<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Trabalho - Legislação - FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticias/legislacao/trabalho</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Thu, 14 May 2026 13:25:40 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Trabalho - Legislação - FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticias/legislacao/trabalho</link><url>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Legislação]]</category><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Entenda o que mudou na lei de licença-maternidade]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/entenda-o-que-mudou-na-lei-de-licenca-maternidade</link><description>&lt;![CDATA[Acompanhe a mudança que afeta empresas e trabalhadoras do Comércio]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A licença-maternidade, um dos direitos mais importantes garantidos às trabalhadoras brasileiras, acaba de ganhar uma nova regra. A Lei 15.222/2025 alterou o artigo 392 da CLT, permitindo a ampliação do benefício em casos de internação hospitalar da mãe ou do recém-nascido por mais de duas semanas, desde que essa internação tenha relação direta com o parto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudança, apresentada e debatida pelo Conselho do Comércio Varejista (CCV) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e seus Sindicatos filiados, busca garantir que o período de recuperação e convivência entre mãe e bebê seja integralmente usufruído após a alta médica. A seguir, a assessoria jurídica da Entidade esclarece as principais dúvidas dos empresários sobre a aplicação da nova lei.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entenda as novas regras da licença-maternidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1. O que muda, na prática, com a Lei 15.222/2025 em vigor?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A principal mudança é a possibilidade de estender a licença-maternidade por até 120 dias após a alta hospitalar da mãe e do bebê, nos casos em que houver internação superior a duas semanas e comprovado o nexo com o parto. Antes, o benefício contava a partir do nascimento, mesmo que a mãe (ou o recém-nascido) permanecesse internada por longos períodos. Agora, o objetivo é garantir que esse tempo seja realmente dedicado à convivência familiar após a alta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2. Essa prorrogação é automática?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não. A ampliação depende de comprovação médica da internação e da relação com o parto, além de documentação hospitalar. Com esses documentos, a trabalhadora deve comunicar a empresa, que, por sua vez, informará o INSS sobre o pedido de extensão do benefício.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;3. Há um limite máximo de prorrogação?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sim. A nova redação do §7º do artigo 392 da CLT define que a licença pode se estender por até 120 dias após a alta hospitalar, descontado o tempo de repouso anterior ao parto. Isso significa que se parte do afastamento já tiver sido utilizada antes do nascimento, esse período será abatido do total.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;4. A regra vale para todas as mães, inclusive as adotantes?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por enquanto, a alteração contempla os casos de licença-maternidade decorrentes de parto, com internação da mãe ou do recém-nascido. Para adoção ou guarda judicial, permanecem as regras anteriores, mas o tema ainda pode ser ampliado futuramente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;5. O que as empresas precisam observar?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É importante que o departamento de Recursos Humanos oriente as colaboradoras sobre a nova possibilidade e se mantenha atento à documentação médica. A recomendação é formalizar todas as comunicações entre a funcionária e a empresa, garantindo segurança jurídica e transparência no processo. Além disso, o empregador não arca com custos adicionais, já que o benefício continua sendo pago pela Previdência Social.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;6. Essa mudança representa algum impacto administrativo para o empresário?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sim, mas de forma positiva. A ampliação do prazo de licença em casos excepcionais traz mais previsibilidade e segurança jurídica. Antes, havia dúvidas a respeito de como proceder quando o bebê ou a mãe permanecessem internados por semanas — agora, a lei delimita de forma clara o procedimento, evitando questionamentos futuros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;7. Qual é a orientação da FecomercioSP para sindicatos e empresas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade recomenda atenção para a comprovação do nexo entre a internação e o parto, o preenchimento correto dos documentos e a observação do prazo enviado ao INSS. Além disso, reforça que a medida traz avanços importantes em termos de saúde materno-infantil e pode reduzir tensões entre empregadores e empregadas, ao definir critérios objetivos para a prorrogação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a nova regra, o Brasil dá um passo importante na proteção à maternidade e à primeira infância. A FecomercioSP segue acompanhando a regulamentação prática da Lei 15.222/2025 e orientando seus Sindicatos e empresários sobre como aplicá-la de forma segura e equilibrada, com o objetivo de garantir o bem-estar das famílias e a segurança das relações de trabalho.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 14 Oct 2025 17:09:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Contratação de mão de obra terceirizada é lícita e constitucional, defende Ivo Dall’Acqua no STF]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/contratacao-de-mao-de-obra-terceirizada-e-licita-e-constitucional-defende-ivo-dallacqua-no-stf</link><description>&lt;![CDATA[Presidente em exercício da FecomercioSP argumenta que é preciso distinguir as fraudes que usam a terceirização para ocultar vínculos CLT das contratações legítimas, firmadas com base na livre iniciativa]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Diante do alto volume de processos que questionam a contratação de mão de obra terceirizada — vulgarizada pelo termo “pejotização” quando utilizada para mascarar um contrato que deveria ser regido pela CLT —, o Supremo Tribunal Federal (STF) promoveu uma audiência pública para &amp;nbsp;ouvir as partes interessadas e representantes da sociedade civil. Em razão do enorme alcance do modelo de trabalho, esses processos estão suspensos desde o primeiro semestre (&lt;a href="https://portal.stf.jus.br/processos/downloadPeca.asp?id=15375825805&amp;ext=.pdf" target="_blank"&gt;Tema 1.389&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao representar a &lt;a href="https://portaldocomercio.org.br/"&gt;Confederação Nacional do Comércio (CNC)&lt;/a&gt;, entidade da qual é diretor, o presidente em exercício da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, Ivo Dall’Acqua Júnior, defendeu &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/a-legislacao-precisa-acompanhar-o-dinamismo-das-novas-relacoes-trabalhistas-para-atender-trabalhadores-e-autonomos"&gt;a licitude da contratação de Pessoas Jurídicas (PJs) ou autônomos&lt;/a&gt; para a prestação de serviços, uma forma de terceirização reconhecida pela Corte e regulamentada após a Reforma Trabalhista de 2017.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dr. Ivo lembrou que o debate que se trava é sobre a repressão às fraudes, e não sobre a validade desse modelo de contratação. “É necessário distinguir: há fraude quando a terceirização é usada para mascarar um vínculo que deveria ser regido pela CLT. A contratação de mão de obra terceirizada é lícita, legítima, moderna e constitucional. O que se busca é impedir que milhões de contratações legítimas, realizadas com base na livre-iniciativa, sejam criminalizadas pela Justiça do Trabalho”, argumentou. “Chamar de ‘pejotização’ é vulgarizar uma forma contratual que a lei acolhe e reconhece”, complementou. Além de Dr. Ivo, José Pastore, presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-emprego-e-relacoes-de-trabalho"&gt;Conselho de Emprego e Relações do Trabalho&lt;/a&gt; da FecomercioSP, também apresentou impressões sobre o assunto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para formar um entendimento, o Supremo buscou esclarecer quase 20 pontos em torno do assunto, como as diferenças nas relações laborais; a configuração de fraude; o papel da Justiça do Trabalho; o tratamento tributário do profissional PJ; os impactos sobre a arrecadação do governo e a Previdência; as implicações nas negociações coletivas e na representação sindical, entre outras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Contratações são legítimas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em seu discurso, o presidente em exercício da FecomercioSP destacou que a Constituição assegura a liberdade de organização do trabalho e a livre-iniciativa, não exigindo um único modelo de contratação pela CLT. Isso porque o STF já decidiu, no Tema 725, que é lícita a terceirização ou qualquer forma de divisão do trabalho entre PJs distintas. Na ADPF 324, por sua vez, o órgão reforçou que a Constituição não impõe um modelo único de organização empresarial. Já na &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/lei-do-salao-parceiro-atuacao-da-fecomerciosp-e-do-beleza-patronal-garante-melhorias-e-novas-regras-em-sao-paulo"&gt;ADC 48 e na ADI 5625 (Lei do Salão-Parceiro)&lt;/a&gt;, confirmou-se a compatibilidade de novas formas contratuais com a ordem constitucional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em outras palavras, a Corte já reconheceu, em diversas decisões, a legalidade da terceirização e de novas formas contratuais, reforçando que a CLT não é a única opção permitida pelo texto constitucional. “O órgão também já definiu que cabe à Justiça comum julgar contratos civis e comerciais de prestação de serviços, afastando, nesses casos, a natureza trabalhista e a competência da Justiça do Trabalho [ADC 48 e Tema 550 da repercussão geral]”, acrescentou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Enquanto depositários da confiança da classe empresarial e representantes legítimos de sua atividade, almejamos a preservação daquilo que esta Corte já reconheceu:&amp;nbsp;a contratação de mão de obra terceirizada é constitucional, legítima e&amp;nbsp;necessária ao Brasil”, afirmou. “Assim, se protegerá não apenas a ordem jurídica, mas também a segurança econômica e a liberdade de milhões de trabalhadores e empreendedores brasileiros.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Respeito à lógica processual&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dr. Ivo ainda salientou que o ônus da prova da fraude cabe a quem alega. “A CLT é clara: cabe ao trabalhador comprovar, com fatos concretos, a existência de subordinação, habitualidade e pessoalidade que caracterizam o vínculo empregatício. Portanto, presumir [de início que o contrato de prestação de serviço se trata de uma fraude] seria inverter a lógica processual e gerar insegurança jurídica em todas as relações contratuais”, enfatizou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O presidente em exercício da Federação ressaltou também que o anseio do setor produtivo não é reduzir a proteção aos trabalhadores, mas que o Supremo reforce os próprios precedentes, assegurando a&amp;nbsp;competência da Justiça comum&amp;nbsp;para discutir contratos civis, (salvo prova robusta de fraude), a&amp;nbsp;licitude da contratação por&amp;nbsp;PJs (quando não configurados os elementos da relação de emprego) e a&amp;nbsp;manutenção do ônus da prova com quem alega a fraude.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Diversidade dos arranjos com PJs&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na visão de Pastore, é fundamental preservar a natureza civil dos contratos entre PJs e empresas, baseados na liberdade contratual. Profissionais altamente qualificados — médicos, professores, advogados, artistas, especialistas em Tecnologia da Informação etc. — e também trabalhadores de plataformas digitais optam livremente por esse modelo, em busca de autonomia, flexibilidade e melhores ganhos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje, a contratação de PJs apresenta formatos cada vez mais flexíveis, com profissionais atuando de diferentes maneiras na entrega de produtos, serviços ou ambos. “Não há um padrão único. Às vezes, a PJ trabalha apenas para uma empresa; em outros casos, atende a diversas contratantes simultaneamente. As atividades podem ser realizadas de forma individual ou em colaboração com os funcionários da companhia, dependendo da demanda”, observou Pastore.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além da flexibilidade das funções, os tipos de contrato também se multiplicam. Algumas demandas são pontuais e outras, recorrentes, ao passo que a execução pode coincidir com os horários da contratante ou ocorrer em períodos diferenciados. Há contratos com duração determinada ou indeterminada, e carga horária parcial ou integral, ajustando-se à realidade de cada parte envolvida. Essa diversidade também se manifesta no local e no formato de trabalho — alguns profissionais atuam nas instalações da contratante; outros, em seus próprios espaços ou remotamente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Assim é o trabalho moderno. A variedade de formatos de contratação é imensa. O que se busca com isso é a melhoria da produtividade e da competitividade da contratante, bem como uma oportunidade de trabalho para o profissional. Isso ajuda a empresa a crescer economicamente e gerar mais trabalho. As PJs sempre recebem orientações técnicas da contratante, sem subordinação jurídica, são pagas pelos seus serviços e respondem pelos seus erros, pois têm autonomia”, complementou Pastore.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Previdência e competência da Justiça comum&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao abordar &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/se-nao-houver-outra-reforma-da-previdencia-deficit-do-sistema-chegara-a-r-810-bilhoes-ate-2040-calcula-fecomerciosp"&gt;o aspecto do sistema previdenciário&lt;/a&gt;, Pastore frisou que o Brasil possivelmente precisará ajustar a alíquota paga pelo profissional ou rever a forma de arrecadação. “Na Alemanha, por exemplo, a PJ só pode realizar o trabalho se comprovar estar filiada e em dia com uma previdência pública ou privada. Trata-se de um modelo tripartite de contribuição, dividido entre contratante, contratado e governo.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, advertiu que as eventuais disputas em torno dos contratos precisam ser dirimidas pela Justiça Civil. “De uma maneira bem específica, haverá fraude quando a PJ trabalhar sem autonomia para tomar as suas decisões e obedecendo as regras do vínculo empregatício. Eu acho que esse é o grande desafio que o STF tem pela frente: distinguir o trabalho autônomo da PJ — como legítimo, legal, contribuinte da Previdência Social — da fraude, que é aquela que o faz parecer um empregado com vínculo", concluiu.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 07 Oct 2025 08:35:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Legislação precisa acompanhar as novas relações trabalhistas]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/a-legislacao-precisa-acompanhar-o-dinamismo-das-novas-relacoes-trabalhistas-para-atender-trabalhadores-e-autonomos</link><description>&lt;![CDATA[Live da FecomercioSP com especialistas debate o cenário da pejotização no Brasil, às vésperas de audiência pública no STF que definirá o tema, no próximo dia 6]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Qual é o órgão judicial competente para julgar a validade de contratos de prestação de serviços por parte de Pessoa Jurídica (PJ)? Quais elementos garantem a natureza civil e a não caracterização de vínculo empregatício? A quem recai o ônus da prova em caso de fraude? Todas essas relevantes questões devem ser respondidas na audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 6 de outubro, quando será discutida a pejotização — contratação de profissionais via PJ em vez de vínculo da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essas definições terão impactos profundos para o ambiente de negócios brasileiro, com potencial de pacificar as divergências trabalhistas que se avolumam nos tribunais País afora. Contudo, também podem trazer ainda mais insegurança jurídica para a modalidade autônoma, amplamente utilizada hoje em dia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De forma a esclarecer ao setor produtivo o que será abordado no Supremo, assim como o que pode mudar nos contratos de prestação de serviço, o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-emprego-e-relacoes-de-trabalho"&gt;Conselho de Emprego e Relações do Trabalho&lt;/a&gt; da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; realizou, em 26 de setembro, uma live com grandes especialistas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Confira a live completa:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/tJJbNAhBs2c?&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;strong&gt;Origem das divergências&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo José Pastore, presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da FecomercioSP, os novos modelos de negócio exigem regras mais flexíveis, capazes de conciliar a necessidade de competitividade das empresas com a proteção aos trabalhadores. “Temos uma realidade que vai muito além da antiga relação binária entre empresa e empregado, na qual PJs realizam funções de diversas formas, e a legislação não atende a essa complexidade”, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto as relações laborais evoluem, o&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/pejotizacao-e-o-impasse-do-vinculo-stf-pauta-novo-capitulo-das-relacoes-de-trabalho"&gt;empregado e o empresário se encontram entre as vantagens da estabilidade da CLT e os ganhos econômicos dos contratos autônomos&lt;/a&gt;. Para Luciana Yeung, economista e professora no Insper, esse dilema é causado pela superproteção da legislação atual sobre os trabalhadores CLT, que onerou em demasia a contratação e a manutenção desses profissionais. Em contrapartida, existe o estímulo à pejotização pelos benefícios financeiros envolvidos e pela maior liberdade de atuação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A pejotização no Brasil é um problema pelos incentivos tributário e de renda que se impõem. Isto é, vai muito além das questões trabalhistas. É comum vermos profissionais PJs que contam com vantagens financeiras e tributárias, em detrimento do trabalhador CLT. Isso é reflexo da legislação vigente, que, ao tentar proteger o funcionário, não incentiva a contratação de celetistas, seja pelo custo para a empresa, seja pela limitação à classe trabalhadora”, apontou Luciana.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É importante destacar que a Reforma Trabalhista (&lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13467.htm"&gt;Lei 13.467/2017&lt;/a&gt;) prevê a contratação de trabalhadores autônomos com exclusividade e de forma contínua, desde que não haja os elementos que caracterizam um vínculo empregatício.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;strong&gt;Diferenças entre autônomo e CLT&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fraude trabalhista acontece se o prestador de serviços PJ atuar na prática cumprindo todos os requisitos que a CLT atribui ao contrato de emprego. Subordinação, habitualidade, onerosidade e pessoalidade são as características que enquadram o vínculo empregatício.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, há muitos casos de empresas que contratam Microempreendedores Individuais (MEIs) na modalidade autônoma, mas eles acabam cumprindo jornadas como um trabalhador CLT. Segundo Otávio Pinto e Silva, professor de Direito do Trabalho e de Seguridade Social na Universidade de São Paulo (USP), essa prática, além de fraudulenta, desvirtua o propósito inicial do MEI.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“O MEI surgiu com a ideia de oportunizar o empreendedorismo individual. No entanto, existem muitas situações em que a categoria é contratada pelas empresas como se fosse um trabalhador comum, subordinado e com horários predefinidos. Isso se caracteriza como uma fraude trabalhista. Se o negócio tem a necessidade de um trabalhador em tempo integral, deve contratá-lo no formato CLT. A contratação do MEI ou de qualquer outro regime autônomo precisa ser entendida pelas empresas como uma prestação de serviços específica e sem qualquer vício trabalhista. Não se pode confundir terceirização com pejotização”, ponderou Silva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar das regras estabelecidas, segundo Estêvão Mallet, advogado e integrante do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da FecomercioSP, nem sempre é fácil distinguir essa relação. “Na prática, onde temos colaboradores que prestam serviços de diferentes formas e locais, inclusive em outros países por meios virtuais, é difícil distinguir essa relação. São novos desafios que estamos lidando ainda com uma legislação da década de 1940. Por isso que a decisão do Supremo é fundamental para pacificar essa modalidade. O impacto para as empresas poderá ser muito grande”, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Em prol do ambiente de negócios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP defende a modernização das relações laborais como caminho essencial para o desenvolvimento do País. Atualizar o tratamento jurídico para as formas de contratação, segundo a Entidade, significa reduzir a informalidade, ampliar as oportunidades de trabalho e trazer mais segurança jurídica às partes, evitando litígios e fortalecendo a autonomia privada como espaço legítimo de construção de consensos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Ivo Dall'Acqua Júnior, presidente em exercício da Federação, “estamos diante de uma profunda insegurança jurídica: o que está em jogo é o equilíbrio entre a autonomia do trabalhador e a necessidade de proteção legal. São questões que definem o futuro das relações de trabalho e apontam para o desafio fundamental da liberdade de escolha &lt;strong&gt;versus&lt;/strong&gt; a imposição de vínculos”, concluiu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A modernização trabalhista não implica perda de direitos, mas a adaptação do Brasil a um cenário econômico dinâmico, em que empresas precisam de condições para crescer e inovar, enquanto trabalhadores merecem vínculos formais, estáveis e protegidos. Além disso, de acordo com Dall’Acqua Júnior, as novas gerações da força de trabalho nem sempre manifestam preferência pela forma celetista para essas relações, encaminhando-se para novos arranjos que permitam mais liberdade e flexibilidade do que a função subordinada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acompanhe todas as discussões sobre a pejotização e da audiência pública no STF na &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-emprego-e-relacoes-de-trabalho"&gt;página do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 03 Oct 2025 11:36:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[STF]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Alteração da escala 6x1 causaria impactos relevantes à economia, alerta FecomercioSP em debate]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/alteracao-da-escala-6x1-causaria-impactos-relevantes-a-economia-alerta-fecomerciosp-em-debate</link><description>&lt;![CDATA[Em audiência pública sobre o tema, Entidade defende que mudanças na jornada sejam discutidas em negociações coletivas e aponta riscos de redução de postos de trabalho e aumento nos custos à população]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A proposta de redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais tem gerado debates na sociedade brasileira, especialmente sobre a importância do equilíbrio entre as vidas profissional e particular do trabalhador. Não se pode negar o mérito da questão colocada, porém, é preciso ter cuidado com os impactos à economia, como a redução de vagas de emprego pelo desligamento de pessoal, menor número de contratações e aumento nos preços ao consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em audiência pública promovida pela Subcomissão Especial da Escala de Trabalho 6x1, da Câmara dos Deputados, na última terça-feira (30), realizada no Sesc Santana, em São Paulo (SP), a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; destacou que a diminuição da escala de trabalho deve ser discutida no âmbito das negociações coletivas, considerando as particularidades de cada setor econômico. A imposição da medida por lei pode enrijecer as relações entre trabalhadores e empregadores e trazer efeitos negativos, inclusive para serviços públicos prestados à população.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Quando se legisla e engessa, acaba impondo-se algo que não pode ser tão bem customizado”, destacou Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente em exercício da FecomercioSP e diretor da &lt;a href="https://portaldocomercio.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)&lt;/a&gt;. “Há setores que já se organizaram. A saúde, por exemplo, que pratica uma jornada de 180 horas mensais por causa do 12x36, não teria condição de fazer por dois. Isso tem de ser discutido por quem opera, por quem trabalha. Eles já têm uma jornada diferenciada, decorrente de processos negociais que contemplam os interesses tanto dos trabalhadores como das empresas. Ao se jogar a necessidade de dois dias seguidos de descanso, quebra-se isso, e essa quebra provoca um custo”, ponderou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Redução de jornada: gradual no mundo, abrupta no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, a legislação já prevê flexibilidade. A Constituição estabelece jornada de até 44 horas semanais e 8 horas diárias. No Brasil, a média negociada é de 39 horas semanais, próxima de países como Estados Unidos (38 horas) e Portugal (38,2 horas). Na Alemanha, por exemplo, a lei permite 48 horas, mas acordos coletivos reduzem para 34,2 horas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além de não considerar esse cenário, a PEC que pretende alterar o artigo 7º da Constituição Federal acerca da jornada formal laboral, vai na contramão da experiência internacional, na qual a redução da jornada tem sido feita de forma gradual. Os Estados Unidos adotaram uma redução anual de 11 horas em 15 anos. Já países integrantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziram 55 horas anuais no mesmo período. No Brasil, ao contrário, a proposta é reduzir, de uma só vez, cerca de 480 horas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Esse é o desafio que nós temos pela frente. A economia teria de se ajustar a essa mudança abrupta e forte”, alertou o sociólogo José Pastore, presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-emprego-e-relacoes-de-trabalho" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Emprego e Relações de Trabalho&lt;/a&gt; da FecomercioSP, destacando que a decisão destoa da experiência mundial.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/csLGRDGMSI8?&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Produtividade, condição essencial para reduzir jornada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O especialista ressaltou que uma das condições para a redução da jornada nas negociações é o ganho operacional. No entanto, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), enquanto na Noruega cada hora de trabalho gera US$ 93, no Brasil são produzidos apenas US$ 17. “É uma diferença brutal de produtividade”, enfatizou Pastore.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, dados de 2024 mostram que cada hora trabalhada por um brasileiro produziu US$ 21,4, mantendo o País na 78ª posição no ranking de produtividade global da Conference Board. Em contraste, os trabalhadores norte-americanos lideram a lista, com US$ 94,8 por hora. Esse cálculo considera fatores como tecnologia disponível, administração da empresa e qualificação da mão de obra, entre outras variáveis. Assim, promover cortes de jornada sem medidas que elevem a eficiência e a inovação tende a pressionar ainda mais esse indicador, reduzindo a possibilidade de avanços. Por isso, um ajuste gradual é necessário para que a sociedade e a economia também possam se adaptar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Nós precisamos uma certa cautela em fazer trocas legais que aumentem custos sem elevar a produtividade. A redução de jornada, quando realizada por negociação, leva em conta as características dos setores, dos ramos e dos trabalhadores. O setor está com uma produtividade alta? Vamos reduzir a jornada. O setor não está com produtividade alta? Não podemos reduzir a &amp;nbsp; jornada”, justificou o presidente do Conselho de Relações do Trabalho da FecomercioSP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aumento do custo da hora trabalhada e risco para empresas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além da necessidade de redução gradual e aumento da eficiência, outro ponto de atenção da FecomercioSP com a PEC é o seu efeito sobre a folha de pagamentos. Hoje, um salário de R$ 2,2 mil para 220 horas mensais equivale a R$ 10 por hora. Com a redução da jornada para 180 horas (36 horas semanais), haveria um acréscimo mínimo de 22,2%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A análise da Entidade aponta também um erro matemático no projeto, que prevê uma jornada de quatro dias de trabalho, com no máximo oito horas diárias, e três de descanso — o que resultaria em 32 horas semanais, em contradição ao texto que menciona 36 horas. Assim, considerando quatro horas adicionais — que seriam computadas como extras —, &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/com-o-fim-da-escala-6x1-custo-da-hora-do-trabalho-subiria-37-5-para-fecomerciosp-efeitos-seriam-devastadores-para-a-economia" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;esse aumento poderia chegar a 37,5%&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O aumento do custo da hora trabalhada, sem ganhos de produtividade e receita, levaria empresas a repassarem despesas para produtos e serviços, bem como encerrarem atividades ou reduzirem postos de trabalho. O efeito seria particularmente perverso para micro, pequenos e médios negócios. Além disso, de acordo com estimativas citadas pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), em contratos públicos de limpeza urbana, por exemplo, poderia haver uma pressão inflacionária em prefeituras na ordem de 15% a 20%, além do risco de reflexos na prestação de serviços. Mais uma vez, afetaria diretamente a população. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Consequências para o PIB e o emprego&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estima-se, ainda, que a redução da jornada poderia provocar queda de até 6,2% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e a eliminação de 1,2 milhão de empregos formais já no primeiro ano. Dessa forma, o objetivo de melhorar a qualidade de vida com menos horas trabalhadas também se perderia, já que muitos trabalhadores poderiam ser obrigados a buscar mais de um emprego para manter o poder de compra diante da inflação, ou recorrer à informalidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com Pastore, setores como Comércio, Indústria, Agronegócio e Transporte teriam dificuldades para organizar escalas e turnos — incluindo jornadas 4x3 —, o que exigiria a contratação de muitos “folguistas”. Soma-se a isso o risco de criação de contratos diferenciados, que poderiam comprometer a isonomia entre empregados, gerando mais insegurança jurídica e problemas trabalhistas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Contexto desfavorável e riscos para o País&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, vale destacar o momento inadequado para a discussão, considerando o cenário atual do brasileiro: escassez de mão de obra, salários reajustados acima da inflação, possibilidade de aumento de custos para o governo em meio ao esforço de ajuste fiscal, incertezas decorrentes da Reforma Tributária, pressão da própria inflação e cobranças internacionais por produtividade diante da escalada da guerra tarifária.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todo esse contexto torna a mudança um risco, que pode agravar os desafios nacionais sem que, necessariamente, se colha a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores ou a ampliação dos postos de trabalho. “Se fosse possível gerar empregos por lei, não haveria desemprego no mundo. Porque a primeira providência que o governante tomaria seria passar uma lei para acabar com o desemprego. Emprego depende de investimento, depende de crescimento e da pujança da economia”, ressaltou Pastore.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Debate na subcomissão&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estiveram presentes no debate o deputado federal Leo Prates (PDT/BA), presidente da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados; Luiz Gastão (PSD/CE), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/25; Luiz Carlos Motta (PL/SP), presidente da Fecomerciários/SP; e Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e da União Geral dos Trabalhadores (UGT).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além deles, participaram Hélio Zylberstajn, professor sênior na Universidade de São Paulo (USP), e representantes de diversos setores, como a Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse); a Confederação Nacional do Turismo (CNTur); a Confederação Nacional do Transporte (CNT); a Associação Paulista de Supermercados (Apas); a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); a Associação Brasileira de Supermercados (Abras); e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), além da Confederação &amp;nbsp;da Associação Brasileira de resíduos e meio Ambiente (Abrema), entre outras organizações.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A audiência pública foi a primeira realizada pela subcomissão da Comissão de Trabalho da Câmara, que deve fazer outros ciclos de audiências, em diferentes regiões do Brasil, para discutir o tema e ouvir os setores envolvidos até a apresentação do relatório final.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 03 Oct 2025 11:32:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP debate pejotização e possíveis mudanças do STF que podem afetar as empresas]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-debate-pejotizacao-e-possiveis-mudancas-do-stf-que-podem-afetar-as-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Evento vai esclarecer pontos sobre legalidade da contratação de profissionais como pessoa jurídica e trazer orientações]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Em abril de 2025, Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/inseguranca-juridica-divergencia-entre-stf-e-justica-do-trabalho-e-prejudicial-para-as-empresas"&gt;determinou a suspens&amp;atilde;o nacional de todos os processos&lt;/a&gt; que analisavam a legalidade da pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o (Tema 1.389). A medida visava assegurar uniformidade das decis&amp;otilde;es judiciais e reduzir a inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica diante de decis&amp;otilde;es divergentes na Justi&amp;ccedil;a do Trabalho e no pr&amp;oacute;prio Supremo. Para isso, foi agendada uma Audi&amp;ecirc;ncia P&amp;uacute;blica no STF, em 6 de outubro, para esclarecer diversos pontos em torno dessa quest&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A&amp;nbsp;pr&amp;aacute;tica da pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de profissionais via Pessoa Jur&amp;iacute;dica (PJ) em vez de v&amp;iacute;nculo CLT &amp;mdash; tem levantado intensas discuss&amp;otilde;es jur&amp;iacute;dicas, econ&amp;ocirc;micas e sociais, diante de um descompasso entre as formas tradicionais de admiss&amp;atilde;o e as necessidades atuais do mercado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De forma a esclarecer ao setor produtivo o que ser&amp;aacute; abordado no Supremo, assim como o que pode mudar nos contratos de presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;o, o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-emprego-e-relacoes-de-trabalho"&gt;Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; realizar&amp;aacute;, no dia 26 de setembro, uma live com grandes especialistas, a partir das 10h.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que esclarecer do que se trata a pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o que est&amp;aacute; em jogo no STF, os palestrantes ainda v&amp;atilde;o falar sobre as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;o que mais demandam aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas, de forma a evitar que se configure como uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o laboral.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Confira, a seguir, os convidados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jos&amp;eacute; Pastore&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; &amp;mdash; presidente do Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho da FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Est&amp;ecirc;v&amp;atilde;o Mallet&lt;/strong&gt; &amp;mdash; advogado, professor na Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (USP) e integrante do Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho da Entidade&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ot&amp;aacute;vio Pinto e Silva&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; &amp;mdash; professor de Direito do Trabalho e de Seguridade Social na USP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Luciana Yeung&lt;/strong&gt; &amp;mdash; economista e professora no Insper&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Participe e aproveite para tirar d&amp;uacute;vidas na live! Veja, a seguir, algumas quest&amp;otilde;es que ser&amp;atilde;o debatidas pelos especialistas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/4sWMZEs6F7Y?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/oiTOMVjQF78?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/p6plVeYr4DE?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/8EGsMn4V8aU?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/fijWV06Qouk?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Servi&amp;ccedil;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Debate: Seguran&amp;ccedil;a Jur&amp;iacute;dica e Competitividade para Empresas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;26 de setembro&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Das 10h &amp;agrave;s 12h&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fa&amp;ccedil;a a sua &lt;a href="https://www.sympla.com.br/evento-online/pejotizacao-em-debate-seguranca-juridica-e-competitividade-para-empresas/3124174"&gt;inscri&amp;ccedil;&amp;atilde;o gratuita aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 15 Sep 2025 18:07:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Da informalidade à economia digital: os desafios do trabalho no Brasil ]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/da-informalidade-a-economia-digital-os-desafios-do-trabalho-no-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Segundo o economista André Mancha, hoje, tanto empresas, quanto trabalhadores não têm visto vantagens no emprego formal. “Eles entendem que é mais um imposto”, afirma]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style="margin: 0px 0px 10px; color: rgb(65, 65, 65); font-family: sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;" id="isPasted"&gt;O que faz com que tantos trabalhadores optem pela informalidade no Brasil? E quais s&amp;atilde;o os caminhos para combater a alta dos empregos informais? O&amp;nbsp;&lt;a href="https://umbrasil.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" style="color: rgb(12, 105, 158); text-decoration: none; user-select: auto;"&gt;Canal UM BRASIL&lt;/a&gt; &amp;mdash; uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP) &amp;mdash; investiga essas quest&amp;otilde;es em uma entrevista com o economista Andr&amp;eacute; Mancha, gerente da JOI Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0px 0px 10px; color: rgb(65, 65, 65); font-family: sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;"&gt;Segundo o economista, hoje, tanto empresas, quanto trabalhadores n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m visto vantagens no emprego formal. &amp;ldquo;Eles entendem que &amp;eacute; mais um imposto&amp;rdquo;, afirma. A quest&amp;atilde;o &amp;eacute; latente para quem &amp;eacute; Microempreendedor Individual (MEI).. &amp;ldquo;Grande parte deles n&amp;atilde;o paga a taxa [de imposto], porque esquece, porque n&amp;atilde;o v&amp;ecirc; benef&amp;iacute;cios&amp;rdquo;, completa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0px 0px 10px; color: rgb(65, 65, 65); font-family: sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;"&gt;Mancha acredita que, para resolver essa quest&amp;atilde;o, &amp;eacute; preciso articular pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas e investir em educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;Pessoas mais escolarizadas n&amp;atilde;o apenas t&amp;ecirc;m acesso &amp;agrave;s melhores vagas &amp;mdash; e vagas que provavelmente est&amp;atilde;o no mercado formal &amp;mdash;, como elas mesmas selecionam mais&amp;rdquo;, opina.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0px 0px 10px; color: rgb(65, 65, 65); font-family: sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;"&gt;&lt;strong style="font-weight: 700;"&gt;Raio-x da informalidade&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc" style="padding: 0px; margin: 0px 0px 10px 25px; color: rgb(65, 65, 65); font-family: sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;"&gt;&lt;li style="line-height: 20px;"&gt;&lt;strong style="font-weight: 700;"&gt;Formalidade &amp;eacute; sin&amp;ocirc;nimo de mais imposto?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Quando o trabalhador, ou a empresa, n&amp;atilde;o consegue enxergar os benef&amp;iacute;cios do emprego formal, a formalidade &amp;eacute; vista como mais um boleto a pagar. &amp;ldquo;No caso do MEI, isso &amp;eacute; particularmente preocupante, porque &amp;eacute; uma taxa relativamente baixa, de R$ 70,00 por m&amp;ecirc;s, para ter acesso a benef&amp;iacute;cios como aposentadoria, aux&amp;iacute;lio-doen&amp;ccedil;a, aux&amp;iacute;lio-maternidade &amp;mdash; uma s&amp;eacute;rie de benef&amp;iacute;cios&amp;rdquo;, explica Mancha. &amp;ldquo;Mas grande parte dos MEIs n&amp;atilde;o paga. A pessoa n&amp;atilde;o v&amp;ecirc; uma puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara [se n&amp;atilde;o pagar] e n&amp;atilde;o v&amp;ecirc; um benef&amp;iacute;cio n&amp;iacute;tido&amp;rdquo;, detalha.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style="line-height: 20px;"&gt;&lt;strong style="font-weight: 700;"&gt;Falta articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O economista acredita que h&amp;aacute; uma sequ&amp;ecirc;ncia de falhas no funcionamento de programas sociais, que faz com que as pessoas sigam na informalidade. &amp;ldquo;Quando s&amp;atilde;o cadastradas no Cad&amp;Uacute;nico &amp;mdash; porta de entrada para programas como o Bolsa Fam&amp;iacute;lia &amp;mdash;, n&amp;atilde;o tem uma entrevista, um&amp;nbsp;&lt;strong style="font-weight: 700;"&gt;checklist&lt;/strong&gt; para entender quem &amp;eacute; aquela pessoa, se est&amp;aacute; precisando de emprego, se est&amp;aacute; h&amp;aacute; muito tempo desempregada&amp;rdquo;, aponta. &amp;ldquo;Ali, naquele momento, j&amp;aacute; seria uma oportunidade de direcionar uma pol&amp;iacute;tica p&amp;uacute;blica adequada para aquela pessoa. &amp;Agrave;s vezes, o melhor aux&amp;iacute;lio &amp;eacute; fazer a conex&amp;atilde;o com servi&amp;ccedil;os de busca de emprego&amp;rdquo;, sugere.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style="line-height: 20px;"&gt;&lt;strong style="font-weight: 700;"&gt;Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; porta de sa&amp;iacute;da.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;De acordo com Mancha, o jovem do n&amp;uacute;cleo familiar que vai receber o Bolsa Fam&amp;iacute;lia, por exemplo, deveria receber algum tipo de orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o para continuar estudando. O economista lembra que, a partir dos anos 2000, o Pa&amp;iacute;s viveu uma queda na informalidade &amp;mdash; de 45% para cerca de 38% &amp;mdash; justificado pelo ganho de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;As pessoas conseguiram aumentar a escolaridade. Quando voc&amp;ecirc; passa do n&amp;iacute;vel m&amp;eacute;dio para o n&amp;iacute;vel t&amp;eacute;cnico e para o n&amp;iacute;vel superior, &amp;eacute; muito mais dif&amp;iacute;cil que a pessoa v&amp;aacute; estar no mercado informal&amp;rdquo;, observa.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="margin: 0px 0px 10px; color: rgb(65, 65, 65); font-family: sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;"&gt;&lt;strong style="font-weight: 700;"&gt;Economia digital e regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc" style="padding: 0px; margin: 0px 0px 10px 25px; color: rgb(65, 65, 65); font-family: sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;"&gt;&lt;li style="line-height: 20px;"&gt;&lt;strong style="font-weight: 700;"&gt;N&amp;uacute;meros em ascens&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O Brasil nunca teve tanta gente trabalhando como entregador ou motorista por aplicativo, de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE). Por volta de 350 mil t&amp;ecirc;m as entregas como atividade principal, atuando sem CNPJ, na informalidade. Al&amp;eacute;m disso, o Pa&amp;iacute;s tem quase 1,4 milh&amp;otilde;es de motoristas de aplicativo, o maior n&amp;uacute;mero da hist&amp;oacute;ria. No total, cerca de 2,1 milh&amp;otilde;es de profissionais realizam trabalhos por meio de plataformas digitais.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style="line-height: 20px;"&gt;&lt;strong style="font-weight: 700;"&gt;Outro lado.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;A entrada nesse mercado &amp;eacute; simples, sem necessidade de entrevista ou forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional espec&amp;iacute;fica.&lt;strong style="font-weight: 700;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;ldquo;D&amp;aacute; a impress&amp;atilde;o que &amp;eacute; uma oportunidade r&amp;aacute;pida de voc&amp;ecirc; ter alguma renda, num cen&amp;aacute;rio que &amp;agrave;s vezes a pessoa n&amp;atilde;o consegue entrar no mercado formal&amp;rdquo;, pontua o economista. Entretanto, a realidade desses trabalhadores revela muitos problemas. Muitas vezes, eles atuam em jornadas exaustivas, sem prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou benef&amp;iacute;cios, colocando suas vidas em risco e recebendo baix&amp;iacute;ssimas remunera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style="line-height: 20px;"&gt;&lt;strong style="font-weight: 700;"&gt;Caminhos da regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;No ano passado, o debate sobre a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse modelo de trabalho veio &amp;agrave; tona. Segundo Mancha, &amp;eacute; preciso encontrar um meio termo entre aqueles que sugerem que todos os trabalhadores de plataformas devem ser celetistas e aqueles que defendem a informalidade. &amp;ldquo;O debate da pol&amp;iacute;tica p&amp;uacute;blica &amp;eacute; tentar chegar num ponto em que a empresa n&amp;atilde;o feche porque o custo ficou proibitivo, mas tamb&amp;eacute;m que o trabalhador n&amp;atilde;o esteja totalmente desamparado&amp;rdquo;, conclui.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="margin: 0px 0px 10px; color: rgb(65, 65, 65); font-family: sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;"&gt;Assista ao debate aqui.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0px 0px 10px; color: rgb(65, 65, 65); font-family: sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; background-color: rgb(255, 255, 255); text-decoration-thickness: initial; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;"&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" style="text-align: left; position: relative; user-select: none; display: block; clear: both;"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/HVdjXIS61Ik?&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" style="box-sizing: content-box; max-width: 100%; border: none;"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 08 Sep 2025 11:11:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Pejotização e o impasse do vínculo: STF pauta novo capítulo das relações de trabalho]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/pejotizacao-e-o-impasse-do-vinculo-stf-pauta-novo-capitulo-das-relacoes-de-trabalho</link><description>&lt;![CDATA[Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da FecomercioSP dá continuidade ao debate sobre ambiente de insegurança jurídica causado por divergências sobre contratação de PJs, e o que aguardar da decisão da Corte]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Apesar das transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es recentes do mercado de trabalho brasileiro, o Pa&amp;iacute;s segue preso a uma vis&amp;atilde;o bin&amp;aacute;ria entre empregado e empregador, heran&amp;ccedil;a da Consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Leis do Trabalho (CLT), que moldou d&amp;eacute;cadas de decis&amp;otilde;es judiciais e cristalizou uma cultura de subordina&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas. Nos &amp;uacute;ltimos anos, contudo, a diversidade de contratos e arranjos laborais ampliou o debate sobre alternativas ao emprego tradicional. O aumento das contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalhadores aut&amp;ocirc;nomos e de Pessoas Jur&amp;iacute;dicas (PJs) &amp;mdash; pr&amp;aacute;tica conhecida como &amp;ldquo;pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; &amp;mdash; acabou por desafiar essa vis&amp;atilde;o hist&amp;oacute;rica. Mas isso intensificou muito um ambiente de disputa na Justi&amp;ccedil;a sobre o que realmente &amp;eacute; legal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Supremo Tribunal Federal (STF) j&amp;aacute; havia determinado a suspens&amp;atilde;o, em todo o Brasil, dos processos judiciais que discutem a legalidade da contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalhadores aut&amp;ocirc;nomos e PJs para a presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os &amp;mdash; &lt;a href="https://portal.stf.jus.br/processos/downloadPeca.asp?id=15375825805&amp;ext=.pdf" target="_blank"&gt;Tema 1.389&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;A quest&amp;atilde;o &amp;eacute; que, agora,&amp;nbsp;designou uma audi&amp;ecirc;ncia p&amp;uacute;blica para tratar desse tema. A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Corte deve ocorrer depois de outubro, ap&amp;oacute;s a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessa audi&amp;ecirc;ncia para ouvir as partes interessadas e representantes da sociedade civil, dado o enorme alcance desse modelo de trabalho atualmente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP) pautou o tema em maio de 2025, ocasi&amp;atilde;o em que &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/explosao-de-acoes-que-tratam-de-pejotizacao-e-terceirizacao-pressiona-stf-e-ameaca-a-produtividade-da-justica-do-trabalho"&gt;contou com uma aprofundada an&amp;aacute;lise por parte do conselheiro Est&amp;ecirc;v&amp;atilde;o Mallet&lt;/a&gt;, abrangendo as quest&amp;otilde;es de direito material e processual envolvidas na pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Na reuni&amp;atilde;o do conselho no m&amp;ecirc;s de agosto, a tem&amp;aacute;tica voltou ao centro da pauta, levando em conta os quesitos apresentados pelo STF para debate com a sociedade, envolvendo aspectos jur&amp;iacute;dicos e econ&amp;ocirc;micos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Gisela Freire, advogada trabalhista e sindical e integrante deste conselho, houve um aumento expressivo das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es judiciais envolvendo pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o: de 2020 a 2025, o n&amp;uacute;mero de processos subiu quase 10%, chegando ao patamar de 1,2 milh&amp;atilde;o de reclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas envolvendo esse tema. Ela participou de debate ao lado de S&amp;oacute;lon Almeida, professor e consultor de rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas e sindicais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A advogada ressaltou que h&amp;aacute; uma tend&amp;ecirc;ncia de a Justi&amp;ccedil;a do Trabalho, ao aplicar princ&amp;iacute;pios constitucionais como a dignidade da pessoa humana e a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social do trabalho, enxergar fraude em praticamente todas as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas que n&amp;atilde;o sejam estritamente celetistas. &amp;ldquo;Esse olhar muitas vezes supera o pr&amp;oacute;prio texto legal, partindo para uma leitura mais principiol&amp;oacute;gica com base na dignidade da pessoa e na fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social do trabalho, e menos voltada &amp;agrave; letra da lei&amp;rdquo;, analisou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Almeida concorda: &amp;ldquo;Existe ainda um vi&amp;eacute;s muito conservador na Justi&amp;ccedil;a do Trabalho, que enxerga quase toda rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o sob a &amp;oacute;tica da subordina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e do v&amp;iacute;nculo empregat&amp;iacute;cio, mesmo quando a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; prev&amp;ecirc; diversas formas de contrato.&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O consultor destacou que, em contraste com o tradicional protecionismo da Justi&amp;ccedil;a do Trabalho, o STF tem adotado uma postura mais flex&amp;iacute;vel na an&amp;aacute;lise da pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, reconhecendo a livre iniciativa e o empreendedorismo como balizadores das iniciativas trabalhistas. &amp;ldquo;A Corte entende que nem todo trabalhador precisa ser tutelado pelo Estado e que existem situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es leg&amp;iacute;timas de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o como PJ, desde que n&amp;atilde;o haja fraude&amp;rdquo;, enfatizou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gisela e Almeida, ambos membros deste conselho, defendem que, a partir de agora, o Pa&amp;iacute;s ter&amp;aacute; de decidir se o v&amp;iacute;nculo tradicional pode ser uma escolha ou se permanece uma imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; algo na contram&amp;atilde;o do mercado e do mundo. Em outubro, a audi&amp;ecirc;ncia p&amp;uacute;blica no STF vai discutir at&amp;eacute; onde o Estado pode intervir na autonomia dos profissionais e nos contratos, al&amp;eacute;m de quest&amp;otilde;es como a compet&amp;ecirc;ncia da Justi&amp;ccedil;a do Trabalho, a legalidade das contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es de PJs e aut&amp;ocirc;nomos, e quem deve comprovar a exist&amp;ecirc;ncia de fraude.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tema n&amp;atilde;o &amp;eacute; novo nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao passo que as leis evolu&amp;iacute;ram nas &amp;uacute;ltimas d&amp;eacute;cadas para adaptar o sistema &amp;agrave; diversidade de arranjos laborais, sempre prevaleceu um padr&amp;atilde;o: quando novos setores buscavam formas modernas de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a Justi&amp;ccedil;a do Trabalho reagia com cautela, muitas vezes desconsiderando a autonomia dos trabalhadores e presumindo a ocorr&amp;ecirc;ncia de fraude. Foi assim com a lei do representante comercial, de 1965, e permanece assim na recente lei do sal&amp;atilde;o parceiro [&lt;em&gt;que trata de temas relacionados &amp;agrave; terceiriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;atilde;o de obra em sal&amp;otilde;es de beleza&lt;/em&gt;], refor&amp;ccedil;ou Almeida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o debate, Gisela trouxe reflex&amp;otilde;es sobre o conceito de trabalho externo, utilizado por Jos&amp;eacute; Pastore, presidente deste conselho, para descrever atua&amp;ccedil;&amp;otilde;es profissionais menos tradicionais, como aquelas exercidas por aut&amp;ocirc;nomos e pessoas jur&amp;iacute;dicas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a advogada, o conceito de trabalho externo, originalmente associado a quem trabalha fora do estabelecimento &amp;mdash; seja por meio da CLT ou de legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o espec&amp;iacute;fica &amp;mdash;, hoje ajuda a entender a complexidade dos servi&amp;ccedil;os especializados e multifacetados, muitas vezes supridos por sociedades com diversos profissionais ou at&amp;eacute; mesmo neg&amp;oacute;cios de um &amp;uacute;nico s&amp;oacute;cio. &amp;ldquo;Quando a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o trata da terceiriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ela fala em presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os, sem exigir o formato cl&amp;aacute;ssico de triangula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que indica que a chamada pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; estava prevista desde a Lei 6.019/74 [&lt;em&gt;que estabelece regras para o trabalho tempor&amp;aacute;rio e a terceiriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Brasil&lt;/em&gt;]&amp;rdquo;, explicou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gisela avaliou que o julgamento no STF tende a apontar crit&amp;eacute;rios mais objetivos para distinguir as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es leg&amp;iacute;timas, devendo considerar, inclusive, fatores como condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica e autonomia dos contratados ao definir quem pode &amp;mdash; ou n&amp;atilde;o &amp;mdash; ser considerado hipersuficiente para atuar como PJ.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O futuro das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em meio a tudo isso, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da informalidade &amp;eacute; um fator que n&amp;atilde;o pode ser desconsiderado nesse debate, uma vez que o crescimento da quantidade de trabalhadores nessa condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o desafia o papel do Estado e das legisla&amp;ccedil;&amp;otilde;es tradicionais. Almeida chamou aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os 40 milh&amp;otilde;es de trabalhadores brasileiros que atuam de modo informal &amp;mdash; um &amp;iacute;ndice de 33% da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o economicamente ativa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE). &amp;ldquo;Hoje vemos profissionais que n&amp;atilde;o querem ser registrados, preferindo manter a autonomia e, muitas vezes, garantindo rendimentos superiores &amp;agrave; m&amp;eacute;dia da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como &amp;eacute; o caso de motoristas de aplicativo, setor automotivo, e-commerce, &amp;aacute;rea de Tecnologia da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, entre outros&amp;rdquo;, acrescentou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Ivo Dall&amp;#39;Acqua J&amp;uacute;nior, presidente em exerc&amp;iacute;cio da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;ldquo;estamos diante de uma profunda inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica: o que est&amp;aacute; em jogo &amp;eacute; o equil&amp;iacute;brio entre a autonomia do trabalhador e a necessidade de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal. S&amp;atilde;o quest&amp;otilde;es que definem o futuro das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho e apontam para o desafio fundamental da liberdade de escolha &lt;em&gt;versus&lt;/em&gt; a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de v&amp;iacute;nculos&amp;rdquo;, concluiu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que est&amp;aacute; em debate no STF&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A audi&amp;ecirc;ncia p&amp;uacute;blica sobre pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o trar&amp;aacute; &amp;agrave; tona diversas quest&amp;otilde;es centrais para o futuro das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas no Brasil. Entre os pontos que ser&amp;atilde;o discutidos est&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O que se entende por pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e qual a dimens&amp;atilde;o atual desse fen&amp;ocirc;meno na economia brasileira?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quais s&amp;atilde;o os elementos que distinguem a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emprego regida pela CLT da contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o aut&amp;ocirc;noma ou de PJ para presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quais requisitos da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emprego podem estar presentes na pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o (subordina&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pessoalidade, habitualidade e onerosidade)?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quais s&amp;atilde;o os elementos necess&amp;aacute;rios para a configura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fraude na formaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contrato para presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os por aut&amp;ocirc;nomos e por pessoas jur&amp;iacute;dicas?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A quem incumbe comprovar a exist&amp;ecirc;ncia &amp;mdash; ou n&amp;atilde;o &amp;mdash; de fraude: ao trabalhador contratado ou &amp;agrave; empresa contratante?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quais os efeitos da pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o na prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos direitos trabalhistas?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quais os poss&amp;iacute;veis preju&amp;iacute;zos no acesso aos benef&amp;iacute;cios previdenci&amp;aacute;rios e ao Fundo de Garantia do Tempo de Servi&amp;ccedil;o (FGTS) para trabalhadores submetidos &amp;agrave; pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quais s&amp;atilde;o as vantagens financeiras e tribut&amp;aacute;rias auferidas pelos trabalhadores que prestam servi&amp;ccedil;o com habitualidade por interm&amp;eacute;dio de PJ ou de forma aut&amp;ocirc;noma?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Qual &amp;eacute; o impacto da pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para as empresas contratantes?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quais mudan&amp;ccedil;as podem ser feitas pelo Congresso Nacional na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o previdenci&amp;aacute;ria para atenuar eventual consequ&amp;ecirc;ncia causada pela ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o cada vez mais ampla da pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Como se d&amp;aacute; o tratamento tribut&amp;aacute;rio de pessoas f&amp;iacute;sicas&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;versus&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;pessoas jur&amp;iacute;dicas no contexto da pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Existem experi&amp;ecirc;ncias internacionais de regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que possam servir de refer&amp;ecirc;ncia para o Brasil?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quais alternativas regulat&amp;oacute;rias poderiam ser adotadas para coibir fraudes sem prejudicar modelos leg&amp;iacute;timos de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de PJs?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Como a Justi&amp;ccedil;a do Trabalho tem interpretado e decidido, atualmente, casos envolvendo pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;De que maneira a pejotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o afeta a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva e a representatividade sindical dos trabalhadores?&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 28 Aug 2025 16:10:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP inicia diálogo com sindicatos e empresas que precede as negociações coletivas]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-inicia-dialogo-com-sindicatos-e-empresas-que-precede-as-negociacoes-coletivas</link><description>&lt;![CDATA[Série de reuniões é fundamental para a formulação de normas que atendam às demandas de empresários e colaboradores]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O diálogo com sindicatos e empresas durante o ciclo de reuniões que antecede as negociações coletivas teve início bem-sucedido. Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente em exercício da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, se reuniu, no início de agosto, com lideranças para ouvir as demandas dos setores e apresentar a consolidação dos pleitos patronais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como em todos os anos, a Federação conduz as negociações coletivas para buscar o equilíbrio entre os interesses das categorias patronal e profissional. Assim, é possível direcionar direitos e obrigações para disciplinar as relações trabalhistas, além de regular as relações entre as categorias econômicas e profissionais e as respectivas entidades sindicais representantes nas datas bases correspondentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ricardo Patah, presidente do &lt;a href="https://www.comerciarios.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP&lt;/a&gt;) e seus diretores trouxeram os pleitos da pauta laboral, além de reivindicações da bancada patronal. Os representantes do &lt;a href="https://cargasproprias.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Sindicato dos Condutores em Transportes Rodoviários de Cargas Próprias de São Paulo (Sindicapro)&lt;/a&gt; também entregaram formalmente a pauta de reivindicações do setor, pelas mãos do presidente, Almir Macedo Pereira, e do diretor, Jorge Aparecido de Melo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao longo do processo negocial, as partes devem se reunir mais vezes até que possam alinhar suas respectivas pretensões, culminando com a assinatura da norma coletiva 2025–2026, cuja data-base é 1º de setembro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todos os temas debatidos nas reuniões serão submetidos às respectivas categorias para que possam entrar em um consenso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CCT de todos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É fundamental que as empresas e as entidades representantes de classe acompanhem as discussões e participem ativamente da formulação da nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP criou um espaço exclusivo para promover a disseminação das informações relativas às negociações coletivas 2025–2026, em face da categoria profissional. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/acompanhe-o-andamento-das-negociacoes-coletivas-2025-2026" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acompanhe todas as movimentações aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 12 Aug 2025 10:10:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[trabalhista]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Comissão de Trabalho aprova relatório do PL Emprega Turismo, idealizado pela FecomercioSP]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/comissao-de-trabalho-aprova-relatorio-do-pl-emprega-turismo-idealizado-pela-fecomerciosp</link><description>&lt;![CDATA[Deputado federal Lucas Ramos, relator do projeto, ressalta o efeito socioeconômico da proposta construída com o apoio técnico da Federação]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Comiss&amp;atilde;o de Trabalho da C&amp;acirc;mara dos Deputados aprovou, em reuni&amp;atilde;o deliberativa realizada na &amp;uacute;ltima quarta-feira (9), o relat&amp;oacute;rio do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/projeto-de-lei-sobre-empregabilidade-no-turismo-e-protocolado-no-congresso" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Projeto de Lei (PL) 1.599/2025&lt;/a&gt;, que institui o programa Emprega Turismo. A proposta &amp;eacute; fruto de uma constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; a fim de estimular a formaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o no setor, al&amp;eacute;m de ampliar as oportunidades de emprego a pessoas em situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vulnerabilidade social &amp;mdash; especialmente benefici&amp;aacute;rios do Bolsa Fam&amp;iacute;lia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Relatado pelo deputado federal Lucas Ramos (PSB/PE), o texto aprovado incorpora ajustes importantes para assegurar mais seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e sustentabilidade ao projeto. &amp;ldquo;O Emprega Turismo &amp;eacute; uma iniciativa que promove o acesso ao trabalho formal sem comprometer a rede de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o social. Nosso substitutivo delimita com clareza quem poder&amp;aacute; aderir ao programa, garantindo responsabilidade e crit&amp;eacute;rios objetivos na ades&amp;atilde;o&amp;rdquo;, afirmou Ramos, ao apresentar o seu parecer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O relator tamb&amp;eacute;m citou a retirada de trechos que previam redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da al&amp;iacute;quota do Fundo de Garantia do Tempo de Servi&amp;ccedil;o (FGTS) e da multa rescis&amp;oacute;ria, de modo a preservar os direitos trabalhistas e evitar distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es na aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da medida. &amp;ldquo;Estamos propondo um modelo de inclus&amp;atilde;o que respeite a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o vigente e os princ&amp;iacute;pios constitucionais da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica&amp;rdquo;, disse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Avan&amp;ccedil;o institucional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do relat&amp;oacute;rio na Comiss&amp;atilde;o de Trabalho representa um marco na trajet&amp;oacute;ria do Emprega Turismo &amp;mdash; e tamb&amp;eacute;m uma conquista institucional da FecomercioSP. A proposta nasceu de um estudo elaborado pela assessoria t&amp;eacute;cnica da Entidade, validado pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da Entidade &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-se-reune-com-deputado-marx-beltrao-para-discutir-proximos-passos-do-projeto-de-lei-emprega-turismo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;e entregue ao deputado federal Marx Beltr&amp;atilde;o&lt;/a&gt; (PP/AL) em outubro de 2024. Com articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da equipe de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Institucionais da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Bras&amp;iacute;lia, o texto ganhou musculatura legislativa com a coautoria de nomes estrat&amp;eacute;gicos do Congresso, como Pedro Lupion (PP/PR), Joaquim Passarinho (PL/PA) e Felipe Carreiras (PSB/PE).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O projeto, que nasceu no Conselho de Turismo da FecomercioSP, avan&amp;ccedil;a com responsabilidade e sensibilidade, resultado de um esfor&amp;ccedil;o coletivo de diagn&amp;oacute;stico e proposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; que, agora, encontra respaldo no Parlamento&amp;rdquo;, comemora Guilherme Dietze, presidente do &amp;oacute;rg&amp;atilde;o da Entidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A expectativa da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; que o projeto continue tramitando com celeridade, com o apoio das frentes parlamentares e do Minist&amp;eacute;rio do Trabalho, que tamb&amp;eacute;m participou das discuss&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicas do substitutivo apresentado por Ramos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impacto sobre o setor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Voltado para a promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da empregabilidade no Turismo &amp;mdash; ainda em recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ap&amp;oacute;s as consequ&amp;ecirc;ncias da pandemia &amp;mdash;, o Emprega Turismo pretende oferecer incentivos &amp;agrave; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalhadores vulner&amp;aacute;veis, com capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional e acesso a direitos sociais. Ao mesmo tempo, busca atender &amp;agrave; demanda crescente por m&amp;atilde;o de obra formalizada no setor, hoje um dos gargalos estruturais da cadeia tur&amp;iacute;stica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Estamos lidando com um dos entraves mais relevantes para o Pa&amp;iacute;s. O projeto representa um passo importante para unir inclus&amp;atilde;o produtiva e dinamismo econ&amp;ocirc;mico&amp;rdquo;, afirmou Dietze.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Comiss&amp;atilde;o de Trabalho, o PL 1.599/2025 segue para an&amp;aacute;lise nas comiss&amp;otilde;es seguintes. A FecomercioSP continuar&amp;aacute; acompanhando a tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mobilizando atores do setor e parlamentares em prol de sua aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 16 Jul 2025 09:52:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Emprega Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Envelhecemos rápido — e quem vai cuidar de nós?]]</title><link>https://portal.homolog.fecomercio.com.br/noticia/envelhecemos-rapido-e-quem-vai-cuidar-de-nos</link><description>&lt;![CDATA[Para José Pastore, o despreparo do Brasil para a nova realidade demográfica traz riscos não só para a atividade do cuidado, mas também para o equilíbrio da Previdência e para a qualidade do envelhecimento]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A economia do cuidado se imp&amp;otilde;e como quest&amp;atilde;o priorit&amp;aacute;ria diante do novo perfil demogr&amp;aacute;fico do mundo. &lt;a href="https://www-who-int.translate.goog/news-room/fact-sheets/detail/ageing-and-health?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc"&gt;De acordo com a Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mundial da Sa&amp;uacute;de (OMS)&lt;/a&gt;, at&amp;eacute; 2030, o n&amp;uacute;mero de pessoas com 60 anos ou mais aumentar&amp;aacute; 40%; at&amp;eacute; 2050, esse contingente deve dobrar, ultrapassando 2 bilh&amp;otilde;es de idosos. A previs&amp;atilde;o &amp;eacute; que entre 2020 e 2050, a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o mundial com 80 anos ou mais triplique, chegando a 426 milh&amp;otilde;es de pessoas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil segue na mesma dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;a href="https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/noticias/2023/10/censo-2022-numero-de-idosos-na-populacao-do-pais-cresceu-57-4-em-12-anos"&gt;O n&amp;uacute;mero de idosos no Pa&amp;iacute;s aumentou 57% em apenas 12 anos&lt;/a&gt;, segundo o IBGE. &lt;a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/43837-censo-2022-mostra-um-pais-com-menos-filhos-e-menos-maes"&gt;Ao mesmo tempo, nascem cada vez menos pessoas&lt;/a&gt;: em 1960, cada mulher brasileira tinha, em m&amp;eacute;dia, mais de seis filhos, um cen&amp;aacute;rio que contrasta com a realidade atual &amp;mdash; em 2022, essa m&amp;eacute;dia caiu para apenas 1,5 filho por mulher. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o d&amp;aacute; para repor a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que dir&amp;aacute; crescer&amp;rdquo;, ressalta o soci&amp;oacute;logo Jos&amp;eacute; Pastore, presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-emprego-e-relacoes-de-trabalho"&gt;Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Trabalho&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse quadro gera problemas de duas ordens: a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalhar est&amp;aacute; encolhendo, ao passo que a parcela que n&amp;atilde;o trabalha, mas que precisa de servi&amp;ccedil;os de sa&amp;uacute;de e assist&amp;ecirc;ncia, tende a &amp;ldquo;explodir&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;ldquo;Isso tudo significa que vamos ter uma demanda enorme por cuidadores, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para idosos, mas para crian&amp;ccedil;as e pessoas doentes e com defici&amp;ecirc;ncia. V&amp;atilde;o faltar bra&amp;ccedil;os e preparo para tanta necessidade. Isso sem contar a press&amp;atilde;o nos sistemas de sa&amp;uacute;de e na Previd&amp;ecirc;ncia, que s&amp;oacute; aumenta&amp;rdquo;, complementa Pastore. &amp;ldquo;O desafio, agora, &amp;eacute; fazer com que essas pessoas envelhe&amp;ccedil;am bem.&amp;rdquo;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Frente a desse panorama mundial, o soci&amp;oacute;logo analisa, em entrevista exclusiva, os principais impasses e caminhos para a economia do cuidado no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Brasil n&amp;atilde;o est&amp;aacute; imune &amp;agrave; transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o demogr&amp;aacute;fica que ocorre no mundo, pressionando a demanda por servi&amp;ccedil;os de cuidados. Mas ainda persistem algumas quest&amp;otilde;es importantes, como a qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da m&amp;atilde;o de obra, a formaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalhador e o regime laboral. Qual &amp;eacute; a sua vis&amp;atilde;o a respeito disso no contexto brasileiro?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O setor de cuidados est&amp;aacute; entre os mais demandados no mundo inteiro, inclusive no Brasil. S&amp;oacute; que, aqui, estima-se que existam 2 milh&amp;otilde;es de trabalhadores na &amp;aacute;era, mas esse n&amp;uacute;mero &amp;eacute; muito subestimado, v&amp;aacute;rios fatores n&amp;atilde;o entram na conta. Tem muita gente que atua no cuidado &amp;mdash; como os familiares &amp;mdash; e n&amp;atilde;o se considera profissional, faz porque precisa. Em sua maioria, quase tudo &amp;eacute; feito por mulheres, sem reconhecimento, nem prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal, tampouco treinamento adequado. No entanto, s&amp;oacute; pelo quadro demogr&amp;aacute;fico, j&amp;aacute; se v&amp;ecirc; que h&amp;aacute; uma demanda fant&amp;aacute;stica, e isso deve aumentar muito daqui para a frente.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="fr-text-bordered"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;De acordo com as proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es do IBGE,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/41056-populacao-do-pais-vai-parar-de-crescer-em-2041"&gt;a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira deve alcan&amp;ccedil;ar o pico de 220,4 milh&amp;otilde;es em 2041&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;e, a partir da&amp;iacute;, come&amp;ccedil;ar a diminuir, chegando a 199,2 milh&amp;otilde;es em 2070&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E como &amp;eacute; um setor muito heterog&amp;ecirc;neo &amp;mdash; pessoas com (ou sem) registro e com (ou sem) treinamento &amp;mdash;, ainda precisa de muita pesquisa para saber quais s&amp;atilde;o as necessidades dos cuidadores e das empresas ou fam&amp;iacute;lias que contratam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por outro lado, o que n&amp;oacute;s percebemos no &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/um-quarto-da-forca-de-trabalho-esta-nos-cuidados-e-o-brasil-ainda-nao-tem-clareza-quanto-a-isso"&gt;semin&amp;aacute;rio que realizamos para compreender esse setor&lt;/a&gt; &amp;eacute; que a parcela de &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/a-responsabilidade-de-formar-cuidadores-em-um-brasil-cada-vez-mais-idoso"&gt;cuidadores com treinamento adequado&lt;/a&gt; &amp;eacute; muito pequena. E o quadro vai ficando cada vez mais s&amp;eacute;rio, uma vez que uma pequena minoria conta com prote&amp;ccedil;&amp;otilde;es das legisla&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhista e previdenci&amp;aacute;ria. Esses n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o problemas que podem ser resolvidos por uma nova lei. E n&amp;atilde;o se pode esperar que a sociedade crie sistemas de capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cuidadores que venha a atender todos os idosos, estamos muito longe das duas coisas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Brasil ainda falha em reconhecer a relev&amp;acirc;ncia da economia do cuidado?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De fato. E o maior obst&amp;aacute;culo &amp;eacute; cultural. O cuidado sempre foi visto como uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da fam&amp;iacute;lia, principalmente das mulheres. S&amp;oacute; nos &amp;uacute;ltimos anos que as pessoas come&amp;ccedil;aram a perceber que cuidar de algu&amp;eacute;m &amp;mdash; crian&amp;ccedil;a, idoso ou doente &amp;mdash; &amp;eacute; trabalho, &amp;eacute; produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e gera impacto econ&amp;ocirc;mico. At&amp;eacute; hoje, para muita gente, &amp;eacute; &amp;ldquo;ajuda&amp;rdquo;, &amp;ldquo;dever da fam&amp;iacute;lia&amp;rdquo;, e n&amp;atilde;o trabalho de verdade, com valor. A verdade &amp;eacute; que esse cen&amp;aacute;rio mudou: gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; medicina paliativa, as pessoas est&amp;atilde;o vivendo mais, por&amp;eacute;m o pr&amp;oacute;prio envelhecimento est&amp;aacute; tornando as doen&amp;ccedil;as mais complexas. Com isso, as fam&amp;iacute;lias n&amp;atilde;o conseguem mais dar conta sozinhas. Infelizmente, o reconhecimento, na cabe&amp;ccedil;a das pessoas, ainda n&amp;atilde;o acompanhou esse movimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quais s&amp;atilde;o os principais entraves para a formaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse trabalho, no contexto brasileiro?&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O melhor cen&amp;aacute;rio, geralmente, est&amp;aacute; ligado &amp;agrave;s empresas que prestam esses servi&amp;ccedil;os, as quais s&amp;atilde;o capazes de oferecer melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e sal&amp;aacute;rio melhor. No caso dos cuidados contratados pelas fam&amp;iacute;lias, prestados em domic&amp;iacute;lio, a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o atual determina que esses profissionais sejam regulados pela lei do empregado dom&amp;eacute;stico. Eles devem cumprir a mesma jornada dos demais empregados, com oito horas di&amp;aacute;rias, intervalo obrigat&amp;oacute;rio para almo&amp;ccedil;o e descanso m&amp;iacute;nimo de 11 horas entre as jornadas. Essas regras, modificadas pela emenda constitucional de 2013, ainda n&amp;atilde;o foram plenamente absorvidas nem por trabalhadores, nem por empregadores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A formaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos v&amp;iacute;nculos na economia do cuidado poderia ajudar o equil&amp;iacute;brio financeiro do sistema de Previd&amp;ecirc;ncia?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Poderia, mas s&amp;oacute; se criarmos instrumentos flex&amp;iacute;veis, porque o trabalho do cuidador abrange muito v&amp;iacute;nculo intermitente, v&amp;aacute;rios hor&amp;aacute;rios, realidades diferentes. &amp;Eacute; a mesma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que existe atualmente com o trabalhador de plataforma digital, que n&amp;atilde;o se enquadra na CLT ou no sistema previdenci&amp;aacute;rio convencional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O sistema atual, muito preso &amp;agrave; CLT, n&amp;atilde;o enxerga esse dinamismo.&amp;nbsp;Aqui, &amp;eacute; assim: ou se protege com CLT e INSS, ou n&amp;atilde;o se protege com nada.&amp;nbsp;Temos de pensar em sistemas que sejam capazes de cobrir essa complexidade, com&amp;nbsp;modalidades&amp;nbsp;que deem garantia &amp;agrave;s&amp;nbsp;necessidades fundamentais&amp;nbsp;para todo o tipo de cuidador &amp;mdash; n&amp;atilde;o s&amp;oacute; a quem tenha carteira assinada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Qual &amp;eacute; o papel das empresas e do Estado na profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e na capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos trabalhadores do cuidado?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sobre o cuidado com a crian&amp;ccedil;a, as empresas at&amp;eacute; t&amp;ecirc;m alguma responsabilidade, porque s&amp;atilde;o obrigadas a contribuir para creche, especialmente quando h&amp;aacute; negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva. Isso funciona em alguns setores, mas nem todo mundo consegue bancar. Pa&amp;iacute;ses da Escandin&amp;aacute;via d&amp;atilde;o exemplo legal, ao criar creches perto das empresas, facilitando muito &amp;mdash; inclusive para o empregador, pois a licen&amp;ccedil;a pode ser menor, j&amp;aacute; que a funcion&amp;aacute;ria tem a possibilidade de amamentar o filho no pr&amp;eacute;dio ao lado. Trata-se de uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que vai al&amp;eacute;m da simples obrigatoriedade legal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, aqui, para o idoso, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; lei que obrigue nada &amp;mdash; &amp;eacute; a Previd&amp;ecirc;ncia que entra. O importante &amp;eacute; pensar em quem cuida e incentivar a pessoa que trabalha nisso a se qualificar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pensando no futuro do trabalho do cuidado, diante das tend&amp;ecirc;ncias demogr&amp;aacute;ficas e econ&amp;ocirc;micas&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;no mundo&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;, qual &amp;eacute; o maior alerta?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O maior alerta &amp;eacute; que a demografia n&amp;atilde;o perdoa. O envelhecimento &amp;eacute; certo, vai chegar. Tem exemplos como o do Jap&amp;atilde;o, onde filho idoso cuida de pai ainda mais idoso, e ningu&amp;eacute;m deu conta de criar um sistema previdenci&amp;aacute;rio que aguente esse tipo de situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em massa, dando assist&amp;ecirc;ncia para ambos. O obst&amp;aacute;culo &amp;eacute; enorme, pois vai exigir muita criatividade e adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; e n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma quest&amp;atilde;o a ser resolvida daqui a 50 anos, mas para j&amp;aacute;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em junho, a FecomercioSP realizou o semin&amp;aacute;rio &lt;strong&gt;A Economia dos Cuidados: a Situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil&lt;/strong&gt;, recebendo especialistas e lideran&amp;ccedil;as corporativas para debater a desigualdade e a informalidade do setor, bem como os caminhos para capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade e uma regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o equilibrada. Confira os destaques nas mat&amp;eacute;rias a seguir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/um-quarto-da-forca-de-trabalho-esta-nos-cuidados-e-o-brasil-ainda-nao-tem-clareza-quanto-a-isso"&gt;O cuidado no centro do debate sobre o futuro do trabalho&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/a-responsabilidade-de-formar-cuidadores-em-um-brasil-cada-vez-mais-idoso"&gt;A responsabilidade de formar cuidadores em um Brasil cada vez mais idoso&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 15 Jul 2025 10:36:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item></channel></rss>
