como ocorre com ICMS, Cofins, PIS e ICMS. “O recolhimento afetaria o fluxo de caixa, que não é controlado em contas patrimoniais. O raciocínio pela não inclusão somente se aplicaria para IBS e CBS recuperável [ativo]”, ponderou Renata.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O fim da distinção entre receitas bruta e líquida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Coelho, as certezas de como o novo sistema funcionará e como isso afetará a contabilidade nas empresas serão sanadas durante o período de transição (de 2026 a 2033), mas acredita que antigos conceitos não farão mais sentido. “A contabilidade da empresa não será afetada pelo novo sistema, pois acompanhará a sua simplicidade. O IBS e a CBS não deveriam compor a base de cálculo da receita bruta das empresas. No novo sistema, os negócios apresentarão as receitas efetivas. Não existirão mais os conceitos de receitas bruta e líquida”, afirmou o pesquisador da FGV.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse é, talvez, o impacto mais significativo e simbólico da reforma para a contabilidade prática. E para entender isso, é preciso voltar ao sistema atual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sistema pré-reforma&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;u&gt;Receita bruta de vendas&lt;/u&gt;: é o valor total das vendas, sem qualquer dedução.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;u&gt;Receita líquida de vendas&lt;/u&gt;: é a receita bruta menos itens como descontos incondicionais, devoluções, impostos diretamente incidentes sobre a venda (como ICMS, PIS e Cofins) e abatimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A apuração dos impostos atuais, especialmente o ICMS, o PIS e a Cofins, está intrinsecamente ligada ao valor dessas receitas. A empresa precisa segregar esses valores para calcular corretamente o imposto a pagar. A contabilidade, portanto, é obrigada a manter essa distinção detalhada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;No novo sistema&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a unificação dos tributos e a adoção do método de destinação-mercadoria, a base de cálculo do IBS e da CBS será, essencialmente, o valor agregado em cada operação. Simplificando, o imposto devido será calculado sobre o preço de venda, com direito a crédito pelo imposto pago na compra dos insumos, materiais e serviços.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, a contabilidade não precisará mais segregar a “receita bruta da receita líquida” para apurar o principal imposto sobre consumo. O que importará para o Fisco será o valor da operação de venda e o valor das operações de compra para encontrar a base de cálculo (o valor agregado).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa simplificação também vai garantir que o imposto pago não seja retido pelo governo e sua alíquota usada como barganha para a guerra fiscal. “O governo federal não terá acesso ao dinheiro recolhido pelo IBS e pela CBS, pois o sistema fará a distribuição automática entre Estados e municípios. As empresas também não precisarão pagar imposto duplicado, porque a devolução [do crédito] será em tempo real. Por isso a guerra fiscal e as brigas judiciais para ter direito ao crédito vão acabar”, afirmou Coelho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Reforma Tributária, quando plenamente implementada, poderá trazer um respiro para a contabilidade empresarial, mas ainda precisa ser mais bem discutida e pacificada para refletir a flexibilização prometida. Ao eliminar a complexidade de múltiplos tributos e a necessidade de distinções — como receitas bruta e líquida para fins fiscais —, a reforma pavimenta o caminho para uma escrituração mais lógica e eficiente, bem como menos propensa a erros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Márcio Olívio Fernandes da Costa, presidente do Codecon/SP — e do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;Conselho de Assuntos Tributários&lt;/a&gt; da FecomercioSP —, o órgão voltará a abordar o tema, que é de fundamental importância para o futuro da contabilização empresarial e para definir o protagonismo dos profissionais contábeis durante a transição entre sistemas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Modernização do processo administrativo tributário&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O grupo de trabalho do Codecon/SP deu andamento aos debates para a &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/comissao-especial-do-codecon-sp-discute-a-necessidade-de-modernizacao-do-processo-administrativo-tributario-paulista"&gt;formulação de um anteprojeto de lei a fim de reformar a Lei 13.457/2009&lt;/a&gt;, que dispõe sobre o processo administrativo tributário no Estado de São Paulo. André Felix Ricotta de Oliveira, ex-juiz contribuinte do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz/SP) e presidente da Comissão de Direito Tributário e Constitucional da OAB-Pinheiros, apresentou contribuições para tornar o texto do anteprojeto moderno, eliminando os pontos que geram questionamentos no Judiciário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A expectativa é que o grupo de trabalho avance rapidamente na consolidação desse anteprojeto, que será submetido ao Codecon/SP para deliberação antes de seguir como proposta ao Executivo e ao Legislativo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Revogação de benefícios do Nos Conformes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Codecon/SP, em atendimento à deliberação aprovada, entregou, no dia 16 de setembro, um ofício ao secretário-executivo Rogerio Campos (em substituição ao secretário Samuel Kinoshita). O documento expressa profunda preocupação coma recente revogação de benefícios do programa Nos Conformes, formalizada pelo Decreto 69.808/2025 e pela Portaria SER 45/2025. O ofício ressalta que &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/revogacoes-das-contrapartidas-do-programa-nos-conformes-prejudicam-os-bons-contribuintes-paulistas"&gt;essas medidas prejudicam a competitividade das empresas e ferem a segurança jurídica dos contribuintes regulares, que representam a maioria&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o encontro, também destacou-se a necessidade urgente de regulamentação dos dispositivos pendentes da Lei Nos Conformes, em especial a autorregularização fiscal para contribuintes classificados como A+ antes da aplicação de multas. Além disso, foi reforçada a recomendação para a tramitação da Lei Orgânica da Administração Tributária (LOAT). Campos, por sua vez, reconheceu o valor da legislação paulista, que serve de exemplo para outros Estados e para o governo federal. Informou ainda que o Fisco está realizando estudos para reformular os procedimentos simplificados de liberação de créditos de ICMS e ressarcimento no âmbito do Nos Conformes. Por fim, o conselho reafirmou a importância de um esclarecimento formal do Fisco à sociedade, ressaltando que a Lei Nos Conformes é um grande feito construído em parceria e não pode ter seus avanços perdidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;7º Congresso Codecon&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No dia 26 de novembro, na sede da FecomercioSP, acontecerá a 7ª edição do Congresso Codecon, com a presença de autoridades públicas, juristas, acadêmicos e outras figuras importantes. O evento colocará em pauta as perspectivas para o sistema tributário brasileiro nos próximos anos, especialmente o papel do Codecon/SP na conformidade tributária valorizando o bom contribuinte e enfrentando a contumácia. A grade de palestras será divulgada em breve. Acompanhe todas as novidades na &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/codecon-sp"&gt;página do Codecon/SP&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 29 Sep 2025 11:28:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Reforma Tributária]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Desafios e impactos do Imposto Seletivo para o Comércio e os Serviços]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/desafios-e-impactos-do-imposto-seletivo-para-o-comercio-e-os-servicos</link><description>&lt;![CDATA[Advogados tributaristas e empresários discutem as incertezas e os riscos do novo tributo, que pode redefinir estratégias de gestão e competitividade dos setores]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Pela primeira vez na pauta do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, o Imposto Seletivo (IS) &amp;mdash; criado pela Reforma Tribut&amp;aacute;ria de 2023 e previsto para entrar em vigor em 2027 &amp;mdash; foi o centro das discuss&amp;otilde;es. Embora &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/empresarios-devem-se-preparar-para-novas-exigencias-jurisprudenciais-juridicas-e-tributarias" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;apresentado como instrumento extrafiscal&lt;/a&gt;, destinado a desestimular o consumo de bens e servi&amp;ccedil;os nocivos &amp;agrave; sa&amp;uacute;de e ao meio ambiente, o &amp;ldquo;imposto do pecado&amp;rdquo; desperta apreens&amp;atilde;o entre especialistas e empres&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O IS foi apresentado como um tributo de car&amp;aacute;ter extrafiscal, mas levanta s&amp;eacute;rias preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. H&amp;aacute; inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica sobre o que ser&amp;aacute; considerado prejudicial, al&amp;eacute;m de risco de efeito cascata por compor a base de outros tributos e desdobramento econ&amp;ocirc;mico relevante, com repasse de custos ao consumidor final&amp;rdquo;, iniciou o debate o presidente do conselho, M&amp;aacute;rcio Ol&amp;iacute;vio Fernandes da Costa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com esse foco, o presidente destacou que a discuss&amp;atilde;o sobre o IS vai muito al&amp;eacute;m da sua fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o regulat&amp;oacute;ria. &amp;ldquo;&amp;Eacute; preciso avaliar os seus reflexos sobre a competitividade, a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e a pr&amp;oacute;pria justi&amp;ccedil;a fiscal &amp;mdash; pontos decisivos para o futuro do Com&amp;eacute;rcio e dos Servi&amp;ccedil;os no Brasil&amp;rdquo;, complementou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dessa forma, o debate abordou tr&amp;ecirc;s pontos fundamentais: a inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, diante da amplitude conceitual sobre o que pode ser considerado prejudicial; o tributo sobre tributo, j&amp;aacute; que o IS integrar&amp;aacute; a base de c&amp;aacute;lculo do Imposto sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (IBS) e da Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (CBS), ampliando a carga efetiva; e o impacto econ&amp;ocirc;mico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Riscos de distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es, constitucionalidade e regressividade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Heleno Taveira Torres, professor titular da Faculdade de Direito na Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (FDUSP), trouxe uma an&amp;aacute;lise minuciosa sobre os &amp;iacute;mpetos do IS. Segundo ele, a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o definiu que o novo imposto deveria incidir apenas sobre bens prejudiciais &amp;agrave; sa&amp;uacute;de e ao meio ambiente. No entanto, a Lei Complementar (LC) 214/2025 ampliou a lista de incid&amp;ecirc;ncia, incluindo ve&amp;iacute;culos, aeronaves e embarca&amp;ccedil;&amp;otilde;es; produtos fum&amp;iacute;genos; bebidas alco&amp;oacute;licas; bebidas a&amp;ccedil;ucaradas; bens minerais; e concursos de progn&amp;oacute;sticos e &lt;strong&gt;fantasy sport&lt;/strong&gt; &amp;mdash; o que abre espa&amp;ccedil;o para inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es no sistema, sem evid&amp;ecirc;ncias cient&amp;iacute;ficas. &amp;ldquo;Se o prop&amp;oacute;sito constitucional &amp;eacute; tributar produtos nocivos, precisamos questionar at&amp;eacute; que ponto itens como ve&amp;iacute;culos novos podem ser enquadrados nesse crit&amp;eacute;rio.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos pontos que mais preocupam os especialistas &amp;eacute; a indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o das al&amp;iacute;quotas, que s&amp;oacute; ser&amp;atilde;o fixadas por lei ordin&amp;aacute;ria. &amp;ldquo;Essa falta de clareza gera um cen&amp;aacute;rio de incerteza para empresas e investidores&amp;rdquo;, afirmou Torres.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O professor citou o caso das bebidas alco&amp;oacute;licas como exemplo de controv&amp;eacute;rsia. Embora a progressividade pelo teor alco&amp;oacute;lico tenha prevalecido nos debates legislativos, n&amp;atilde;o est&amp;aacute; claro se a escala ser&amp;aacute; gradual (1%, 2%, 3%) ou mais abrupta (1%, 10%, 50%). &amp;ldquo;As empresas aguardam ansiosamente por essa defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pois dela depender&amp;aacute; o efeito econ&amp;ocirc;mico direto sobre setores inteiros, como bares, restaurantes e hotelaria&amp;rdquo;, disse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda ao abordar bebidas alco&amp;oacute;licas, a&amp;ccedil;ucaradas e produtos fum&amp;iacute;genos, Torres ironizou que o IS poderia ser considerado &amp;ldquo;o imposto dos botecos&amp;rdquo;, pois atinge diretamente esse segmento. Ele lembrou que, embora essa tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o seja justificada sob o argumento de sa&amp;uacute;de p&amp;uacute;blica, muitas bebidas j&amp;aacute; passaram por processos de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;uacute;car e adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o a padr&amp;otilde;es mais modernos de consumo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso espec&amp;iacute;fico das bebidas a&amp;ccedil;ucaradas, o professor apontou mais uma contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;O a&amp;ccedil;&amp;uacute;car, em si, n&amp;atilde;o &amp;eacute; tributado, mas as bebidas derivadas passam a ser. O que parece prevalecer &amp;eacute; o peso arrecadat&amp;oacute;rio desses mercados mais do que a l&amp;oacute;gica de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; sa&amp;uacute;de.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Torres tamb&amp;eacute;m questionou a coer&amp;ecirc;ncia de tributar, por exemplo, os ve&amp;iacute;culos novos, que muitas vezes j&amp;aacute; saem de f&amp;aacute;brica com mecanismos de controle de poluentes, enquanto o problema ambiental mais grave vem da frota antiga. Al&amp;eacute;m disso, destacou o risco de regressividade. &amp;ldquo;A incid&amp;ecirc;ncia sobre ve&amp;iacute;culos tende a afetar desproporcionalmente as camadas mais pobres, em viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao princ&amp;iacute;pio constitucional que veda tributos regressivos.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto sens&amp;iacute;vel levantado na exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi a dupla tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre poluentes. Como o combust&amp;iacute;vel f&amp;oacute;ssil j&amp;aacute; &amp;eacute; tributado na origem, a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do IS tamb&amp;eacute;m sobre autom&amp;oacute;veis poderia configurar sobreposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o tribut&amp;aacute;ria, contrariando a regra de que a incid&amp;ecirc;ncia deve ocorrer apenas uma vez.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, Torres alertou que o debate sobre o tributo est&amp;aacute; longe de se encerrar. Ele chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os gargalos administrativos e jur&amp;iacute;dicos que surgir&amp;atilde;o com a gest&amp;atilde;o centralizada do novo sistema em Bras&amp;iacute;lia, prevendo aumento de lit&amp;iacute;gios e disputas judiciais. &amp;ldquo;Ainda temos um longo caminho de discuss&amp;otilde;es. O que n&amp;atilde;o podemos &amp;eacute; permitir que o Seletivo se torne um instrumento arrecadat&amp;oacute;rio disfar&amp;ccedil;ado, em vez de cumprir o seu papel extrafiscal&amp;rdquo;, concluiu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/8sdaqYaIS50??si=LSRoot8H9c_ZmW68&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Do ideal ao improviso fiscal, commodities e quest&amp;otilde;es ambientais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo expositor, Jos&amp;eacute; Maria Arruda de Andrade, professor associado na FDUSP, tamb&amp;eacute;m apontou os riscos do novo tributo se transformar em instrumento de arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o permanente, al&amp;eacute;m das distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es na sua aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;aacute;tica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo ele, o IS tem ra&amp;iacute;zes hist&amp;oacute;ricas nos impostos sobre o consumo de produtos espec&amp;iacute;ficos, como tabaco e bebidas alco&amp;oacute;licas, mas, no Brasil, acabou se transformando em algo distinto. &amp;ldquo;O Seletivo se tornou uma esp&amp;eacute;cie de quinto andar da carga tribut&amp;aacute;ria. Ele se sobrep&amp;otilde;e ao IBS e &amp;agrave; CBS, criando uma sobretributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que foge ao desenho idealizado da reforma&amp;rdquo;, afirmou Andrade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O professor ressaltou que, em teoria, o IS deveria funcionar como um instrumento corretivo, encarecendo produtos nocivos para reduzir o consumo. No entanto, a realidade fiscal brasileira o distorceu. O convidado ainda ressaltou que, ao assumir o compromisso de compensar Estados e munic&amp;iacute;pios pelas perdas do antigo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a Uni&amp;atilde;o transformou o tributo em uma &amp;ldquo;meta de arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o mensal&amp;rdquo;. &amp;ldquo;A Uni&amp;atilde;o se comportar&amp;aacute; como um viciado: toda vez que cair o consumo de cigarro ou refrigerante, ter&amp;aacute; de buscar novas bases de incid&amp;ecirc;ncia ou aumentar al&amp;iacute;quotas para fechar as contas&amp;rdquo;, alertou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Andrade tamb&amp;eacute;m criticou a inclus&amp;atilde;o de autom&amp;oacute;veis, aeronaves e embarca&amp;ccedil;&amp;otilde;es na lista de incid&amp;ecirc;ncia. De acordo com ele, essas escolhas t&amp;ecirc;m pouco a ver com sa&amp;uacute;de ou meio ambiente e refletem mais uma estrat&amp;eacute;gia arrecadat&amp;oacute;ria e protecionista. &amp;ldquo;O autom&amp;oacute;vel n&amp;atilde;o deveria estar nessa lista, mas foi inclu&amp;iacute;do para garantir volume de arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o e at&amp;eacute; como instrumento de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Ind&amp;uacute;stria nacional frente &amp;agrave;s importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo;, afirmou. Ele ressaltou que o modelo brasileiro se afasta dos exemplos internacionais de &lt;strong&gt;sin taxes&lt;/strong&gt;, como os aplicados nos Estados Unidos ou no M&amp;eacute;xico, que se limitam a bebidas a&amp;ccedil;ucaradas e produtos fum&amp;iacute;genos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro t&amp;oacute;pico levantado foi a tentativa de incluir min&amp;eacute;rios, petr&amp;oacute;leo e g&amp;aacute;s natural na base do imposto. Para o professor, essa medida n&amp;atilde;o cumpre a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o regulat&amp;oacute;ria, j&amp;aacute; que o pre&amp;ccedil;o dessas commodities &amp;eacute; definido no mercado internacional. &amp;ldquo;Tributar a extra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ferro ou petr&amp;oacute;leo n&amp;atilde;o vai reduzir consumo, apenas vai sangrar a rentabilidade das empresas e jogar contra o pr&amp;oacute;prio Pa&amp;iacute;s, que depende desses recursos estrat&amp;eacute;gicos&amp;rdquo;, argumentou o professor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso das bebidas a&amp;ccedil;ucaradas, Andrade tamb&amp;eacute;m enfatizou a incongru&amp;ecirc;ncia entre o discurso oficial e a realidade brasileira. &amp;ldquo;Estamos consumindo 30% menos refrigerantes nos &amp;uacute;ltimos dez anos, sem precisar de IS. Hoje, apenas 1,3% das calorias da fam&amp;iacute;lia brasileira vem dessas bebidas. N&amp;atilde;o estamos mirando sa&amp;uacute;de p&amp;uacute;blica de fato, mas tr&amp;ecirc;s grandes empresas que dominam 80% do mercado e j&amp;aacute; t&amp;ecirc;m hist&amp;oacute;rico de lit&amp;iacute;gios com a Receita&amp;rdquo;, ironizou o foco do tributo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Andrade concluiu que o imposto nasce com um &amp;ldquo;desenho torto&amp;rdquo;, mais preocupado em atender &amp;agrave;s exig&amp;ecirc;ncias fiscais imediatas do que em alinhar-se com pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas consistentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-active fr-fvl"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/SdLF-W4EFvo??si=GgeXuuSEsJQEMNo9&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O futuro ainda incerto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o conjunta dos especialistas deixa claro que o IS surge sob forte desconfian&amp;ccedil;a. Se, de um lado, carrega a promessa de alinhar tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com pol&amp;iacute;ticas de sa&amp;uacute;de e meio ambiente, de outro, pode se transformar em mais um peso fiscal, alimentando disputas federativas e ampliando a complexidade do sistema.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como resumiu os professores da USP, trata-se de um tributo &amp;ldquo;torto&amp;rdquo; e o seu futuro depender&amp;aacute; da capacidade do legislador de respeitar os limites constitucionais e dar seguran&amp;ccedil;a &amp;agrave;s empresas. Esse rico e complexo debate deixou claro que o IS transcende a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o extrafiscal para a qual foi concebido. Segundo os advogados tributaristas, &amp;eacute; um campo f&amp;eacute;rtil de discuss&amp;otilde;es sobre constitucionalidade, seletividade e seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica. J&amp;aacute; para os empres&amp;aacute;rios, trata-se de um alerta para reorganizar estrat&amp;eacute;gias de gest&amp;atilde;o e competitividade em um ambiente de incerteza regulat&amp;oacute;ria [leia o boxe abaixo].&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Cabe &amp;agrave;s empresas se prepararem, com planejamento tribut&amp;aacute;rio s&amp;oacute;lido e monitoramento constante da regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para n&amp;atilde;o serem surpreendidas por aumentos inesperados de carga. E cabe a n&amp;oacute;s, do Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios, reafirmar a nossa miss&amp;atilde;o de zelar pela racionalidade e pelo equil&amp;iacute;brio do sistema tribut&amp;aacute;rio nacional. A FecomercioSP se coloca como parceira dos setores representados na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ambiente de neg&amp;oacute;cios mais justo, competitivo e previs&amp;iacute;vel, seguindo atenta para evitar que o IS n&amp;atilde;o se transforme em um instrumento de eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o generalizada da carga tribut&amp;aacute;ria&amp;rdquo;, encerrou Costa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 22 Sep 2025 15:38:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Reforma Tributária]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Atualização do Simples Nacional é urgente para garantir a sobrevivência dos pequenos negócios]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/atualizacao-do-simples-nacional-e-urgente-para-garantir-a-sobrevivencia-dos-pequenos-negocios</link><description>&lt;![CDATA[Em Brasília, FecomercioSP cobra a correção imediata dos limites do regime tributário e alerta: sem atualização, milhares de empresas podem sucumbir a uma carga fiscal injusta e desproporcional]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; levou a voz de 1,8 milhão de empresas paulistas até a Câmara dos Deputados. Em audiência pública na última terça (16), &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-e-urgente-eliminar-defasagem-do-simples-nacional-para-preservar-pequenos-negocios-e-empregos-2" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;a Entidade defendeu a aprovação urgente do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021&lt;/a&gt;, que atualiza os limites de receita do Simples Nacional, regime que há quase duas décadas impulsiona a formalização e o crescimento dos pequenos negócios no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O peso da defasagem prejudica a competitividade dos negócios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde 2016, os tetos de receita não foram corrigidos, apesar de a inflação acumulada superar 54% no período. O resultado é que muitos empreendimentos ultrapassam artificialmente os atuais R$ 4,8 milhões (limite para empresa de pequeno porte), sem que isso represente crescimento real. Forçados a migrar para regimes mais complexos e onerosos, como o lucro presumido ou lucro real, milhares de empreendedores acabam não resistindo ao salto tributário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sarina Manata, assessora da FecomercioSP, foi enfática na sua fala na audiência pública: “O tratamento diferenciado e favorecido às pequenas empresas não é um favor, mas um dever constitucional”. Ela reforçou que a simples correção monetária não deve ser tratada como renúncia fiscal, mas como ajuste necessário para devolver justiça ao regime simplificado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entenda o que está em jogo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Simples Nacional é responsável por manter competitivas as Micro e Pequenas Empresas (MPEs), que representam 97% do tecido empresarial brasileiro e foram responsáveis por 72% dos empregos gerados só em 2024. Para a Federação, a atualização é indispensável para preservar esse motor de inclusão socioeconômica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O PLP 108/2021 propõe elevar os tetos para R$ 144,9 mil (para MEIs), R$ 869,4 mil (para MEs) e R$ 8,69 milhões (para EPPs), além de prever a atualização automática dos valores, impedindo que a defasagem volte a sufocá-los.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conexão com a Reforma Tributária&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A urgência do tema ganha força diante da Reforma Tributária em andamento. Especialistas alertam que, sem a atualização, o Simples Nacional pode perder atratividade, já que as empresas do regime terão menor capacidade de transferir créditos do IBS e da CBS. “Isso cria um mecanismo de perda de competitividade que desidrata o Simples Nacional. Para muitos pequenos negócios, pode não valer a pena continuar na modalidade”, explicou Sarina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Orientação ao empresário&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP recomenda que empresários fiquem atentos à tramitação do PLP 108/2021 e apoiem a mobilização pela sua aprovação. A Federação integra o movimento &lt;strong&gt;Atualiza Simples&lt;/strong&gt;, ao lado de diversas entidades empresariais, em defesa da atualização do regime. Manter o Simples Nacional forte significa garantir competitividade, estímulo ao crescimento e segurança jurídica para milhões de empreendedores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;[EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 19 Sep 2025 11:06:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Reforma Tributária]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Reforma Tributária muda regras das negociações coletivas e amplia peso dos benefícios concedidos pelas empresas]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/reforma-tributaria-muda-regras-das-negociacoes-coletivas-e-amplia-peso-dos-beneficios-concedidos-pelas-empresas</link><description>&lt;![CDATA[EC 132/2023 e LC 214/2025 criam novas regras para creditamento e exigem mais gestão das convenções coletivas]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Reforma Tribut&amp;aacute;ria j&amp;aacute; tem data marcada para come&amp;ccedil;ar a transformar o dia a dia das empresas. A partir de 2027, novas regras pretendem uniformizar a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ampliar a n&amp;atilde;o cumulatividade e trazer a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o destino das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. O tema foi discutido na reuni&amp;atilde;o de setembro do Comit&amp;ecirc; de Relacionamento das Assessorias Jur&amp;iacute;dicas, da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As mudan&amp;ccedil;as incluem a substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tributos atuais&amp;nbsp;sobre o consumo pelo formato de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual. O Imposto sobre Circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercadorias e Servi&amp;ccedil;os (ICMS) e o Imposto sobre Servi&amp;ccedil;os (ISS) ser&amp;atilde;o&amp;nbsp;unificados&amp;nbsp;no Imposto sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (IBS), de Estados e munic&amp;iacute;pios. J&amp;aacute; o Programa de Integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social (PIS) e a Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) formar&amp;atilde;o a Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os, de compet&amp;ecirc;ncia federal (CBS). O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), por sua vez,&amp;nbsp;foi mantido somente para servir de diferencial competitivo da Zona Franca de Manaus (ZFM). Al&amp;eacute;m disso, foi criado o Imposto Seletivo (IS), que manter&amp;aacute; o car&amp;aacute;ter extrafiscal, com o objetivo de regular o consumo de produtos que fazem mal &amp;agrave; sa&amp;uacute;de ou ao meio ambiente,&amp;nbsp;como cigarros e bebidas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Al&amp;iacute;quotas reduzidas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Sarina Manata, assessora da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a previs&amp;atilde;o &amp;eacute; que a al&amp;iacute;quota de refer&amp;ecirc;ncia seja de 28%, mas h&amp;aacute; redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas no texto com al&amp;iacute;quotas diferenciadas para profiss&amp;otilde;es regulamentadas, como as de m&amp;eacute;dico, advogado e contador &amp;mdash; que pagar&amp;atilde;o aproximadamente 19,6%. Setores essenciais, como educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dispositivos m&amp;eacute;dicos e produtos de higiene ter&amp;atilde;o al&amp;iacute;quota final de 11,2%. Em casos espec&amp;iacute;ficos, como a cesta b&amp;aacute;sica e o transporte coletivo de passageiros, poder&amp;aacute; haver benef&amp;iacute;cios com al&amp;iacute;quota zero ou isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante da regra da n&amp;atilde;o cumulatividade, ser&amp;aacute; permitido que direitos previstos em negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas, como plano de sa&amp;uacute;de, vale-refei&amp;ccedil;&amp;atilde;o e apoio educacional, gerem cr&amp;eacute;ditos tribut&amp;aacute;rios para os empregadores. &amp;ldquo;Esse ponto &amp;eacute; fundamental. Ao incluir benef&amp;iacute;cios em conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas, a empresa pode n&amp;atilde;o s&amp;oacute; valorizar o trabalhador como tamb&amp;eacute;m ter abatimento de d&amp;eacute;bitos fiscais dos novos tributos. &amp;Eacute; uma mudan&amp;ccedil;a que aproxima ainda mais a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical da gest&amp;atilde;o empresarial&amp;rdquo;, afirmou Sarina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por outro lado, pequenos neg&amp;oacute;cios que permanecem no Simples Nacional n&amp;atilde;o poder&amp;atilde;o aproveitar esses cr&amp;eacute;ditos, o que, segundo a assessora, pode ampliar a disparidade entre empresas de portes diferentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das novas regras ser&amp;aacute; gradual: a CBS entra em vigor em 2027, o IBS em 2029, e a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o integral das duas contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es ser&amp;aacute; exigida a partir de 2033, com a extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o total dos tributos anteriores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a assessora da FecomercioSP, o per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve ser usado de forma estrat&amp;eacute;gica. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o adianta esperar a lei pegar para se atualizar. O momento &amp;eacute; de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o e integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre Jur&amp;iacute;dico, Contabilidade e Gest&amp;atilde;o de Pessoas. S&amp;oacute; assim as empresas v&amp;atilde;o conseguir se posicionar bem nas pr&amp;oacute;ximas negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo;, concluiu.&lt;/p&gt;&lt;div id="_com_1" language="JavaScript"&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 17 Sep 2025 16:22:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Reforma Tributária]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Xô juridiquês! Saiba tudo sobre a Reforma Tributária com cartilhas acessíveis e práticas]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/xo-juridiques-saiba-tudo-sobre-a-reforma-tributaria-com-cartilhas-acessiveis-e-praticas</link><description>&lt;![CDATA[Material exclusivo da FecomercioSP orienta empreendedor ao longo da jornada do novo sistema até 2033]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&amp;ldquo;Split payment, cobran&amp;ccedil;a por fora, n&amp;atilde;o cumulatividade, regimes diferenciados.&amp;rdquo; Todos esses termos est&amp;atilde;o presentes na Reforma Tribut&amp;aacute;ria (Lei Complementar 214/2025) e causam arrepios na maioria dos empres&amp;aacute;rios que n&amp;atilde;o tem afinidade com termos jur&amp;iacute;dicos. Mesmo assim, &amp;eacute; fundamental que todos entendam as novas regras tribut&amp;aacute;rias que est&amp;atilde;o por vir, para adaptarem-se, aproveitarem as oportunidades e garantirem que o seu neg&amp;oacute;cio continue crescendo, mesmo em meio a tantas mudan&amp;ccedil;as.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pensando nisso, a &lt;a href="file:///C%3A%5CUsers%5Cjulia%5CDownloads%5Cfecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; desenvolveu quatro cartilhas que ajudar&amp;atilde;o a desvendar tudo isso de um jeito simples, claro e sem &amp;quot;juridiqu&amp;ecirc;s&amp;quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O primeiro volume j&amp;aacute; est&amp;aacute; dispon&amp;iacute;vel gratuitamente e explica como ser&amp;atilde;o os novos impostos, os impactos pr&amp;aacute;ticos no seu dia a dia e como o Imposto sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (IBS), a Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (CBS) e o Imposto Seletivo (IS) dever&amp;atilde;o ser calculados. Os cap&amp;iacute;tulos s&amp;atilde;o recheados de exemplos pr&amp;aacute;ticos e dicas para a melhor compreens&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/orientacartilhas" class="botao"&gt;Cadastre-se gratuitamente e baixe a cartilha da Reforma Tribut&amp;aacute;ria&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Preparar, apontar...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o come&amp;ccedil;a em 2026, com o per&amp;iacute;odo de testes, e vai at&amp;eacute; 2033, mas a prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o precisa come&amp;ccedil;ar agora. E a&amp;iacute;, bora juntos nessa? As cartilhas da FecomercioSP v&amp;atilde;o te guiar passo a passo para que possa absorver todo o conhecimento e tome as melhores decis&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ah, e tem mais! Essa &amp;eacute; somente a primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma s&amp;eacute;rie especial com quatro cartilhas, criadas especialmente para voc&amp;ecirc;, empreendedor. Nas pr&amp;oacute;ximas, outros temas importantes ser&amp;atilde;o abordados, como a n&amp;atilde;o cumulatividade e os regimes diferenciados e espec&amp;iacute;ficos, al&amp;eacute;m de esclarecer como fica a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas optantes pelo Simples e o que acontecer&amp;aacute; em cada ano da transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os sistemas tribut&amp;aacute;rios. Tudo com uma linguagem que voc&amp;ecirc; entende, sem enrola&amp;ccedil;&amp;atilde;o e focado em ajudar o seu neg&amp;oacute;cio a crescer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fique atento aos canais da FecomercioSP para ter acesso aos pr&amp;oacute;ximos volumes.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/orientacartilhas" class="botao"&gt;Baixe agora mesmo a 1&amp;ordf; edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cartilha sobre Reforma Tribut&amp;aacute;ria&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 05 Sep 2025 11:12:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[sistema tributário]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Incertezas em torno da Reforma Tributária podem aumentar contencioso tributário pós-reforma]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/incertezas-em-torno-da-reforma-tributaria-podem-aumentar-contencioso-tributario-pos-reforma</link><description>&lt;![CDATA[Ainda não está claro como serão decididas as disputas administrativas e judiciais diante do IBS e da CBS, dificultando a harmonização com o contribuinte]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A quatro meses do início da fase de transição da Reforma Tributária, as incertezas ainda pairam no ar e tornam esse processo ainda mais complexo. Se muitos contribuintes ainda têm dificuldade de compreender todos os aspectos do novo sistema, que foram regulamentados pela&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp214.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Lei Complementar 214/2025&lt;/a&gt;, nos âmbitos judicial e administrativo a situação é ainda pior, pois muitas regras precisam ser aprovadas pelo&amp;nbsp;&lt;a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/166095" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024&lt;/a&gt;, em tramitação no Senado Federal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Corre-se o risco de que toda a experiência acumulada pelos órgãos administrativos, durante décadas, seja deixada de lado, pois o Comitê de Harmonização das Administrações Tributárias será soberano nas decisões acerca do&amp;nbsp;Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)&amp;nbsp;e da&amp;nbsp;Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O destino dos processos administrativo e judicial no pós-reforma foi debatido na reunião do&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;Conselho de Assuntos Tributários&lt;/a&gt; da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, na quarta-feira (20), pela advogada Ana Cristina Assunção, sócia do escritório Brigagão, Duque Estrada Advogados e diretora do Instituto Mineiro de Direito Tributário (IMDT), e por Leonardo Alvim, coordenador do Comitê Jurídico da Câmara de Promoção de Segurança Jurídica no Ambiente de Negócios (Sejan) da Advocacia Geral da União (AGU) e membro do Grupo de Trabalho sobre Reforma Processual Tributária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o encontro, que aconteceu em parceria com a Associação Brasileira de Advocacia Tributária (Abat), Halley Henares, presidente da Associação, afirmou que o tema deve ser discutido com seriedade para evitar o aumento do contencioso. “O processo administrativo não pode ficar no porão da Reforma Tributária. Se o objetivo da reforma é diminuir a judicialização, deve-se definir claramente as regras do processo legal. Insegurança gera litígio”, ponderou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cenário nebuloso&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Reforma Tributária inaugura um novo capítulo no complexo universo do contencioso tributário, demandando uma adequação inédita entre normas, processos administrativos e a jurisprudência dos tribunais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante disso, a tributarista Ana alertou que, sem a devida sincronia na cobrança do IBS e da CBS, o País corre o risco de ver triplicar o número de processos, sobrecarregando o Poder Judiciário e perpetuando a insegurança jurídica que a reforma pretende sanar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Mais que o diálogo entre as decisões do contencioso administrativo tributário e as do Poder Judiciário, é necessário que ambas as instâncias — administrativa e judicial — tenham o mesmo desfecho. Vale dizer, o diálogo é salutar, mas é indispensável que, uma vez fixada a orientação do Poder Judiciário, a instância administrativa a acolha”, apontou Ana.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Márcio Olívio Fernandes da Costa, presidente do Conselho de Assuntos Tributários da &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, é importante observar como os precedentes judiciais já firmados poderão influenciar o novo sistema tributário e avaliar a necessidade de ajustes na legislação processual, tanto na esfera administrativa quanto na judicial. “Nesse cenário, torna-se fundamental analisar como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) deverão se posicionar diante dessa nova realidade normativa e de que forma a jurisprudência poderá — ou deverá — ser conciliada para garantir a estabilidade do sistema e a segurança jurídica”, afirmou Costa, que também preside o&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/codecon"&gt;Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte de São Paulo (Codecon-SP)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um diálogo de surdos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, um litígio tributário segue um percurso bem conhecido: o Fisco realiza o lançamento, o contribuinte defende-se nos Tribunais Administrativos — como o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e o Tribunal de Impostos e Taxas de São Paulo (TIT-SP) — e, se insatisfeito, parte para o Poder Judiciário. O grande nó está no descompasso frequente entre as decisões dessas instâncias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto o Judiciário, guiado pelo Artigo 926 do Código de Processo Civil (CPC), busca uniformizar sua jurisprudência por meio de recursos repetitivos e repercussão geral, a administração tributária nem sempre se curva a esses entendimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Reforma Tributária propõe uma mudança de paradigma ao criar estruturas centralizadas para administrar e julgar os novos tributos. Nesse novo contexto, o Comitê de Harmonização das Administrações Tributárias seria o responsável por uniformizar a interpretação da legislação e, de forma inédita, decidir o contencioso administrativo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do arcabouço teórico robusto, a transição será repleta de desafios. Um&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.stj.jus.br/sites/portalp/SiteAssets/documentos/noticias/Relat%C3%B3rio%20Impactos%20da%20Reforma%20Tribut%C3%A1ria%20no%20Poder%20Judci%C3%A1rio.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;relatório do STJ projeta que os processos tributários na corte podem triplicar&lt;/a&gt;, saltando de 28.764 para mais de 86 mil novos casos, se cada ente da Federação — União, Estados e Municípios — ajuizar execuções em separado para um mesmo fato gerador.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além do volume, temas como o creditamento, a compensação de saldos credores do&amp;nbsp;Programa de Integração Social (PIS), da&amp;nbsp;Contribuição para Financiamento da Seguridade Social&amp;nbsp;(Cofins) e do&amp;nbsp;Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços&amp;nbsp;(ICMS), a não inclusão do IBS e da CBS na base de cálculo de outros impostos — seguindo a lógica do &lt;a href="https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=2585258" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;RE 574.706 do STF&lt;/a&gt; —, e a cobrança do Imposto Seletivo (IS) são apontados como potenciais fontes de judicialização.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com Alvim, o texto do PLP 108 projeta um Comitê soberano, que não poderá afastar a legislação tributária por ilegalidade — o que é um retrocesso — e que pode não atender às exigências técnicas na matéria tributária pela sua composição.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Carf e o TIT restringem apenas o afastamento da legislação por inconstitucionalidade. O PLP 108, entretanto, veda também o afastamento da legislação por ilegalidade — mantendo a inconstitucionalidade. Além de restringir a atuação do órgão administrativo, corre-se o risco de que os atuais tribunais também limitem sua atuação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“O texto atual prevê um conselho superior que manda em tudo, o Comitê Gestor do IBS, que será composto por secretários fazendários, que não são advogados ou tributaristas, e que decidirão os destinos de todos. Isso é temerário, pois pode resultar em desembaraços controversos que gerarão ainda mais litígios”, observou Alvim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para evitar um colapso, discute-se no Congresso Nacional e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a criação de um foro nacional online, com colegiados de composição mista — juízes estaduais e federais —, dedicado a analisar as causas envolvendo o IBS e a CBS, centralizando e agilizando soluções.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais (in)segurança&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Alvim e Ana concordaram que a Reforma Tributária é um ponto de partida, não de chegada. A promessa de um sistema tributário mais simples e seguro depende criticamente de que o diálogo entre a norma e a jurisprudência seja eficiente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Muitas vezes as decisões políticas impedem que sejam criados antídotos para evitarmos mais complexidade e litigiosidade. Contudo, deve prevalecer a intenção da harmonização, da uniformidade, mesmo diante das diferenças enormes de entendimento entre Estados, Municípios, União e contribuintes”, enfatizou Alvim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A harmonização não será um dado automático, mas uma construção que exigirá maturidade institucional do Comitê Gestor do IBS, adesão das procuradorias aos entendimentos do Fórum de Harmonização e uma justiça ágil e especializada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se bem-sucedido, o modelo poderá reduzir drasticamente a litigiosidade. Se falhar, o Brasil poderá assistir à mais complexa e volumosa onda de litígios tributários de sua história. O caminho escolhido definirá o legado real da reforma.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 25 Aug 2025 13:16:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Reforma Tributária]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Reforma Tributária: FecomercioSP mobiliza CCJ do Senado para aprimorar projeto que cria Comitê Gestor do IBS]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/reforma-tributaria-fecomerciosp-mobiliza-ccj-do-senado-para-aprimorar-projeto-que-cria-comite-gestor-do-ibs</link><description>&lt;![CDATA[Pleitos encaminhados pela Entidade sugerem ajustes no texto do projeto quanto ao processo administrativo tributário e em defesa da competitividade do Simples Nacional]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Com a tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024 avan&amp;ccedil;ando no Senado &amp;mdash;que deve resultar na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Comit&amp;ecirc; Gestor do Imposto sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (CG-IBS) e na regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo administrativo tribut&amp;aacute;rio para os novos tributos &amp;mdash;, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, por meio do seu &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios&lt;/a&gt;, faz um trabalho de&amp;nbsp;articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o a fim de garantir a incorpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o das propostas e corre&amp;ccedil;&amp;otilde;es necess&amp;aacute;rias em defesa dos setores representados, com foco em seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, justi&amp;ccedil;a tribut&amp;aacute;ria e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Simples Nacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade enviou um of&amp;iacute;cio ao senador Eduardo Braga (MDB/AM), relator da proposta na Comiss&amp;atilde;o de Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Justi&amp;ccedil;a do Senado Federal, assim como a outras lideran&amp;ccedil;as partid&amp;aacute;rias, apresentando contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es essenciais para aprimorar o texto na segunda etapa da regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Reforma Tribut&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar dos avan&amp;ccedil;os j&amp;aacute; empenhados pelo Congresso na proposta &amp;mdash; como a garantia de paridade na composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da C&amp;acirc;mara Superior do IBS entre representantes do Fisco e dos contribuintes &amp;mdash;, o conselho da FecomercioSP entende que o projeto demanda alguns ajustes para assegurar a ampla defesa administrativa e evitar retrocessos em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o atualmente em vigor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, &amp;eacute; fundamental que as seguintes medidas, apresentadas na forma de emendas no &amp;acirc;mbito do referido PLP, sejam contempladas na reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o final da proposta. Confira a seguir.&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Controle de legalidade no &amp;acirc;mbito administrativo |&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;A FecomercioSP sugere&lt;s&gt;&amp;nbsp;&lt;/s&gt;suprimir a express&amp;atilde;o &amp;ldquo;ou ilegalidade&amp;rdquo; do &amp;sect;3&amp;ordm; do art. 92 do PL 108/2024,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;com o objetivo de que os julgadores possam afastar os atos ilegais (exceto controle de constitucionalidade), sob pena de sobrecarregar o Judici&amp;aacute;rio &lt;strong&gt;(Emendas 62 e 79).&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Julgamentos presenciais&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;|&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;A Entidade tamb&amp;eacute;m defende que seja poss&amp;iacute;vel realizar julgamentos presenciais para mat&amp;eacute;rias complexas ou in&amp;eacute;ditas para a turma julgadora, respeitando o princ&amp;iacute;pio do devido processo legal. Para tanto, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio alterar o par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico do artigo 100 (&lt;strong&gt;Emenda 12).&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Prazo para homologa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos cr&amp;eacute;ditos de ICMS |&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Outro pleito &amp;eacute; a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do prazo para homologa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pedidos de reconhecimento de saldo credor do ICMS, de 12 meses para 90 dias, em conformidade com os princ&amp;iacute;pios da razoabilidade e da moralidade administrativa. Assim, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio modificar o inciso II do artigo 151 (&lt;strong&gt;Emendas 30, 39 e 90&lt;/strong&gt;).&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Ajustes nos fatos geradores e bases de c&amp;aacute;lculo de ITCMD e ITBI |&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sugere a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos fatos geradores e das bases de c&amp;aacute;lculo do Imposto sobre Transmiss&amp;atilde;o Causa Mortis e Doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (ITCMD) e do Imposto sobre Transmiss&amp;atilde;o de Bens Im&amp;oacute;veis (ITBI). Defende-se o alinhamento dos dispositivos &amp;agrave; jurisprud&amp;ecirc;ncia do Superior Tribunal de Justi&amp;ccedil;a (STJ) e ao C&amp;oacute;digo Civil, os quais estabelecem que a transmiss&amp;atilde;o da propriedade s&amp;oacute; se concretiza com a inscri&amp;ccedil;&amp;atilde;o do t&amp;iacute;tulo no Registro de Im&amp;oacute;veis. A medida tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; importante para evitar a antecipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o indevida da exig&amp;ecirc;ncia do ITBI e a subjetividade na apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do valor venal, o que garante mais seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e respeito &amp;agrave; legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o vigente. Quanto ao ITCMD, &amp;eacute; importante readequar o texto do inciso II do artigo 170 (&lt;strong&gt;Emenda 46&lt;/strong&gt;). J&amp;aacute; em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ITBI, &amp;eacute; essencial alterar o&amp;nbsp;&lt;strong&gt;caput&lt;/strong&gt; do artigo 35-A e suprimir o inciso IV, do &amp;sect; 1&amp;ordm;, do artigo 38-A e o par&amp;aacute;grafo &amp;uacute;nico do C&amp;oacute;digo Tribut&amp;aacute;rio Nacional (CTN), dados pelo artigo 194 do PLP em destaque (&lt;strong&gt;Emendas 45 e 47&lt;/strong&gt;).&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Simples Nacional &amp;mdash; dedu&amp;ccedil;&amp;atilde;o proporcional das al&amp;iacute;quotas diferenciadas |&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;A FecomercioSP cobra tamb&amp;eacute;m a inclus&amp;atilde;o de dispositivos que garantam &amp;agrave;s empresas optantes do Simples Nacional o direito &amp;agrave; dedu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de forma proporcional, para opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es que envolvam setores contemplados com al&amp;iacute;quotas diferenciadas, relativos ao Imposto sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (IBS) e &amp;agrave; Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os (CBS), inclusive em opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es monof&amp;aacute;sicas, garantindo tratamento adequado e competitivo para o regime simplificado. Dessa forma, a Entidade defende a inclus&amp;atilde;o do dispositivo na Lei Complementar (LC) 123/2006, a Lei do Simples (&lt;strong&gt;Emenda 75&lt;/strong&gt;)&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o para entidades sem fins lucrativos |&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Outro ponto fundamental &amp;eacute; a extens&amp;atilde;o da isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o do IBS e da CBS para organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es sem fins lucrativos que promovam o empreendedorismo,&amp;nbsp;da mesma forma que j&amp;aacute; concedida com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; Cofins,&amp;nbsp;garantindo que as receitas sejam integralmente destinadas aos fins institucionais. A FecomercioSP sugere&amp;nbsp;a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do artigo 26 da LC 214/2025, que regulamenta os novos tributos&amp;nbsp;(&lt;strong&gt;Emenda 87&lt;/strong&gt;).&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Novas emendas&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m dos temas j&amp;aacute; contemplados nas emendas apresentadas pelos parlamentares, o Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios da FecomercioSP elaborou minutas com sugest&amp;otilde;es de emendas e encaminhou-as &amp;agrave;s lideran&amp;ccedil;as do Senado, contemplando outros t&amp;oacute;picos que precisam de aprimoramento no PLP&amp;nbsp;108/2024. Veja abaixo o prop&amp;oacute;sito de cada uma das emendas sugeridas.&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Prazos para impugna&amp;ccedil;&amp;otilde;es e recursos&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;|&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Para a FecomercioSP, &amp;eacute; importante ajustar a reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o do PLP, alterando o &amp;sect; 1&amp;ordm; do artigo 84, o &amp;sect; 1&amp;ordm; do artigo 93 e o artigo 201, a fim de garantir os prazos de 30 dias &amp;uacute;teis para apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impugna&amp;ccedil;&amp;otilde;es e recursos em &amp;acirc;mbito administrativo, de acordo com o C&amp;oacute;digo de Processo Civil (CPC).&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Prescri&amp;ccedil;&amp;atilde;o intercorrente&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;|&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;Eacute; essencial remodelar a reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;sect; 12 do artigo 2&amp;ordm; para deixar claro na lei que se a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal ficar cinco anos sem agir em um processo administrativo tribut&amp;aacute;rio, a cobran&amp;ccedil;a dever&amp;aacute; ser extinta, exceto se houver justificativa para suspens&amp;atilde;o do prazo. Isso traz mais seguran&amp;ccedil;a e evita processos longos. A sugest&amp;atilde;o da Entidade &amp;eacute; prever expressamente a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da prescri&amp;ccedil;&amp;atilde;o intercorrente no processo administrativo e regulamentar os crit&amp;eacute;rios de contagem e suspens&amp;atilde;o do prazo, bem como a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o subsidi&amp;aacute;ria do CPC.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Descontos escalonados sobre multas em parcelamentos&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;|&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O pleito &amp;eacute; para alterar o artigo 60 do PLP a fim de permitir que sejam aplicados descontos progressivos nas multas tamb&amp;eacute;m para quem parcelar as d&amp;iacute;vidas, seguindo o que j&amp;aacute; prev&amp;ecirc; a Lei 8.218/91, para incentivar a regulariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o volunt&amp;aacute;ria de d&amp;eacute;bitos.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Ajuste de regras em conflito com o CTN&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;|&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Cabe ainda a supress&amp;atilde;o do &amp;sect; 3&amp;ordm; do artigo 82, o artigo 84 e o inciso II do artigo 171 para corrigir os pontos do projeto que entram em conflito com o CTN, garantindo a unidade das regras tribut&amp;aacute;rias do Pa&amp;iacute;s. Isso inclui a revis&amp;atilde;o do lan&amp;ccedil;amento s&amp;oacute; at&amp;eacute; a impugna&amp;ccedil;&amp;atilde;o administrativa, bem como para evitar a modifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do termo inicial do prazo de decad&amp;ecirc;ncia do ITCMD.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Reduzir o prazo para ressarcimento dos cr&amp;eacute;ditos de ICMS&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;|&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;Eacute; importante ajustar a reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o do inciso II do artigo 154, e o&amp;nbsp;&lt;strong&gt;caput&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;do artigo 156 do PLP, com o objetivo de reduzir o prazo m&amp;aacute;ximo de 240 para 120 meses para compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ressarcimento de cr&amp;eacute;ditos de ICMS com o IBS, tornando o processo mais &amp;aacute;gil e respeitando os princ&amp;iacute;pios de razoabilidade.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Exclus&amp;atilde;o do sublimite do Simples Nacional |&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;A sugest&amp;atilde;o &amp;eacute; suprimir o artigo 13-A da Lei Complementar 123/2006, extinguindo o sublimite de R$ 3,6 milh&amp;otilde;es, que imp&amp;otilde;e a Micro e Pequenas Empresas (MPEs) do regime simplificado o recolhimento do IBS pelo regime regular.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O conselho da FecomercioSP&amp;nbsp;ainda encaminhou, em maio, of&amp;iacute;cios ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e &amp;agrave; Receita Federal, cobrando transpar&amp;ecirc;ncia acerca das informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e dos sistemas&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/reforma-tributaria-oportunidades-e-desafios-para-empresas-com-a-nova-legislacao"&gt;para implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mecanismo de &lt;strong&gt;split payment&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;na cobran&amp;ccedil;a do IBS e da CBS, com o objetivo de que seus representados possam ter tempo h&amp;aacute;bil para se prepararem para a nova sistem&amp;aacute;tica, al&amp;eacute;m da necess&amp;aacute;ria capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos colaboradores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O documento alerta para os entraves t&amp;eacute;cnicos e operacionais que a medida traz &amp;agrave;s empresas, especialmente diante do curto prazo previsto para a sua entrada em vigor (a partir de 2027). O &amp;oacute;rg&amp;atilde;o ainda destaca que experi&amp;ecirc;ncias anteriores, como as implementa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Sistema P&amp;uacute;blico de Escritura&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital (Sped) e do eSocial, apontaram os riscos de mudan&amp;ccedil;as tribut&amp;aacute;rias complexas sem planejamento adequado, al&amp;eacute;m de citar falhas recentes em sistemas governamentais, como o&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.gov.br/pt-br"&gt;portal Gov.br&lt;/a&gt; e as plataformas da Receita Federal, que geraram desconfian&amp;ccedil;a no ambiente digital de &lt;strong&gt;compliance&lt;/strong&gt; fiscal.&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-envia-oficios-a-ministros-e-a-receita-federal-com-propostas-para-aprimorar-o-split-payment-no-ibs-e-na-cbs"&gt;Saiba mais&lt;/a&gt;!&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Prepare-se!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios da FecomercioSP, que participou ativamente dos debates no Congresso Nacional durante a elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o da reforma, refor&amp;ccedil;a a import&amp;acirc;ncia de se preparar para essas mudan&amp;ccedil;as, que trar&amp;atilde;o reflexos importantes para os neg&amp;oacute;cios em todo o Pa&amp;iacute;s. Por isso, a Entidade produziu um e-book para auxiliar empres&amp;aacute;rios, contadores e profissionais do setor a compreenderem as novas regras e se adaptarem &amp;agrave;s exig&amp;ecirc;ncias do novo sistema tribut&amp;aacute;rio.&lt;u&gt;&amp;nbsp;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/orientacao/gestao-empresarial/o-que-muda-com-a-regulamentacao-da-reforma-tributaria-aprovada/" target="_blank"&gt;Baixe agora mesmo o e-book sobre a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Reforma Tribut&amp;aacute;ria&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticias/legislacao/reforma-tributaria"&gt;&lt;strong&gt;Clique aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; e acompanhe todas as iniciativas e materiais orientadores da FecomercioSP acerca da regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Reforma Tribut&amp;aacute;ria.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 23 Jun 2025 09:56:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Reforma Tributária]]</category></item></channel></rss>
